My Rebel Heart
11 O Jantar (com ela) - PARTE 1 (Emma)
Notas iniciais
Fui para casa me preparar psicologicamente para o jantar na casa daquela que preenchia os meus pensamentos. O que vestir era um pensamento que estava começando a me dar dor cabeça. Eu tinha que estar confortável e ao mesmo tempo linda, tinha que estar com uma aparência boa o bastante para um encontro, embora ela, obviamente, não soubesse que isso era um, nem que iria se apaixonar por mim naquela noite.
Como se Regina sentisse que o meu pensamento só era preenchido pela mesma, eu recebi uma mensagem sua.
“Olá Swan, gostaria de saber o que você desejaria comer hoje no jantar. -R”
Minha cabeça me enviou uma terrível piada e fiquei muito tentada em simplesmente mandar um “Você Majestade.”
“Eu adoraria a sua lasanha. A propósito, estou levando uma cidra para acompanhar. -E”
“Ótimo, estou ansiosa para provar de seus gostos xerife. Esteja aqui as 20h e não se atrase. -R”
“Pode deixar Majestade, eu nunca deixaria você e sua lasanha me esperando rs. Beijos e até as 20h -E”
Aquela ultima mensagem dela me desestabilizou. A minha mente sexualizou a mesma de um jeito tão absurdo. Eu parecia uma adolescente cheia de hormônios. Depois de uma longa gargalhada, eu fui tomar banho e me preparar para este jantar na casa da Rainha.
Seria a primeira vez que ela olharia para mim me amando, ou ao menos pensando que me amava. Talvez em algum momento ela simplesmente acordasse, numa bela manhã, e descobrisse que me amava também. Talvez. Porém esse não era o momento mais apropriado para se pensar nisso.
Depois de dois quartos de hora eu finalmente escolhi minha roupa. Uma blusa azul clara de manga longa e uma saia preta rendada com uma sapatilha da mesma cor. Meus cabelos estavam soltos e meu rosto tinha uma fina camada de maquiagem. Olhei para o espelho e, satisfeita com minha aparência, embora não fosse o que eu uso normalmente, sorri para meu reflexo.
Assim que mirei o relógio, meu coração disparou. 19h40. Apenas vinte minutos me separavam do amor da minha vida. Apenas vinte minutos me separavam dela e de seu amor.
Como será que ela reagiria? Será que ela fugiria? Será que ela me beijaria?
Agora não era o momento certo para suposições. Eu tinha um jantar para ir e minha amada para encontrar.
Antes de sair de casa peguei minha jaqueta de couro vermelha e uma cidra quase esquecida.
Eu estava pronta. Pronta para o jantar e pronta para ama-la.
Assim que cheguei na Rua Mifflin e toquei a campainha do número 108, meu coração disparou. Minha felicidade era palpável. Eu me encontrava na porta da mulher que me tirava o sono, com uma cidra de maçã na mão direita e um feitiço no bolso esquerdo da jaqueta.
Quando ela abriu a porta, minha alma saiu do meu corpo e voltou.
Ela era a mulher mais linda de toda a galáxia.
Minha cabeça voou para o conto da Branca de Neve, deste mundo, e a única coisa que eu tinha vontade de fazer era gargalhar. Regina não precisava ter inveja da beleza de ninguém, pois ela tinha toda a beleza existente em todos os mundos somente para ela.
Ela trajava um glorioso vestido vinho de cetim que possuía um decote “V” digno da Rainha que era. O mesmo terminava no meio de suas coxas, o que a deixava ainda mais bela. Seus cabelos perfeitamente alinhados, seu rosto coberto por uma maquiagem que destacava os seus lábios, coloridos com um vinho hipnotizante, e um escarpam incrivelmente alto completavam a fantasia que era aquela mulher.
Admito.
Fiquei longos minutos admirando a mulher que estava na minha frente, até que eu reparei que suas bochechas estavam quase da cor de seu vestido.
Ela estava corando novamente e eu não conseguia segurar o meu sorriso.
“Se ficarmos mais tempo aqui a nossa lasanha vai queimar Senhorita Swan. Oh, uma CORNISH? Parabéns, acabou de ganhar mais pontos comigo.” – Ela falou com um sorriso brincalhão enquanto olhava para a cidra em minha mão.
“Oh, sem “Senhorita Swan”. Me chame de Emma e eu entro.” — Falei com uma cara de falsa brava enquanto tentava a sorte.
“Então entre... Em-ma.”
Emma. A forma que ela falou o meu nome era a mesma dos meus sonhos, a intensidade que ela falou isso criou um incomodo demoníaco no meio de minhas pernas e sem pensar duas vezes entreguei minha cidra a ela e entrei. Só faltava uma coisa para que os meus sonhos, literalmente, se tornaram realidade: Ela me amar.
Entretanto, essa seria uma noite grandiosa porque ela finalmente iria.
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