My New Life
5 Lucy vs Katherine: Dragon Soul.
Notas iniciais
— Tudo bem – respondeu o homem se levantando – Bem vinda a Phoenix Sorciére.
Capítulo Atual.
Depois de dizer isso, ele pegou um carimbo em uma das gavetas da mesa e perguntou:
— Onde e em qual cor?
— Preto, na barriga – respondi levantando a blusa branca que eu usava.
Ele contornou a mesa e parou na minha frente. Abaixou-se um pouco e pôs o carimbo sobre a minha pele. Era quente. Logo depois de ele remover o carimbo, e a marca estar perfeitamente posta em seu lugar, ao lado esquerdo da minha barriga, eu senti minha magia aumentar exponencialmente. Era tão intenso. Como se eu estivesse me embriagando com o poder que me invadia.
— Você sentiu a magia não sentiu? – perguntou o mestre, enquanto sorria de canto e colocava o carimbo de volta na gaveta e se sentava novamente na cadeira.
— O que foi toda essa energia? – perguntei com uma expressão meio impressionada.
— Cada membro da guilda, na primeira vez que recebe o brasão da Fênix, tem sua energia mágica restaurada e amplificada pelo poder da Magna Gardênia. Como uma espécie de benção – respondeu normalmente – Enfim, meu nome é Erik Lehnsherr, tudo que você precisar, poderá se reportar a mim. Marcus leve-a a guilda, e de um jeito de convencer a Katherine a lutar com ela. Não, melhor ainda, diga a ela que caso ela recuse, eu irei cortar todo o fornecimento de torta de chocolate, da cidade inteira, por um mês – ele falou isso em um tom totalmente ameaçador. Anotação para mim mesma, nunca irritar essa cara na minha vida.
— Tudo bem – respondeu meio assustado. – Bora, loira – disse enquanto me arrastava pelo braço para a porta da sala.
— Para de me chamar de loira, meu nome é Lucy – disse irritada enquanto era arrastada para fora da sala.
— Boa sorte – gritou o mestre de dentro da sala, enquanto voltava a ler os papéis em sua mesa.
— Me solta. Eu posso, muito bem, andar sozinha – disse enquanto tentava me soltar de suas mãos, mas não conseguia. Meu Deus, que homem forte. Parei de me debater, acompanhei o passo rápido dele e ele me soltou. Graças a Deus.
Descemos as escadas, e passamos pela porta de antes.
— Onde fica a sede da guilda?– perguntei.
— Não muito longe daqui – nós passamos pelo portão dourado e saímos da propriedade da escola. Quando estávamos na rua, andamos para o lado direito em relação à escola. Por ser uma área próxima a praia, podiam ser ouvidos o som das ondas e o riso de algumas crianças que corriam pela areia.
Um pouco mais a frente, no fim da rua, havia um prédio, incrivelmente grande. O design era semelhante a do prédio reformado da Fairy Tail, mas ainda assim era um pouco maior e com o emblema da guilda no arco de entrada, e acima da porta de entrada.
Não tenho certeza, mas eu acho que ouvi uma explosão vinda de lá de dentro. Meu Deus, em que lugar eu vim me meter.
— Escuta aqui, sempre que se é um novato aqui, é extremamente importante fazer uma entrada em grande estilo e que mostre o seu poder. Assim ninguém implica contigo – disse Marcus assim que chegamos a frente da porta de entrada.
— Tudo bem – respondi. Avencei um pouco mais a frente, ficando a centímetros da porta. Ergui minha perna direita e chutei a porta com força mais do que suficiente para arrancá-la das dobradiças. Por um breve momento, eu pude jurar que uma das duas metades da porta, havia acertado alguma pobre alma desavisada que passava próxima a porta na hora em que eu a chutei. Pobre coitado. Não espera, era uma pobre coitada. Espera de novo era aquela garota da rua. E ela está completamente furiosa.
Todos os olhares se voltaram para mim, principalmente o da mulher entre os escombros, resultantes da destruição da porta de madeira. Ela me encarava furiosa. Seus dentes e olhos estavam semi serrados, como se ela pudesse me explodir com o olhar.
— Quem você pensa que é? – disse a morena de forma rude, enquanto se levantava e vinha em minha direção – Você só pode estar louca né, sua vadia!?
— Olha quando eu falei para fazer uma entrada em grande estilo, eu não quis dizer para fazer algo tão exagerado – disse Marcus se aproximando de mim e da morena, que estava com um olhar de poucos amigos – Kath, está é Lucy Heartfilia, ela acabou de se juntar a guilda, e também é uma maga Classe S, mas meu pai pediu para você batalhar com ela, para podermos confirmar isso – completou sem demora.
Lucy
Ao ouvir o que o mago demoníaco disse, Katherine se aproximou de Lucy e sussurrou em seu ouvido:
— Quando eu acabar com você, nem suas cinzas vão sobrar. Me entendeu, garota?–
A loira ficou, notavelmente, irritada com a ameaça da morena, mas ela ainda assim respondeu a altura:
— Não conte vitória ainda, afinal todos sabem o quão fácil é pisar em uma barata insignificante como você – disse sorrindo, um ato que fez com que Katherine ficasse ainda mais enfurecida.
— Já pode se considerar morta – respondeu a morena com um olhar de poucos amigos.
Katherine saiu da guilda primeiro, e se dirigiu a um local próximo. Uma arena, na qual ela e a maga loira iriam batalhar segundo ambas “até a morte” ou no mínimo até que a outra não pudesse mais respirar. Lucy seguiu Katherine até a o campo de batalha juntamente de Marcus e outros membros da guilda, que queriam assistir esta batalha épica.
— Tudo bem, vamos fazer isso de uma forma organizada – disse Marcus enquanto se sentava na arquibancada com o ovo de exceed em seu colo – Essa luta não passa de um teste de aptidão, então sem mortes. Fui bem claro? – completou olhando para Katherine que se posicionava no centro da arena juntamente de Lucy.
— Transparente – respondeu a morena sarcasticamente.
— As duas estão prontas?– perguntou o rapaz do banco, e as duas moças confirmaram com a cabeça. – Comecem!– completou com um grito.
Tanto Lucy quanto Katherine se moveram rapidamente, ambas indo de encontro com a outra com seus punhos envoltos em uma misteriosa energia roxa e rosa, respectivamente. Os punhos de ambas se tocaram por um milésimo de segundo, antes de causar uma grande explosão no centro do campo de batalha. Katherine recuou jogando seu corpo para trás, saindo da cortina de fumaça resultante do último ataque, porém Lucy avançou em sua direção com uma esfera dourada em cada mão. Estava pronta para esmagar a morena contra o chão, pouco se importando se a mesma ficaria bem depois de ser atingida por tal golpe, mas Katherine foi mais rápida do que a loira previra e saltou a pelo menos dez metros do chão, ato o qual fez com que Lucy errasse o golpe, que em vez de acertar a morena acertou o chão, estilhaçando o mesmo. Lucy rapidamente se pôs de pé e saltou no ar em direção a Katherine, que no ar se pôs de ponta-cabeça apontando ambas as mãos para a loira e gritou:
— Radomu! – uma esfera explosiva de energia roxa foi liberada de suas mãos em direção de Lucy em uma velocidade incrível. A maga loira simplesmente desviou o ataque com um único braço, redirecionando-o para o chão causando uma pequena explosão no mesmo.
— Meteoro! – gritou a Lucy. Seu corpo ficou envolto em uma energia dourada, e assim a loira se moveu rapidamente pelo ar socando o queixo de Katherine, que não deixou por menos e desferiu um murro no estômago da maga celestial, que fez com que o ar fosse expulso de seus pulmões. Lucy se recuperou do golpe, agarrou Katherine pelos ombros, e numa enorme velocidade, voou em direção ao chão esmagando-a contra o mesmo, ato o qual gerou uma cratera no solo árido da arena.
Lucy ficou sentada nas costas de Katherine prendendo suas mãos e prensando o rosto da morena no chão, fazendo com que a terra arranhasse sua bochecha. Mas a maga morena ainda não havia sido derrotada. De suas mãos, mesmo presas pela loira, foi liberado um ciclone de água, que atingiu a loira em cheio mandando-a para longe.
Lucy foi parar do outro lado da arena, mas rapidamente se recuperou do golpe se pondo de pé, assim com Katherine.
— Rugido do Dragão Celestial – um rugido dourado foi liberado da boca da maga celestial, indo em direção de Katherine.
— Rugido do Dragão da Ruptura – um feixe rosa foi emitido da maga das explosões antes que o ataque de Lucy a acertasse.
Os dois rugidos colidiram, ficando completamente empatados, porém nenhuma das magas ousou desistir de superar o ataque da adversária, mas ambas sabiam que se nenhuma delas traçasse uma estratégia logo ficariam naquilo o dia inteiro.
E foi Lucy que traçou uma. Ela finalizou o seu ataque e desvio do de Katherine antes que ele a acertasse. Pegou uma chave em seu bolso, já que ela não andava mais com as chaves em um molho preso ao seu cinto, uma chave dourada. Não, “a” chave dourada, já que ela invocava o espírito do zodíaco mais poderoso. O Leão. Que ganhou ainda mais poder com o desenvolvimento de sua mestra, que agora poderia ser considerada a mais poderosa maga de todo o mundo.
— Abra o Portão para o Leão, Leo! – disse enquanto cortava o ar com a chave, fazendo um círculo mágico azul aparecer diante de si, e a partir dele surgiu Loki, o Rei do Zodíaco.
— Achei que nunca mais me chamaria para brincar Lucy. Achei, inclusive, que você se tinha me esquecido, mas fazer o que né? Eu simplesmente não consigo ficar com raiva de você, princesa – disse o ruivo enquanto abotoava a manga de seu terno, sem olhar para a loira, pois seus olhos fitavam a morena a sua frente.
— Também é bom te ver Loke. Será que você poderia cuidar disso para mim? – perguntou Lucy que estava com uma cara de sono e bocejou, o que gerou certa irritação por parte de Katherine, afinal a loira estava menosprezando-a, e cá entre nós, essa é a maior estupidez que alguém poderia cometer.
O espírito celestial nem precisou responder a pergunta de sua mestra. Ele simplesmente avançou rapidamente contra a morena com seus punhos emitindo uma energia dourada. Ele tentou socá-la, mas ela era tão veloz quanto ele então se esquivava com facilidade, enquanto revidava os potentes socos do ruivo. Mas Loke era especialista em combate corpo a corpo e estava se contendo, pois ao ponto de vista dele seria um pecado machucar uma mulher tão bela quanto ela, porém ele descobriu que não conseguiria vencê-la sem usar todo seu poder e ele se recusava a perder. Ele não poderia, pelo menos não com Lucy olhando. Ela salvou a vida dele e por isso ele não poderia se permitir perder. E ele também queria se mostrar um pouquinho para ela. Oh, Loke, Loke, você não muda.
— Punho do Dragão da Ruptura – o punho de Katherine se envolveu com uma energia rosa que fluía até seu cotovelo. Ela acertou a barriga de Loke em cheio, fazendo-o ser arremessado para trás. Ele levantou ainda com a mão na barriga e encarando-a mortalmente. Já ela simplesmente tinha um sorriso cínico no rosto e ele rapidamente reparou o porquê. A energia que envolvia seu braço já não se encontrava mais no mesmo. Então Loke olhou para o local onde ela havia o acertado e no mesmo se encontrava dois círculos mágicos. O primeiro era grande e rosa, enquanto o segundo era pequeno e roxo, o qual se encontrava no interior do primeiro, e estava desaparecendo em sentido horário, como um cronômetro analógico de uma bomba.
— Merda! – exclamou Loke no momento em que o cronômetro desapareceu completamente causando uma enorme explosão.
Quando a poeira baixou, Loke estava intacto e Lucy estava em frente ao ruivo. Ela havia levado todo o dano do ataque de Katherine mais ainda assim não tinha nem um único arranhão em seu corpo ou roupas.
Mas aquela não era Lucy. Pelo menos, não em sua forma humana. Suas orelhas estavam, ligeiramente, mais pontudas. Seus olhos já azuis estavam ainda mais brilhantes do que eram, e possuíam um brilho ameaçador. Suas roupas haviam desaparecido e em seu lugar se encontrava algo, com uma espécie de maiô, que deixava sua barriga à mostra, mas era completamente fechado nos seios, e a constituição dessa vestimenta, se assemelhava a escamas douradas e prateadas. No maiô, logo no centro dos seios da loira estava uma belíssima joia azul celeste, e ao lado dessa jóia, estavam pequenas partes em metal que pareciam montar um par de asas para a pedra preciosa. Além deste “maiô”, ela também possuía um par de botas douradas que se estendiam até seus joelhos e uma meia calça preta que ia até metade de sua coxa. Toda a parte de seus antebraços também havia mudado. Agora, eram garras de dragão igualmente douradas com alguns traços em preto. Mas o que mais chamava atenção nela, era o fato de Lucy agora possuir uma cauda com a parte superior preta e a inferior amarela, e a cauda também possuía alguns espinhos negros.
— Obrigada Loke – agradeceu a loira mantendo o olhar fixo na morena à frente que se encontrava em choque por ver como a maga celestial estava – Você me deu o que eu precisava. Tempo − completou enquanto asas negras com alguns espinhos brotavam e se abriam em suas costas.
— D-de nada mestra – disse Loke ainda de cócoras, pois estava em choque como todas as pessoas presentes na arena.
— Take Over: Dragon Soul – disse lenta e ameaçadoramente – Dragão Celestial.
Continua...
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