My Rebel Heart

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Notas iniciais
Hello Darlings Depois de 84 anos, EU VOLTEI!! Fiz esse capítulo o maior possível para que eu possa compensar o tempo que fiquei fora E EU REALMENTE ESPERO QUE VOCÊS GOSTEM Boa leitura amores! Deixem comentarios tanto aqui quanto no meu twitter dizendo tudo o que acham e o que não acham ❤ Twitter: @HausOfVal

Finalmente.

Depois de todos esses anos, de todas as noites sem dormir, de tantas noites estudando magia, de quanto tempo pesquisando formas de chegar aqui, de tudo o que eu sofri, de tudo o que eu passei.

Eu finalmente consegui. Eu finalmente estou aqui, no lugar onde Regina vive.

Storybrook.

Admito que esperava algo excêntrico, afinal, tudo aqui é muito diferente do que estou acostumada. Eu posso ter morado em vários reinos, mas nenhum era tão complexo como esse.

O fato de as pessoas se locomoverem dentro de caixas de lata chamou minha atenção, porem o que realmente atraiu minha mente foi uma gritaria próximo de onde eu estava.

O mais rápido que pude, arrumei tudo o que trouxe e acionei um feitiço de invisibilidade.

Eu não podia deixar tudo aquilo exposto.

Então percebi que, por um descuido, Lúcifer estava atrás de mim.

“Você gostaria de ser útil pra mim querido?” – eu disse para meu mascote e com seu aceno afirmativo de cabeça eu continuei – “Ache Regina para mim e espere que eu vá busca-lo!”

Nesse momento, Lúcifer saiu tão rápido que em menos de três segundos já estava fora do meu campo de visão.

Em menos de 1Omim, com ajuda de minha mágica, é claro, eu já estava montando em meu cavalo e seguindo em direção aos gritos.

Incrivelmente rápido, eu cheguei e vi o que estava acontecendo.

Uma mulher loira com olhos esmeralda que usava algum tecido estranho em suas pernas estava ouvindo calada tudo o que uma ruiva gritava a ela.

O que estava acontecendo ali?

Bom, seja o que for eu vou descobrir agora.

Eu apenas tinha que duplicar a memória certa de uma das mulheres a minha frente e corre-las em minha mente rapidamente apenas para copiar os acontecimentos importantes.

A loira chorosa não parecia ser perigosa.

Eu sei, era muito arriscado, afinal, isso a deixaria mole durante alguns minutos e sem a capacidade de falar ou ouvir claramente, mas eu corro riscos assim a décadas e não vai ser essa mulher que vai me pegar.

Apenas concentrei minha magia e fiz o que tinha que ser feito.

Imagens vinham para a minha mente como um relâmpago. Embora os rostos das pessoas daquelas lembranças estivessem borrados, dava para entender muita coisa. A mulher loira tinha criado um feitiço do amor verdadeiro e tentou lança-lo em uma morena, entretanto a mesma descobriu e o confundiu com um veneno.

Outras memórias entraram em minha mente, uma figura ruiva com uma criança, um adolescente, a morena e a loira em algum lugar diferente de tudo que eu já vi. A morena estava gritando para que a loira ficasse longe dela e desapareceu em uma névoa roxa.

Por que a loira não contou a verdade para a morena?

Aquilo era uma pergunta intrigante.

A mulher loira com olhos esmeralda era a loira das imagens.

Esta deveria ser a Salvadora da profecia, que quebrou a maldição de Regina. Seu nome era Emma, de acordo com o que a figura ruiva fala.

Nesse momento, eu me aproximo, ainda em cima de meu cavalo, de toda a multidão, para entender o que tinha acontecido.

"Por favor, alguém me explica o que está acontecendo? Eu preciso saber. Por favor... por que... por que vocês estão brigando?" – um garoto, que eu presumo ser o adolescente da segunda memória, perguntou pra as duas a sua frente.

"Você não contou ao Henry?" – a ruiva sussurra junto com um sorriso irônico.

Essa mulher real e verdadeiramente me assusta.

“RESPONDA-ME SALVADORA” – A ruiva disse com um nojo absurdo, porem a única coisa que passava em minha cabeça era um pensamento cheio de orgulho que dizia: “Parabéns Vic, você acertou quem ela é, querida!”.

“DIGA A ELES EMMA, DIGA O QUE VOCÊ FEZ COM REGINA!” – a ruiva continuou.

Regina.

A mulher que vai me salvar.

Claro. A morena das memórias da Salvadora.

“Zelena, não grite... Não foi do jeito que você pensa... Venha aqui, nos podemos conversar.... apenas não grite mais...” – a loira sussurrava, ainda chorando.

Nesse momento, minha única reação foi apreciar duas informações.

Primeiro: Essa Salvadora era muito covarde para uma salvadora. Ela estava tão cheia de medo que sua mente não conseguia colocar para fora a verdade.

Isso era real e verdadeiramente triste.

Segundo: Zelena era o nome da ruiva psicologicamente perturbada que, aparentemente, não sabia falar, apenas gritar. Embora seu nome fosse excêntrico, não era estranho para minha memoria, então eu apenas guiei minha mente até o momento em que ouvi sobre essa mulher.

Em apenas alguns segundos, a imagem da ruiva, que agora estava a minha frente, toda verde inundou a minha mente.

Ela era a Bruxa Má do Oeste.

Nós nunca nos conhecemos mas eu já tinha visto a mesma em memórias de outras pessoas. Porem eu tinha que focar em descobrir o porque de seu completo descontrole. Será que ela sabia que a loira...

"POR QUE EMMA? O SEU FILHO NÃO PODE AGUENTAR O QUE VOCÊ FEZ?” – a mulher ruiva interrompeu meus pensamentos, gritando ainda mais alto – “A SUA MÃE NÃO PODE AGUENTAR A ATROCIDADE QUE VOCÊ FEZ?”

Filho? Mãe?

Corri os olhos rapidamente pelas pessoas perto das duas mulheres e foquei no garoto que falava anteriormente e uma mulher com uma criança de colo.

Com isso, eu conclui três coisas:

1°: Essa tal de Zelena esta incrivelmente nervosa e eu tenho medo dela;

2°: A Salvadora deste lugar esta exalando um cheiro de medo tão forte que eu quase me arrependi por ter aprendido a sentir e visualizar sentimentos com Fiona.

3°: Eu realmente queria saber o que essa ruiva estava acusando a tal Salvadora.

“OS CIDADÃOS DE STORYBROOK NÃO PODEM AGUENTAR O FATO DE QUE A SALVADORA TENTOU SEM MOTIVO ENVENENAR A MINHA IRMÃ? ME RESPONDA SALVADORA.."

Minha surpresa foi tão explícita com a fala da Bruxa a minha frente que eu não consegui impedir que a gravidade puxasse meu queixo para baixo. Enquanto isso, minha voz interior sussurrava em minha mente: “Isso explica seu descontrole! Isso definitivamente explica seu descontrole.”

Em um tempo recorde, as pessoas que estavam ali, começaram a insultar a tal Emma, que estava, agora, de cabeça baixa.

Um belo desperdício de magia.

Como num movimento calculado, a ruiva quase voou em cima da loira e ergueu com agressividade o rosto da mesma. Isso estava ficando muito bom.

“Ou eles não podem aguentar com o fato de que você a chamou de monstro mesmo depois de ela ter salvo todos aqui, inclusive você, querida, e de você?” – a ruiva disse, pela primeira vez, abaixando o tom de voz, porém não o bastante, já que todos nós a ouvimos.

Então ela começou a sussurrar apenas para Emma, mas eu não iria perder aquilo.

Minha mente dizia que aquilo era errado e que eu não posso ouvir a conversa de outras pessoas, porem eu estava em um lugar novo e precisava de informações.

Apenas foquei minha magia na bruxa a minha frente e minha cabeça foi inundada por sua voz.

“... Regina não está bem por causa das suas palavras e das suas atitudes...A minha irmã está achando que você está certa, ela acha que realmente é um monstro... Só os deuses sabem o que eu tive que fazer para acalma-la....” – nesse momento ela respirou fundo e continuou – “Você, Emma Swan, é podre. Você me dá o mais profundo nojo que eu já senti em toda a minha vida. Você magoou a uma pessoa da minha família.... Eu... Eu posso ter feito coisas ruins, muito ruins, mas eu nunca iria fingir que gostava de uma pessoa importante para a minha filha e depois tentaria envenena-la...” – agora sua voz começava a embargar enquanto ela continuava a sussurrar –“Acredite, a única coisa que te mantém viva nesse momento é o Henry, porque eu realmente amo o meu sobrinho... Agora, pelo seu próprio bem, fique bem longe de MIM e de MINHA família, caso contrário, você vai ver o que essa bruxa aqui é capaz.” – ela disse antes de se virar e ir embora.

Ok, eu realmente tenho medo dessa Zelena.

Depois de incontáveis minutos, Emma levantou o olhar para a multidão a sua volta.

Nesse momento eu pensei em me deixar invisível, mas no meio de toda essas pessoas, ela não iria me achar, e, um feitiço de invisibilidade provavelmente só chamaria a atenção dela para mim.

A medida que o olhar dela ia passando pelas pessoas, o nervosismo ia tomando conta de mim, mas, pouco antes do lugar onde eu estava, ela se virou em direção da sua mãe e eu pensei que estava a salvo.

Até que os seus olhos voltaram para a multidão e fizeram o inevitável.

Cravaram em mim.

Droga.

Esse, definitivamente, não era o momento de aparecer.

Ela poderia fazer muitas coisas. Gritar e chamar a atenção de todos os presentes era uma opção desta lista, mas ela não o fez. Ela apenas fez o que todos faziam.

Ela fitou os meus olhos.

E como num clique, meu cérebro me lembrou que não era o momento de aparecer, então, eu apenas coloquei a touca de minha capa e puxei as rédeas de meu cavalo, mostrando ao mesmo que esse era o momento exato para ir embora.

Fiquei alguns momentos cavalgando sem rumo e pensando em como fui tola.

Eu deveria ter aparecido direto para a Regina, conversado com ela e acabado logo com isso.

Mas eu ainda tinha 6 dias.

Continuei com meus devaneios até me deparar com um lugar de arquitetura excêntrica e com mesas por todos os lados.

Eu já tinha visto aquele lugar.

Fiquei um tempo olhando para as letras que escreviam “Grannys” de uma maneira chamativa e finalmente me lembrei.

Era o local das segundas memórias de Salvadora.

Isso estava, definitivamente, saindo melhor que o esperado.

Com um sorriso no rosto, eu adentrei naquele lugar, descobrindo que aquilo era uma espécie e taverna moderna, onde as pessoas se encontravam e pessoas que trabalhavam lá vendiam alimentos prontos e bebidas.

Me sentei em uma mesa, de costas para a porta, e, em pouco tempo, fui surpreendida por uma voz feminina.

“Olá, nova moradora... O cardápio.” – disse uma garota morena com mechas ruivas que vestia um avental e um crachá escrito “Ruby” que, antes de se afastar, me entregou um pequeno livro, que, de acordo com a mesma, continha o nome dos pratos que o estabelecimento servia.

Eu foquei no livro em minha frente e usei meu conhecimento em línguas para ler aquilo. Eu tinha que admitir, estava com fome, já que tinha chegado pela manha e não tinha comido nada até então, entretanto nenhum dos nomes faziam sentido.

Provavelmente, observando o meu desespero, uma mulher loira exalando uma magia muito palpável se sentou em minha mesa.

“Olá, bom... eu não trabalho aqui, mas acredito que você precisa de ajuda com os pratos!” – ela disse sorrindo.

“OH, eu realmente preciso!” – respondi sorrindo e voltei a encarar o nome dos pratos em minha frente – “O que me sugere, completa estranha?”

“Maleficent..” – ela me respondeu sorrindo.

“Bom, sinto lhe informar querida, mas eu não acho que tenha nenhum prato com esse nome..” — Eu disse correndo os olhos no cardápio em minha mão.

“Oh não!” – ela disse rindo – “O meu nome é Maleficent.”

“Maleficent? A metamórfica dona da Floresta Negra?” – eu perguntei, realmente chocada com isso.

“Exatamente, bom.. E você..?”

“Victoria Tremaine, é um prazer conhecer alguém tão poderosa como você!” – eu disse com ida a sinceridade que existia em mim.

“Bom... igualmente!” – ela disse olhando curiosa para os meus olhos. – “Bom, sobre o prato...” – ela começou tirando o cardápio de minha mão – “Eu adoraria ver sua reação ao comer um hambúrguer!”

Apenas acenei para a garota com um avental e pedi o prato que Maleficent tinha me sugerido. Quando voltei o olhar para a mulher a minha frente vi que ela segurava algo embaixo da mesa.

Com um movimento de minha mão a joia que ela estava segurando veio parar em minha mão esquerda. Ele era um colar, grande e ao mesmo tempo gracioso, tinha uma pedra incrivelmente brilhosa e autêntica na cor púrpura, entretanto, antes do esperado senti minha garganta trancar.

“Você tem 1 segundo para deixar o MEU colar em cima da mesa.” – a metamórfica a minha frente disse com uma voz calma que ainda assim não dava espaço para respostas enquanto estendia o braço em direção a minha garganta, me sufocando.

Eu apenas soltei a joia em cima da mesa e ela prontamente pegou o colar e tentou de levantar.

“Me desculpe..” – Eu disse ainda buscando o ar com meus pulmões enquanto agarrava o seu braço – “Eu não iria rouba-lo de você.”

“Isso pertence a uma pessoa muito importante pra mim, você não deveria ter pego..” – ela disse com mágoa em seus olhos.

“Me desculpe, eu só... Me desculpe!” – eu disse realmente arrependida e tenho quase certeza que ela viu isso.

Com um movimento de minha mão, eu fiz com que a dela fosse envolta por minha névoa cinza e assim que ela se dissipou, o meu bem material mais precioso estava em suas mãos.

“O que é isso?” – ela disse assustada enquanto segurava o pingente verde, já completamente desgastado pelo tempo em sua mão.

“É a joia da primeira pessoa que eu amei.”

“Está” – ela disse erguendo o colar em sua outra mão – “é a joia da última pessoa que eu amei!” – ela disse sem humor e eu apenas ergui uma sobrancelha contestando essa informação, até que depois de um suspiro pesado, ela reformulou a sua frase – “que eu amo.”

Nesse momento, uma espécie de pão recheado com coisas que eu nunca vi em minha vida, foi entregue em minha mesa.

O meu espanto foi tão grande que a gravidade simplesmente puxou o meu queixo com toda a agressividade existente, enquanto uma voz no meu interior questionava se eu realmente iria comer aquilo.

A loira a minha frente, simplesmente gargalhou e se sentou novamente em minha mesa.

“Você está muito perdida!!” – ela disse, ainda gargalhando enquanto colocava delicadamente o meu pingente em cima da mesa.

“Esse pingente foi a última coisa que Mathew me deu antes de... Bom.. ele era um ótimo homem!” – eu disse tentando afastar as lágrimas de minha vista.

“Uma mulher muito especial me deu isso enquanto nós ainda estávamos juntas, Regina é o seu nome.” – ela disse com um sorriso triste.

Regina.

A mulher que eu estou procurando.

“Regina?”

“Sim... Você a conhece? O que quer com ela?” – ela perguntou preocupada.

“Bom... eu vou conversar com ela em breve... Mas agora... bom..” – Eu disse tentando cortar o clima pesado que estava entre nós – “Como eu como isso?” – perguntei apontando para meu prato enquanto ela dava uma gargalhada.

“Com as mãos, ou com garfo e faca!” – ela disse rindo embora ainda estivesse olhando receosa pra mim.

Continuamos conversando durante mais um tempo até que ela volta com o assunto que eu deixei escapar.

“O que você quer com a Regina?” – a metamórfica disse me olhando com um sentimento muito conhecido por mim pairando em seus olhos.

Amor.

Essa mulher exalava amor.

“Fique tranquila, eu só preciso do que vim buscar e então irei embora... Eu, real e verdadeiramente não pretendo ficar aqui mais de 6 dias.” – assegurei a mesma com meu maior tom de sinceridade.

Ficamos mais um tempo conversando e quando eu já tinha terminado minha refeição, ela disse que iria para sua casa, então com um movimento de minha mão esquerda, eu fiz aparecer uma corrente com um pingente de esmeralda em formato oval por trás de uma névoa cinza no pescoço dela.

No momento que vi que ela iria tira-la eu disse:

“Por favor, aceite esta corrente como um agradecimento! Você foi a única que me ajudou..”

“Eu não fiz nada demais... E esse pingente é importante para você!”

“O pingente que está no seu pescoço é uma cópia...” – então eu notei em seu rosto que ela estava considerando – “Por favor!”

“Bom... muito obrigada! E até mais!” – Maleficent disse enquanto se encaminhava a saída da lanchonete.

Fiquei durante inacreditáveis duas horas e meia apenas brincando com a memória das pessoas a minha volta. Perdi completamente a noção do tempo vendo suas memórias.. Bonitas, tristes, engraçadas, eróticas. Eu apenas as assisti para passar o tempo, até que ouço um voz feminina entrando na lanchonete:

“O que?” – disse a mulher morena para o filho da Salvadora.

”Bom, eu vou cuidar desse gato até encontrarmos seu dono, então você vai ver que sou responsável o bastante para ter algum bichinho pra mim!” — respondeu o mesmo.

E então eu olhei em sua mão e vi que ele estava com Lúcifer.

“Bom garoto!” – pensei, já imaginando como iria me aproximar dos mesmos.

“Boa noite!” – disse a mulher em alto e bom som.

“Boa Noite Regina!” – foi o que grande parte dos presentes respondeu.

Regina.

Então essa era Regina.

Admito que a beleza dela me chocou.

Era completamente diferente da mim porem ainda assim não era menos excecional.

Esse era o momento.

Fiquei o mais atenta possível e consegui ouvir a conversa deles, já que aquele lugar não estava cheio e nem barulhento, porém nada que eles disseram era útil.

Até que o som estridente do sino daquele lugar soou.

Olhei com descrição para a porta e notei que a Salvadora estava lá.

Oh isso iria ser muito interessante!

Emma ficou um tempo parada e olhando para Regina. A tensão entre elas era palpável. Até que Emma quebrou aquele momento se dirigindo a morena em sua frente.

“Saia sister!” – disse um anão que, literalmente, se enfiou entre as duas.

Aparentemente a reação de dele impressionou apenas a mim e as duas protagonistas daquele momento.

“Leroy! Por favor?!” – Emma soltou com um risinho que mostrava o quão ridícula ela achava aquilo aquela situação – “Eu só vou conversar com ela....Eu até prefiro que vocês fiquem aqui para ouvir!” – ela concluiu com um olhar esperançoso para a morena a sua frente.

Nesse momento, minha cabeça apenas gritava “CONTE A ELA!”

“Acontece que não há nenhuma possibilidade de nós deixarmos você falar com a Regina, nem sozinha e nem acompanhada...” – a voz de uma senhora e intrometeu, e eu não pude conter o suspiro pesado.

“VAMOS EMMA!” – meus pensamentos gritavam como se pudessem ser ouvidos pela figura loira ali presente.

“Na realidade, eu acho muito cedo para que tenhamos qualquer tipo de conversa Srta. Swan...” – Regina disse com os olhos repletos de lágrimas enquanto fazia carinho na cabeça de Lúcifer.

“Vamos apenas retira-la daqui.”

“Ela é uma ingrata.”

“Eu ainda não acredito que ela teve coragem de fazer isso!”

Pessoas completamente sem importância gritavam para a Salvadora e a única coisa que eu pensava ela “Por favor Emma, apenas conte logo!”

Minutos de silencio se passaram e então Regina finalmente tomou as rédeas da situação.

“Eu realmente aprecio o que vocês estão fazendo... Muito obrigada! Eu... Eu não faço a mínima ideia do que vocês ouviram de Zelena... Mas eu realmente não esperava isso.” – ela disse, com um tom de voz que exalava surpresa.

Então eu olhei sorrateiramente na direção delas e vi que a mão da Garçonete parou sobre a de Regina e então a apertou, fazendo a mesma olhar assustada e depois sorrir continuando:

“Mas eu realmente só quero minha encomenda...” – ela disse apontando para as sacolas em cima do balcão e depois as segurando – “Henry, pode ficar para falar com sua mãe e depois procure o dono dele... Estarei em casa com Zelena e não chegue muito tarde.... Adeus Srta. Swan”

“NÃO, NÃO, NÃO! EMMA PARE A MAGIA DELA!” – gritavam meus pensamentos, até que uma névoa roxa a envolveu.

E então todo aquele lugar foi inundado por um cheiro absurdamente forte. O cheiro de medo e arrependimento.

“O que foi que eu fiz?” – Emma sussurrou, se fazendo de desentendida.

“Você quer mesmo que eu diga? Porque eu digo!” – eu respondi me levantando e já tomando aquela pergunta, como se a mesma fosse direcionada à mim.

Sua única ação foi, a mesma de horas atrás, encarar meus olhos.

Quanto mais ela me encarava, mais eu devolvia isso a ela, com ainda mais intensidade.

“Sabe, Emma?!” – eu comecei a falar enquanto andava de um lado para o outro, atraindo os olhares de todos os presentes e tirando o seu foco de meus olhos – “Eu ainda não compreendi como você consegue!” – conclui parando e fitando seus olhos tão rápido, ato que levou a mesma a tomar um susto.

“Como eu consigo o que?”

“Viver com isso em você! – apontei para o seu corpo com um tremendo nojo e repulsa – “Esse... medo...! — Nesse momento ela apenas franziu o cenho não entendendo absolutamente nada que estava acontecendo – “Vamos deixar isso mais claro!” – então eu se aproximei dela incrivelmente devagar, até que estivesse perto o suficiente para cochichar em sua orelha:

“Você não fez o que estas pessoas dizem que você fez... O universo te apresenta todas as oportunidades existentes para que você se declare a ela: E.. VOCÊ... RECUA... POR... PURO... MEDO!”– disse enquanto olhava diretamente para ela.

Naquele momento ela olhou pra mim e concluiu que eu sabia de tudo, e como se fosse um reflexo ela deu dois passos pra trás.

“Isso! Recue! Aproveite a recue novamente! É a única coisa que você fez mesmo!” – eu disse enquanto a encarava e dava de ombros – “Bom.... O momento dos conselhos acabou... Querido, você não quer me devolver Lúcifer?”

“Esse gato? É seu?” – o garoto disse com um sorriso amável.

“Sim querido, Lúcifer gosta de explorar lugares novos!” – eu disse rindo enquanto observava o garoto deixar Lúcifer no chão, que prontamente veio ao meu encontro – “Ele deu muito trabalho?”

“Não, nem um pouco! Você... é nova por aqui né?” – ele disse curioso.

“Sim, mas não pretendo ficar por muito tempo... Bom, muito obrigada querido, aceite esse pingente como um agradecimento por ter cuidado tão bem dele!” – eu disse acariciando Lúcifer enquanto invocava uma corrente com um pingente de esmeralda em formato oval, como o que tinha dado para Maleficent no pescoço do garoto.

“Como... Como você sabe isso?” – Emma soltou, finalmente digerindo o que eu tinha dito a ela.

Nesse instante, eu, que estava agachados acariciando Lúcifer, parei e foquei meus olhos nela. Essa definitivamente não era a pergunta que ela queria me fazer. Pensei durante um tempo como poderia instiga-la a me perguntar o que ela realmente queria saber e cheguei a conclusão de que ser direta e reta era o melhor jeito.

“Esta é realmente a pergunta que quer fazer pra mim?” – perguntei enquanto arqueava uma sobrancelha.

“Quem é você?” – ela soltou depois de um suspiro.

“Quem sou eu?” – eu disse enquanto pegava meu gato nos braços e me dirigia a porta do Grannys, reparando que eu já tinha passado muito tempo naquele lugar.

Assim que é porta foi aberta, eu me virei e continuei – “Eu sempre achei que a reputação da família Tremaine chagava antes de mim...” – e sorri enquanto saia da lanchonete.

Ser da família Tremaine, mesmo com tudo o que eu sofri, sempre foi um orgulho pra mim e sempre que eu tivesse a oportunidade de espalhar meu legado, eu faria isso.

Fui andando calmamente com Lúcifer um pouco a minha frente, me mostrando o caminho daquele que eu mais queria encontrar.

Cheguei na casa da mesma, peguei Lúcifer em meu colo e toquei a campainha com minhas mãos tremendo.

Minutos depois ela atendeu e foi como se tudo o que eu tinha lutado para estar frente a frente com minha mais profunda semelhante não tivesse nenhuma significância. Ela fitou os meus olhos e pela primeira vez eu não me senti constrangida ou invadida, e finalmente vi tudo o que todos falavam dos meus olhos explícito nas órbitas castanhas dela.

“Olá, eu posso entrar?” – disse sem medo de sua resposta.

Ficamos um tempo nos olhando e absorvendo tudo o que nossos olhos nos diziam por meio daquele poder extraordinário. Até que, sem hesitar, ela abriu mais a porta principal, dando passagem para que eu entrasse.

No momento que eu me sentei no sofá que a mesma tinha me indicado, Zelena apareceu e se assustou comigo e consequentemente assustou meu gato.

“Quem diabos é você?” – a ruiva exclamou extremamente alto fazendo com que Lúcifer me arranhasse.

“Oh meu santo Deus! Está tudo bem Lúcifer...” – eu disse tentando acalmar meu mascote e me acalmar no processo.

“Está tudo bem?” – Regina disse aproximando sua mão ao meu ferimento no braço.

“Oh, está sim querida!” – eu disse enquanto me curava.

“Você é a dona dele?” – Zelena disse, depois de um tempo, se aproximando de nós.

“Oh, sim.” – eu disse meio hesitante e então olhei para Regina, rezando para todos os santos para que esses meu benditos olhos cinza mostrarem pra ela que eu não conhecia e que não sabia se poderia ou não confiar naquela desequilibrada de hoje de manha, em resposta ela apenas assentiu e então eu apenas sorri e voltei a mirar sua irmã, perguntando – “Você ajudou Henry com os cuidados dele?”

Zelena apenas assentiu e o meu sorriso se tornou ainda maior.

Apenas por ela ter cuidado de Lúcifer em já merecia um agradecimento, então com um movimento de minha mão esquerda, fiz aparecer uma corrente com o mesmo pingente quer eu tinha dado a Henry e de Maleficent.

“Por favor, aceite esta corrente como um agradecimento por cuidar de meu gato!” – eu disse estendendo a mão e assim que minha Zelena viu o pingente, ela sorriu e o pegou, agradecendo e dizendo que não tinha feito nada demais.

Agora, eu gostava de Zelena.

Então a ruiva levantou o olhar, e seus olhos encontraram os meus e o ciclo recomeçou. A surpresa estampada em sua face foi absurda. Ela dividia o olhar entre os meus olhos e os de Regina, enquanto esboçava um perfeito “O” com sua boca.

Algum tempo depois, Zelena arranhou a garganta e Regina focou em mim novamente.

“Zelena, está tudo bem! Você poderia nos deixar sozinhas durante um tempo?” – Regina disse suavemente olhando para sua irmã que apenas assentiu dizendo que daria uma volta pela cidade enquanto sua filha dormia e guardando o seu mais novo presente no bolso de seu casaco.

Assim que Zelena saiu, eu foquei meus olhos nos dela e ela nos meus. Ficamos nesse transe durante um bom tempo. Eu não tinha palavras para mostrar a felicidade, até que a minha voz se fez presente:

“Você não imagina o quanto eu esperei para ver alguém com o mesmo poder que o meu.” – eu soltei o que estava dentro da minha alma e sorri.

“O que?” – Regina exclamou assustada.

“As Lágrimas da Rainha...” – Ela disse como se fosse óbvio.

E era.

“A Lenda fala sobre apenas uma mulher...” – ela disse enquanto se levantava – “Você está mentindo! SOU EU!”

Não.

Essa não era a conversa que eu teria com Regina.

Não mesmo.

Suspirei e respondi no mesmo tom:

“Sinto muito por seu ego, Re-gi-na, mas somos duas!” – eu disse enquanto acariciava meu gato sem nem me importar com a reação dela.

Ela ficou um tempo absorvendo as informações e então sussurrou sem paciência nenhuma:

“Espera! Você sabe meu nome, o do meu filho e da minha irmã e eu nem sei quem você é... Quem é você?”

Esta pergunta novamente? As pessoas aqui em Storybrook não tinham nenhuma criatividade.

Porem eu estava aqui por Regina e era justo eu explicar toda minha história a ela.

Contei sobre toda a minha historia em meio a lagrimas e abraços, até que comecei a falar sobre como consegui encontra-la.

“Fiquei anos te estudando e tentando encontrar um jeito que ir ao seu encontro, até que eu descobri uma maldição.... Você sabe de que maldição eu estou falando, não sabe?” – eu disse fitando seus olhos.

“Mas, só existia uma, não é?” – ela perguntou receosa, já que várias coisas que a mesma achava serem únicas não eram.

“Exato..” – eu respondi com um sorriso de canto – “E você já tinha a lançado, tão eu fui atrás de quem a criou.” – eu conclui e minha mente foi inundada por imagens de Fiona, enquanto minhas bochechas iam ficando de uma coloração avermelhada.

“Rumple? Mas ele estava aqui!.. E Você e Rumple...?” – ela questionou e eu quis morrer.

Eu e Rumple?

Eu não conseguia esconder a minha surpresa, muito menos meu horror a aquela realidade alternativa criada por ela e simplesmente soltei:

“NÃO E NÃO! Ele, embora seja o Senhor das Trevas, não tem cacife pra criar algo assim... E ELE NÃO FAZ MEU TIPO!!” – eu conclui com tanto nojo e a morena não conseguiu segurar a risada...

“Ok! OK! Então quem a criou?”

“Fiona, a Fada Negra, é claro!?” – ela disse com se fosse óbvio, provavelmente, ficando ainda mais vermelha.

“Ohhhh!” – eu disse com um sorriso bem sugestivo.

“Pare!” – eu disse focando meus olhos no chão, o que ocasionou em uma reação dela que foi pegar sua mão livre de Lúcifer e levantou meu queixo.

Eu nem me dei o trabalho de esconder o que sentia, porque a última coisa que eu sentia era vergonha do amor que sinto por Fiona.

“VOCÊ A AMA!” – ela gritou ainda processando a informação.

Acho que gritar era realmente algo de família.

“Amo! Mas ninguém além de mim e você precisa saber disso” – eu cochichei criando inconscientemente um sorriso em meu rosto.

“Ela sabe que você a ama?” – ela perguntou sorrindo.

“Não, mas eu irei contar na próxima vez que vê-la!” – exclamei com convicção -“Mas vamos voltar enquanto eu ainda tenho coragem de falar sobre tudo isso... Nós fizemos um acordo: eu dei um pouco de minhas lágrimas a ela e a coisa que eu mais amava, que era o gato da minha filha, e a mesma me deu uma réplica diferente da Maldição das Trevas.... essa Maldição apenas amaldiçoava quem ela queria e fazia com que eu trouxesse quem e o que eu quisesse para Storybrook, por um tempo determinado.. 6 dias, mas ao menos eu não mataria ninguém... Fiquei durante muito tempo planejando como vir para cá e fazer o que quero dar certo, ate que consegui uma estratégia para que o tempo que ficarei aqui seja suficiente para conseguir o que eu quero e voltar para onde vim.”

“E o que você quer?” – ela disse ainda processando as informações.

“Suas Lágrimas.” – eu disse fitando os seus olhos.

Nesse momento sua postura endureceu e ela se levantou.

“Então era assim que nós iríamos conversar?” – pensei enquanto revirava mais olhos.

“Não! Use as suas!”

“Oh Céus Regina! VAMOS MULHER! VOCÊ É INTELIGENTE!” – uma voz interior gritou em minha cabeça.

“Vamos lá Regina, você não é estúpida e sabe que não podemos usar as nossas lagrimas para nós mesmas!” – eu disse perdendo, pela primeira vez naquela noite, minha paciência.

“Eu... Eu não vou dá-las a você! Ao menos não sem saber o que você quer fazer com elas!”

“ISSO NÃO É PROBLEMA SEU!” – eu gritei ofendida.

Até que minha ficha caiu.

Ela estava duvidando de mim.

“Espere! VOCÊ ESTÁ DUVIDANDO DE MIM???” – eu disse já sem conseguir conter minhas lágrimas novamente.

Silêncio. Silencio. Silêncio.

Pra que ter esse maldito dom se quem você quer que acredite em você simplesmente não acredita?

Se ela queria uma prova, ela iria ter uma prova!

“Ótimo, Re-gi-na!” – eu cuspi seu nome com desdém enquanto invocava um filtro dos sonhos e o atirava em sua direção. Assim que ela olhou em direção daquele objeto minhas lembranças foram mostradas a ela.

Minha infância sendo apontada na rua, assim como minha adolescência com Mathew. A morte do mesmo também estava incluída, junto com a minha captura e meu casamento com o rei. O nascimento de minhas filhas, meu segundo casamento e os insultos de Cinderela contra mim também estavam presentes.

Eu não deixaria nenhum detalhe de minha história passar.

Aquilo era doloroso para mim. Mas ela iria ver tudo.

O momento que o Grão Duque me reconheceu, a morte das minhas filhas e minha segunda fuga também estavam explícitas. Minhas noites estudando um jeito para encontra-la, minha visita a Fada Negra, o dia que eu lancei a maldição e o dia que eu acordei aqui também estavam aparecendo para ela.

Tudo estava lá.

Para que ela soubesse que eu não estava mentindo.

Quando as memórias acabaram, eu reparei que ela estava chorando então me dirigi a ela, segurei suas mãos e sentei com ela no sofá.

“Não chore!” – eu disse cansada – “Eu sei que é muita coisa pra engolir de uma vez só, mas, apenas acredite em mim!”

E naquele momento ela acreditou.

Ela acreditou e sorriu.

E aquilo foi um dos melhores momentos da minha vida.

“Bom, eu tenho um trato a lhe propor.” – eu disse suavemente enquanto a olhava, para saber o tempo exato de parar – “Eu cheguei aqui na última manhã, consequentemente, eu só tenho 5 dias restantes aqui” – eu dizia enquanto soltava sua mão e mostrava o número 5 com os dedos — “Eu te dou 5 dias para decidir e me entregar lágrimas... O bastante para 5 desejos, um para cada dia de espera... Obviamente eu terei que te dar um pagamento, e esse será a mesma quantia, só que em minhas lágrimas.” – eu disse por fim com um sorriso. ***

Era justo.

Era justo com tudo o que sofremos e com nossa historia.

Era absolutamente justo.

Em só tinha que aceitar.

“Eu... Eu..” – ela começou a balbuciar um pouco perdida e então eu percebi que tinha ido longe demais.

Ela realmente precisava daquele tempo.

“Vamos lá Regina, você quer isso tanto quanto eu!” – eu falava para mostrar que só queria ajuda-la — “Pense em todas as coisas que você pode ter! 5 desejos são muita coisa! Eles podem te trazer conceder muitas coisas.... podem te trazer muitas pessoas de volta, desde Rocinante, até seu pai e Daniel... ou Robin!” – eu disse sendo sincera.

Como num clique eu vi que sua mente a levou para Emma Swan.

Ela a ama.

Mas algo estava errado.

Involuntariamente Regina ergueu minha cabeça e lançou um olhar para a mancha escura em sua parede. Segundo seu olhar, eu me levantei e fui em direção a mancha.

“Cuidado!” – eu ouvi sua voz sussurrar e então apenas olhei para a mesma e lancei meu melhor olhar tranquilizador.

Assim que cheguei lá, tive a absoluta certeza de que as memórias que eu copiei de Emma Swan estavam coerentes. Era a poção do amor verdadeiro e eu tinha a obrigação de indicar a direção certa para os pensamentos da morena a minha frente.

“Regina... apenas para ajudar seus pensamentos, isso não é um veneno!” – eu disse passando o dedo indicador em cima da mancha – “Isso é uma poção!” – eu conclui olhando a mesma.

“O que?” – ela disse exalando curiosidade e surpresa – “Poção para que?”

Mas isso era mérito de Emma Swan.

Ela deveria contar a Regina. Não eu.

“Isso você tem que descobrir sozinha querida!” – eu disse pegando Lucifer do chão e indo em sua direção.

Afinal, ela a ama.

Mas tinha algo errado.

Além de Emma Swan, outra pessoa vivia na parte mais escura de seu coração.

“Eu sei o que acontece no seu coração querida... demorou muito para que eu descobrisse como ver o interior das pessoas, mas eu consegui e a única coisa que tenho a te dizer é para pensar, nas duas loiras a sua volta e em seu sentimento sobre elas.”

Nesse momento ela ficou tão extasiada que minha única resposta a aquilo foi tentar acalma-la.

“Não fique assustada querida, apenas siga meu concelho de.... amiga?” – eu perguntei tentando quebrar o clima.

“De amiga!” – ela assentiu e sorriu.

Mas eu precisava saber uma coisa.

“Bom, aparentemente nós somos amigas que partilhamos segredos... espero que o meu esteja seguro com você do mesmo jeito que o seu está comigo!” – eu disse séria e Regina apenas assentiu — “Bom, eu preciso ir agora, preciso te deixar com seus pensamentos!”

“Você não gostaria de ficar? A casa é grande! Você pode dormir aqui!”

“Não querida, já está quase amanhecendo e eu tenho um abrigo no meio da Floresta, prefiro ficar lá com meu cavalo e Lúcifer!”

Então, ambas fomos em direção a porta principal e Regina se despediu de Lúcifer com um carinho em seu pelo e quando ela foi se despedir de mim conclui algo.

Eu gostava dela.

Eu realmente gostava, mas eu faço qualquer coisa para conseguir suas lágrimas e eu tinha que deixar isso claro.

“Bom.. 5 dias! Não me deixe esperar muito para sua resposta, porque eu sempre tenho um plano B!! E... por favor, aceite, eu esperei muito por isso e isso só fará bem... para nós duas. Até mais querida!” – finalizei a abraçando e indo embora.

Assim que a porta foi encostada atrás de mim, eu me envolvi em minha névoa cinza e apareci no meio na floresta. Com um movimento de minha mão, eu fiz todas as minhas coisas aparecerem, entrei e as escondi novamente.

Alimentei Lúcifer e fui dormir algumas horas, apenas para descansar o meu corpo, afinal, eu preciso estar preparada para o primeiro dia de meu trato com Regina.

Notas finais
Obrigada por lerem darlings! ❤ Espero ansiosamente o retorno de vcs por meio de lindos xingamentos e ameaças de morte...❤ Grupo da fic: https://chat.whatsapp.com/JlbzS21ikDjL5C3X7kEMCe PS: Muito obrigada pelos comentários, favs e inventivos, vcs fazem minha semana melhor POR FAVOR CONTINUEM COMENTANDO Xoxo Val (@HausOfVal)