My dear new neighbor...

6 Matando aula dom dois idiotas. Parte II


Notas iniciais
Hey, hey pessoinhas! Eu sei que a maioria de vocês devem estar querendo me matar pela demora e eu sinto muito por isso ;-; Acontece que eu estou em meio de um FUCKING bloqueio criativo desde junho e parece que tudo o que eu produzo não sai bom o bastante, foi praticamente uma LUTA pra conseguir postar esse e mesmo assim não estou lá muito satisfeita com ele mas espero de coração que vocês gostem! Ah, sem uma imagem dessa vez sorry 3 ~Ps.:Prestem muita atenção nesse capitulo, pois aoesar de ele ser apenas uma "ponte" entre o anterior e o próximo, tem coisas nele que serão muito importantes no futuro da fic! ~Ps²: Coloquei uma limonada bem levinha aí espero que gostem ;3 ~~Capitulo não revisado~~

Um pequeno fato sobre matar aula: Quando você mata aula, algo em sua cabeça (provavelmente a sua consciência ou algum baseado que você tenha fumado recentemente) insiste em te dizer que O MUNDO sabe que você está matando aula e que esse “mundo” vai te punir de qualquer forma terrivelmente má.

Ou sou só eu que tem essas nóias filhas da puta.

–Eu tô falando Ju... –Digo para a Juliana pela milionésima vez olhando o cara de meia-idade, calvo e de óculos andando calmamente atrás de nós enquanto come um cachorro-quente. –Aquele cara lá atrás é o meu vizinho da frente tenho certeza! O filho da puta é um fofoqueiro desgraçado com falta de sexo... Ele conhece a minha mãe e...

–Pelo amor de deus Vick! –Devolve Juliana pondo as mãos para o alto e gritando visivelmente incomodada com a minha covardia. –Larga de paranoia!

–É e tipo, o que ele tem haver com isso? –Continua Vini tranquilamente estendendo os braços tentando nos alcançar enquanto se equilibra no meio fio da calçada. –Não somos mais crianças, ele não vai nos levar a para casa pelas orelhas e falar para os nossos pais a “malcriação” que nós fizemos, qual é...

–Dá pra para de chamar atenção?! –Retruco desviando de uma poça de agua de chuva e puxando Vini do meio fio pra ele parar de agir feito um idiota e voltando as minhas neuras. – M-mas e a escola? Vão dar falta nossa e talvez até liguem pra ver estamos doentes e aí...!

–Victor isso não é um filme estados-unidense, a escola e os professores estão pouco se fodendo pra quem vai pra escola ou não, além do mais é só um diazinho, relaxa!

–E por que vocês estão tão tranquilos?! Tem pais em casa não?

–Mamãe e papai viajaram e quem tá cuidando de mim é a minha querida Avozinha doida que passa parte do dia assistindo novela mexicana dormindo! –Falou Ju batendo palminhas, completamente animada.

Reviro os olhos.

–E você Vini?

–Ah eu? –Ele pergunta. –Bem, meu pai é bem rigoroso então eu diria que ele ia pegar a cinta que tem lá em casa em me bater umas cinquenta vezes enquanto grita “Você precisa de mais responsabilidades, seu vagabundo!” Tem que estudar pra não virar gari porra!” E eu ia ficar sem Xbox por muito tempo o que seria muito pior... –Conclui ele pondo uma mão no queixo pensativo.

–Se você tá correndo tanto risco por que merda tá fazendo isso? –Questiono incrédulo.

–Gosto de viver perigosamente. –Ele pisca.

–Viiiu Vick? Ele corre muito mais perigo se for descoberto, então fica sussa... Tipo e daí se alguém contar pra sua mãe? –Fala Juliana olhando pra mim. –A gente sabe muito bem que ela não...

Mando um olhar de censura para Juliana antes que ela termine a frase, Ju faz a famosa cara de sonsa de alguém que fez merda e fecha a boca imediatamente desviando o olhar para os carros que estão passando ao nosso lado como se nada houvesse acontecido, um típico habito dela de quando mete com a língua nos dentes.

Vini franze as sobrancelhas de leve, direciona um olhar curioso para mim e Juliana e por fim pergunta com cautela:

–O que tem a mãe do Victor?

–Bem...

–Não tem NADA. –Digo rapidamente. –Não tem nada de errado com a minha mãe, a Juliana não sabe calar essa boca e pelo amor de deus estramos andando por horas a onde fica essa parada Juliana? No INFERNO?!

–Não grite comigo! –Retruca a garota se defendendo. –É longe mesmo porra, tá achando que a vida é fácil? Eu pego uma porra de ônibus todo o santo dia pra chegar à parada lá da puta que pariu, pra passar na sua casa, pra ir para a escola e tu tá me vendo reclamar?! –Abro a boca para responder, porém ela me interrompe. –NÃO, tu não tá me vendo reclamar, então cala a boca que a parada tá bem ali! –Termina ela apontando para a dita-cuja a uns quatro metros de distancia.

Como foi que eu não vi aquela merda?!

–Finalmente... O carinha “pouca telha” já tá me assustando... E além do mais, meus pés estão me matando...

–Se você quiser eu te carrego no colo “princesa” –Diz Vini falso-prestativo sorrindo cinicamente.

–Igual lá na frente da minha casa? Não valeu prefiro correr a maratona com um salto quinze feito de cactos.

–Ia sair divando!

–Cala a boca Juliana.

Ela e Vini riem e eu consequentemente acabo rindo também, nós andamos mais um pouquinho e finalmente chegamos à parada e para o meu alivio o “Carinha pouca telha” passa direto por nós saboreando o seu precioso cachorro-quente e se perdendo de nossas vistas por meio nas pessoas andando pela rua.

–Viiiu Vick? Precisava de tanto cagaço? Ele sequer olhou pra gente! –Debocha Ju batendo de leve em meu ombro enquanto se senta no banco.

–Sei não Ju... Vai ver ele na verdade nos viu, mas preferiu ficar de boca fechada por enquanto pra a gente achar que tá tudo na boa, mas quando chegarmos em casa BUM! –Digo fazendo um gesto brusco com as mãos assustando Ju e uma menininha perto de nós –O filho da puta nos dedurou escondido e a gente se fode legal!

–Você é muito medroso pra um cara com a camiseta escrita “Fuck you!”, não? –Observa Vini.

–Cala a boca Vinicius

–Sabe que eu num tô afim?

–Então vai se foder.

–Sabe que eu preferiria foder outra coisa? –Retruca ele, com o maior tipo de jeito safado que a hora e o lugar permitia, ou seja sussurrando a ponto que eu e Juliana pudéssemos ouvir e com um meio sorriso na boca.

Imediatamente eu me tornei um tomate humano.

–Sabe que eu vou quebrar a sua cara pervertida?! –Retruquei mostrando meu punho.

–Sabe que eu não disse se estava falando de você, iludido?

Coro mais ainda e dessa vez de raiva, não vergonha.

–SABE QUE EU—

–Ou, ou, ou, Gente dá pra parar com essas declarações de amor eterno, por favor?! –Interrompe Juliana e depois acrescenta baixinho. –O povo já tá olhando...

Olho ao redor e vejo um bando de gente da parada acompanhando a nossa pequena e ridícula discussão, incluindo uma mulher com uma criança, uma velhinha, duas adolescente (Qual é? Tá tendo uma convenção de velhinhas hoje?) e três caras um pouco mais velhos que eu.

–Tão olhando o que, hein? Perderam o cu na minha cara?! –Falo de modo desafiador para eles. –Vão cuidar da vida, porra!

Imediatamente todos desviam o olhar de nós, uns resmungando e outros constrangidos.

Vini imediatamente começa a rir baixinho com a minha atitude e Ju fica vermelha de vergonha.

–Victor tem criança aqui! –Censura Juliana e em seguida se vira para eles. –Desculpa gente, desculpa... É que ele tá nervoso hoje... Foi mal mesmo... Mesmo!

–Bando de desocupados... –Resmungo.

–Que ideia é essa? –Fala para mim Ju com a voz esganiçada, depois de quase lamber os pés das pessoas que eu aparentemente “ofendi”. –Já pensou se a gente é espancado??

–Eu corro rápido.

–É mais eu não!

–Ninguém mandou ser gorda, mandou?

–Seu maldito gordofóbico! Olha aqui Victor você tem que ser menos rude e...

–Gente. –Interrompe Vini tocando em meu ombro. –É o nosso ônibus...

Olho para a pista e vejo um ônibus relativamente vazio se aproximando, imediatamente eu, Vini e Ju andamos até a borda da pista e fazemos sinal para ele parar, assim que ele para, nós entramos.

Subimos em fila indiana, Vini e Ju primeiro e eu por ultimo. Quando chegamos na catraca o cobrador nos olha desconfiado.

Engulo seco de imediato e sinto que imediatamente o meu queridíssimo cu virgem fechou tanto agora, que nem a porra de uma agulha passa.

Eu acho que já posso até virar hétero até.

Tá eu sei o que você deve tá pensando “Nossa Victor como você é bicha!”

Então porra...

Primeiro, eu já sou homossexual porra, é meio lógico que eu também seja meio bicha nesse caralho.

E segundo, Não é todo dia que a porra de um cara gordo cheio de tatuagens de bandido, careca, com um bigode branco estilo Mario cobrindo quase todo o rosto, olhos assustadores e quase o dobro do meu tamanho, que poderia ser capaz me quebrar feito um graveto me encara como se eu fosse um bandido FALOU?!

O cara continua nos encarando profundamente, até que finalmente pergunta com uma voz grave estridente.

–Ei, Vocês não deviam estar na escola?

Pronto fodeu.

Fodeu, fodeu, fodeu, fodeeeu...

Mano, fodeu muito, fodeu legal, FODEU PRA CARALHO.

Eu e Juliana trocamos olhares nervosos, começo a suar e tenho certeza que a minha voz morreu na minha garganta. Olho para Juliana e vejo que ela está tremendo e provavelmente prestes a botar tudo pra perder, mas Vini imediatamente toma à dianteira.

–Não teve aula hoje. –Diz tranquilamente. –Acabou a luz e faltaram uns dois professores, tamo voltando pra casa já.

E não é que esse filho da puta quando quer, sabe usar seus poderes demoníacos para o bem?

O cobrador nos olha por mais um tempo e eu automaticamente prendo a respiração por alguns segundos.

Mas ele logo dá um sorriso e eu a solto imediatamente.

–Escola pública né? –Pergunta ele e nós assentimos. E por incrível que pareça, não é que a cara fechada e feia dele consegue formar um sorriso bem amigável? É quase como se ele fosse uma versão bebum e escrota do Papai Noel. –Sei como é haha... Podem passar.

Damos o dinheiro para ele e passamos rapidamente pela roleta, ficamos em silêncio por um tempo andando rapidamente lá para o fundo do ônibus, sentamos nas ultimas carteiras ainda em silêncio e depois de mais alguns segundos quietos eu falo perplexo.

–Vini... Você é um mentiroso filho da puta!

–É! –Concorda Juliana rindo histericamente de nervoso, em seguida acrescenta dramática. –Meu deus eu quase borrei, sério eu pensei “Oh meus orixá esse cara irá descobrir nossas mentiras, nos punir amargamente e nos vamos morreeer!” Mas aí quando tudo estava aparentemente perdido e o cu virgem de Vick estava tão fechado que nem mesmo uma agulha passava você veio e apareceu “PUUUUUSHHHH” mentindo como um anti-herói da Marvel! E aí...

Sorrio revirando os olhos, geeks são tão sem sentido às vezes...

Mas pera...

...

COMO É QUE ELA SABE DO ESTADO DO MEU CU?!

Vini tem quase um ataque de riso, com as merdas altamente loucas que Juliana solta pela boca. Essa aí é outra mania dessa coisa, falar tudo que lhe vem à cabeça quando está nervosa.

–Deuses ancestrais africanos...? –Pergunta Vini pra mim ainda rindo.

–Juliana é da umbanda... Aquela religião lá que faz as macumbas e mata galinhas como tradição. –Respondo. –A vó dela era mãe de santo até...

–Eu vou fingir que não ouvi este seu comentário altamente preconceituoso para com a minha amadíssima religião! –Retruca Juliana secamente, mas logo depois continua a falar merda. – Continuando... VELHO é sério! DEU MUITO MEDO! Eu não culpo o cu do Vick ter fechado, pois eu acho que até o meu cu-não-uke (Por que eu sou seme, tá? Eu sou seme, cê sabia? Não é só por que eu sou mulher que eu tenha que ser uke, entende? É meio estranho mais é verdade) fechou um pouquinho! E tipo... OW MY FUCKING OXUM, OLHA AQUILO ALI NA JANELA, OU MY GOSH É UM FUCKING UNICÓRNIO? OW MANO É UM FUCKING UNICORNI... Ah, não. Não é um unicórnio de verdade é só um grafite. Que realista...

Vini encara Juliana, receoso e um pouco poker face. Mas, eu como já tô acostumado, apenas a ignoro e olho pra janela vendo o tal grafite unicórnio. Ele está pintado em um prédio qualquer do lado de uma loja é totalmente negro e um pouco sombrio também, parecia que seus pequenos olhinhos negros podem ver até sua alma, mesmo sendo apenas um desenho, seu chifre é longo e ameaçador e ele também possui duas asas enormes parecendo as de um anjo negro.

–Que bonito... –Sussurro.

Realmente é bem realista, não tenho o direito de culpar a Juliana por ter se confundido. Parece até que o cara que fez isso abriu um portal pra alguma dimensão mágica e quando foi fechar novamente um unicórnio tentou sair a acabou preso entre os dois mundos.

–Você acha? –Diz Vini me despertando do meu devaneio, olho para ele rapidamente e posso juro que o vi sorrindo minimamente. Mas ele logo põe um rosto entediado no lugar. –Eu o achei meio amador...

–A... AMADOR? –Retruca Ju indignada. –MEU AMOOR, AQUILO TAVA DIVO, DIVOSO LENDJO! SABE O QUE É ISSO? RECALQUE! SEU SEME RECALCADO!

–Ou, eu não sou recalcado eu só disse a verdade, aquele chifre estava muito torto! E uma asa tá maior que a outra.

–RE.CAL.QUE! –Ela retruca.

Em menos de cinco segundos os dois já embarcam em uma discussão completamente ridícula e inútil sobre recalques, grafites e unicórnios.

–Idiotas... -Resmungo me virando para a janela novamente e pondo os meus fones de ouvido os ignorando, a música que está passando é calma e tranquila diferente do ambiente externo e barulhento que um ônibus costuma a ser e eu estou muito cansado ando dormindo menos que o normal e os meus pesadelos habituais veem vindo com mais intensidade que antes não me admira que eu esteja cheio de olheiras.

Não da nem cinco minutos e eu já pego no sono.

xXx

Abro os olhos.

Eu já não estou mais no ônibus, na verdade eu não faço a menor ideia de onde eu estou.

“Mas que porra?” penso.

Tento me mover, mas, algo me impede,

Olho ao redor com mais atenção, está muito escuro na verdade, mas consigo distinguir algumas coisas. Ao que me parece é um quarto, um quarto vazio as paredes são bem azuis e não tem nenhum móvel além do que eu estou sentado (uma cama branca).

“Ai que ótimo Victor você foi sequestrado por um maldito estuprador!”

Começo a me mexer desesperado, eu tento me mover, mas eu não consigo meus braços estão amarrados na maldita cabeceira da cama.

“Puta merda! Puta merda!” Penso olhando ao redor de novo, então olho pra baixo e percebo uma coisa. “Ai caralho, onde estão as minhas roupas? Ai caralho, AI CARALHO, FODEU!”

De repente a porta do quarto é aberta com violência, um cara alto e sem camisa exibindo um abdômen definido entra. Ele está de cabeça baixa e não posso ver seu rosto, mas seus cabelos azuis cobrindo o seu rosto o denunciam.

“Vini?!”

Tento gritar, tento me remexer, tento fazer qualquer porra que o afeta, mas meu corpo não me responde ele não se mexe, minha boca não me obedece.

“Mas que porra?!” Penso desesperado enquanto Vini caminha lentamente até a cama. “Por que esse quarto tá tão quente?”

Vini continua se aproximando, ele sobe na cama lentamente seus movimentos são delicados mais totalmente precisos. Ele vem engatinhando em minha direção e eu finalmente posso ver seus olhos, totalmente azuis e totalmente perigosos, eles cada vez mais próximos, cada vez mais perto.

Dou com as costas de encontro com a cabeceira da cama, apreensivo.

Mas ele continua se aproximando, sua mão segura delicadamente meu queixo e o trás para perto de si, a sua boca vem lentamente de encontro com a minha.

Então ele me beija.

Um beijo lento e demorado, seus lábios quentes apenas ficam encostados nos meus, mas eu já me sinto pegar fogo. As suas mãos seguram minha cintura com força me fazendo arfar, e seu torço definido praticamente de cola no meu.

Então ele se afasta, e eu decididamente sinto que o quarto ficou extremamente mais quente que antes, seus olhos me encaram perigosamente, são tão azuis e tão intensos que eu sinto como se estivesse olhando para o próprio céu. Ele continua me encarando por um tempo até que decide atacar minha boca novamente e eu sequer penso em reclamar.

Dessa vez a sua língua já está praticamente “dançando” com a minha, eu fico de joelhos na cama e me agarro aos seus cabelos, ele sobe as mãos até as minhas costas e em seguida as vai descendo até a minha bunda e apertando com força. Eu gemo baixo durante o beijo, nossas bocas estão muito juntas, nossos corpos, nossas ereções.

“Eu sinto que vou enlouquecer...”.

Meu corpo está pegando fogo agora, mas eu não ligo. Eu não ligo mais pra porra nenhuma.

Então, Vini se afasta da minha boca e lambe a minha orelha lentamente em seguida sussurrando baixinho ao pé do meu ouvido.

–Ei princesa... Você precisa acordar...

“O que?” penso. “Como assim.”

–Já está quase na hora... Acorda Vick... –Agora ele deu uma leve mordida na minha orelha. –Acorda... –Então ele grita. –ACORDA.

Imediatamente em um piscar de olhos o quarto some. A cama some. O próprio Vini some.

E rapidamente.

Até mesmo eu sumo.

xXx

Abro os olhos.

Olho para frente tentando me situar novamente, e vejo apenas uma janela normal completamente suja mostrando a mais normal paisagem de Sampa: Sujeira, mendigos nas ruas, pessoas apressadas, carros barulhentos e Prédios e mais prédios.

É... Ótimo foi só um sonho.

Um sonho erótico.

Mas um sonho.

Continuo olhando para a janela naquela maldita letargia ainda do sono, os meus cabelos castanhos estão no meu rosto então imagino que Ju e Vick ainda achem que eu estou dormindo.

“Ótimo, pelo menos assim me deixam em paz.” Penso, mas logo ouço uma risadinha.

Maldita boca de praga, Victor.

–Faz de novo, Vini faz! –Diz a voz de Ju nas minhas costas rindo. –Eu vou até filmar dessa vez, é tão fofo ele fica todo arrepiado!

–Tem certeza, vai que ele acorda? –Retruca a voz de Vini estranhamente perto e estranhamente sussurrante.

–Ele não vai relaxa, porra dorme feito pedra. Vai faz de novo eu já tô gravando!

Sinto a presença de Vini ficar cada vez mais próxima de mim e então ouço sussurrar com a voz rouca e sexy.

–Victor... Acorda...

Filho da puta.

–Ué –Diz a voz de Juliana aparentemente decepcionada. –Por que ele não ficou arrepiado de novo? Ele sequer se mexeu! Ah, assim não tem graça Vini tenta de novo vai tenta!

Vini tenta novamente, sem sucesso, então se afasta frustrado.

–Mas o que tá havendo? -Resmunga

Então eu finalmente resolvo me pronunciar.

–Que merda... –Começo sussurrando baixinho, mas vou aumentando o meu tom de voz assustadoramente enquanto me levanto. -Vocês acham... QUE ESTÃO FAZENDO?! –Por fim acabo gritando nervoso e me virando rapidamente pronto pra socar o rosto de Vini. Porém, (por maldita sorte) ele consegue desviar e segurar os meus pulsos. –Vocês são idiotas! Eu não consigo nem mais dormir em paz cacete e ME SOLTA VINI PORRA VAI SE FODER

–C-calma Victor! –Diz ele com dificuldade pra me segurar, por conta do meu estado. –A gente tava só brincando!

–É! -Concorda Juliana assustada.

–MEU PAU! –Retruco me debatendo. –VOU MATAR OS DOIS!

Ele segura os meus pulsos com força, mas tem muita dificuldade então envolve logo os seus braços em mim, e eu como a bicha que eu sou coro imediatamente, ficando vulnerável com apenas aquele contato. Infelizmente ele percebe isso

–Me solta porra, vai se foder! –Falo me debatendo, mas dessa vez eu falo mais baixo e levemente mais calmo. –O que você tá pensando, agora vai abusar de mim no metro também?!

–Só assim que você fica mais calmo é? –Fala Vini, voltando a pegar o controle sobre mim com o seu usual tom de deboche, me fazendo corar mais ainda. Logo após, aproveita o fato do ônibus estar relativamente vazio e sussurrou baixinho ao meu ouvido. –Relaxa foi só uma brincadeira não precisa levar tudo tão a sério, eu apenas estava sussurrando bem assim no seu ouvido, eu sequer te toquei Vi.c.tor mas é claro que se você quiser... Seu desejo é uma ordem

Estremeço com isso e coro viadagicamente.

–Me solta porra! –Me debato mais, mas o abraço dele só ficava cada vez mais forte.

Estou prestes a soca-lo, para ele me soltar logo quando ouço uma voz desconhecida e próxima a nós, pronunciar em um tom de deboche:

Ainda aborrecendo garotinhos? Você realmente não mudou nada, não é Vinicius?”

Notas finais
Woooooah, quem será o/a dono/dona desta tal voz misteriosa?! Será que Vick conseguirá sair dos braços de Vini (literalmente LOL)? Será que Juliana continua filmando tudo isso? Como o Vini consegue ser tão safado em um ônibus com gente? Será que a nossa autora conseguirá escrever o próximo capitulo rapidamente? Todas as respostas para essas perguntas vocês vão ver no próximo cap de "My Dear New Neighbor..."! (nossa pareceu comercial de novela -q) Ou não :v Amo deixar vocês curiosos