My Rebel Heart
12 O Jantar (com ela) - PARTE 1 (Regina)
Notas iniciais
Quando sai do banho, depois daquele dia emocionalmente exaustivo, um clique em meu cérebro me desesperou. Emma iria jantar em minha casa e eu não sabia o que fazer.
“Lena, ela ainda vai vir aqui.”
“Ela quem?” – Eu nunca imaginei que alguém como ela teria uma memória tão curta, mas preferi não argumentar, então sussurrei.
“Emma...”
“Ohh, bom... você quer que eu me faça de doente para você não precisar fazer isso? Eu posso... Bom... ficar só um pouquinho verde.” – disse com um sorriso brincalhão no rosto me fazendo gargalhar, pouco antes de pensamentos me afogarem.
Eu deveria cancelar o convite?
“Não precisa, eu... eu vou fazer isso.”
“Ok sis, só... me prometa uma coisa...” – Ela disse, agora séria.
“Sim?”
“Não se machuque mais... Por favor.” – e após isso, me abraçou.
Depois de mais algum tempo, Zelena foi embora. Então peguei meu aparelho celular e enviei uma mensagem.
“Olá Swan, gostaria de saber o que você desejaria comer hoje no jantar. -R”
Simples e direta.
Entretanto, meu interior levou a minha razão para um significado absurdo que me fez dar belas gargalhadas, embora eu realmente ache que poderia ser um “prato principal”. Antes de me recuperar desse pensamento, meu celular vibrou avisando que a mesma tinha respondido.
“Eu adoraria a sua lasanha. A propósito, estou levando uma cidra para acompanhar. -E”
“Ótimo, estou ansiosa para provar de seus gostos xerife. Esteja aqui as 20h e não se atrase. -R”
“Pode deixar Majestade, eu nunca deixaria você e sua lasanha me esperando rs. Beijos e até as 20h -E”
Aquela ultima mensagem dela me desestabilizou. Eu admiro que escrevi minha última mensagem no sentido mais sexual possível, mas a última mensagem dela simplesmente aqueceu meu coração.
Ela não me deixaria esperar.
Então minha ficha caiu, ela não estava falando no mesmo sentido que eu. Ela nunca estaria, porque Emma simplesmente não me ama. Naquele momento um leve arrependimento se fez presente, será que eu deveria ter destruído meu feitiço?
Ora, claro que deveria, ela não me ama e eu não poderia obriga-la a me amar. É simples!
Então depois de um suspiro longo e pesado, me dirigi a cozinha para preparar esse jantar. Depois de dois quartos de hora eu finalmente terminei, fui tomar um longo banho já que a escolha de minha roupa não seria um problema. Pouco mais de uma hora depois eu estava completamente pronta arrumando os últimos detalhes na mesa de jantar.
Eu trajava um vestido vinho de cetim que possuía um decote “V” e terminava 20cm antes de meus joelhos e um escarpam da mesma cor. Meus cabelos estavam perfeitamente alinhados e meu rosto coberto por uma maquiagem feita com magia, embora eu ainda goste de fazer algumas coisas da forma tradicional.
Pouco depois de olhar algumas vezes a lasanha no forno, a campainha toca,o que foi o estopim para meu coração pular do meu peito.
Era ela.
Dou uma última checada no espelho e, instintivamente, sorrio para meu reflexo antes de percorrer apressadamente a caminho da porta.
Quando abri a porta, minha alma saiu do meu corpo e voltou.
Ela era a mulher mais linda de toda a galáxia.
Emma vestia uma graciosa blusa azul clara de manga longa e uma saia preta rendada com uma sapatilha da mesma cor. Seus cabelos estavam soltos e seu rosto tinha uma fina camada de maquiagem.
Ela estava mais que perfeita.
Ficamos incontáveis minutos admirando uma a outra. Até que saí de meu transe inicial e reparei no seu olhar sobre mim.
Eu definitivamente deveria ter colocado outro vestido.
Instintivamente minhas bochechas coraram em um vermelho violento. E quando pensei que nada poderia me deixar mais desconfortável, naquele momento, ela sorriu. O mais belo e amável sorriso que eu já tinha visto em uma pessoa adulta. Antes que aquele momento ficasse mais constrangedor ainda, decidi quebrar o gelo.
“Se ficarmos mais tempo aqui a nossa lasanha vai queimar Senhorita Swan. Oh, uma CORNISH? Parabéns, acabou de ganhar pontos comigo.” – falei com um sorriso brincalhão enquanto olhava para a cidra em sua mão.
“Oh, sem “Senhorita Swan”. Me chame de Emma e eu entro.” – ela disse com a maior cara de “Henry de 4 anos querendo dormir tarde”.
“Então entre... Em-ma.”
Naquele instante, seus olhos trocaram de tonalidade. Uma tonalidade tão intensa que eu não ousava nem imaginar o que significava.
Antes de ter tempo para criar uma pergunta pouco invasiva para saber o motivo daquele olhar tão incomum, ela me entregou a cidra e entrou em minha sala.
Oh, eu estava muito ferrada, porem me segurei o máximo para não demonstrar nada e fechei a porta atrás dela.
Essa seria uma longa noite.
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