Máfia
3 The Evil and The Dark
Notas iniciais
O sujeito adentrou a sala normalmente, creio que ele imaginava o que o esperava, só não imaginava que a punição viria de minhas mãos, e não das do meu pai, que junto com os demais ficaram apenas observando.
–Bartolomeo, certo?
Perguntei estendendo lhe a mão, que foi apertada pelo mesmo, um aperto de mão firme, que demonstrava o bom caráter que o mesmo possuía, já que desde a tenra idade aprendi com meu pai que se conhece o quanto dinheiro um homem possui pelos sapatos, e o seu caráter pelo aperto de mão que ele dá, seria uma pena mata-lo, mas, palavra de Bartolinni não volta, e eu manteria a minha.
–Sim, Bartolomeo Garci, e você?
O mesmo me perguntou, com um certo desdém, por eu ser a única mulher naquele recinto de homens, claro que ele não sabia ainda quem eu era, então me apresentei.
–Emma Bartolinni, ou, Donna Bartolinni!
Disse o encarando e pude ver o mesmo se remexer na cadeira e engolir a saliva com extrema dificuldade enquanto seus olhos resplandeciam em puro e genuíno medo, ali notei em mim meu sorriso crescer, eu não tinha o poder em mãos à nem quatro horas, e confesso que o poder é bom, saber que é temida e respeitada, melhor ainda!
–Então, Bartolomeo, seu primo Jorge me disse a respeito de sua dívida, e eu lhe pergunto, como que um homem como você, inteirado dos negócios se deixa viciar nessa merda?
O mesmo engoliu em seco e ficou sem, respostas por alguns segundos, observando o primo pálido pela perda de sangue, e com a mão enrolada em um pano!
Bartolomeo sabia que não havia o que comentar, não havia o que dizer, quando um Don chama alguém para uma conversa particular, o encontro com a morte é certo.
Do lado de fora Mary já havia subido para seu quarto, James e sua mãe também, restava apenas Regina, tomando uma dose de Gin e andando pelo corredor tranquilamente afim de colar o ouvido na porta do escritório, no exato momento que Emma começava seu discurso...
A morena ao ser surpreendida por Emma enquanto estava no quarto de sua amiga, havia sim se encantado pela loira de olhos verdes penetrantes, mas ela jamais diria isso a outra em voz alta, o atrevimento da loira em jogar sua revista pela janela, fez com quê a morena notasse o quanto aquela mulher poderia see interessante, tendo em vista que qualquer outra pessoa teria se amedrontado com o desprezo da norena e suas palavras, Regina não era um exemplo de como uma dama deve se comportar, castidade era algo que não há pertencia a um bom tempo, pois a mesma achava a absurda a idéia de se guardar para uma pessoa e correr o risco de não ser nada daquilo, em sua mente ela nunca havia sonhado com um príncipe encantado, e sim preferia a paixão louca e quente que poderia ser proporcionada pelo vilão da estória! Ela sabia de sua beleza, do poder que exercia sobre os homens e até sobre algumas mulheres, já tendo em seu leito alguns belos exemplares de ambos os sexos! Mesmo que a maioria das mulheres se escondessem de si próprias, e o que mais a deixou fascinada pela loira era o fato da mesma, ter uma beleza tão exuberante ainda que trajando um terno e ser tão bem resolvida! Regina sentiu extrema excitação quando Emma com maestria e altivez cortou o dedo de Jorge, e pela morena, Emma poderia ter cortado era a língua do mesmo, já que a noite quase toda ele a importunou com péssimos galanteios, e o olhar de desaprovação da loira para o primo, fez com quê a morena ainda que a contra gosto correspondesse as investidas do sujeito, pois o olhar irado de Emma despertava nela seus instintos mais primitivos! E sem mais ela pôs-se a ouvir o que Emma dizia...
–Sabe, não quero justificativas, elas não irão te livrar do seu destino de forma alguma. E espero que você sirva de exemplo para qualquer um da minha família que pensar em se envolver com essa merda outra vez, que não seja para vendê-lá!
Emma dizia encarando o pobre coitado a sua frente que raseava os olhos d'água, Bartolomeo era um bom homem, bom filho que se envolveu com a droga em um momento oportuno e se afundou nela, sorte dele não ter filhos, para sofrer sua perda e sua mãe entenderia e respeitaria ainda que sofrendo, pois a mesma havia o avisado diversas vezes qual seria seu fim se ele continuasse envolvido naquilo! E sua velha sempre teve razão, ele quem não ouviu há tempo!
– Faça um favor a si, e não chore, tenho certeza que você foi bem avisado do que aconteceria, então, morra dignamente.
Emma continuava seu discurso, enquanto a morena a ouvia do lado de fora, excitada pela entonação da maldade que ela ouvia na voz da loira..
– Vou aliviar seu sofrimento!
A loira disse caminhando até a gaveta da mesa de carvalho que havia no meio do escritório e tirando de lá com a mão esquerda uma bereta 44, e disparando todos os tiros no coitado a sua frente de uma vez, enquanto todos menos seu pai, se assustaram com seu gesto, Bartolomeo, caíra morto! Mas o que deixou a morena em êxtase fôra as ordem de Emma!
– Espero não ter que voltar a conversar com nenhum de vocês por causa disso novamente! E você Jorge, arrume alguém e esquarteje o coitado e distribua as partes pelas vielas da cidade em gaiolas, e a cabeça sem o nariz, coloque na entrada, para que todos saibam o fim que terão se usarem essa merda de novo! Avisem que "Donna" está no comando, e diferente de seu pai, ela não tem piedade com ninguém, muito menos com a "famiglia"! Disse Emma, guardando a arma em sua cintura, era melhor andar sempre com ela a partir de agora, ainda quê ninguém ouzasse lhe ferir!
Do lado de fora uma morena com olhos brilhantes imaginava a loira em sua cama, tanta "virilidade" e poder de fato a excitaram.
– Não te ensinaram que é feio ouvir atrás da porta?
Disse Emma a repreendendo enquanto sorria..
– Sim! Me ensinaram, mas eu não gosto de seguir os padrões da sociedade!
Respondeu Regina olhando diabólica e sensualmente para a loira à sua frente, enquanto alisava a borda de seu copo despudoradamente! Era incrível a conexão de ambas, ainda que há pouco tempo.
– Senhorita Regina, não provoque o que não vai suportar...
A loira se dirigiu a morena invadindo seu espaço pessoal e fitando aqueles lábios carnudos cobertos de puro carmesim, com aquela cicatriz que os deixavam ainda mais convidativos...
– Emma, Emma, você pode até ser a nova Donna, mas não tenho medo algum de você! Creio que você que deveria ter medo de mim! Posso ser a sua ruína minha querida...
Disse a morena a última parte com sua voz mais rouca ao pé do ouvido de Emma, enquanto se retirava rebolando seu lindo traseiro, seu gesto fez a loira se arrepiar, não de medo, mas sim de desejo, àquela mulher seria sua perdição ela teve certeza! Mas aquela fera, seria domada, e perteceria apenas a Emma, e a loira mataria quem quer que ouzasse tocar naquilo que é seu!
Capítulo 3
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