My Rebel Heart

26 Primeiro Dia (Emma)


Notas iniciais
Hello Darlings Depois de mais 84 anos, EU VOLTEI!! Fiz, novamente, esse capítulo o maior possível para que eu possa compensar o tempo que fiquei fora E EU REALMENTE ESPERO QUE VOCÊS GOSTEM Boa leitura amores! Deixem comentarios tanto aqui quanto no meu twitter dizendo tudo o que acham e o que não acham ❤ LEIAM AS NOTAS FINAIS!! Twitter: @HausOfVal

Assim que Gold foi embora, eu notei o horário.

Já era metade da madrugada e eu nem tinha notado.

Quando fui me levantar vi que um livro envelhecido com aparência de livro de bolso estava nos meu pés, em cima dele tinha um bilhete com a escrita inconfundível de Rumple.

“Salvadora, aproveite porem me devolva amanhã a noite! (Ele não é meu)!”

Apenas peguei o livro que continha uma capa estampada com um Dragão e uma rainha em Dourado, me levantei e fui direto para o flet de minha mãe. Chegando lá, como eu já tinha a chave, apenas entrei e dei de cara com a mesma sonolenta e sentada no sofá.

“Eu estava preocupada...” – ela disse em meio a bocejos.

“Eu sei, me desculpe! Acabei perdendo a hora.” – Eu sussurrei sentando ao seu lado.

“Você encontrou a mulher que procurava?”

“Sim... o nome dela é Lady Trameine.”

“Oh, e o que ela está fazendo aqui em Storybrook? Ela vai morar aqui?”

Nesse momento as palavras de Gold entraram em minha mente.

“Não, ela está fazendo um acordo com Regina.... mas eu não sei o que ela quer.” – Eu disse e vi que Mary estava se esforçando para continuar acordada – “Mas agora nos vamos dormir!”

A ajudei a levantar, segui com ela até a porta do seu quarto e observei a mesma deitar na cama. Quando pensei em ir direto para a cama, meu estômago reclamou pela falta de alimento.

Apenas cheguei na cozinha e fiz um sanduíche rápido com as primeiras coisas que encontrei na geladeira. Em menos de 5min ele já tinha sido devorado. Eu ainda estava com fome, mas o cansaço ganhava.

Me dirigi para o banheiro, tomei um banho rápido, escovei os dentes e corri em direção ao meu quarto.

Chegando lá eu apenas peguei o livro que Gold tinha me emprestado, o abri e comecei a ler.

“Eu trabalhava no Castelo da rainha depois de morte do rei Leopold. Todos os dias de lua cheia, é rainha recebia a visita de Maleficent e ficava trancada no quarto com a mesma durante três luas.

Em uma dessas visitas, eu estava trabalhando no Castelo e fui chamada por ambas para entregar um chá de Brasa no quarto real.

Enquanto fazia o chá tudo o que ouvia eram gemidos por todo o Castelo, porém o som mais erótico que eu já ouvi em toda a minha vida foi o grito agudo da rainha depois de, provavelmente, ter um orgasmo.”

Oh não!

“Assim que eu cheguei na porta do quarto real, bati a mesma e ouvi a fechadura sendo aberta. Quando entrei lá, tive certeza que a visão daquele momento nunca iria ser esquecida.

A rainha estava deitada na cama coberta com um fino cobertor, ofegante e coberta de suor, com um sorriso de satisfação no rosto enquanto a metamorfica ao seu lado estava completamente nua e olhava para a morena a sua frente como se observasse a mais bela pintura existente.

“Eu te amo tanto minha rainha” – a loira disse sem nem mesmo se mexer enquanto eu servia o chá na frente de ambas, tentando olhar o mínimo para a cena a minha frente.

Antes que eu tivesse tempo e me retirar, a rainha respondeu com uma voz tão doce, que se eu não estivesse presente, duvidaria que alguém como ela falaria tão suavemente com alguém:

“Você não sabe o quanto eu te..”..”

Fechei o livro com brutalidade.

Aquilo não poderia ser real.

E então eu chorei.

Chorei pela dor de saber que quem eu amo já se entregou desde jeito a outra e pela dor de não ter coragem o suficiente para me declarar para a mesma.

Chorei durante quase uma hora, até ser vencida pelo cansaço, dormindo um sono profundo.

Acordei no outro dia completamente descansada e pronta para descobrir tudo o que precisava.

Fiz minha higiene matinal e me vesti com uma calça de cós alto com uma regata preta. Tomei café puro e fui direto para o lugar onde eu conseguiria descobrir o que Lady Tremaine quer de Regina e o passado da mesma.

Me dirigi ao lugar onde a história das pessoas estava escrita.

A biblioteca.

Chegando lá, encontrei Belle tirando a poeira de algumas estantes. Quando a mesma me viu, seu olhar se tornou arredio.

“Emma, por favor...” – Belle disse em tom baixo, apontando para a porta.

“Belle, eu não quero problemas... muito menos com você... Eu só preciso proteger a cidade daquela mulher..” – disse com um sussurro culpado.

“Regina?” – a mulher em minha frente questionou com uma voz cortante.

“Não! Lady Tremaine!”

Alguns minutos de silencio se passaram, até Belle falar novamente.

“Emma, me responda uma coisa...” – com meu aceno positivo de cabeça ela continuou – “por que você tentou matar Regina?”

“Eu não tentei.” – respondi com a cabeça baixa – “ao menos não de propósito.”

“Me conte o que você fez que eu te ajudo a procurar a história dessa mulher.” – ela disse serie sentando em minha frente.

E assim eu fiz.

Contei tudo.

Contei o quanto eu amo Regina Mills, contei quando descobri que amava Regina Mills e contei o ato desesperado que cometi para ter o amor de Regina Mills, todos enquanto chorava descontroladamente.

Belle ficou em silêncio durante todo o tempo, apenas afagando minhas costas.

Lembrei que o livro quase erótico sobre Maleficent e Regina que Rumple me emprestou ainda estava em minha casa. Com um movimento de minha mão eu o invoquei e entreguei a ela, pedindo para que o mesmo fosse entregue para seu marido.

Quando Belle viu a capa do livro ela soltou um suspiro e disse:

“Eu não acredito que você leu isso.”

“Você já leu?” – eu perguntei enquanto enxugava minhas lagrimas.

“Não!” – ela disse enquanto corava – “Mas todo o cidadão da Floresta Encantada sabe alguma das histórias das noites de luxúria e amor que as duas maiores feiticeiras do Reino compartilhavam entre si.”

Amor.

E palavra que desmoronou ainda mais o meu interior.

Belle me olhou culpada e soltou:

“Você deveria contar a ela!”

“NÃO!” – gritei com o susto que o conselho dela me deu – “Eu não posso fazer isso! Regina me odeia, ainda mais agora! Sem falar que se eu chegar perto dela, Zelena me mata e... ela vai rir de mim.” – disse com voz cortada e com a cabeça baixa enquanto lágrimas borravam minha visão – “Eu a amo tanto Belle, as vezes não sei como consegui guardar todo esse amor comigo durante todo esse tempo.”

“Eu não acho que ela vai rir de você!” – ela disse com o cenho franzido – “E eu acredito em seu amor por ela, por isso eu realmente acho que você deveria contar a ela.... ela merece saber que você não queria mata-la.”

Em resposta eu apenas acenei em afirmação.

Talvez.

Talvez, o incrível e sufocante medo que você dentro de mim um dia iria ser sufocado pela coragem de me declarar a Regina.

Fiquei presa em devaneios durante um tempo, até que Belle bateu com 3 livros na mesa em nossa frente.

“Eu disse que te ajudaria, mas eu não consigo ler tudo sozinha.” – ela disse rindo.

Eu ri e me sentei em frente a mesa, junto a morena a minha frente.

Seis horas tinham se passado e eu ainda não tinha achado nada relacionado a família Tremaine. Eu já estava perdendo as esperanças, Belle já tinha ido para casa há quatro horas e eu iria fazer o mesmo, até que a bibliotecária entrou ofegante e jogou um jornal, alguns recortes e um pergaminho, ambos sujos e desgastados em cima da mesa enquanto recuperava o fôlego.

“Eu fui na biblioteca pessoal de Rumple e olha o que eu achei!” – ela disse abrindo o pergaminho, porém parou na metade do caminho, como a lembrasse de algo e disse – “Não está escrito em inglês, mas eu traduzi ao lado” – ela finalizou com um sorriso, voltando a abrir o mesmo.

O pergaminho era um papel completamente diferente de todos os que eu já vi. Conforme Belle foi abrindo o pergaminho, eu pude ver a perfeita imagem de Lady Tremaine anos mais jovem.

Ela usava um vestido longo estilo medieval, toda a sua silhueta ficava bem marcada, pelo provável corpete que foi usado por baixo do mesmo. Todo o vestido era em um tom de cinza tão esplendido que poderia ter sido confundido com o cinza de seus olhos. Suas laterais eram em tafetá de marfim cinza escuro e o centro do vestido era em um tecido adamascado em tons de cinza e branco, a transição entre os tecidos era feita por um fino pedaço de renda dourada com flores em um tom de salmão roseado do mesmo tecido. O decote do vestido era em um formato pouco provocante, como um "V" sem muito ângulo e suas mangas eram em formato de sino com a mesma renda dourada do vestido em baixo das mesmas.

Seus cabelos estavam presos em um coque bem moldado e arrumado. Em sua cabeça estava uma coroa toda em pedras de diversos tamanhos, que brilhavam de uma forma exuberante, porém o que chamou minha atenção do seu rosto.

Sua maquiagem era leve, mostrando que o seu natural era belo. Seus lábios estavam retos, sem nenhum traço de alegria os moldando porem os seus olhos eram o maior enigma daquela imagem, pois eles não mostravam nada.

Os olhos daquela mulher, provavelmente pela primeira vez, não mostravam nenhum sentimento. Eles eram apenas duas órbitas cinzas exalando um sentimento de conformação por sua realidade.

Essa imagem, tão singular e bela, estava logo abaixo de uma única palavra com uma escrita excêntrica. Lembrei-me das palavras de Belle e procurei sua caligrafia, quando achei franzi o cenho.

“Procurada” era a palavra que estava estampada em letras garrafais acima da foto.

Corri os olhos para o fim do pergaminho e vi que algumas palavras estavam escritas. Procurei novamente a caligrafia da morena a minha frente e quando a achei, comecei a ler.

“Nome: Victoria Tremaine;

Recompensa: Seu peso em ouro (Viva) e o dobro de seu peso em ouro (morta);

Crime: traição o Rei e a Princesa Cinderela;”

Antes de meu cérebro processar as informações, Belle voltou a falar como se estivesse lendo mais pensamentos.

“Tem razão, não faz sentido! Mas, eu continuei por algum tempo procurando algo relacionado a ela... até que eu tive uma ideia!” – com meu silêncio ela apenas prosseguiu – “Talvez, para saber a história da Victória Tremaine” – ela disse apontando pra o rosto da mulher estampado no pergaminho e frisando o primeiro nome da mesma – “nos precisamos conhecer a História da Princesa Cinderela!” – ela finalizou sorrindo.

“Você é um gênio!” – eu disse já sorrindo também.

“Continuando...” – ela disse sentando ao meu lado e pegando o jornal – “Eu comecei a procurar coisas sobre essa Cinderela e achei esse jornal, que é da mesma época e tem a mesma escrita que nós lemos aqui.” – ela disse apontando para as escritas no pergaminho – “Eu comecei a traduzir mas como o artigo é muito comprido eu prefiro ler para você. Tudo bem?” – com meu aceno positivo de cabeça ela continuou – “Bom, o artigo é escrito por Grão Duque e o nome da matéria é “A Verdadeira e cruel História por trás da Princesa Cinderela” – ela falou com um tom formal.

“Cinderela Beaumont é a primeira e única filha do finado soldado do palácio, Michel Beaumont, e sua primeira esposa, Madeline Beaumont.

Sua infância foi marcada por alguns escândalos na comunidade, causados graças aos repetitivos incidentes com as mortes de animais em todo o reino. Vizinhos e amigos da família, dizem que Cinderela sempre foi uma criança problemática que corria pela casa suja de sangue.

Os mesmos entrevistados dizem que tudo piorou gradativamente com a morte e sua mãe e com a apresentação de sua Madrasta e as duas filhas da mesma, cujos nomes eram Drizela e Anastácia.” – Belle leu e direcionou o seu olhar para mim.

“Victoria já tinha duas filhas quando entrou na vida de Cinderela...” – Eu cochichava e juntava as informações com o cenho franzido aproveitando a pausa da morena a minha frente – “Ela não se casou com um rei?” – continuei apontando para o pergaminho aberto em nossa frente.

Ela parecia uma rainha.

Eu poderia jurar que ela era uma rainha.

Nesse momento Belle arranhou a garganta e riu, então eu apenas a deixei continuar.

“Cinderela tinha uma obsessão com o Palácio e a monarquia, e tudo ficou ainda pior pois Victoria e suas filhas tinham modos mais refinados que o normal, o que remetia diretamente a realeza.

O ano que Cinderela completou a maior idade, infelizmente conhecidiu com o ano em que o Rei mandou um Convite para o Baile em Homenagem ao Príncipe. Cinderela, de acordo com relatos, brigou com sua madrasta e ameaçou matar o gato de uma de suas “irmãs” caso fosse proibida de ir ao baile.”

“Lucifer?” – deixei escapar minha pergunta.

“Eu não faço ideia...” – ela soltou com o cento franzido – “Continuando: No fim das contas, Cinderela deixou seus familiares desacordados, roubou um vestido de sua madrasta e fugiu para o baile.

No tão esperado baile, o imprevisto aconteceu. Cinderela se apaixonou pelo Príncipe e o mesmo por ela.

No fim da noite, Cinderela se lembrou que o pai, a madrasta e suas "irmãs" poderiam acordar a qualquer momento e saiu correndo para casa, deixando para trás o seu amado e um sapatinho perdido.

No outro dia, o príncipe, cego de amor, exigiu que cinco pessoas de confiança do palácio procurassem a donzela do salto azul por todo o reino, e entre essas cinco eu fui escolhido.

Com menos de um dia de procura, encontramos a casa de Cinderela e sua família.

O sapato serviu e então convidamos a família da mesma para ir para o castelo.

Mas tudo desabou no momento em que eu vi os olhos daquela mulher.

Victoria Tremaine, a mulher que foi vendida ao rei como esposa e fugiu do mesmo anos depois, a rainha traidora."

“EU SABIA!” – gritei mais alto que o esperado, me levantando – “Ela foi uma rainha... uma rainha que foi obrigada a casar o com rei...” – o tom e a felicidade em minha voz iam se esvaindo conforme eu ia entendendo o que aquilo significava.

“Agora eu entendi o porque de ela não estar feliz aqui..” – Belle disse com uma voz culpada apontando para a imagem de Victoria e então continuou o texto – “Como num piscar de olhos, eu mandei os homens prenderem a mulher e as duas princesas perdidas. Cinderela olhava para nós sem entender nada e naquele momento eu soube que ela não fazia parte daquilo.

Mas ela era muito pior que tudo aquilo.

Minutos depois, Michel entrou afobado na sala e ao tentar soltar sua esposa, foi atingido por um tiro fatal e Cinderela caiu em prantos ao lado do corpo inerte de seu pai.

Quando meus olhos cruzaram com os de Victória, eu vi que ela também chorava, mas suas lágrimas eram diferentes. Quando eu finalmente entendi, a conclusão que estava em minha mente saiu como um sussurro pela minha boca.

"As lágrimas da rainha!" — eu sussurrei maravilhado com a possibilidade de conquistas que eu tinha naquele momento, entretanto meu sussurro foi alto o suficiente para que Cinderela ouvisse.

Minutos de silêncio se passaram e então eu vi Cinderela se tornar uma mulher completamente diferente da doce e amável dama que usava um sapato de cristal a minutos atrás.

"VOCÊ JA FOI UMA RAINHA?" — Cinderela gritou com uma voz repleta de ódios — "E VOCÊ TEM AS LÁGRIMAS DA RAINHA? POR QUE VOCÊ NUNCA ME CONTOU ESSAS COISAS VICTORIA? AH VOCÊ ESTAVA MUITO OCUPADA ME ODIANDO E ME AFASTANDO DO PALACIO NÃO É??? QUER SABER? ISSO NAO IMPORTA MAIS!" — ela finalizou com muitas lágrimas e um olhar triste fazendo um perfeito contraste com o sorriso que a mesma estampava em sua face.

"MATE-AS!" — a garota a minha frente gritou para os homens.

Naquele momento eu congelei. As ordens do rei são claras para todos os povoados: “caso encontrem a rainha, tragam-na com vida para o castelo.” Quando a questionei sobre isso, ela apenas me esnobou e exigiu que os homens matassem as mulheres a minha frente.

Quando um homem foi se aproximando de Victória, Cinderela o parou dizendo as exatas palavras:

"Não! Eu quero que ela assista suas duas filhas serem degoladas!" — ela disse com ódio na voz.

Enquanto o mesmo homem se afastava de Victória, outro soldado tentou o impedir, argumentando que isso não era certo. E realmente não era, porém Cinderela se tornou a nova princesa no momento que o salto serviu no pé da mesma e ninguém desobedece uma princesa pois a pena para isso é a morte por afogamento.

Ao mesmo tempo que uma princesa era degolada, a outra gritou para os cavalos do Palácio, que estavam na frente de sua propriedade para encontrarem Cruella.” – nesse momento a própria Belle parou e olhou pra mim dizendo – “Oh meu Deus, ela conhecia Cruella...”

“Talvez não fosse a Cruella daqui...” – Eu disse sem muita certeza.

Então Belle continuou:

“Depois tudo foi muito rápido, a segunda filha foi morta do mesmo jeito que a primeira, arrancando ainda mais lágrimas de Victoria. Quando tudo estava pronto para executarem e mais velha, uma mulher clara com o cabelo dividido entre o branco e o preto que vestia um casaco extravagante invadiu a casa junto com cachorros furiosos e em meio a lágrimas se desculpou por não conseguir chegar mais rápido enquanto desamarrava a rainha.

Era absurda a quantidade de cachorros que pulavam em cima de nós. Quanto mais nós tentávamos nos defender pior tudo aquilo ficava, até que com um movimento astuto, Cinderela pulou em sua madrasta e esfregou sua mão no rosto da mesma, retirando uma única lágrima.

Antes que qualquer uma das outras duas mulheres pudessem fazer algo, a mais jovem da sala gritou apontando para Victoria:

“Enquanto o meus pulmões tiveram ar, eu irei atrás de você!”

Então ela apenas encostou a mão que continha a lágrima de sua Madrasta em sua testa e seu desejo foi feito.

A rainha chorava desesperadamente enquanto era amparada por sua possível amiga, até que ambas as mulheres sumiram junto com os corpos em meio à uma fumaça cinza.

Na manhã seguinte os homens que me acompanharam foram para a força por ordem da princesa e eu fui o único poupado, ao menos naquele momento.

Eu digo tudo isso com propriedade, pois eu estava lá e vi tudo o que estou descrevendo. A probabilidade de eu ser morto é absurda, porém eu me sinto na obrigação de mostrar a vocês a verdade por trás da amada Princesa Cinderela.” – Belle terminou enquanto jogava o jornal em cima da mesa, perplexa com tudo o que tinha acabado de ler.

E ela não era a única.

Eu também estava.

Porém antes de que qualquer palavra saísse de minha boca, Belle disse algo muito importante.

“Emma! Ele morreu depois disso!” – ela disse apontando para o recorte de jornal que sobrava na mesa e mostrava a imagem de um homem sendo morto por flechas no meio de uma Praça. – “Emma! Talvez nossa preocupação não deva ser a Victoria... E sim Cinderella!!”

E como se as palavras dela fossem um gatilho para o pior, nesse exato momento um bilhete feito do mesmo papel do pergaminho e escrito com uma caligrafia rebuscada apareceu no meio da mesa envolto por uma névoa azul escura.

Quando virei o bilhete para Belle ver, ela ficou pálida e sussurrou com um olhar transbordando preocupação duas palavras que retiraram o resto de minha sanidade: “Surpresa Salvadora!”

Notas finais
Obrigada por lerem darlings! ❤ Espero ansiosamente o retorno de vcs por meio de lindos xingamentos e ameaças de morte...❤ Grupo da fic: https://chat.whatsapp.com/JlbzS21ikDjL5C3X7kEMCe PS: Muito obrigada pelos comentários, favs e inventivos, vcs fazem minha semana melhor POR FAVOR CONTINUEM COMENTANDO PSS: Se eu tiver muitos comentários aqui... talvez eu faça um extra com o conteúdo do Livro que Gold emprestou pra Emma... SÓ DEPENDE DE VOCÊS! Xoxo Val (@HausOfVal)