Máfia
2 Beauty Danger
Após entrarmos minha mãe veio correndo ao meu encontro e me deu um forte abraço, disse que eu tinha emagrecido, e que era para eu me lavar, ara o jantar! Sempre achei que minha mãe apenas me suportava como filha, pois ela nunca teve o mesmo carinho que tem com James ou com Mary, comigo! Mas nunca a questionei, até porque o amor de meu amado pai me era o suficiente! Lembrei-me que fazia muito tempo que não via minha querida irmã, e mesmo Mary sendo estourada eu podia contar com o amor e compreensão dela, pois diferente de James, ela falava na cara o que sentia, e sempre foi verdadeira comigo!
Enquanto meu pai foi para seu escritório, tomar sua habitual dose de Scott e fumar seu amado charuto, como sempre fazia todos os dias antes do jantar, eu segui para meu velho quarto afim de me aprontar, no caminho decidi mexer com Mary e acabei entrando em seu quarto de una vez a assustando, mas a mais assustada fora eu diante da morena que se encontrava deitada em sua cama apenas de camisola lendo revistas de moda e fumando um cigarro fedido!–"Sorellina"! Ahhh... Entrei gritando, por Mary, mas acabei sendo assustada, a morena pulou da cama e pude reparar ainda que breve seu corpo escultural por debaixo daquela camisola cor púrpura, que por estar tão apertada nela, julguei ser Mary que era bem menor que eu.–Mas que.. Não te deram educação não! Não sabe bater? A morena dizia irritada tentando se tampar com o lençol da cama para meu total desgosto, Mary que estava em sua suíte veio correndo e pulou no meu pescoço me enchendo de beijos e dizendo que estava a morrer de saudades, também pudera não nos víamos há 4 anos, e ela continuava a mesma maluquinha, seus cabelos quase rapados exibiam seu rosto alegre e suas covinhas! Após ver e eu minha irmã a morena sem nome ficou mais calma e tornou se a sentar na cama, por um instante cheguei a pensar que Mary era "diferente" como eu, mas parecendo ler meus pensamentos ela logo foi explicando..–Minha irmã, essa minha amiga Regina Millos, e e como ela mora em Calábria, esta passando uns dias comigo já que não temos nada a fazer a não ser torrar a fortuna de nossos pais! Minha irmã disse rindo e me fazendo rir também, mas a morena cuja a qual eu não conseguia tirar os olhos não sei porque, permaneceu seria me olhando apenas de esguela, e enquanto Mary retornou ao banheiro para se arrumar para o jantar, resolvi puxar conversa, afinal, minha mãe decidira de última hora festejar eu retorno, então demoraria até que os "cugini" chegassem...–"ciao" desculpa me a forma que entrei, não sabia que Mary tinha visitas, Emma, meu nome é Emma Bartolinni. Disse estendendo a mão para a morena que apenas olhou minha mão esticada e disse e continuou lendo.–Quando, uma pessoa lhe estende a mão devemos aperta-la.. Disse começando a me irritar, aquela mulher me despertava algo, que nunca havia sentido e nenhuma mulher resistia a mim, ela não seria a primeira.–Sou amiga da sua irmã Emma! E não tenho obrigação de ser sua também! Você está me atrapalhando. E após dizer continuou lendo aquela merda, mas eu não seria intimidada, puxei a revista e a taquei pela janela, esperando uma reação furiosa da mesma, era estranho eu a queria ver nervosa, ou talvez queria ver seu corpo mais uma vez! Mas surpreendentemente, a tal reação, não veio!–Sabe, Emma! Conheço bem seu tipo, você não é única e nem a primeira a me atormentar, mas, cuidado, "fuoco male a meno che non"!–Ora, resolveu falar! Querida, sendo da família a qual pertenço eu não tenho medo nenhum do fogo! Saber que ela machucava mais que o fogo, não me fez querer me afastar pelo contrário, queria estar ainda mais perto. A morena se levantou me dando as costas e a bunda, e que bela bunda, como respostas. E enfiou-se na suíte junto com Mary. Resolvi me aprontar e deixar de lado, faria de tudo pra que a estadia dela fosse agradável, ou não. Optei por um terno verde musgo e os cabelos presos, meu pai sempre me ensinara a vestir ternos, desde menor eu de pequena era uma aberração de vestido, sempre com a pernas abertas ou surtando os meninos, então era melhor me vestir de menino mesmo, apenas meus cabelos, ele me pediu pra que nunca cortasse e assim eu o manteria, dizia meu pai que eles presente de minha avó sua mãe, que morrera quando ele tinha cinco anos de varíola! Após devidamente vestida, fui até o escritório onde fumei um charuto com ele e tomamos algumas doses de wisk, alguns minutos depois minha mãe nos chamou o jantar estava servido e os primos mais importante já estavam presentes, James a contra gosto também havia chegado. Nos retiramos para a sala de jantar, e lá estava a morena em um vestido preto, justo, realçando suas curvas, totalmente ousado para uma dama! Puder ver meu primo Jorge Mudesto, a cerquar algumas vezes e ser cortado por ela!! Ao irmos nos sentar meu pai puxou pra mim a cadeira na cabeceira da mesa e me deu o beijo no rosto! Eu senti os olhares de ódio, até mesmo de minha mãe! O espanto de alguns, que acharam normal, já que a fama de James o precedia! E a surpresa em Mary! Mas a morena nada esboçou, foi como se o fato de eu ser "a poderosa chefona" não lhe causasse admiração alguma! –Hoje, mia filha, retornou, e assumiu o legado de seu pai, assumiu o controle da mia "famiglia", peço que sejam leais a ela, como foram comigo, e a respeitem, essa carinha doce não esconde o demônio que ela é!
O discurso de meu pai começou alegre, acrescentando medo a quem pensasse em ser desleal a mim, e pude notar um ou dois se arrepiando com sua declaração! O jantar transcorreu de forma calma e agradável, apesar de vez ou outra eu notar os olhares odiosos de James, e Jorge galanteando a morena que me pertencia, mesmo que ela não soubesse, eu a teria pra mim! Após o jantar continuamos conversando e tomando whisky, eu apenas fingia beber, mantinha minha sobriedade e observava tudo, em dado momento como que para me irritar ou pra ver do que eu realmente era capaz, Jorge veio falar, da divida de um primo viciado que já passava dos quatro dígitos, e qual providência eu tomaria! –Jorge, Jorge! Na verdade eu deveria te escalpelar, e depois matar o devedor para que ambos servissem de exemplo, você por ter deixado seu trabalho sair fora de controle, e por deixar uma pessoa ser da família e usar essa merda, isso é para viciar os de fora, não os de casa! Todos a mesa permaneceram calados, pude ver a morena se interessando pela conversa.–Mas, como sou justa, vou apenas lhe cortar um dedo da mão, o indicador, por você ser um dedo duro, e ao invés de ajudar seu primo, vir passar seu problema a mim! E quanto ao devedor, traga o até mim ainda hoje, eu mesma o matarei! O silêncio fora sepulcral, vi James engolir em seco, Jorge me olhar espantado, meu pai sorrir satisfeito, e a morena tinha um brilho nos olhos demoníaco, que me fez arder em desejo por ela, e sem mais tirei do bolso do paletó, o canivete que meu pai havia me dado quando mais jovem, caminhei até Jorge e pedi.–Dê me o dedo! Pude ver o mesmo gelar, suar frio, e fechar a mão, e com uma calma incomum, aproximei meu rosto do seu e tornei a dizer.–Dê me o dedo, ou o arrancarei a força! Jorge, me esticou a mão direita, que segurei com o peso de meu corpo sobre a mesa, enquanto olhava firme em seus olhos.–E não grite! Cortei lhe o dedo com tamanha perícia e maestria que só quando o entreguei jogando o mesmo em seu colo ele notou que eu realmente o havia feito, limpei a lâmina e tornei a guardar meu canivete, enquanto os outros acudiam o cagoete! Meu pai exultava em orgulho, minha mãe e James foram vomitar, Mary não se manifestou, era como se ela não tivesse sentimentos mais, depois de tantos anos vendo isso! Os olhos de Regina ardiam, brilhavam, me consumiam com sua chama! –Recomponha-se logo homem, ligue para seu primo e o mande vir aqui! Agora! Jorge escondeu a expressão de dor e fez exatamente o que eu ordenei, duas horas depois, lá estava Bartolomeo Garci, tudo que eu queria era acabar com aquilo logo, então fomos direto para o escritório, mas quando a morena e Mary fizeram menção de nos a acompanhar, mandei que as barrassem, uma coisa era ver eu cortando um dedo, outra seria ver eu matar um homem, sem remorso algum! Mas o olhar de desgosto da morena, por não poder ver o que aconteceria, pode me mostrar o quanto aquela mulher era "Bella e pericolosa"Capítulo 2
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