My complicated love

9 Capítulo 8 - Mensagens


Notas iniciais
Olá pessoas e novos leitores! Agradeço os favoritos e os reviews! Boa leitura!

Lucy

Abri os olhos devagar, observando o teto branco do apartamento de Natsu. Olhei-o de soslaio. Os baços em volta de minha cintura, o rosto repousado em meu pescoço, fazendo cócegas no local. Acariciei seus cabelos, vendo um pequeno sorriso surgir na face serena.

Olhei para a janela e vi que já estava escuro. Suspirei, saindo da cama com cuidado para não acorda-lo. Rumei para o banheiro, ainda desprovida de roupas. Observei-me no espelho por alguns minutos. Um sorriso discreto repousava em meu rosto. Algumas marcas roxas se espalhavam por meu pescoço e marcas de mãos em algumas partes de meu corpo, mas nada muito aparente. Senti braços em volta de minha cintura, e me deparei com Natsu me abraçando por trás, beijando meu ombro.

– Oi... – Ele sorriu para o espelho, gostando da imagem que via. Sorri de volta, cobrindo meus seios, envergonhada. – Depois que tudo que fizemos você ainda tem vergonha? – disse entre risos. Dei uma tapa estalada em seu braço, escondendo meu rosto em seu peito.

– Oi... – Respondi, sem olhar em seu rosto. Natsu soltou uma risada gostosa de ouvir.

– Ainda quer conversar? – Questionou com seriedade. Olhei para cima, deparando-me com seu rosto.

– Sim... – Respondi incerta. Estávamos tão bem... Mas, reconhecia que deveríamos discutir algumas coisas antes de tentar de novo.

– Mas antes – Apontou para a banheira. – Que tal um banho? – Sorriu travesso. É ele continuava o mesmo.

~♥~

Natsu

Depois de tomarmos um banho demorado, nos trocamos e sentamos sobre a cama de casal. Lucy parecia nervosa. Mesmo depois do que aconteceu mais cedo ela ainda tinha dúvidas sobre nós. Mas, esse não era o maior problema na nossa relação. Estava decidido e iria conta-la sobre ela.

– Por onde começar? – Perguntou, soltando uma risada nervosa. – Depois que você viajou, eu segui com a minha vida. Passei a dar mais atenção aos estudos e tudo o mais. – Respirou fundo. – Nesse meio tempo, Jude arranjou um noivo para mim. – Congelei.

– Como? – A loira apenas pediu para eu escutar.

– Mas, eu não aceitei aquela situação. – Continuou. – E me tornei independente financeiramente. Fiquei por um tempo na casa da Levy e logo depois nos mudamos para aquele apartamento. Durante cinco anos conservei um contato distante, ia para as confraternizações de família, até mesmo o visitava. – Pausou sua fala, respirando fundo. Parecia chateada com tudo aquilo. – Até que... Imitatia faleceu. – enxugou os projetos de lágrimas.

– Você não precisa me contar tudo, só que lhe for conveniente. – Falei, recebendo um sorriso por parte da loira.

– Eu sei. Mas eu quero contar tudo. – A abracei, confortando-a. – Então, a família entrou em luto. Menos ele. – Suspirou. – Ele continuava o mesmo velho rabugento. Deixei de visita-lo e até mesmo de ir às festas de família. Os únicos com que ainda mantinha contato eram Laxus e Michelle. – Terminou.

– Eu não sei o que dizer. – ela abraçou-me de volta.

– Não tem problema. Eu também não saberia. – Riu baixinho. – Sua vez. – Olhei-a de soslaio. Pensei no que ela faria se descobrisse que eu era casado.

– Quando cheguei aos Estados Unidos, passei um ano sem estudar ou trabalhar. Não tinha ânimo para isso. – Senti-a estremecer em meus braços. – Mas, meu pai se meteu em problemas. – Suspirei. Não iria conseguir conta-la.

– Que tipo de problemas? – Sussurrou quase inaudível.

– Problemas... Sérios, com a empresa. – Lucy olhou-me apreensiva. Olha-la tão preocupada comigo fazia com que a culpa caísse sobre meus ombros. Não poderia conta-la, não agora. – Então, tive que resolve-los de um jeito um tanto quanto antiquado. – Pausei minha fala, apenas observando-a.

– Se não quiser falar, não fale. – Disse, sorrindo.

– Obrigado... – Lucy apertou o abraço, beijando minha bochecha. – Enfim, esses sete anos foram um inferno. – Terminei, observando-a se recostar num travesseiro. – Agora, como vamos ficar? – Questionei-a, desesperado.

– Vamos devagar... – Falou ainda envergonhada. Ri divertindo-me com a lógica da loira.

– Devagar do tipo de hoje de tarde? – Ironizei, rindo da face divertida da loira. Ela me deu um tapa estalado e cruzou o braços, fazendo um bico digno de Oscar.

– Ah, cala a boca. – Ri de sua irritação.

– Por mim... – Aproximei-me dela, puxando seu rosto para cima, em minha direção. – Nós teríamos todo o tempo do mundo. – Um sorriso surgiu em sua face angelical, dando-me um selinho.

– Vamos recomeçar Okay? – Assenti positivamente, a puxando para mim fazendo-a sentar em meu colo.

– Então, vamos recomeçar à tarde? – Sorri travesso, arrancando uma risada vinda de Lucy.

~♥~

Lisanna

Califórnia, 10:37 da manhã.

– Pai. – Batia na porta insistentemente. — Pai.Pai, Pai. – Cantarolava, brincando com a sílaba tônica “pa”. Ri quando ele abriu a porta, mostrando seu rosto zangado.

– O que você quer Lisanna? – O tom ríspido continuava o mesmo. Ri internamente e externamente com isso. Pensei na pergunta.

– Natsu. – Respondi quase que de imediato. Ri novamente, pensando no rosto do ruivo. Ele deve me odiar. Não. Não. Ele me ama.

– Esqueça esse garoto, Lisanna! – Gritou, assustando-me. – Você já está casada com ele, contente-se com isso. – Ri quando ele pronunciou “casada”. Eu sou casada.

– Ele fugiu Pai. – Resmunguei. – Eu o quero de volta! – Gritei. Não sei por que gritei. Ri logo depois.

– Pare de gritar! – Calei-me olhando-o nos olhos.

Sorry, sorry... – Cantarolei, olhando para o nada. – Estou esperando... – Cantarolei novamente.

– Você é doentia! Não vou fazer o que você quer só por – Interrompi- o pondo as mãos em sua face.

– Sem problemas, Dad. – Sorri largamente. – Mrs. Robert vai ficar tão feliz quando souber de seu roubo, não acha? – Gargalhei ao ver sua face temerosa. – Eu quero dinheiro. E um telefone. Please? – Meu querido papai desferiu um tapa estalado em minha face.

– Já chega, Lisanna! – Olhei-o com lágrimas nos olhos.

Gritei com toda minha força. Minhas cordas vocais ardiam à medida que gritava com mais intensidade. O albino me chacoalhava, numa tentativa falha de fazer com que eu parasse.

– Pare! – Gritou, segurando-me pelos pulsos. – Estou em uma reunião, pare de gritar! – Desferiu outro tapa.

– Socorro! – Gritei desesperada. – Mrs. Robert! – Chamei-o assim que o vi.

– O que está acontecendo aqui?! – Perguntou indignado, tirando-me dos braços de meu pai.

– E-eu só queria um telefone... – Sussurrei aos prantos. – O loiro passou as mãos por meu cabelo.

– Tudo bem, tudo bem. – Pegou um telefone em seu bolso e entregou-me. – Fique com este, Okay? – Sorriu, acariciando meus cabelos. – Vá beber água, você precisa se acalmar. – completou. Assenti, limpando as lágrimas.

Já tinha em mãos o celular, agora só me faltava o dinheiro.

~♥~

Lucy

Quarto do Natsu, 23:37 da noite.

Passamos o resto dia vendo filmes e fazendo guerras de comida, indo devagar, como havia dito. Trocamos alguns beijos, mas nada que acabasse na cama.

Agora, deitada no colchão confortável, esperava Natsu tomar um banho para tirar os restos de chantilly de seu corpo, depois de nossa pequena guerra na cozinha. Escutei um telefone tocando e fui ver do que se tratava.

O celular de Natsu anunciava a chegada de uma mensagem de um número desconhecido, e pelo visto, não era nem do Japão. Curiosa, abri a mensagem, lendo o conteúdo rapidamente, atenta a foto que veio de anexo.

“Found you!

Espero que ainda seja sua esposa,

Com amor,

L.”

Notas finais
e aí, reviews?