My Rebel Heart

33 Segundo Dia – Parte 2 (Misto)


Notas iniciais
VOLTEI DARLINGS! ❤ Deve hexa? Não! Mas tem capítulo novo lindinho pra vcs! Eu alterei o modo de escrita (fiz um capítulo misto, ao invés de um para cada) e gostaria da opnião de vcs: independende de ela ser favorável ou não, me deixam ciente do jeito que vcs gostam, aí eu faço a felicidade de vcs! Sem mais delongas, ai está um cap com cara de att dupla! Xoxo, Val Twitter: @HausOfVal

(Regina)
Quando entramos em meu carro, meu corpo teve que, simplesmente, parar e pensar em minhas ações. Emma viria comigo, para matar Cinderella, com ou sem o consentimento de terceiros. E isso me assustava.
Eu deveria ter vindo aqui apenas para deixar Henry. Eu deveria ter vindo aqui apenas para buscar respostas. Eu deveria ter empurrado ela. Eu deveria ter beijado ela. Eu deveria ter matado ela.
Eu deveria ter matado ela!
Metade da minha alma quer enforca-la até que nenhum resquício de oxigênio seja encontrado em seus pulmões, mas quando estou quase lá, eu olho em seus olhos e metade de mim perde a coragem.
A minha cabeça parece ser dividida em duas e eu não sei como lidar com isso. A cada segundo eu fico confusa e isso me mata por dentro.
"Regina? Você está bem?" — meus devaneios foram atrapalhados pela voz suave e preocupada de Emma.
Não.
Não está tudo bem.
A confusão toma conta da minha alma do pior jeito possível e Emma não ajuda. A mão dela em cima da minha perna, não ajuda. Seu olhar preocupado, não ajuda.
Seus olhos verdes pedindo perdão, não ajudam. Uma serial killer de vestido azul e sapatos perdidos, não ajuda.
Mas as lágrimas de Victoria ajudariam.
Balanço minha cabeça em confusão. Este não é o momento, o que eu preciso pensar é em meu problema mais recente: Emma e sua possível morte quando Zelena à encontrar.
"Estou... Eu só preciso pensar.... "
"Sabe no que eu estava pensando?" — com meu silêncio, a loira continuou — "Como Cinderella conseguiu entrar em Storybrook se nós fizemos com Gold aquele feitiço de proteção?"
Em nenhum momento essa questão tinha passado por minha cabeça.
Nesse momento, eu tinha outra prioridade.
"Gold..." — meu murmúrio saiu baixo enquanto pensamentos tomavam conta de mim.
"Você acha que ele..."
"Vamos descobrir agora!"
Talvez pela raiva que se apossava de mim, ou pela pressa em descobrir uma possível traição, mas o trajeto até a loja de antiquários foi feito mais rápido que o esperado.
Quando vi a porta daquele local, meu sangue ferveu. Ele não poderia ter feito isso. Ele não tinha motivos para fazer isso.
Meu corpo se impulsionou em direção a porta principal e, seguida de Emma, ignorei completamente a placa de "Fechado" que se encontrava pendurada.

(Emma)
Regina estava o mais próximo do descontrole que eu já tinha visto. E eu não poderia julgar.
Gold não seria baixo o bastante para nos enganar desse jeito. Ou seria?
Ele usou nosso corpo em um feitiço, justamente para proteger a cidade. E agora nem isso era certeza.
A porta bateu, fazendo um barulho estrondoso enquanto Regina e eu ficávamos perdidas em nossos próprios pensamentos, andando e um lado para o outro.
Gold apareceu calmamente com uma cara de poucos amigos, mas quando nos viu, pintou um sorriso no rosto.
"Sabia que viriam!" — ele disse sorridente enquanto se aproxima ainda mais.
"É ótimo ter meus movimentos sempre em seus pensamentos..." — Regina disse rapidamente com um sorriso no rosto enquanto olhava no fundo dos olhos escuros a sua frente.
"Gold... " — chamei a atenção dele — "Por que Cinderella está aqui?"
"Para matar minha madrasta!" — ele disse tão calmamente, mas a palavra que ele usou deu um nó em minha cabeça, instintivamente segui o olhar para Regina e ela estava tão perplexa quanto eu.
"QUEM?" — a pergunta fugiu da minha boca antes de qualquer chance de um policiamento, quando meus olhos encontraram a mulher ao meu lado, ela tinha uma expressão tão chocada quanto a minha.
"Victoria e..."
"VOCÊ TEM UMA MÃE!" — as palavras que pairavam em minha mente fugiram de minha boca, causando um riso na morena ao meu lado, que provavelmente tinha outra coisa em sua mente.
"Poupe-me de sua lentidão Swan!" — a voz de Gold agora se encontrava áspera, mas rapidamente ele retomou a ironia de sempre — "Ainda não é oficial... Até porque sentimentos de pessoas poderosas ficam escondidos dentro da alma das mesmas, a maioria das vezes por medo de terceiros, ou até por medo de não ser recíproco..."
Parecia que ele falava aquilo para a minha alma. Como consequência, minha visão ficou borrada e eu fechei alguns passos. Neste momento, a voz de Victoria surgiu em minha mente gritando para que eu não recuasse mais, assim eu respirei fundo e pude ver um sorriso se formar em seu rosto enquanto ele alternativa seu olhar entre mim e Regina.
"Pobre mamãe e Victoria! Vocês entendem como é, não?!" — no momento que as palavras fugiram de sua boca, ele esboçou um sorriso que poderia rasgar seu rosto.

(Regina)
Eu só queria quebrar esse homem ao meio.
Ele sabia.
Ele sabia de meus sentimentos por Emma.
Meus olhos embaçaram. A possibilidade de que meus sentimentos, ainda confusos, fossem divulgados, me deixou internamente desesperada. Mas eu estou aqui por outros motivos.
Óbvio que descobrir que a Fada Negra é a mãe de Rumple foi uma surpresa e a ideia de Victoria ser madrasta do mesmo fez boa parte do meu cérebro derreter, mas eu estou aqui por outros motivos.
"Você sabe que não é sobre isso que nós estamos falando!" — comecei ainda com mais raiva que antes, voltando ao assunto principal — "Estou falando do feitiço que nós lançamos!"
"O feitiço que nós fizemos foi feito unicamente para juntar nossos corpos com os da cidade.... mas eu fiz uma alteração nele, para que não inibisse a cidade de qualquer perigo!" — ele disse suavemente e recebeu longos minutos de silêncio.
"Mas você não disse isso no momento!" — eu soltei em um sussurro.
"Ora Regina, está andando demais com Emma Swan! Até desaprendeu a ler as entrelinhas!" — seu sorriso era irônico e sua fala saia calma e calculada como sempre.
E então outra pontada, agora em meu peito. Forte. Como uma queimadura. Meu tronco se curvou e quando eu olhei para o lado vi que Emma estava do mesmo jeito.
Aos poucos eu levantei o olhar e o direcionei a Gold. E ele sorria.
“Por que está sorrindo?”
“Por que você não sente?” – Emma perguntou indo pra cima de Gold
“O que? Ele deveria?” – perguntei ainda me recuperando da pontada
“Sim, ele sentiu a dor de cabeça uma noite atrás! Por que não sente mais?”
“Você sabe.... Sentir dores de cabeça e aceita-las não é bem meu forte! Então eu revoguei meu ingrediente!”
“O QUE?” – Agora minha voz já não era tão branda e calma, ela se encontrava histérica.
“Você nos enganou! “ – Emma agarrou o colarinho do blazer de Gold com uma força que eu não lembrava de ter a visto usando — "E agora Victoria pode ser morta!"
"Isso não vai acontecer.... porque vocês irão salva-la e como me sinto extremamente culpado, vou ajuda-las neste e outro problema.”
"Meu problema é você! Você e sua resiliência são os meus problemas!”
Agora minhas lágrimas já não eram mais guardadas. Elas saiam, junto com a frustração que eu sentia.
Colocar em cima de Gold toda a justificativa de meus problemas era algo que eu fazia em meus piores dias. Era sempre Gold e Snow. Mas com o tempo, eu envelheci e com a experiência eu sei que não é tão simples assim, mas nesse momento eu não estava me importando.
Tudo me doía, e pra piorar eu sentia uma ambiguidade tão absurda de sentimentos. Tudo acontecia e se expressava ao mesmo tempo dentro de mim, mas nada me ajudava. E silêncio de Gold só me deixou pior.
Quando minhas lágrimas já começavam a secar, Emma se dirigiu a Gold.

(Emma)
“Você deveria ter vergonha por ter se juntado a Cinderella contra nós!”
"Não! Eu a quero tão morta como vocês! E eu vou ajudar vocês!”
“E por qual motivo nós iríamos acreditar em você?” – a voz de Regina saia cortada, o que me deixava ainda mais pensativa com suas palavras.
“Porque eu quero ver minha mãe feliz!” – a simplicidade da resposta de Gold me surpreendeu — “Afinal, ela é minha mãe, amor faz parte dessas coisas... e ela me ensinou tudo que sei sobre controle de magia negra...”
“Ela não me parece ser uma Boa pessoa...” – os meus pensamentos fugiram de minha mente por meio de um sussurro baixo, mas não o bastante já que Gold ouviu e respondeu:
“Você fala isso como se nós nos importássemos com o que você acha!”
“Justo!” – foi minha resposta, junto com um sorriso amarelo que implorava desculpas, cujo foi ignorado pelo homem a nossa frente, então apenas continuei — “Então você vai nos ajudar, pois isso ajuda Victoria, ato que consequentemente, ajuda sua mãe?”
“Finalmente algum pensamentos plenamente correto de sua parte Miss Swan!” – sua voz era calma, mas ainda assim continha toda a ironia existente em seu ser, o que, inacreditavelmente não mascarava a veracidade de suas palavras.
“Então, como diabos você vai nos ajudar?” – a voz de Regina soou autoritária, mas ela parecia incrivelmente ansiosa.
"Vocês estão ligadas pelo feitiço que lançaram comigo... esse feitiço as deixa inacreditavelmente fracas, algo que eu realmente não previa...” – a veracidade em sua voz era tão palpável, que fez com que a minha atenção e a de Regina fossem monopolizadas por ele – “Então precisam se desligar imediatamente!"
"E como fazemos isso? Eu já li sobre ele mas nunca tentei lança-lo... E muito menos revoga-lo..” – Regina disse, um pouco preocupada.
Então Gold iniciou:
"Nós éramos em três, e cada um tem um “logos”...”
"Um o que?" – sussurrei em direção a Regina, que aparentava compreender cada palavra, consequentemente, ignorando e interrompendo Gold.
"Verbo, continue Gold!" – Regina respondeu rapidamente e voltou a atenção ao homem a nossa frente.
"Os disponíveis neste feitiço eram os relacionados a ação de sentir, agir e falar. Eu estava me incomodando com as instáveis dores de cabeça, então usei o de sentir, pois estava predestinado a sentir... Então, consequentemente, vocês precisam agir ou falar!"
"Então eu só preciso falar que quero revogar esse feitiço? Parece simples!" – a minha voz soava esperançosa, mas isso não demorou muito.
"Você não entendeu Srta Swan! Se você estiver predestinada a falar, precisa fazer isso.... Mas caso você esteja predestinada a agir, e, ao invés disso, falar.... será a mesma coisa que nada!"
“Como descobrimos pra que estamos predestinadas?”
“Este nem é o maior problema de vocês Regina... vocês precisam descobrir com qual logos vocês terão que lidar e, dependendo diretamente dele, decidirão como agir com suas emoções!” – com nosso silêncio, ele apenas continuou – “Não se esqueçam: lidem com suas emoções a partir de seus logos!”
Meu logos. Qual seria meu logos?
Eu sou a salvadora no final das contas. Talvez eu deva agir. Deve ser esse.
Mas, o que diabos eu deveria fazer? E outra, e se eu estiver errada?


(Regina)
Meu logos.
Essa deveria ser uma constatação difícil de ser concluída, mas eu sempre tive talento para a oratória. Talvez eu deva falar. Deve ser esse.
Agora lidar com minhas emoções era um problema... o que diabos eu deveria falar?
A única coisa que eu precisava era de tempo pra pensar.
Tempo para pensar. Tempo este que eu não tinha.
Agradeci Gold e me preparei para sair de sua loja, ele me segurou pelo braço e começou começou falar:
“Victoria tem a terrível mania de achar que consegue fazer tudo sozinha... lembre-a que ela não está assim!” – com meu aceno positivo de cabeça, ele continuou — “Ela tem Fiona e sabe disso! Só coloque na cabeça dela que não é vergonha nenhuma pedir por ajuda!”
“Pode deixar! Eu irei!”
Rapidamente, eu e Emma voltamos para meu carro e, tão rápido quanto entramos, saímos em direção a minha casa.
Ter Gold protegendo e se importando com alguém que não seja Belle é algo novo pra mim. Eu conheço esse homem por tanto tempo e não me recordo de tê-lo visto mostrando empatia por ninguém....
Amigos não faziam parte de seu círculo social, familiares também não.... agora uma mãe e uma madrasta? Isso não tinha nem passado por minha cabeça!
Meus devaneios rapidamente foram substituídos pela imagem de minha casa. Quanto mais meu Mercedes se aproximava, mais nervosa eu ficava. Assim que estacionei, vi a porta principal ser aberta e Victoria e minha irmã aparecerem. O que era um sorriso de Zelena, se transformou em uma expressão de puro ódio, seguida de apenas uma pergunta:
“O que diabos ela faz aqui?”
“Ela vai nos ajudar Zelena!” – respondi rapidamente enquanto a ruiva entrava no banco traseiro de meu carro.
“Se você diz...” – E então o sorriso tranquilizador de minha irmã não estava mais lá.
Admito que não esperava isso. Eu já visualizava a imagem de Zelena retirando Emma de meu Mercedes apenas com a força de seu ódio, mas ela não o faz.
Dirigi meu olhar a loira ao meu lado e notei que ela se mantinha séria e ignorando tudo a sua volta. Talvez fosse melhor assim.
Minutos depois Victoria também entrou no carro, ao lado de minha irmã, e expressivamente se mostrou desconfortável.
“Você está bem?” – perguntei enquanto ligava novamente o carro.
“Desculpe-me... Eu não acho que seja propício nós envolvermos tantas pessoas nisso....” – olhei novamente para a loira ao meu lado e vi que ela observava Victoria pelo retrovisor, com um silêncio constrangedor Victoria continuou – “E... e eu não gosto desta carruagem de metal.... me sinto presa...”
Rapidamente o rosto sério de Zelena se transformou em uma gargalhada enquanto a mesma abraçava Victoria e dizia que tudo ficaria bem.
Eu sabia o que tinha que ser feito, então segui pela rua principal.
Quando entramos na floresta vi que Emma começava a ficar tensa.
Parecia nervosa.

(Emma)
Victoria estava atrás de mim. E eu me sentia horrível.
Procurei coisas sobre sua história sem seu consentimento. E quando lembrava disso me sentia horrível.
Eu li o quando ela sofreu. E quando vi seu rosto pelo retrovisor me senti horrível.
“Sabe Victoria, eu sinto muito por suas filhas, muito mesmo!”
E quando eu notei, já tinha saído.
Rápido e sem pausa. Como uma bala.
Os olhos de Zelena se arregalaram. Regina pisou desesperadamente no freio e derrapou. Quando o carro finalmente parou, meus olhos seguiram para o banco de trás, mas fui impedida por algo frio em minha garganta. Era Victoria, com seus olhos cinza manchados por lágrimas, que segurava uma faca pequena em direção à minha glote.
“Como diabos você sabe disso?” – sua voz saia rude em contrapartida a suas lágrimas, até que ela levou seu olhar, que mostrava uma profunda mágoa, em direção a Regina – “Regina contou a você?”
“Não!” – eu respondi rapidamente, trazendo sua atenção para mim – “Eu li.... Li em alguns arquivos de Gold.”
Neste momento, seu olhar suavizou, junto com sua mão, que agora mantinha uma distância mais segura de minha garganta.
“Você tem sorte por estar falando a verdade....” – Victoria começou enquanto voltava a sentar próximo a janela e, olhando para as árvores a sua volta, ela continuou – “Acredite em mim Swan, eu gosto de você mas você precisa manter sua língua dentro de sua boca... ou eu serei obrigada a corta-la!”
E então um silêncio constrangedor voltou a pairar no carro, até que uma cabana foi vista.
Uma cabana de madeira escura sem nenhuma decoração por fora.
Meu subconsciente estava me avisando, mas eu só acreditei quando vi a cabeleira loira de Maleficent passando pela janela da frente.
“Eu não acho que Maleficent seja nossa melhor escolha...” – disse em direção a Regina.
“Acho incrível como você expõe sua opinião... até parece que nos importamos com o que você acha ou deixa de achar...” – Zelena soltou com uma gargalhada enquanto saia do carro, antes mesmo de Regina o desligar totalmente.
Eu ainda mirava as órbitas de Regina, implorando para que ela não chamasse Maleficent.
Implorando para que ela me deixasse cuidar disso. Implorando para que ela não a escolhesse. Implorando para que ela me escolhesse. Neste momento, Regina pegou minha mão, a apertou e disse o que eu não queria ouvir:
“Não consigo entender o porque de, depois de todo esse tempo, você ainda não confiar em Maleficent.... Sinto muito Emma, mas Mal é minha amiga, eu confio nela e ela vai estar junto conosco.”
E ela a escolheu, saindo assim de seu carro.
No momento que sua porta bateu, uma lágrima solitária escorreu de meu olho direito.
“Ela não a escolheu... pare de pensar tolices!” – a voz de Victoria soou do banco traseiro, me assustando, enquanto a mesma tinha alguma dificuldade em abrir a porta.
“Não é legal você entrar na mente dos outros assim! Sabe disso não é?” – minha voz soou enquanto eu saia do Mercedes Preto e abria a porta traseira para a morena, que ainda se encontrava confusa com a porta.
“Continua sendo divertido!” – a mesma respondeu sorrindo enquanto dava batidinhas em meu ombro, como um agradecimento silenciosos, antes de se dirigir as três mulheres, que agora nos esperavam.

(Regina)
Zelena foi a primeira a chegar na porta de Maleficent, e rapidamente bateu na mesma. Quando eu já estava próxima a minha irmã, a loira que monopolizava metade da minha mente abriu a mesma. Seu cenho franzido foi substituído por um sorriso no momento que ela nos viu ali.
Minha irmã a abraçou e quando os seus olhos azuis focaram nos meus, uma vermelhidão adorável se apossou de suas bochechas, e consequentemente, das minhas.
Um abraço rápido nos foi trocado, ato esse que foi interrompido por um barulho que saiu da garganta de Emma, que estava logo atrás de mim, com Victoria.
“Bom... Maleficent está é Victoria e...”
“Nós já nos conhecemos!” — foi a resposta dupla de Victoria e Maleficent, em meio a sorrisos e acenos de cabeça...
“Bom.... não que eu esteja reclamando, mas a que devo a honra de ter a realeza de Storybrook em minha porta?” – a voz da metamórfica saia tão calma que derretia meus nervos.
“Nós... podemos entrar?” – Regina perguntou diretamente para Maleficent.
“Oh claro... só... o que ela faz aqui?” – a feiticeira perguntou, enquanto encarava os olhos de Emma.

(Emma)
“Exatamente o que eu queria saber!” – a voz de Zelena saiu acusatório enquanto a mesma se apoiava nos ombros de Maleficent.
Pronto.
Era só o que faltava.
Ambas olhando e sinalizando com nojo pra mim.
No momento em que eu me preparava para responder as provocações, a voz de Victoria se fez presente.
“Ela esta ajudando...”
“Ajudando quem? ” – a pergunta da ruiva saiu regada a ironia, o que foi a hora d’água pra mim.
“Já chega!” – minha voz soou alta e clara, — “Eu sou tão poderosa como vocês.... sua cicatriz diz tudo, não é Maleficent?”
Eu sei.
Eu estava, literalmente, brincando com fogo. Mas eu não iria aguentar mais nenhuma provocação.
“Então por que não tiramos isso a limpo agora?” – Maleficent se aproximava com um sorriso gigante nos lábios – “Aproveite que eu vou ser misericordiosa e te matar em minha forma humana sua....”
E silêncio.
Silêncio causado por uma fumaça cinza. Uma fumaça de Victoria, que segurava meu corpo no lugar e minha voz na garganta. Meus olhos fugiram de Victoria para Maleficent, e minha surpresa foi nula ao constatar que ela se encontrava do mesmo jeito.
“Garotas!” – Victoria nos repreendeu e eu me senti como uma criança fazendo coisa errada – “ Jesus Amado, quantos anos vocês tem? Cinco?”
“Vou considerar o seu primeiro “Sim” Mal, e espero o efeito passar em sua sala...” – Foi a frase proferida por Regina, enquanto ela entrava junto com Zelena.
Victoria sussurrou algo para Maleficent o que faz mesma revirar os olhos, e antes de entrar também, veio em minha direção e sussurrou:
“Guarde a merda da sua língua dentro da sua boca!”

(Regina)
Apenas alguns minutos foram necessários para que Emma e Maleficent entrassem. Maleficent se sentou ao meu lado enquanto Swan continuava em pé, observando a decoração rústica da metamórfica como se sua vida dependesse disso.
“Então... vocês falaram que precisavam de minha ajuda... para que?”
“Nós não temos tempo o bastante para....” – Eu iniciei mas me contive no momento que foquei na loira sentada eu meu lado.
Maleficent revirava os olhos e sussurrada palavras, por mim já conhecidas, enquanto uma névoa densa e escura pairava em frente a suas janelas, até que o mundo ficou mudo. Quando eu mirei um relógio de parede, tive certeza do que ela tinha feito.
Um feitiço que congela o tempo.
“Bom... agora temos!” – a voz suave da metamórfica se fez presente, tirando um sorriso de meu rosto.
Memórias inundaram minha mente. Memorias de um passado distante, mas ainda assim que fez dois corações coberto de trevas muito felizes.
Mas a hora não era essa.
Então comecei. Contei, com a ajuda de minha irmã e de Victoria, tudo para Maleficent e pedi sua ajuda no que estávamos tentando fazer.
No momento que eu finalizei, vi em seus olhos toda a sede de sangue que eu também tinha.
Uma sede de caça.
“Victoria...” – Mal iniciou, se direcionando a Victoria – “ Você vai enquadrar a cabeça e Cinderella e eu me sinto honrada em te ajudar nisso!”
E um sorriso com gosto de vitória manchou os lábios de todas.
Os olhos de Maleficent voltaram a revirar, enquanto a mesma retirava o feitiço que tinha lançado, até que o celular de Zelena tocou.
O cenho de minha irmã franziu, enquanto ela olhava para a tela do aparelho, mas mesmo assim o atendeu.
“O QUE?”
Foi a única frase proferida por Zelena antes que seu celular caísse no chão. Sua pele começou a ficar verde, um tom de musgo tão terroso que nos deixou preocupadas. Seu corpo tremia e ela ameaçava despencar no chão a qualquer momento. Apenas seu olhar em minha direção já dizia tudo.
Algo tinha acontecido com quem ela mais se importava.
Algo tinha acontecido com Robin.

(Emma)
Zelena estava irreconhecível. Nenhum frase lógica saia de sua boca, apenas alguns murmúrios.
“Eu... Eu vou pegar um pouco de água pra ela!” – foi a frase que fugiu de minha garganta, enquanto eu me direcionava a cozinha.
Chegando lá eu peguei o primeiro copo que vi e coloquei o máximo de água que consegui. Quando voltei para a sala, entreguei para a ruiva a minha frente que com um aceno de cabeça agradeceu.
Quando a mesma levaria o copo para sua boca, o líquido, conhecido por sua transparência, se tornou vermelho.
“Isso é sangue?” – foi a pergunta de Regina, enquanto retirava o copo da mão de Zelena, que no mesmo instante voltou a chorar.
“Sim... E... é sangue de Dragão!” – foi a constatação de Victoria, frase essa que levou a nossa atenção à única daquela sala que tinha tal atributo.
Antes de qualquer palavra ser proferida, os olhos de Maleficent se encheram de lágrimas e apenas um nome saiu como um murmúrio de sua boca, deixando todos ainda mais preocupados:
“Lilith...”

Notas finais
Me beijem, me xinguem, me batam, me mordam... eu não sei, só digam o que acharam! HAHAHAHA Link do grupo da fic: https://chat.whatsapp.com/JlbzS21ikDjL5C3X7kEMCe Xoxo, Val Twitter: @HausOfVal