My complicated love

10 Capítulo 9 - Descoberta


Notas iniciais
OH MEU DEUS! EU TENHO UMA RECOMENDAÇÃO! Yukari chan sua linda!!!!!!!! Céus! Você não imagina a minha felicidade ao ler sua recomendação! Fico muito, muito grata que goste da minha fic! Sério, nunca pensei que minha primeira recomendação ia ser tão linda assim! Obrigada de verdade gata! Enfim, mais MCL pra vocês! Espero que gostem!

Natsu

A água morna caía como uma cascata por minhas costas, enquanto eu refletia sobre meu longo dia. A conversa com Lucy não fora nada agradável, ao menos a meu ver. Decerto que falamos sobre tudo, mesmo que superficialmente, mas não me senti totalmente confortável em contar de Lisanna.

Desliguei a ducha e me enxuguei rapidamente, colocando uma calça folgada. Pus-me em frente ao espelho, observando os cabelos ruivos mais bagunçados que o normal. Passei o desodorante e o perfume amadeirado, para logo depois pegar a escova de dente.

Enquanto fazia minha higiene bucal pensava sobre o que Lucy estaria pensando agora. Talvez em mim, talvez em nosso relacionamento complicado ou no que ela comeu hoje de tarde. Ri internamente. Do jeito que é gorda, o mais provável é a última opção.

Saí do banheiro, encontrando o quarto vazio.

– Lucy? – Chamei-a, sem resposta. Ela deve estar na cozinha. – Lucy? – Chamei novamente, andando pelo quarto, procurando-a.

Observei melhor o local onde ela estava e vi meu celular aberto numa mensagem de texto. Estranhei. Quase ninguém me mandava mensagens, e quando mandavam era algo do trabalho, ou coisas relacionadas a isso.

Aproximei-me do celular, desbloqueando-o. Paralisei assim que li toda a mensagem. Lisanna me encontrou, e nada a impediria de vir me encontrar.

Pus as mãos sobre a cabeça, num ato de desespero. Corri em direção ao elevador o mais rápido que pude, não poderia deixa-la ir. Não poderia abandona-la novamente. Apertei insistentemente o botão de descer, mas de nada adiantava. Resolvi então descer de escadas, sem ligar se estava descalço ou seminu.

Chegando ao térreo, vi-a conversar com o porteiro, provavelmente pedindo um táxi. Meus olhos se encheram de lágrimas quando a vi aos prantos, segurando sua bolsa com força, tamanha sua indignação. Corri até ela, puxando-a para mim.

– Lucy, por favor, me escute. – Pedi com a voz embargada.

– Eu lhe dei a oportunidade de falar, Natsu. Eu já escutei demais. – Falou, empurrando-me para longe dela. Seus olhos já estavam vermelhos, junto ao seu nariz e bochechas.

– Por favor! Eu te imploro Lucy... – Ela parecia não se importar. Eu não me importaria.

– Diga Natsu! Diga-me qualquer que seja sua desculpa para aquilo! – Gritou, suspirando logo depois.

– Eu sou casado! – Soltei, chocando-a. – Lembra-se dos negócios conturbados? Esse era o único jeito de ajudar Igneel. – Lucy pareceu aliviada, mas ainda assim assustada.

Fui em sua direção vagarosamente, aproximando-me de seu corpo. Abracei-a, sem resposta. Sua única reação fora o pranto. Segurei-a como uma princesa, e voltei para o apartamento.

~♥ ~

– Desculpe. – Soltei em seu ouvido, ouvindo-a chorar cada vez mais. – Eu sei que devia ter contado, mas... Não pareceu certo. – Senti um formigamento quando sua mão alcançou minha face.

– Não pareceu certo? – Balbuciou. – Não pareceu certo, Natsu?! – Gritou dessa vez jogando sua bolsa em minha direção. – Você sabe o que é um casamento?! Acho que é um detalhe muito importante para não ser considerado certo. – Ironizou.

– Para mim não foi para valer. – Falei segurando suas mãos afoitas. – E sabe por quê? Porque não foi com você! – A loira arregalou os olhos com minha afirmação. – Eu te amo, Lucy. Isso só não basta? – Questionei-a cansado de discutir.

– Um “eu te amo” não vai desfazer um casamento. – Retrucou, enxugando as lágrimas. – Eu acho melhor nos afastarmos. – Sua última frase deixou-me sem chão. Segurei sua mão com força.

– Eu não vou te perder de novo. – Declarei, enxugando minhas lágrimas. – Vamos resolver isso. Não é no primeiro problema que vamos abandonar o barco, Lucy. Se vamos tentar, que pelo menos seja para valer. – Ela olhou-me chorosa.

– Eu... – Suspirou, abraçando-me. – É muita coisa pra mim. – Declarou, derramando seu pranto em meu peito.

– Eu sei, eu sei... – Disse, afagando suas madeixas desleixadas. – Só... vamos dormir, Okay? – Questionei-a, sem parar de afagar seu cabelo.

– Okay... – Sussurrou em resposta.

Coloquei-a em meus braços novamente, pondo-a na cama logo depois. Deitei ao seu lado, olhando-a. Nossos olhares se encontraram, como imãs. Puxei-a para mim, pondo sua cabeça em meu ombro, acariciando seus cabelos.

Passamos um bom tempo assim, apenas aproveitando da companhia um do outro. Sorri. Eu a amava, não tinha dúvidas. E mesmo nosso amor sendo complicado, eu não desistiria dela.

Lucy

– Está acordada? – Questionou-me com sua voz rouca.

– Quase dormindo... – Balbuciei em meio ao sono. Senti sua mão sobre a minha, esquentando o local. Senti-me segura ali, no seu abraço quente. Aconcheguei-me melhor em seu torso.

Adormeci ali, em seus braços.

~♥ ~

Lisanna

“Desculpe-me, mas Natsu está ocupado com outra coisa agora.

Sinta-se livre para ligar depois, eu já estou de saída.

Com amor,

Lucy Heart.”

Lucy. Não acredito que um nome como esse possa ser masculino, então com toda a certeza não é um homem. O desespero me abateu. Uma mulher. Com certeza uma mulher.

Lucy. Talvez uma colega de trabalho? Não. Nat não possui amiga alguma com esse nome. Rastreei a mensagem, vendo de onde ela havia sido mandada. Tóquio. Tóquio. Tóquio. Deixe-me ver, não conheço ninguém do Japão além de Nat e Igneel.

Lucy H. sobrenomes com H.

Heants

Heartfilia

Heainen

Heartinsh

Heart. Heart. Heart. Heart... Heartfilia empresariais.

Empresas Heartfilia.

Fundada por James Heartfilia no Japão, liderada por Jude Heartfilia.

Jude Heartfilia doente? O que será que seus filhos terão a dizer.

Qual o sucessor, Laxus ou Lucy Heartfilia?

Lucy Heartfilia.

Parece que você não deu sorte dear Heart.

~♥ ~

Lucy

Acordei com os dedos de Natsu me fazendo cócegas. Ri discretamente, tentando segurar o riso ao máximo. Mas, soltei-o assim que as cócegas se aprofundaram. Gargalhava alto, enquanto me remexia tentando fugir de suas mãos rápidas.

– P-para, Natsu! – Disse entre risos.

– Bom dia... – Disse, beijando-me na testa.

– Bom... Dia... – Recuperava o folego enquanto o ruivo ria baixinho. Desgraçado. Vai ter volta.

Ficamos nos olhando por alguns segundos. O suficiente para lembrar-me da noite conturbada que tivemos. Ele virou meu mundo de cabeça para baixo em apenas quatro dias. Céus! Isso é um recorde, Natsu Dragneel.

– No que você está pensando? – Indagou divertido, deitando de bruços rente a mim.

– Em como você mexeu com minha vida em apenas quatro dias. E você? – Retruquei, olhando-o travessa.

– Em como você fica linda pensando. – Ruborizei com seu comentário. – Ou corando. – riu após seu trocadilho. Escondi o rosto na palma das mãos.

Suspirei. Terça-feira, dia de visitar meu pai e jantar com Sting. Sting! Pus as mãos na cabeça, em desespero. Porra! Oh, não. Não fale palavrões, Lucy. Eles são um afronto a língua portuguesa.

– Oh, merda! – Exclamei lamuriada. Esqueci-me totalmente de Sting.

– O que houve? – Perguntou um Natsu confuso.

– Eu esqueci de te contar uma coisa. – O ruivo respirou fundo.

– Vá em frente. – A face levemente morena se mostrava nervosa. A minha não poderia estar diferente.

– Eu tenho um encontro. – Soltei, baixinho. As sobrancelhas franzidas e os olhos arregalados deixavam visível a sua irritação. – Hoje à noite. – Completei, sorrindo amarelo.

– Sem problemas. – Disse, calmamente. Céus! Tem algo errado nessa reação. – Eu vou com você e explico a situação para o filho da puta, ele vai entender. – Repreendi-o com o olhar.

– Não o chame desse jeito! – Exclamei irritada. – Eu vou sozinha. – Completei, vendo-o fazer uma expressão debochada.

– Eu estava sendo irônico, Lucy! – Gritou em meio à raiva. – Você não vai a lugar algum! – Olhei-o sem acreditar.

– É claro que vou! Vai ser como um encontro de amigos, Natsu. – Vi-o rir, debochado. – Vou deixar claro que não quero nada. Não tem nada do que se preocupar. – Terminei.

– Claro, porque ele vai parar de tentar te comer só porque você disse que não está afim! – Olhei-o descrente.

– Não use essa palavra comigo! Isso é nojento! – Repreendi-o, saindo do quarto. – Eu vou e ponto final! Aliás, eu vou para minha casa agora mesmo! – Ouvi-o bufar atrás de mim.

– Não fuja da conversa! – Disse, seguindo-me. – Lucy, volte aqui. – Segurou meu braço. – Não vá agora, Okay? Vamos conversar. – Disse mais calmamente.

– Se você parar de usar esse linguajar comigo eu agradeceria! – O ruivo suspirou, largando meu braço assim que observou o roxo que aquilo deixaria.

– Desculpe, desculpe. Eu só... – Respirou fundo. – Eu não vou deixar você ir sozinha. – Olhei-o raivosa.

– Okay, você vai. – Ele sorriu, aliviado. – Você vai me deixar na porta do restaurante. Ponto final. – Novamente as sobrancelhas se uniram.

– Não. Não, não e não! – Contrariou-me. – Não é você que decide isso! – Protestou.

– Nem é você que decide se eu vou ou não. – Sorri irônica. – Estamos quites. – Voltei-me para o banheiro, deixando-o contrariado no corredor.

Senti meu braço ser puxado com força, para logo depois me chocar contra seus lábios macios. Natsu apertava minha cintura com força, beijando-me com fervor. Ele segurou minhas pernas pela parte inferior de minhas cochas, levantando-me. Puxei de leve os seus cabelos, acompanhando-o. E quando pensava que ele iria aprofundar o beijo, ele retira sua boca da minha rapidamente. Fazendo-me inclinar em sua direção, pedindo por mais.

– Você continua submissa. – Sussurrou roucamente em meu ouvido. – Vamos esquecer isso e fazer outra coisa? – Questionou- me divertido. Submissa? Acho que não.

Desci de seu colo, beijando seu pescoço, puxando-o para o banheiro. Abri a porta e sorri travessa. Adentrei o pequeno cômodo e beijei-o fervorosamente, dando uma joelhada em seu membro "acordado".

Natsu soltou um gemido sôfrego e olhou-me descrente.

– Acho que não tão submissa assim. – Pisquei o olho para ele, que já estava no chão lamentando-se. – Tente não ficar duro com apenas um beijo, isso enche meu ego. – Completei, gargalhando enquanto fechava a porta do banheiro.

Acho que não faz mal falar palavras chulas de vez em quando.

Notas finais
e aí? Comentários?