My complicated love

2 Capítulo 1 - A vida dá voltas


Notas iniciais
Oie pessoal! Estou super feliz com os comentários e os favoritos!! Obrigada por comentarem! Espero que gostem desse capítulo! ele ficou enorme por causa do meu entusiasmo, por isso me falem se ficou muito cansativo! Boa leitura!

Passaram-se sete anos desde a viagem de Natsu. Não entramos mais em contato depois que ele se fora, nenhuma ligação ou mensagem. Nada.

Nesses sete anos, eu fiz faculdade de letras e estava em processo de formação faltando três anos, apenas, para terminar o curso de literatura. Erza e Levy também estavam em processo de formação, Erza fazia curso de engenharia e Levy de psicologia. Estudamos juntas por um longo espaço de tempo. Gray fez oceanografia e conheceu o amor de sua vida, mais conhecido como Juvia Lockser.

Eu morava com Levy num apartamento espaçoso, três quartos, dois banheiros e uma cozinha enorme. O prédio se encontrava num condomínio mais calmo da agitada Tóquio e não passava de seus nove andares.

Erza estava noiva de Gerard e os dois moravam numa casa de dois andares no mesmo bairro, facilitando os nossos encontros e nossas saídas.

Levy estava namorando Gageel, um rapaz rebelde, com piercings espalhados pelo rosto e um enorme dragão tatuado nas costas. Era dois anos mais velho que ela e era formado em medicina.

Eu estava solteira. Havia ficado com outros depois de Natsu, mas nada sério, apenas para me certificar que ainda estava viva.

Depois de um ano inteiro de depressão, resolvi convidar as meninas para morarem comigo. Levy aceitou prontamente, ela não tinha tanto dinheiro assim e morando juntas, tínhamos a possibilidade de dividir o aluguel e nos vermos todos os dias. Erza aceitou depois de uma certa insistência, mas depois de dois meses ela se recusou a conviver com as duas fanfarreias que éramos. O que se esperar de duas mulheres sofrendo por amor?

Depois desse ano, mais anos vieram e o tempo se passava doloroso. A falta que ele fazia era imensa, não tinha como negar. Eu realmente o amava e continuava amando, mas não diria o mesmo dele, afinal, ele sumira sem deixar rastros.

Minha aparência havia mudado drasticamente. Os cabelos dourados já estavam batendo no meio das costas, havia emagrecido consideravelmente, ficando um pouco ossuda. Estava agora com a necessidade de utilizar óculos, que tinham a armação preta e forma quadrada. Comecei a dedicar-me mais aos estudos, fazendo cursos de especialização em literatura e gramática. Estudei livros inteiros em noites. Tirava as notas maiores de minha turma, realmente era uma aluna exemplar. Tentava afogar o sentimento de não tê-lo por perto esforçando-me nos estudos, mas não era tão reconfortante e muito menos saudável o que estava fazendo. Fazia estágio numa escola particular no centro da cidade, a escola era grande e repleta de alunos bagunceiros, mas a maioria se empenhava nos estudos, para minha felicidade. O nome da escola era Fairy tail, um nome estranho se contar que a tradução é “rabo de fada”, mas as palavras ficavam lindas no letreiro elaborado que se encontrava em sua fachada.

Por coincidência, Levy também fazia seu estágio ali, possibilitando-nos de almoçarmos juntas sempre que podíamos e voltar para casa no mesmo horário.

O diretos do colégio não era lá tão rígido assim e deixava os professores virem a dar aula do jeito que mais lhe apetecesse. Geralmente usava jeans escuros e uma camisa folgada, mas nada muito vulgar.

Todos os professores já formados foram muito gentis comigo e com Levy e, por esse motivo, nos aproximamos de todos eles numa escala de tempo mínima. Macao Conbalt era o professor de ciências naturais, um velho muito simpático, que criava o filho sozinho. Wakaba Mine era professor de ciências sociais e não largava o cigarro por nada, além é claro da boa e velha briga com Macao.

Tinham também Mirajane Strauss, professora de matemática e de artes. Diziam os rumores que ela virava um demônio quando não prestavam atenção em seus cálculos, o que aparentava ser mentira por conta do belo sorriso que sempre mantinha no rosto. Cana Alberona era professora de química e física, e adorava fazer experiências com bebidas. Loke era o professor de educação física, um homem demasiado atraente e galanteador.

O professor de filosofia se chamava Gildarts Clive e era um homem na fase dos quarenta anos, muito bonito, por sinal. Ultear Milkovich, como era chamada, ensinava inglês e gramática, sendo eu sua “ajudante”, como ela me chamava. Eu ensinava literatura que era acompanhada pela aula de gramática, e por português ser uma matéria de uma dificuldade entre os demais alunos, possuía a maior quantidade de aulas, fazendo-me vir todos os dias.

O professor de história, chamado de Mystogan, estava se transferindo para outra escola no final desse ano letivo e, por esse motivo, haveria uma reunião com todos os professores mais o substituto indicado por ele. E essa reunião seria num sábado, para ser mais precisa, daqui a um dias.

Nesse momento eu e Levy estávamos deitadas no chão frio da sala recém-decorada, arfando devido a corrida para casa. Tivemos de correr, porque os ônibus estavam lotados e não queríamos nos arriscar nos metrôs a àquela hora da tarde, sempre tinham assaltos e até mesmo estupros nesse horário e eu não estava nem um pouco afim de ser molestada. Então, viemos correndo. As ruas estavam vazias, pois todos estavam trabalhando ou estudando, então a quantidade de pessoas nas ruas era consideravelmente menor, abrindo espaço para a ação de criminosos, cometendo seus escrúpulos. O Japão nunca foi seguro e não é agora que vai começar a ser, por isso, todo cuidado é pouco.

Olhei a azulada respirando rápido, ela não gostava de fazer exercícios e seu asma não ajudava nem um pouco.

– Você... Você está bem Levy? – Consegui proferir depois de certo tempo, sentindo o ar voltar aos poucos a meus pulmões. Sentei no chão com as palmas das mãos espalmadas por detrás de minhas pernas cruzada, numa forma de me apoiar.

– S-sim. – Sua voz estava fraca, mas ela se acalmava aos poucos, virando-se para mim logo em seguida. – O que iremos comer, Lu? – Ri da sua pergunta e logo depois lembrei que deveria fazer compras, mas deixei isso para depois e pensei em algo prático e rápido. E o que mais prático que pizza?

– A geladeira está vazia, mas podemos pedir uma pizza. O que acha? – Ela pareceu ponderar a ideia em pensamento e segundos depois acenou com a cabeça numa afirmação.

– Sim, pizza. – Disse com um olhar faminto. Rimos juntas e fizemos o pedido por telefone, que consistia em uma pizza mozarela e uma pizza de peperoni, já que Levy gostava de coisas apimentadas.

Enquanto esperávamos o pedido, tomamos um banho deveras relaxante, cada uma em sua suíte. Troquei-me rapidamente colocando uma roupa simples e confortável, enquanto prendia o longo cabelo, demasiado seco nas pontas, num despojado rabo de cavalo.

Dirigi-me para a sala e sentei-me no sofá de dois lugares, que cabia facilmente três pessoas, esperando ansiosamente pelo barulho irritante do interfone. Depois de alguns minutos, Levy sentou-se ao meu lado, resmungando algo sobre Gageel, ao qual não prestei muita atenção.

Assistíamos a um filme muito agoniante, chamado “um dia”. A estória de dois amantes que tinham uma relação conturbada cheia de idas e vindas, passando-se anos para os seus reencontros. Realmente triste.

Estava quase chorando quando o som do interfone chegou aos meus ouvidos, passei as mãos pelos olhos espantando quaisquer lágrimas que ameaçavam a sair.

– Eu atendo Levy. – Fui em direção ao aparelho barulhento sem ao menos ouvir uma resposta vinda da baixinha. – Pois não? – O porteiro rabugento avisou que o entregador subiria com a pizza e desligou na minha cara, sem ao menos perguntar-me se eu iria descer. Desliguei o parelho resmungando com irritação como esse porteiro era indelicado e rabugento, o que ocasionou uma risada alta vinda de Levy.

– O Senhor simpático ataca novamente! – Proferiu com divertimento, me arrancando uma risada contida. Logo fomos interrompidas pela campainha, avisando-nos que o entregador já estava na porta.

– Eu atendo! – Disse em meio a uma risada. Girei a chave na porta, destrancando-a. Abri-a vagarosamente com um sorriso em meu rosto.

– Com licença, o apartamento 302 pediu pizza? – Perguntou-me o entregador de voz melodiosa. Tinha cabelos loiros e olhos azuis, e possuía um porte físico admirável, além do charme que era a cicatriz em seu supercílio.

– Sim! – Exclamei analisando-o melhor. Os poucos centímetros que era maior que eu, para não dizer muitos, davam-lhe um charme que só homens altos tinham seus olhos penetrantes me deixavam desconcertada.

– Queria que minhas clientes fossem sempre simpáticas e lindas assim. – comentou, cantando-me. Sorri em resposta e ele me entregou as pizzas com um sorriso galanteador na face máscula.

– Obrigada. – Estava corada com a petulância do homem a minha frente.

– A senhorita não faria questão de dar o número do seu celular para este rapaz gentil, faria? – Ri de sua encenação e anotei meu telefone em seu braço.

– Lucy. – Disse-o ainda desconcertada.

– Sting. – Respondeu-me com uma voz rouca. – Muito prazer Lucy. – E assim apertou o botão do elevador, fazendo-o abrir a porta automática depois de alguns segundos de espera, afinal, estávamos no terceiro andar.

– Até mais, Sting. – Acenei com as mãos.

– Até o jantar de amanhã, loira. – Ele era realmente atrevido. Entrei em casa sorrindo, deparando-me com uma Levy olhando-me com malícia.

– Eu não acredito no que acabei de ouvir! – Ri de sua reação.

– Realmente, também não esperava me deixar levar tão facilmente. – Ela negou com a cabeça.

– Não estou falando disso. – Olhei-a descrente. – Existem pessoas que conseguem ser mais atrevida que eu! Estou impressionada! – Soltei uma risada alta, que logo se misturou com a da azulada.

Sentamo-nos no chão com as pizzas em cima da mesinha de centro, com pratos e copos descartáveis. Levy havia mudado de canal, provavelmente se dando conta da semelhança daquele filme com minha relação com o Natsu. Mas, na minha vida ele ainda não havia voltado.

Comemos tranquilamente, conversando e assistindo uma série de televisão americana, muito boa por sinal.

– Você vai mesmo, para esse jantar? – Perguntou-me a baixinha, depois de estar satisfeita com suas cinco fatias de pizza. Levy era pequena, mas tinha uma fome monstruosa.

– Ainda não sei... – Terminava de mastigar, quando a baixinha olhou-me com aqueles olhares perigosos, os quais diziam “Não ouse fazer isso!”.

– Você vai. – Falou decida, fazendo-me revirar os olhos. – Pelo o que me contou, o cara é lindo e gentil. Atrevido, mas nisso a gente dá um jeito, né? – Assenti, movendo minha cabeça para cima e para baixo, ainda terminando de mastigar minha última fatia de pizza.

– É, você tem razão. – Levy arregalou os olhos e pôs um sorriso de orelha a orelha no rosto travesso.

– Você pode repetir? Preciso gravar isso! – Ri de seu comentário e joguei uma azeitona em sua testa, o que a deixou um pouco irritada.

– Lucy Heartphilia! – E ali começamos uma guerra de comida, jogando calabresas, queijo e azeitonas uma na outra, nos sujando por inteiro.

– Chega Mcgarden! Eu me rendo! – Levantei as mãos num ato de rendição.

– Dessa vez passa, Heartphilia. – Nos levantamos e começamos a limpar a enorme bagunça que havíamos feito. Depois de uma hora de limpeza, a sala ficou parecendo nova e nós ficamos acabadas.

Tomamos outro banho, para tirar o cheiro de queijo dos cabelos e logo depois, colocamos nossas roupas para lavar na máquina de segunda mão, que Levy havia recebido de sua mãe, logo quando esta havia ganhado outra.

– Boa noite Lu. – Disse Levy esfregando os olhos e seguindo para seu quarto.

– Boa noite. – Respondi-a dirigindo-me para meu próprio quarto, jogando-me na cama macia, sem se preocupar em me cobrir ou fechar a janela.

Olhei de relance para o relógio e vi que já passavam das dez da noite. Amanhã tinha de acordar cedo para a tal reunião. Seria um crime acordar tão cedo em um sábado, se não fosse por conta do estágio.

Adormeci em poucos minutos e sonhei com Natsu. Sem pesadelos. Pela primeira vez em anos.

***MCL***

– Lu! – Escutava ao longe uma voz fina me chamando. – Lucy, por deus, acorde! – Despertei de meu sono tranquilo, quando me recordei da reunião que haveria hoje de manhã. – Você dorme como uma pedra! – Sorri de seu comentário e comecei a me arrumar, tomando uma ducha rápida e escovando os dentes com pressa, para depois trocar de roupa rapidamente.

– Vamos logo loira peituda! – Ri em pensamento com suas palavras carinhosas em relação a minha pessoa, era assim desde adolescentes.

– Espere mais um pouco anã de jardim! – Saí do banheiro deparando-me com uma Levy risonha.

– Vamos de táxi hoje, estamos meia hora atrasada. – Anui coma cabeça, esperando o elevados chegar.

Pegamos um táxi em poucos minutos de espera, e ficamos um bom tempo no carro, devido ao engarrafamento da movimentada Tóquio. Se uma coisa me irritava profundamente, era o trânsito.

Demoramos mais meia hora para chegar a Fairy Tail. Pagamos o motorista rapidamente, dando uns centavos a mais, rumando apressadamente a sala de reuniões da escola mais famosa de todo o Japão.

Batemos na porta da sala e ela se abriu vagarosamente, revelando um ambiente repleto de cadeiras acolchoadas envolvendo uma enorme mesa oval. E na cadeira da ponta estava Makarov, o diretor do colégio, e todos os outros presentes ao seu redor. Todos estavam ali, mas não vi nenhum rosto novo.

– Bom dia. – Dissemos eu e Levy em conjunto.

– Bom dia, Lucy e Levy. – Responderam o restante do corpo letivo.

– Onde está o professor novo? – Perguntei assim que me sentei.

– Ele deve estar preso no trânsito, daqui a pouco chega. – Respondeu Mystogan, sorrindo amarelo.

Alguns minutos se passaram a porta foi aberta abruptamente, revelando um homem que eu não esperava ver tão cedo. Meus olhos se arregalam e sinto minhas pernas bambas, agradecendo aos céus por estar sentada.

– Desculpem o atraso. Eu sou Natsu Dragneel, prazer. -

Notas finais
E aí? Reviews? Beijos