My New Life

4 Phoenix Sorciére.


— Quem é você? – perguntei a o homem a minha frente comum tom sério. Afinal nada me machucava mais, pelo menos não depois do meu treinamento. Eu sou quase indestrutível.

— Eu acho que você já sabe a resposta – dito isso ele inclinou um pouco a cabeça para o lado revelando em seu pescoço uma marca que me deixou atônita. Um par de asas de demônio.

Capítulo Atual.

Lucy

Eu nem pude dizer mais nada, pois a garota morena me agarrou pelos braços e, antes que eu pudesse reagir, ela me arremessou a alguns metros a frente com uma força tremenda. Eu consegui me equilibrar e aterrissar no chão agachada apoiando a mão no mesmo. Eu poderia muito bem ter caído de pé, mas por eu estar segurando o ovo de exceed eu não consegui tanta estabilidade, já que não podia usar ambas as mãos. Assim que eu me levantei, eu e morena nos encaramos mortalmente. Mas eu não podia começar uma luta, enquanto eu estivesse com o ovo em mãos, por isso eu o pus em um banco que estava próximo de mim, juntamente com a minha mochila. Logo depois de deixar o meu futuro exceed seguro, eu me voltei novamente para a garota, mas antes que nós pudéssemos começar uma luta que destruiria a cidade, o garoto da marca de demônio se pôs entre nós, nos impedindo de batalhar e disse:

— Chega! Ela não é nossa inimiga – disse a segunda parte encarando a morena – Você viu minha marca, então nada mais justo do que você me mostrar a sua – completou se voltando a mim.

Eu dei um sorriso de canto quase que imperceptível e pronunciei um “Tudo bem”, ergui meu braço direito e mostrei o dorso da mão, o local onde estava a minha marca, um par belíssimo de asas de anjo. O rapaz ficou encarando em silêncio por alguns segundos, e depois simplesmente sorriu e falou:

— Que tal discutirmos melhor sobre isso em um almoço? Então, você esta com fome? – me perguntou com um sorriso doce e gentil nos lábios. Eu estava pronta para recusar, mas meu estômago roncou, foi baixo, mas se ele for um Dragon Slayer como eu acho que é deve ter ouvido – É eu ouvi sim – respondeu a minha dúvida com se lesse mentes, droga!

— Tá..., mas você paga – disse enquanto pegava minha mochila e meu precioso ovo do banco em que eu os tinha posto anteriormente.

O homem a minha frente sorriu abertamente, e logo em seguida se virou para os outros dois que o acompanhavam e os encarou com um olhar que devia dizer mais ou menos assim, “Saiam daqui ou eu arranco a pele de vocês fora”, e eles praticamente evaporaram dali. Pois é, sinistro. Em seguida se voltou para mim, voltou a sorrir e disse:

— Então, vamos? – dito isso ele estendeu o braço para mim, tipo naquele estilo “casalzinho feliz passeando no parque”. Ignorei o gesto e segui em frente, como se ele nem existisse. – Olha o restaurante fica para o outro lado – completou apontado para o lado oposto do qual eu tinha ido.

— Eu já sabia – disse dando meia volta olhando para cima com um ar de superioridade. Ele me olhou com uma carranca e disse em um sussurro – “Sabia nada, orgulhosa” – e me acompanhou, um pouco mais a frente, já que era ele que conhecia a cidade, então eu o segui, e nenhum de nós dois disse nada durante o trajeto.

Mais ou menos uns cinco minutos depois, estávamos em frente ao “restaurante”, mas não era bem um restaurante em si, parecia mais uma lanchonete. Ele como um bom cavalheiro, que eu não sabia que era, abriu a porta para que eu passasse. Lá dentro eu me sentei em uma mesa que ficava mais afastada das outras, afinal o assunto que conversaríamos era meio particular. Pus o meu ovo e minha mochila na cadeira ao meu lado, ele sentou a minha frente e se pôs a ler o cardápio. Eu fiz o mesmo e logo uma garçonete chegou e disse com um sorriso simpático:

— Então, o que o casal de pombinhos vai querer hoje? – pombinhos, jura? A minha vontade era de pular no pescoço dela, mas me controlei e disse em um tom frio e ríspido:

— 1º Não somos um casal. 2º Se meta na sua vida. 3º Vou querer uma sopa de legumes. Estou tentando pegar leve com as calorias – ao terminar de dizer isso pude perceber que ela havia parado de sorrir, seus olhos estavam arregalados e sua boca ligeiramente aberta.

Tudo bem, eu posso ter exagerado um pouco, mas ela tinha que usar as palavras: “casal de pombinhos”? Eu estava prestes a pedir desculpas, mas o meu “acompanhante” foi mais rápido que eu e se pronunciou:

— Me desculpe por ela. Ela não está nos seus melhores dias. Acho até que está na TPM – e disse a última parte sussurrando e abafando o riso – E eu vou querer panquecas – completou repousando o cardápio na mesa.

O rosto da garçonete adquiriu o sorriso de antes e disse:

— Tá tudo bem. Eu também me comporto desse jeito durante a minha. Já volto com os pedidos de vocês – e ela se retirou da mesa e foi buscar os nossos pratos.

Eu o encarei com um olhar como se quisesse matá-lo, e eu queria.

— Que foi? – ele disse dando de ombros como se estivesse alheio à conversa – Tudo bem, me desculpe pelo que eu disse, mas tinha que tratar ela daquele jeito? – completou. Ele me dando uma bronca? Quem ele pensa que é? Na verdade quem ele é? Eu estou sentada almoçando com um homem que eu mal sei o nome. Só posso estar louca.

— Tudo bem, eu peguei pesado, admito, mas eu ia me desculpar só que você me atrapalhou. Desculpa – disse passando por cima do meu orgulho. Ele sorriu com esse meu ato – Vamos começar pelo início. Quem é você? – perguntei franzindo a testa, me encostando-se à cadeira e cruzando os braços.

— Meu deus, que falta de educação, eu nem me apresentei. Meu nome é Marcus Corvin, e você seria...?

— Lucy. Lucy Heartfilia – respondi ao homem à minha frente – A marca que você tem no pescoço é a...

— Sim, é a marca do demônio – respondeu me interrompendo e passando a mão por cima da marca em seu pescoço. Sua atenção se voltou para minha mão e ele perguntou – E sua pelo visto a sua é o emblema dos anjos.

— Sim. Que...– não pude terminar de formular a pergunta, pois a garçonete voltou com nossos pedidos e pôs os mesmos sobre a mesa e disse “Bom apetite”. Tomei uma colherada da minha sopa e quando olhei para Marcus ele já tinha comido metade do prato de panquecas – Meu deus como você come. Enfim voltando ao assunto, quem te treinou? – perguntei voltando a tomar minha sopa.

— Fui treinado por Brago, o Dragão da Gravidade, Vagasso, o Dragão do Espaço e Cristália, o Dragão dos Cristais. Também fui treinado por Caos, o Deus do Infinito. E você? Não, deixe-me tentar adivinhar. Pela magia que você usou contra aqueles caras no beco você deve ter sido treinada por Acnologia, o Dragão do Apocalipse, e pelo que vi nos Grandes Jogos Mágicos você era uma maga celestial então também deve ter sido treinada por Draco, o Dragão Celestial e por Urano o Deus dos Céus Estrelados, estou certo? – ele perguntou e eu assenti com a cabeça – Olha, eu não faço ideia de quem é o outro então se sinta livre para responder.

— Vitous, o Dragão da Vida – ele me encarou com uma expressão meio perplexa – Que foi? – perguntei em dúvida.

— É que você foi treinada pelo Dragão do Apocalipse e Dragão da Vida, e isso é meio contraditório.

— Você tá certo, mas mudando de assunto, você sabe alguma coisa sobre os outros três de nós?

— Na verdade, eu sei quem são. E você já conheceu dois deles.

— Não me diga que são aqueles dois. Eu não senti nenhuma energia mística diferente vinda deles. E sem falar que quando aquela garota me tocou eu não senti nada como quando você encostou-se a mim – disse em dúvida.

— É que eu tenho magia demoníaca e você magia dos anjos. Nossas marcas e nossas magias estavam simplesmente nos protegendo um do outro. Mas agora até ela sabem que nós dois não somos inimigos – me respondeu enquanto dedilhava a marca na minha mão e encarava meu rosto – Enfim, se você não acredita você mesma pode comprovar quando os vir. Continuando, próxima pergunta – disse enquanto voltava a comer suas panquecas.

— Por que vocês estavam no centro àquela hora? Com certeza não são do Conselho – perguntei. Enquanto eu falava, ele já tinha terminado de comer as panquecas. Ele esta com nove meses de fome por acaso?

— Nós somos da guilda local. A Phoenix Sorciére – dito isso ele afastou um pouco a jaqueta que usava e levantou a blusa, exibindo o físico atlético que tinha e apontou para a parte direito do peitoral onde se encontrava um emblema de uma fênix em um tom vermelho (N/A: a imagem do link, nas notas finais). Abaixou a camisa e completou: – Quando sentimos a sua magia pensamos que poderiam ser magos de alguma guilda das trevas. Nem preciso dizer que ficamos muito surpresos em saber, que tudo aquilo era uma garotinha mimada fazendo cena– falou tudo em um tom provocante.

— Olha, eu estto aqui me perguntando, se vocês são tão poderosos quanto eu acho que são, por que permitem que uns marginaizinhos andem pela sua linda cidade?– perguntei, entrando no jogo de provocações.

— Eles não são daqui – me respondeu com um tom de seriedade na voz – Alguns anos atrás, se iniciou uma série de ataques a algumas cidades. Antes os alvos não passavam de pequenas vilas e povoados, mas de um tempo pra cá os alvos passaram a ser cidades grandes. O mais recente foi a uma cidade vizinha. Ela foi completamente dizimada e os sobreviventes foram trazidos para cá. Aqueles homens deviam ser dessa cidade destruída – completou.

— Vocês têm alguma ideia de quem está realizando esses ataques? Ou o motivo? – perguntei no mesmo tom sério que ele usava.

— Bom na maioria das vezes os ataques são realizados por demônios, que alegam serem criações de Zeref. Mas ás vezes os ataques também são comandados por uma guilda das trevas, a única restante da Aliança Baram a...

— Tartaros – disse o interrompendo.

— Exato – respondeu em concordância – Ao que parece estão atrás de algum tipo de feitiço ou dispositivo que irá realizar a ressurreição de Zeref, e a partir disso eles usarão o poder dele para dar fim a toda magia do mundo.

— Isso é impossível – disse me negando a acreditar no que o homem a minha frente dizia.

— São apenas boatos, então não esquente a cabeça e queime os poucos neurônios que você tem – disse em um tom de provocação enquanto sorria.

— Ora seu – não o falei mal nem nada, simplesmente dei um pisão no pé dele. Eu mirei bem e consegui pisar exatamente nos dedinhos, detalhe: eu usei o salto da bota. Ele mordeu o lábio inferior tentando conter o grito, no final acabou apenas gemendo de dor enquanto choramingava com a cabeça deitada na mesa. Ficou assim algum tempo, até que levantou a cabeça e adquiriu sua expressão normal.

— Bruxa – ignorei o insulto e ele continuou a falar – Então quer ir pra guilda comigo ou vai continuar a andar sem rumo, enquanto mata pessoas?

— Deixe-me pensar... – pus a mão no queixo e encarei o teto com uma expressão pensativa – O que eu ganho se for pra sua guilda? – perguntei.

— Por que você não descobre sozinha? – respondeu com um sorriso desafiador.

— Respondeu minha pergunta com outra pergunta? Boa, garoto. Tudo bem. Eu vou. Quero ver se você é tão poderoso quanto seu título sugere meu caro Marcus – disse retribuindo o sorriso. Aquela altura tanto eu quanto ele já tínhamos acabado nossas refeições. Ele chamou a garçonete, pagou a conta e carregou o ovo para mim. Peguei minha mochila e fomos para a guilda dele.

Durante o trajeto não conversamos, ele apenas sorria. Nós estávamos em uma das ruas principais, e no final dela estava uma construção enorme. Parecia uma espécie de mansão. Muros altos contornavam a parte dianteira da propriedade, enquanto os fundos da construção iam diretamente para a praia, ou seja, era basicamente uma praia particular. Passamos pelos portões dourados. Na entrada havia uma fonte, e no centro dela estava uma estátua dourada de uma fênix, era simplesmente linda. A porta de madeira maciça ficava após uns poucos degraus. Eu fiquei em frente à porta a encarando. Voltei o olhar para Marcus como se mentalmente eu o pedisse para que ele a abrisse, mas não podia já que tinha o ovo em mãos. Então tomei coragem e abri a porta bem devagar e da maneira mais silenciosa possível e quando entrei e me surpreendi com a visão que tive. Um hall de entrada completamente vazio. Nele havia uma escadaria enorme que levava ao segundo andar. Ela era de um material que lembrava o mármore, em um tom claro, e era coberta por um tapete vermelho bem fino.

— Onde está todo mundo? – perguntei me voltando para Marcus.

— Esse não é o prédio principal de concentração da guilda. É apenas onde fica o escritório do meu pai – respondeu enquanto subia as escadas e eu o acompanhava.

— E por que viríamos ao escritório de seu pai?

— Porque meu pai é o mestre da guilda. Eu não tinha dito isso não? – fez a pergunta me olhando por cima do ombro, e eu neguei com a cabeça – Ah bom, ele é.

Estávamos em um corredor longo. Nas paredes, havia alguns quadros, em sua maioria de um casal com um menininho.

— Se aqui não é o prédio principal da guilda, então que prédio é esse? – perguntei enquanto o seguia.

— É minha casa, mas o meu pai usa parte das instalações como uma espécie de escola para as crianças da cidade, que tiverem algum potencial mágico. Ele gosta de ensinar – respondeu olhando para frente. – Mas ele também tem alguns negócios por Fiore, a maioria bem lucrativo, por isso ele fica gerenciando tudo do escritório de cá, já que a guilda é meio barulhenta – disso a última parte um pouco sem graça.

Paramos em frente a uma porta simples, que ficava no fim do corredor. Ele deu dois toques de leve na porta, enquanto segurava o ovo com apenas uma das mãos, e alguém lá dentro respondeu um “Entre” meio abafado. Ele abriu a porta devagar, e dentro da sala havia uma mesa, na qual havia quatro enormes pilhas de papéis. Tudo bem, eu poderia não conhecer o mestre da guilda, mas já sentia pena por ele ter de preencher tanto coisa.

— Pai? – no momento em que Marcus disse isso, algo, ou alguém, se mexeu debaixo da mesa.

— Aff..., mais um mestre nanico na minha vida, eu mereço – digo sarcasticamente. Mas eu não podia estar mais errada. Quando terminei de dizer isso um homem que mais parecia ser um deus se levantou do chão com alguns papéis em mãos, que deviam ter caído debaixo da mesa. Alto, músculos perceptíveis até mesmo por debaixo da roupa, cabelos brancos, mas não parecia ter mais de quarenta anos e tinha olhos azuis. Usava uma camisa social branca, dobrada até os cotovelos, uma calça preta e sapatos pretos. Ele me olhou com uma expressão meio estressada, deve ser por causa do que eu disse – Tudo bem, retiro o que disse – me desculpei e ele se acalmou, e se sentou na cadeira, voltando a revisar toda aquela papelada.

— Quem é ela? Novo membro? – ele perguntou para Marcus que assentiu. Pegou uma espécie de ficha em uma das gavetas da sua mesa, e também uma caneta – Nome? − perguntou sem tirar os olhos do papel.

— Lucy Heartfilia – respondi prontamente.

— Idade?

— Vinte e um.

— Você participou de alguma guilda antes dessa? – perguntou finalmente me olhando nos olhos.

Quando ele perguntou da guilda, lembranças invadiram minha mente como se fosse uma sessão de tortura, mas eu não me deixava mais abalar por elas. A existência da Fairy Tail não passava de um zumbido no meu ouvido, que em breve seria silenciado.

— Fairy Tail – respondi sem fraquejar.

— Magia?

— Infinity Slayer – respondeu Marcus por mim. Ao ouvir o que o filho havia dito, o mestre encarou o rapaz a sua frente e em seguida voltou seu olhar para mim. Sorriu de canto e voltou a preencher a ficha.

— Classe?

— O que? – perguntei sem saber ao que ele se referia.

— Classe de magos. O Conselho as instituiu há alguns anos, para evitar complicações nas missões. Funciona mais ou menos como a classificação para monstros. Classe D, C, B, A e S – respondeu o mestre.

— Ela tem potencial Classe S – novamente respondeu Marcus.

— Não que eu não acredite que ela é Classe S, mas um teste precisa ser feito para averiguarmos isso. Tudo bem por você? – perguntou o albino.

— Claro, mas qual tipo de teste? – perguntei.

— Basicamente você batalha com algum mago Classe S da guilda – respondeu.

— Que seria?

— Marcus. Ou Katherine. Ou Carol, não espera, ela está em missão. Então, é melhor ser a Katherine mesmo – disse o mestre com a mão no queixo, com um ar pensativo.

— Tudo bem. Que seja essa tal de Katherine então – respondi – Só não me responsabilizo por danos ou mortes – completei já me defendendo.

— Tudo bem – respondeu o homem se levantando. – Bem vinda a Phoenix Sorciére.

Continua...

Notas finais
http://2.bp.blogspot.com/-DwwrjAH4HGM/TZTvkMaPkTI/AAAAAAAAA1g/sZUiXzULo50/s1600/173099_Papel-de-Parede-Grande-fenix--173099_1600x1200.jpg é a marca da guilda. Por favor comentem. vou tentar postar o novo capitulo até terça-feira, e obrigado por ter lido a minha fic.