My complicated love

5 Capítulo 4 - Encontros e desencontros II


Notas iniciais
Pessoal desculpem o atraso! Não pude postar no final de semana passado porque estive sem internet, utilizando apenas a 3g do celular, desculpem-me mesmo!!! Enfim, não sei se vocês vão curtir muito esse capítulo, está bem triste e provavelmente possui erros de português, se acharem algum comentem quais foram por favor! Tnho algumas coisinha importantes pada dizer, portanto leiam com atenção! 1- Haverá uma parte 3 desse capítulo! O encontro já foi revelado, mas o desencontro irá aparecer no próximo. Fiquem curiosos muahahaha! 2- Infelizmente, o meu tempo para as fanfics foi reduzido e eu ainda não organizei completamente o meu horário, mas temo que MCL só seja postado uma vez no mês. Não é nada fixo, mas isso provavelmente irá acontecer, portanto, estejam preparados para mais ntícias relacionadas a isso no próximo capítulo. P.S: Tentarei postar o mais rápido possível! Um beijo!

Estava tão tonta e desorientada que mal notei o toque gelado da mão de Gray em meu braço, puxando-me para trás num único movimento. Aquilo com certeza deixaria marcas.

Os dois ainda se encaravam fervorosamente, rogando ameaças silenciosas um no outro.

– Você não me disse que estava com ele. – Os lábios carnudos pareciam me chamar e a voz rouca e irritada me atraía mais ainda, Natsu não poderia ter aparecido em momento pior.

– Ela não está. Só estou cumprindo meu papel como amigo, Natsu. – Olhei de relance para a parte traseira do bar e vi um segurança se aproximar.

– Gray, está tudo bem. Vamos embora. – Minha voz estava firme, mas o tom deslizava em uma oitava a mais até minha voz normal, deixando-me mais patética do que já estava.

– Você vai fugir, Lucy? – Aquela sentença não parecia certa. Aquele não parecia o Natsu.

– O único que fugiu foi você, Natsu. – Surpreendi-me com a voz cortante que saíra de minha garganta, mas não me arrependi. Natsu precisava ouvir aquilo e muito mais do que estava preso na minha garganta por tantos anos! – Você não merece nem um minuto da minha atenção! Eu não te devo nenhuma satisfação e tenho o livre arbítrio para sair com quem eu quiser! – Minhas mãos se prenderam forte em sua camisa e meus olhos estavam presos aos seus sem resquício de vergonha ou insegurança. – Você não me deu satisfação quando foi embora, não é mesmo?!Eu poderia estar noiva e você não poderia fazer nada! Você fugiu! Você é um covarde!Olhe nos meus lhos e diga se estou errada! Diga! – Empurrei-o contra a parede e pus minha testa em seu peito, chorando. – Você é um imbecil! Imprestável! Idiota! Idiota! – Separei-me de seu corpo e olhei-o com mágoa. As lágrimas encharcando meu rosto e a face desgostosa da minha indignação para com ele. – Você está me matando. – Natsu estava sem reação. Os olhos arregalados em minha direção mostravam o quão fundo aquelas palavras o atingiram.

Voltei-me para Gray e desabei em seus braços, sendo recebida por seu confortável abraço.

– Lucy... – Ouvi-lo pronunciar meu nome doía. Doía lá no fundo, onde a garota ingênua e apaixonada estava implorando por uma segunda chance de amar. Mas o amor se provou impossível, uma jóia que poucos podem comprar. – Vamos conversar, por favor... Eu não quis dizer aquilo- Cortei-o com o dedo indicador em seus lábios. Neguei com a cabeça e selei nossas bocas.

– Isso é uma despedida, Natsu. Não me procure mais. – Sua face se rompeu no puro desespero. As mãos grandes me prendiam contra seu corpo, enquanto os lábios beijavam de leve a minha têmpora.

– Não, Lucy. Me dê uma segunda chance, por favor. – Separei-me relutante.

– Não, Natsu. Isso é o fim para nós dois. Estou terminando com você. – Segurei no braço de Gray e fechei os olhos, deixando que ele me guiasse.

A dor em meu âmago poderia ser comparada com a pior das mortes. Aquela que a vida se esvai de pouco a pouco, num caminho tortuoso e lento em direção ao fim. As lágrimas haviam cessado, deixando apenas a expressão apática fazer-se aparente.

Gray permanecia calado enquanto me levava de volta á mesa. Os músculos retesados demonstravam a tensão que tudo aquilo havia lhe proporcionado e me senti culpada por deixá-lo naquele estado. Até agora só havia trazido problemas para meus amigos e isso não me agradava nem um pouco.

Levy tinha um namoro e uma faculdade para dar conta, além do emprego como psicóloga na CFT. Erza tinha um casamento para agendar, além do noivo, casa e trabalho os quais ela devia dar a devida atenção, não tinha tempo para lidar com amigas mal resolvidas amorosamente!

– Lu?! O que houve?! – Levy veio ao meu encontro, mas não obteve resposta. Minha mente e meu corpo estavam embaralhados por causa da bebida e acontecimento anterior não havia sido bom para ninguém.

– Vou pagar a conta, precisamos sair daqui agora mesmo! – Gray sumiu no meio da multidão e fui rapidamente cercada por Erza e Levy, que me analisavam com irritação.

– Você está cheirando a vodka. – Resmungou Erza. A ruiva sempre gostou de beber, mas apenas lhe era conveniente vinhos e cervejas, de preferência alemães. Eu nada respondi. Minha voz simplesmente não saía. Apenas ignorei e me sentei, olhando para vazio da rua, imaginando se um dia o amor iria fazer sentido, ou pelo menos se fazer presente em minha vida.

Eu achava que ia ser fácil, mas acabar com algo que se perdeu sete anos antes não era tão gratificante como tirar um peso das costas. Por todos esses anos eu acreditei que ele iria voltar, por maior impossível que fosse a chance, minha esperança ainda existia e clamava seu nome de volta. Percebi que nesses sete anos tudo que sofri e relembrei não fora em vão, nós não tínhamos terminado naquela despedida. Minha dor se prolongou por tanto tempo pelo simples motivo de que não havíamos dado um fim naquilo.

As palavras ditas ta brutalmente haviam me despedaçado, talvez, mais à mim do que à ele. O olhar decepcionado que fora dirigido a mim não fora nada reconfortante. Não haviam se passado nem sequer um dia e minha vida já fora virada ao avesso. Natsu nunca fora uma pessoa fácil, pelo contrário, nosso namoro era virado ao avesso, brigas e reconciliações memoráveis, todas por conta de seu ciúmes.

Lembrar da adolescência me doía pelo simples fato de Natsu estar inserido em cada pedacinho memorável que um dia já acontecera comigo.

Minha vontade era gritar até minhas cordas vocais explodirem, chorar até não haver um gota de água restante no meu corpo, mas precisava ser melhor que isso. A expressão apática a tudo permaneceu em minha face todo o tempo, como se aquilo não houvesse me destruído por inteiro.

A verdadeira situação por qual eu estava passando se assemelhava a um apocalipse. Em minha mente tudo não passava de um borrão. Nossas lembranças se passavam como um filme antigo por meus olhos cheios de água. Mas tudo o que se fazia presente era a dor da perda, a sua voz acusando-me de fugir, nossas brigas, o meu pranto, sua despedida, os pesadelos e o medo do abandono.

Sentia-me patética por dentro e por fora. Uma covarde que se arrependeu de enfrentar o que mais temia e desejava ao seu lado. Uma tola apaixonada.

Saí do inferno que se passava em minha mente e voltei para a realidade quando senti meu corpo sendo acolhido por braços protetores. Permiti-me chorar ali, nos braços gélidos de Gray.

***MCL***

Abri os olhos lentamente, cobrindo o rosto com as mãos, devido a claridade. Pisquei inúmeras vezes, acostumando-me com a claridade do quarto em que me encontrava.

Olhei em volta e percebi o amontoado de lençóis ao meu lado. Observei mais atentamente e percebi alguns fios azuis escapando pela beirada da cama. Levantei-me num só movimento, tentando não fazer barulho para não despertar a baixinha de seu sono profundo.

Minha cabeça doía e a tontura veio assim que me pus de pé. Praguejei baixinho, indo em direção a cozinha.

Peguei a caixa de remédios e me pus a procurar um bom comprimido para dores. Depois de revirar a caixa de ponta cabeça, achei uma cartela de analgésicos específicos para dores de cabeça.

Enchi um copo de água e engoli, num só gole, o comprimido milagroso.

– Lucy?! – Olhei de relance para a voz grave que chamava meu nome e me deparei com Gray entrando na cozinha. Sua face exalava surpresa, por um motivo desconhecido por mim.

O moreno me puxou para si, abraçando-me intensamente, como se não me visse há anos.

– Você está bem? – Ele me olhou preocupado.

– Não exatamente. – Pus o copo na bancada e me voltei para a sala, com o moreno em meu encalço. – Estou com uma dor de cabeça terrível. – Gray parou e me observou por um instante.

– Você lembra o que aconteceu ontem, Lucy? – Minha expressão se fez confusa.

– Não exatamente... – Gray me encarava atônito.

– Diga-me do que se lembra. – Mesmo achando aquela pergunta estranha forcei-me a tentar lembrar de algo. E tudo veio como um furacão. O bar. As bebidas. Natsu. A briga.O término. Tudo.

Desabei no chão. A escuridão me envolveu e me vi cega, numa queda sem fim.

Tudo se passava num borrão através de meus olhos úmidos. Os gritos finos e estridentes que provinham de minha boca eram como um ruído distante. A imagem de um Levy descabelada aos prantos, me despedaçou. Ela gritava para parar, gritava para Gray fazer algo, clamava meu nome esperando um pouco de sanidade vinda de mim.

Meu corpo não respondia aos meus comandos, fazendo-me apenas uma observadora do caos que eu estava causando.

Gray tentava segurar-me em seus braços, mas essa tarefa se tornava quase impossível. Meu corpo se debatia contra os braços que tentavam me conter.

E então tudo se tornou escuro.

***MCL***

– Ela precisa de mim, Gageel. – A voz de Levy se fez presente num ruído abafado. – Eu sei, eu sei... – Aos poucos a voz firme foi se tornando embargada. – Eu não vou abandoná-la! Não vou fazer essa atrocidade, Gageel! Lucy não é tão forte quanto aparenta ser e isso está a sobrecarregando! – Senti meu peito apertar com o ruído dos soluços de Levy. – Que seja, Gageel! Não vou me submeter mais aos seus caprichos! Considere-se solteiro! – Um barulho alto de porta se fechando adentrou meus ouvidos e me permiti abri os olhos.

Estava no quarto de Levy. Tentei levantar, mas meus braços e pernas doíam com o mínimo movimento. Observei meu membro e assustei-me com o estado em que o mesmo se encontrava. Em meu braço estavam marcas de unhas e arranhões, além de grandes marcas rochas que doía ao toque.

Uma lágrima escapou, e depois dela mais uma. E logo eu estava chorando novamente.

– Lu? – Levy adentrou o quarto e me fitou com pena no olhar. –Lu... – Interrompi-a.

– Eu que fiz isso? – Minha voz saíra tremida, tamanho o medo que vinha me consumindo.

– Sim. – Fitei com pesar o meu corpo.

– Desculpe-me. – Levy veio ao meu encontro, abraçando-me.

– Só não faça mais isso, está bem? – A baixinha chorava e o sentimento de culpa recaía sobre minhas costas.

– Sim. – Meu sussurro quase não fora ouvido.

Permanecemos abraçadas por um longo tempo, até que o choro cessasse.

– Levy? – Chamei-a.

– Sim? – Suspirei, lembrando da discussão que ouvira.

– Você terminou com o Gageel? – Ela estremeceu com a pergunta, apertando de leve o lençol.

– Sim... – Respondeu num sussurro.

– Foi por minha causa,não foi? — A culpa recaiu sobre mim como um peso, eu já sabia a resposta, só precisava ouvir da boca dela.

– Não, Lucy. – Surpreendi-me com a negação que me foi dirigida. – Gageel deveria me apoiar quando eu precisasse, e ele nunca fez isso. Quando ele tinha os seus problemas eu estava aqui pra ouvir e aconselhar, mas parecia que o nosso namoro era apenas de um lado, sabe? – Assenti positivamente, encorajando-a a continuar. – Parecia que só eu estava me esforçando para aquilo dar certo. No final, a Erza estava certa. Nós nunca daríamos certo. – Segurei a mão da baixinha, tentando confortá-la.

– Vai ficar tudo bem, Levy. Você vai dar um jeito. – Ela sorriu e levantou-se da cama, se dirigindo para a porta.

– Vou preparar algo para você comer. – A baixinha saiu do cômodo a passos largos, quase feliz se não fosse o término recente.

Após Levy sair do quarto, forcei meus músculos a funcionarem. Levantei-me da cama devagar, tomando cuidado para não bater em meus machucados. Adentrei o banheir

o e me pus rente ao espelho.

Minha imagem não era uma das melhores. Os braços levemente vermelhos, juntamente com as pernas repletas de marcas rochas, provavelmente causadas pelas tentativas falhas de Gray de me segurar.

As olheiras ao redor de meus olhos denunciavam o meu pranto e a boca vermelha deixava claro as inúmeras mordidas sofridas, provavelmente durante o meu ataque psicótico.

Abracei meu corpo, tentando esconder tudo aquilo que não queria ver, mas foi em vão. Nada poderia curar aquilo senão o tempo.

Os poetas dizem que as mais profundas feridas só podem ser curadas com o tempo, mas no meu caso, nem o tempo poderia fechar o vão que se tornou o meu coração.

Notas finais
E aí? Reviews?