Névoa Álgida

8 Capítulo 3.5 - Uma deusa solitária


UMA DEUSA SOLITÁRIA

XIV

Uma mulher vestindo camisa sem mangas e short corria incessantemente no meio do deserto. Mesmo com a temperatura de — 10º C, o suor pingava por todo o seu corpo. E a respiração ofegante misturava-se com o som da brisa noturna. Cabelos negros, presos a um broche, balançando a cada passo dado. E a pele pálida refletida pelo brilho da lua.

A meta estabelecida foi uma corrida de 3 mil km (ida e volta), mas, já havia passado dos 3.3 mil km, até ser interrompida, quando a mulher deparou-se com a figura da sua subordinada a poucos metros de distância.

— General... Qual foi o nosso acordo?

— “Nosso”? Eu não fiz acordo nenhum.

— Hmph... É compreensível que a senhora não goste de comparecer a eventos sociais... Mas não comparecer a nomeação dos cavaleiros reais para treinar... O que as pessoas irão pensar?

A mulher, ou melhor, a general sorriu e disse:

— Sempre preocupada comigo, não é mesmo?

— E quem seria o louco de assumir essa função?

— Saiba que sou a mulher mais desejada deste reino. Não preciso de subordinadas convencidas para cuidarem de mim, a hora que eu quiser posso arranjar alguém.

— Quis dizer a mais temida, não?

— Engraçadinha... Por hoje basta. Vamos.