My complicated love

6 Capítulo 5 - Encontro e desencontros III


Notas iniciais
olá pessoal! Desculpem a demora, mas as provas estão me matando! O capítulo ficou pequeno, mas foi intencional! Haverão muitas revelações nesse capítulo, por isso qualquer dúvida deixem nos reviews ou nas MP´s! MCL está entrando numa fase complicada, por isso tenham-se aos detalhes amores, pois muitos deles vão ser importantes para os capítulos que estão por vir! Esta é a última parte de encontros e desencontros. Leiam minha nova fic de Fairy Tail : http://fanfiction.com.br/historia/490352/Entre_mundos/ Vejo vocês nas notas finais, Boa leitura!

Minha cama nunca parecera tão desconfortável. Era domingo, um dia que por si só emanava uma inércia enfadonha, mas esse não era o motivo o qual eu protestava. Cada pedacinho de meu corpo latejava com qualquer movimento que fosse impedindo-me de levantar e fazer qualquer outra coisa que seja. Deitada em minha cama, observava o teto enfadonha, tamanho meu cansaço muscular.

O toque tão conhecido adentrou meus ouvidos de supetão, assustando-me. O celular alarmava barulhenta a chegada de uma mensagem.

“número desconhecido” era o que dizia na tela do telefone celular. Deslizei o dedo sobre a caixa de mensagem, abrindo-a.

Loira? Aqui é o Sting, lembra-se de mim? Então, você está livre nessa terça? Estava pensando em sairmos para jantar, o que você me diz? Um beijo.

Li e reli três vezes a mensagem em questão. Não esperava que ele fosse mesmo me contactar. A mensagem fora tão inesperada que me deixou perplexa por alguns minutos. Resolvi responde-lo.

Oi Sting, claro que eu me lembro de você! Sim, adoraria sair para jantar, onde nos encontramos?”

Ponderava em apertar ou não o botão de enviar. Fechei os olhos e cliquei. Depois de dois minutos a resposta veio.

Eu te pego no seu apartamento, esteja pronta ás oito!

Sorri animando-me. Sting poderia ser uma coisa boa afinal, distrair-me dos problemas e, quem sabe, despertar meu interesse.

Sabia que este último não era possível. Apenas um homem conseguiu despertar-me interesse, e ele não é a melhor opção no momento.

Pode deixar! Até terça, então! Beijos.

Suspirei com pesar. Não era para eu estar o enganando, não era certo. Tenho que parar de me acostumar com as situações. Nem para tudo se “dá um jeito”, e esse “jeito” com certeza não é Sting. Adormeci sem ao menos ter a noção de que o sono havia me tomado.

***MCL***

Acordei com leves batidas em minha porta, costumava ter o sono leve quando cochilava assim, do nada.

– Lu? – A voz fina de Levy tirou-me do meu transe.

– Pode entrar. – Minha garganta ainda doía um pouco, mas já estava melhorando.

A porta se abriu e entraram três pessoas por ela.

– Lucy. – A voz rouca e melodiosa a meus ouvidos chamava-me com doçura dançando entre as palavras. Eu o amava afinal.

– Laxus. – Sorri abertamente para meu irmão mais velho. Este sorriu de lado e depositou um beijo em minha testa. Laxus estava um pouco estranho, como se estivesse desconfortável com alguma coisa. – Michelle?! – A loira veio em minha direção com lágrimas nos olhos e me abraçou fortemente.

– Lucy... – Disse com a voz embargada. Os olhos azuis brilhavam em meio às lágrimas. Michelle havia mudado um pouco. De dois anos para cá, o seu cabelo ficara mais longo e ela ficou um pouco mais alta. Minha bonequinha.

– Porque está chorando, bonequinha? – Tentei animá-la com o apelido que havia dado a ela quando éramos crianças. Michelle deu um sorriso fraco.

– Michelle é dramática, Lucy. Está com saudades depois de dois anos. – Respondeu Laxus no lugar da loira.

Dois anos. Faziam dois anos que eu não falava com meu pai. Jude estava se tornando um homem repulsivo. Ele voltara a pensar apenas no trabalho e chegou a me obrigar a trabalhar em sua empresa para não pagar o salário de mais um de seus funcionários. Conformei-me que as pessoas não mudam da água para o vinho com a facilidade com que ele mudou. Mudar é um processo demorado, que requer paciência e perseverança, mas ele nunca possuiu nada disso. Admito que ele tentou, mas não chegou ao seu objetivo.

Para ele eu era só mais uma.

Só mais uma funcionária para pagar.

Só mais uma filha para cuidar.

Só mais uma boca para alimentar.

Só mais uma pessoa no mundo.

– Lucy? – Estava tão perdida em pensamentos que mal notei Michelle chamando-me.

– Sim? Desculpe, eu estava pensando sobre Jude. – Senti a loira estremecer na pronúncia do nome de meu pai.

– Lucy, temos algo importante para falar. Por isso a visita repentina. – Sabia que havia algo por trás da visita inesperada, mas não esperava que fosse tão sério.

– Fale. – Michelle sentou na beirada de minha cama e segurou minha mão, apertando-a.

– A sós. – Fiz uma feição desgostosa.

– Levy é minha amiga, Laxus. Confio nela o suficiente para dividir um apartamento, quanto mais ouvir o que vocês tem a me dizer. – Laxus resmungou algo incompreensível e voltou-se para mim.

– Que seja. – Maldito humor que meu irmãozinho tem. Céus!

– Laxus! Seja delicado ao menos dessa vez! – Reclamou Michelle. Sempre cordial e amável, por isso chamava-a de bonequinha. Ela é assim desde pequena.

– Poupe-me Michelle! Estou ficando impaciente já. – Resmungou mais algumas coisas e segurou minha outra mão.

– O que há de tão importante nisso?! – Perguntei temerosa, boa coisa não era. Os loiros olharam para mim relutantes. Laxus estava mais sério que o normal e Michelle mais dramática que o normal. Algo sério estava acontecendo e eu era a protagonista.

– Jude está doente, Lucy. Muito doente. – O loiro deu ênfase ao adjetivo de intensidade, assustando-me.

– O que ele tem? – Minha voz saíra quase inaudível, estava começando a entender a situação.

– Devido ao excesso de trabalho ele adquiriu um nível de estresse elevado, o que causou várias dores de cabeça no mesmo. Semana passada ele desmaiou e o levamos a um médico. – Laxus pausou sua fala olhando-me pesaroso. Por ser o filho mais velho era o que tinha uma maior ligação com meu pai, além de ser o herdeiro das empresas. – Jude está com um tumor no cérebro. Lucy. Só ainda não sabemos se é maligno ou benigno.

Olhava-os perplexa, enquanto algumas lágrimas se derramavam pelo meu rosto. Mesmo com todos problemas em nossa relação ele ainda era o meu pai. E eu o amava maquis que tudo. Mesmo com os gritos, reclamações e apatia durante anos, eu ainda o amava. E não queria que ele morresse. Não antes de nossa reconciliação.

– Qual o médico responsável pelos exames? – disse num fio de voz. Levy abraçou-me e eu retribui fracamente.

– Doutor Freed Justine. Ele é um amigo meu e está cuidando de Jude. – Laxus enxugou as lágrimas de canto de olho e beijou minha testa. – Não se preocupe, Lucy. Tudo vai ficar bem. Nós estamos aqui. – Abracei-o fortemente, me agarrando a sua camisa.

– Ele vai melhorar, Lu. Eu tenho certeza. – Encorajava-me Michelle.

Passamos um longo tempo abraçados. Lamentando-nos do que estaria por vir. Afundando-nos na possibilidade do fim. Agarrando-nos na luz do fim do túnel de sobrenome Justine.

– Laxus... – Sussurrei, chamando-o.

– Sim? – Incentivou-me a falar.

– Eu quero vê-lo. – Mais lágrimas vinham e eu deixava-as se derramarem sobre ele.

– Você vai vê-lo, Lucy. Não hoje, mas na quarta-feira, quando ele sair do hospital, está bem? – Apertei sua blusa em minhas mãos.

– Eu preciso vê-lo, Laxus. Por favor... – Implorava ainda derramando meu pranto.

Sentia meu âmago se apertar numa dor fina reverberando por todos os membros de meu corpo.

– Não poderemos vê-lo até lá, Lucy. O prazo mínimo é até quarta. Vamos aguardar mais um pouco... – Sua voz começava a embargar, logo seu pranto viria. Ah, Laxus...Eu sei que você sente tanto quanto eu.

A dor intensa se espalhava em meu peito como veneno se espalhando por minhas veias, queimando o resto de meus vasos sanguíneos, matando os órgãos um por um.

***MCL***

Natsu

29 de fevereiro de 2014, domingo, Residência Dragneel, Rua Edolas, prédio Exeed, número 781.

– O único que fugiu foi você, Natsu. – Surpreendi-me com a voz cortante que saíra de sua boca. Lucy nunca pareceu tão séria.”

Fugir. Sim, eu tinha fugido Lucy. Você esteve certa o tempo todo, mas de início não era uma fuga, era um sequestro com um propósito. Só eu não sabia disso.

“– Você não merece nem um minuto da minha atenção! Eu não te devo nenhuma satisfação e tenho o livre arbítrio para sair com quem eu quiser! – Suas mãos se prenderam fortemente em minha camisa, tremendo levemente.”

Tudo que fora dito reverberava em minha mente, os xingamentos, as verdades ditas sem escrúpulos, os sentimentos dela.

“– Você não me deu satisfação quando foi embora, não é mesmo”?! Eu poderia estar noiva e você não poderia fazer nada! Você fugiu! Você é um covarde! Olhe nos meus olhos e diga se estou errada! Diga! – Lágrimas saiam de seus olhos, e tudo o que eu queria era que elas secassem, que tudo o que ela tinha acabado de dizer fosse mentira. Mas eu sabia que não era.

– Você é um imbecil! Imprestável! Idiota! Idiota! – Sem palavras. Essa era a minha reação para com suas palavras. – Você está me matando. – aquilo repercutiu em minha cabeça várias e várias vezes.”

“– Lucy”... – Estava sem reação. Sabia que tudo o que ela havia dito era verdade, mas não queria acreditar. Tinha que ter um jeito de consertar as coisas, de voltarmos a ser o que éramos. – Vamos conversar, por favor... Eu não quis dizer aquilo- Suas mãos vieram a minha boca, num gesto de silêncio.

– Isso é uma despedida, Natsu. Não me procure mais. – O desespero me consumiu, mas não pude fazer nada. Segurei em seus braços finos, como um último pedido de clemência. Ela uniu nossos lábios, num último beijo e separou-se relutante.

– Não, Lucy. Dê-me uma segunda chance, por favor. – Vi-a segurar no braço de Gray.

– Não, Natsu. Isso é o fim para nós dois. Estou terminando com você. – E suas últimas palavras foram como uma facada no peito. O ultimato de minha morte.”.

Lembrar da noite passada me fez derramar algumas lágrimas. As mesmas lágrimas que chorava todas as noites ao pensar nela. Agora, deitado em minha cama, refletia se fora a escolha certa voltar para Tóquio.

Minha cabeça latejava, lembrando-me constantemente das frases proferidas por minha amada. Dizem que palavras doem mais que atos, e isso é a pura verdade. Palavras podem ir mais fundo que uma lâmina encravada em seu peito.

Você está me matando

Toda frustação que senti há cinco anos voltava com tudo, lembrando-me de coisas que gostaria de esquecer.

7 de julho de 2009, sábado. New Orleans, E.U.A. Residência Dragneel.

– Natsu! – Igneel chamou-me impaciente. Não passavam das nove da manhã e eu estava exausto. Demorei um pouco na cama, com certa relutância em sair do confortável colchão, mas o segundo grito de Igneel me incentivou – e muito – a ir falar com ele.

Coloquei uma blusa preta e desci com a bermuda que havia dormido, não haveria problema algum, afinal éramos pai e filho.

Desci as escadas rapidamente, o primeiro andar da casa ficava com os quartos e o escritório de meu pai, totalizando quatro cômodos e no térreo ficava a sala de jantar, a cozinha e a sala de televisão. Nem tão grande e nem tão pequena, mas fazer todo o caminho até a sala de jantar demorava uns quatro minutos, e Igneel nunca espera.

Adentrei a sala de jantar afobado, pensando na irritação de meu pai, mas tive uma surpresa enorme por ver que havia visitas. Passei a mão nervosamente pela nuca, num ato nervoso, e observei mais atentamente a garota. Ela era albina e tinha olhos azuis cobalto, realmente interessante, fora isso, parecia ter algum complexo de anorexia tamanha a sua magreza e possuía uma feição doentia no rosto. Talvez estivesse passando por maus bocados.

– Natsu, essa é Lisanna Strauss, sua noiva. — ”

Notas finais
E aí? Reviews?