Não sou da Lufa-Lufa! - Fanfic Harry Potter
7 6° Capítulo
Limpeza e Beliscões
— Muito esperta, Dona Susie! Se machucar de propósito só para não ajudar na limpeza. Você sabe que quem está perdendo é vocês duas... Ficando sem pontos.
— Não foi nada disso, foi realmente um acidente. — Olho a zeladora.
— Aham que vou acreditar, falem menos e trabalhem mais.
Ela aponta para as vassouras e baldes no quartinho de limpeza.
— O que exatamente é para fazermos? Madame Elvira?
— Podem limpar todo o corredor, escadas e vitrine. Se possível até o teto.
Olho o imenso corredor.
— Isso vai levar o dia todo! — Não evito reclamar.
— Então é melhor se apressarem antes das aulas da tarde. — Ela desaparece entrando no salão principal.
— Rápido Susie, não podemos demorar muito. — Ela começa a mexer nas vassouras.
— Argh...!
Pego a vassoura e vou para o início do corredor onde fica de frente para o pátio. Começo a varrer. Alguns alunos passam por mim, inclusive Max e dão risada.
— Você está se saindo bem, Susie, acho que em vez de voar devia limpar. — Ele debocha.
Aperto a vassoura me preparando para acertar sua cabeça quando a zeladora sai do salão e me olha parada.
— Varrendo, varrendo.
Eu resmungo.
Lúcia e eu fizemos um belo trabalho, varremos, tiramos as teias de aranha do canto das paredes com o feitiço de levitação. Ela limpou o teto enquanto voava. E eu esfreguei várias manchas que haviam na janela. Tudo ficou limpinho.
— Estou morta... — Resmungo sentada no chão, toda suada.
Lúcia ao meu lado me belisca.
— Ai!
— Se você está morta, como sente dor? — Ela debocha rindo.
Eu a belisco de volta.
— Ei eu não fiz isso tão forte! — Ela dá o troco e eu revido outra vez.
— Ai!
— Aiê!
— Ui!
— Ei!
Paramos de rolar no corredor e olho o pé do diretor.
— Ah! — Me levanto rápido, com Lúcia.
— Vocês fizeram um belo trabalho meninas... — Ele me olha enquanto esfrego meu braço dolorido.
— Obrigada Diretor Joseph, pode devolver nossos pontos agora?
— Sim, é claro.
Olho Lúcia animada.
— Mais três pontos para a Lufa-Lufa!
— Quê?! Três pontos?! Só isso??
Olho ele indo embora enquanto me debato tentando atacá-lo.
— Trabalhei a manhã toda! Tenho os meus direitos! Volta aqui!
Ele vira o corredor rindo.
— Susie! Para!
— Vou pegar a barba desse velhote e vou!-
— Vai o quê?
Meu corpo arrepia e olho a zeladora parada atrás de Lúcia com um olhar de matar.
— Vou pentear! É isso que vou fazer...
— Hum, bom...
Ela vira as costas.
— Devolvam tudo para o armário de limpeza, amanhã de tarde tem mais.
Eu mostro a língua para a pescoçuda e puxo Lúcia.
doc
— Hoje vocês vão aprender a fazer a poção do sono...
— Isso é fácil, o ingrediente principal é prestar atenção na aula. — digo a Lúcia e ela ri.
— O que é tão engraçado, senhorita Lúcia?
— Nada! Nada professor...
— Abram seus livros na página trezentos e vinte. E pegue seu caldeirão. — Ele fala entredentes enquanto me encara ferozmente.
— Claro...
Abri o livro, peguei meu caldeirão e coloquei na mesa, logo comecei a preparar a minha poção.
— Hum, agora mexer quinze vezes no sentido horário... — Eu leio o livro.
Após feito, entrego para o professor em um pequeno frasco.
— Espero no mínimo que tenha feito um bom trabalho desta vez senhorita Susie.
— Dei o meu melhor...
— Hum...
Ele pega uma cobra em um frasco grande e pinga uma gota do líquido na sua boca. A cobra se debate um pouco, mas logo adormece.
Eu olho o professor esperando um sorrisinho, mas ele não expressa nenhuma emoção.
— Muito bem... Um ponto para a Lufa-Lufa.
Olho Lúcia animada enquanto vejo ela entregar o seu frasco de poção. O professor acorda a cobra e testa nela outra vez.
— Muito bom... Dois pontos para a Lufa-Lufa.
Ela dá pulinhos de alegria e nos abraçamos.
— Menos dois pontos por essa comemoração espalhafatosa ridícula.
Os alunos da Sonserina e Corvinal riem.
— Estou te falando, ele nos odeia!
Saímos da sala de poções e subimos as escadas de volta para o primeiro andar.
— Ele detesta todo mundo, mas pelo menos podemos comemorar por ter conseguido três pontos na poção de antídoto para venenos.
— Sim. Espero que perto do natal ele pelo menos já comece a gostar mais da gente.
Em uma das minhas aulas extras com a professora Milore, Lúcia me assiste de longe sentada na última cadeira da sala.
— Certo, Susie vamos tentar com um feitiço básico.
— Mais básico do que Wingardium? Eu duvido que haja.
— E há, podemos tentar fazer vapor. O que acha?
— Hum, tudo bem, o que poderia dar errado?
Tudo deu errado. Acabei destruindo os livros da professora, ficaram todos úmidos.
— Sinto muito professora...
— Está tudo bem, eu precisava trocar de livros mesmo... Vamos tentar outra vez.
— Tem alguma ideia?
— Poderíamos tentar pedir permissão a varinha talvez.
— Permissão?
— Você disse que essa é uma varinha antiga não é? E que passou pelas mãos de muitos bruxos...
— Sim, mas como pedir permissão vai ajudar?
— Para muitos a magia vem de dentro do bruxo, e em parte isso está certo... Mas se tratando de uma varinha que surgiu de um desejo... De uma varinha que vem de uma magia muito antiga... É natural que precise de um comando.
Lúcia se levanta da cadeira.
— É claro! Assim como precisamos dizer o feitiço antes de fazê-lo.
— Exatamente.
Eu olho as duas e depois a varinha da minha mão.
— Acho que tudo bem tentar...
Me preparo, fico diante do livro da professora Milore e aponto a minha Varinha.
— Oh, varinha da raposa... Me empreste seu poder! Wingardium leviosa!
Nada acontece. Eu olho a professora e Lúcia rindo bastante.
— Por que estão rindo?! Vocês quem me deram a ideia! — digo envergonhada.
— Desculpe... Mas acho que não deve ser uma frase tão simples como essa. — Lúcia diz.
— Então o que faremos?
— A varinha deve ter um nome não é? Podíamos investigar.
— Mas isso pode levar semanas! As provas do primeiro bimestre vão chegar logo.
— O Olivaras! Ele deve saber.
— Quem?
— É o nome da loja de varinhas, sua tonta.
— Ah certo, podemos procurar ele.
— Meninas espere! V-vocês não podem sair do castelo.
— Mas é para uma emergência, professora.
— É! E você pode nos encobrir enquanto fazemos isso.
— Não sei não...
— Voltamos rápido, antes que a senhora ou qualquer outra pessoa dê a nossa falta.
Eu e Lúcia insistimos até a jovem professora ficar sem saída.
— Está bem! Mas não podem demorar, e ninguém pode ficar sabendo.
— Não vai! Eu prometo.
Ela suspira concordando. Eu olho Lúcia esperançosa.
doc
De tardezinha prestes a escurecer....
— Você tem certeza que ninguém vai nos ver se sairmos por aqui? — Olho o salgueiro lutador um pouco longe matando um passarinho com um de seus galhos.
— Vai dar certo, confia em mim.
Eu olho Lúcia montar em sua vassoura. Coloco o meu capuz e subo na vassoura com ela.
— Espero que a gente não se meta em problemas.
— A professora Milore vai dar conta. — Ela ri.
Lúcia levanta voo, nossos pés saem do chão. Me seguro firme em seus ombros e fecho os olhos quando passamos próximos ao salgueiro.
Ele tenta nos golpear com um galho, mas a vassoura é mais rápida.
— Segura firme!
Saímos de perto do castelo em direção a Hogsmead.
— Cuidado! — Lúcia grita tentando amenizar a velocidade da vassoura.
Entramos em um beco, nossos pés raspam no chão enquanto a vassoura começa a parar. Um pouco mais devagar começamos a quicar no chão até às cerdas da vassoura sair.
— Argh... A vassoura quase quebrou com esse peso todo. — Ela se levanta limpando a sujeira de suas vestes.
— Como você pretende ir ao beco diagonal por aqui? — me levanto.
— Tem uma chave de portal que os veteranos usam para sair escondido.
— E como você sabe disso?
— Max me disse uma vez. É por aqui, vem.
Ela me puxa para outro beco. Entramos em uma casa parecida com um hotel, ao entrar eu começo a observar os arredores, curiosa.
— Olá, senhor Matui, pode nos ajudar a ir para o beco diagonal? É importante... — Lúcia vai até o balcão e conversa com um velhinho.
— Oh Olá, você deve ser a Lúcia não é? Max falou de você.
— Sim, pode nos ajudar? Estamos com um pouco de pressa...
Ele assente e pega um balde velho debaixo do balcão e entrega a Lúcia.
— O que é isso? Como vamos chegar ao beco diagonal com isso?
O velho sai de trás do balcão com um relógio de mão. Lúcia sorri e coloca o balde no meio.
— Você nunca viajou assim antes?
— Eh?
— Agora é hora. — O velho diz.
— Rápido Susie me dê a sua mão.
Eu seguro a mão de Lúcia, o balde começar a se mexer sozinho como se algo quisesse sair. Lúcia coloca seu pé dentro dele.
Tudo acontece muito rápido. Meu corpo fica pequeno. Grande. Gordo. Fino. Alto. Baixo e de repente estamos no beco diagonal.
Lúcia respira fundo animada. Eu viro o rosto vomitando. Ela dá tapinhas nas minhas costas.
— Aparatar é uma droga na primeira vez, mas você vai ficar bem.
— Uh... — Eu limpo a minha boca e vejo a rua quase vazia. Iluminada pelas luzes dos postes com uma cor amarelada.
— O Olivaras é na rua de cima, vamos rápido.
— E o balde?
— Deixe aí, ficaremos bem.
Eu sigo o conselho de Lúcia, olho para trás enquanto sigo ela e vejo o balde desaparecer diante dos meus olhos.
— Magia me assusta às vezes.
Entramos no Olivaras.
— A loja já está fechada. — Sentado no sofá, o senhorzinho me olha.
— Eu sei, preciso da sua ajuda. É sobre a varinha que me vendeu.
— Você quer devolvê-la? Trocá-la?
— Não, eu quero saber o nome dela.
— Hum, o nome da varinha?
— Isso, sem enrolação. Estamos sem tempo.
— A varinha não tem um nome, senhorita Landerwood.
— Mas como não? A varinha foi feita com magia, não foi?
— Como sabe disso?
— Apenas me responda! Eu preciso saber o nome da varinha... Está me causando muitos problemas.
Ele ri e fecha seu livro.
— Eu disse a você que os caminhos dos bruxos que a possuiu foi repleta de confusão.
— Se esta varinha não serve para feitiços, então, porque diabos o senhor me vendeu?!
— Calma Susie... — Lúcia tenta me acalmar.
— Porque eu sei que você vai conseguir usá-la.
— Mas como?!
— A varinha escolhe o bruxo Senhorita Landerwood... Não costumo dizer isso aos meus fregueses... Nunca acreditei nisso até então...
— Mas como vou saber se ela me escolheu? Nada de bom tem acontecido até agora...
— Você vai saber no momento certo... A varinha precisa de um nome, você é a dona dela agora. Dê você mesma.
— Mas eu não...
— Susie está escuro, temos que voltar antes do banquete!
— Senhor... A varinha realmente surgiu de um desejo? Um desejo vindo do coração...?
Ele sorri.
— Acho que você já sabe a resposta para isso...
— Susie!
— Boa sorte, senhorita Landerwood.
Eu saio apressada com Lúcia. Ela aponta para o meio da rua onde o balde aparece.
— O balde! Rápido!
Nós corremos, falta pouco para alcançar.
— Você não disse que a gente não precisava se preocupar?!
— Eu menti!
— Lúciaaa!
Seguro a mão de Lúcia. Faltando cinco passos para alcançar o balde.
— Rápido!
Falta quatro passos.
— Agora!
Faltam dois passos.
— Vai dar!
— Certo!
O balde some.
— Senhorita Milore onde está a senhorita Susie e Lúcia?
— Ah! É... Estão na sala de aula praticando...!
— Mas a essa hora? É obrigatório estar na sala de banquete.
— Ah, é?! Eu não sabia disso...
— Poxa... Você já trabalha aqui a um ano. Deveria estar ciente disso. Vou ir chamá-las.
— Não!
— Não?...
— É que... Elas estão tão empenhadas em estudar para as provas que virão, que não devem perder o foco... — Ela força um sorriso para Margott.
— Você deve ter razão... Devem estar estudando muito mesmo.
— Se segura Susie! — Lúcia grita.
A vassoura balança bastante enquanto passamos por cima da floresta. O meio da vassoura começa a entortar.
— Eu sabia que devíamos ter pegado uma vassoura de voo! Essa não serve para voar!
— Então por que você não foi pegar?!
— A professora Eloise perceberia!
Em cima da floresta proibida a vassoura quebra e nós duas caímos.
— Aaaaaaaaaaaaaaah!!!
— Não! Não! Droga Luciáaaaa!
Lúcia tenta pegar a sua varinha enquanto caímos de uma altura de trezentos metros. Mas sua varinha escápula de sua mão.
— Vamos morrer!!
— Sua varinha Susie! Usa a sua varinha!!
Sem pensar muito eu pego a minha Varinha com força, estamos de ponta cabeça faltando duzentos metros para atingir o chão.
— Eu não tenho muito tempo, talvez seja a última coisa que eu faça antes de morrer...
— O que você disse?! — Ela grita.
— Estou falando com a varinha! Me dá licença? Eu quero filosofar antes morrer!
— Tá! Tá! Vai rápido! Porque se demorar!-
— Cala a boca, Lúcia!
— Não me manda calar a boca!
— Eu espero contar com você para me ajudar a criar o meu futuro... Então eu te nomeio agora como minha varinha, seu nome vai ser Et futurae!... Conto com você!
Aponto a varinha para baixo onde falta pouco para atingir o chão.
— Et futurae, Aresto Momentum!
Nada acontece e continuamos caindo.
— Parabéns Susie! Vamos morrer por sua culpa!
Falta cinquenta metros.
— Sinto muito! Eu pensei que... Pensei que dessa vez fosse dar certo... eu tenho sido uma idiota desde que cheguei aqui, você foi a minha única amiga, e lamento tanto... De verdade. Obrigada por tudo!
— Você... Me chamou de amiga?!
Eu olho Lúcia assentindo e tento segurar sua mão. Ela estica seu braço e consigo segurar.
— Adeus!
— Adeus!
Fechamos os olhos, abraçamos uma à outra e esperamos a queda.
Abro os olhos, olho para cima e vejo meu nariz a cinco centímetros do chão.
— Lúcia! Lúcia!
— Acabou? Foi rápido?
— Veja! Eu consegui! Eu consegui!
Ela abre os olhos e olha para baixo, vê o céu estrelado debaixo de seus pés.
Ainda paradas no ar, de ponta cabeça, eu solto Lúcia e vejo a varinha brilhando.
— Et pode nos soltar agora.
Ainda ficamos paradas.
— Acho que o correto seria Finite incantatem não é? — Lúcia me corrige.
— Ah! Você está certa... Finite incantatem!
A ponta da varinha brilha outra vez e somos liberadas caindo feio no chão.
— Ai!
— Você está em cima de mim, Susie!
Eu levanto rápido e olho ao redor. Vejo muitas árvores com o tronco escuro, as folhas, que estão a metros da nossa cabeça, brilham prateadas com o brilho da luz da lua.
— Em que lugar nós estamos?
Lúcia limpa suas vestes e olha para a floresta.
— A-acho que no meio da floresta proibida!
— O quê?!
— Susie temos que sair daqui, agora!
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