Notas iniciais
Caros leitores, gostaria de lhes informar que a partir de hoje, vou impor um um horário oficial para as postagens de capitulos, assim facilitará tanto minha como a vida de vocês. Será toda segunda-feira, lá pelas 23:00. Vou tenta postar regularmente. Boa noite e boa leitura a todos :)

Acordei,meio tonta.

– Quanto tempo dormir?- perguntei, sentando na cama.

– Umas seis horas. − respondeu Beatrice sentada na mesa. – A propósito, pedimos seu café-da-manhã. Espero que goste de panquecas.

–Valeu,mas porque me deixaram dormir tanto?- perguntei indignada.

–Você precisava descansar. – retrucou Stella.

–Não tanto. Você tinha que ter me acordado há três horas. – resmunguei, meio brava.

– Precisávamos descansar também. – disse ela. — Você não foi a única que relaxou um pouco.

Relutante, assenti com a cabeça.Eu estava faminta e Beatrice acertou nas panquecas. Estavam incríveis. Acho que só parei para respirar quando meu prato estava totalmente limpo e meu corpo relaxado. Senti um calor interior.

Olhei para minhas mãos e as sentir doer.

– Vamos ver como estão!- disse Stella, vindo na minha direção.

–Ver o que?- perguntei, ainda meio tonta por causa do sono.

–Suas mãos. – falou ela, se sentando junto a mim, a mesa.

– Ah, claro.- disse esticando as mãos em sua direção.

Ela desenrolou as faixas cuidadosamente e analisou. Foram longos segundos em silêncios. Eu odiava estar naquela situação. Odiava ser cuidada por alguém, sem ter minha independência. Por fim, minhas mãos respiravam ares frescos, mas ainda estava bem machucada. Stella as examinava de todos os ângulos e então disse:

–Está se recuperando bem. Sorte nossa que não infeccionou nada. Se continuar assim, em poucos dias estará novinha em folha. — disse ela, com um sorriso. E logo, refez o curativo.

– Meninas, vocês lembram com quem ficou com o bilhete?- perguntei.

– Está comigo. Espera aí que vou pegar. — disse Bea cruzando o quarto em poucos passos. Ela mexeu na mochila e voltou, até está de frente comigo.

Peguei com dificuldade, aquele mini-pergaminho vermelho. Soltei um suspiro

–Tudo isso− falei olhando para minha mão e em seguida para o papel –por isso.

Senti os olhares tristes das garotas sobre mim, mas o ignorei e comecei a desenrolar o papel. Meus olhos passavam devagar pelas letras.

Certo! Você sabe jogar bem, Ty Lee.O caminho que segue está certo, sem falhas. Eu não esperava menos de vocês. De você. Mas também já está no fim e logo estaremos frente a frente. Preste atenção na ultima pista: Agora a música está bem alta e todos dançam, tendo seus corpos iluminados por luzes coloridas. Desconfortável, você... apenas você, vai ao local aonde possa pensar melhor e lavar o rosto! Nesse local está a pista que tanto procura.

–C.W.

Respirei fundo e li em voz alta para as meninas.

–São instruções.E desta vez, ela faz referência a Ty. Ela quer que você faz exatamente o que ela diz.− disse Stella a mim.

–Parece-me bem perigoso.- disse Bea.

–Também acho, mas não tenho escolha. É a ultima pista. Logo tudo voltará ao normal. – afirmei, mas dava para perceber nos rostos das minhas companheiras que nada jamais voltaria ao normal.

Mesmo assim concordaram.

–O local citado me lembra bem uma balada. – disse Stella.

– Deve ter uma por aqui. – completou Beatrice.

– Vou confirmar com a Carol primeiro. – falei, já pegando meu celular.

Seu número já estava na minha discagem rápida. O telefone mal tocou e já atendeu.

–Qual é o local dessa vez? – perguntou ela.

–Um balada. Escura com músicas bem altas. – descrevi.

–Moleza! Tem uma balada na cidade que bem disputada. Anota aí: Três quadras a esquerda, depois desce mais uma e duas a direita. Grande prédio preto. Está escrito Pepper’s Fun de vermelho. Não há como errar. Fica do lado de uma grande floresta. – instrui-me ela.

–Obrigada mesmo, Carol. Logo estaremos de volta. Como estão as meninas? – perguntei.

– Estão bem , agoniadas por não poderem caçar, mas elas sabem que é por uma boa razão. Algumas estão com medo de que vocês possam se machucar, mas eu já lhes assegurei que tudo está bem ,certo?

–Certo.- afirmei, ignorando minha mãos.- Obrigado mais uma vez. Precisamos ir. Cuide delas por mim.

–Claro. Qualquer coisa, estaremos aqui. – disse ela e desligou.

– Meninas, hoje vamos dançar! – falei com um meio sorriso.