My New Life
7 Nascimento
Notas iniciais
Quando as duas magas abriram as recém-restauradas portas da guilda, uma explosão de cores acertou os olhos de Lucy em cheio. A loira nunca havia visto um lugar tão colorido em toda sua vida. Confetes brilhantes, balões das mais diversas cores, três mesas enormes repletas de comida e bebida suficientes para alimentar um exército inteiro três vezes. E, pendurada entre duas escadas que levavam ao segundo andar, uma faixa, cujas cores e frases mudavam magicamente. Assim que Lucy entrou, a frase era: Bem vinda loira gostosa que quase surrou a Katherine. Porém, um som de soco depois, a frase se tornou: Bem vinda Lucy Heartfilia. Depois disso Lucy parou de prestar atenção nas frases.
Carol pegou Lucy pela mão e a guiou até o outro lado do salão. Katherine as seguiu de perto.
Conforme as garotas avançavam muitos membros parabenizavam Lucy e se apresentavam para a mesma. Tantos rostos e nomes novos, que a jovem não conseguiu guardar nenhum. As três foram até uma grande mesa, separada das demais. Nela se encontravam oito pessoas, dentre elas o mestre, o qual estava em pé com uma aparência muito melhor na opinião de Lucy, Marcus, o moreno que abordou Lucy junto com Katherine na rua, e outros cinco magos que ela não conhecia. Ela, Katherine e Carol sentaram-se nas três cadeiras vagas, as quais ficavam no centro da mesa.
− Bom, nossa guilda não tem uma tradição que deve ser aplicada a qualquer membro que entre, mas quando se trata de uma Maga Classe-S, bem... As coisas ficam “interessantes” – disse o mestre com certa malícia na voz – Ouça Lucy, é um costume que, toda vez que um Mago ou Maga se torne Classe-S, ou seja um ao entrar na guilda, ele participe de uma competição, na qual apenas Magos Classe-S participam – quando ele disse isso a faixa mágica assumiu a frase: Competição de Bebida Classe-S! Oh, yeah!
De repente, dez copos pequenos com líquidos brilhantes e diferentes, surgiram à frente de Lucy. A loira fez uma careta e olhou para os lados, vendo que os outros magos também possuíam copos a sua frente.
− Bem, como você é nova aqui, permita-me explicar – começou o mestre – Cada um destes copos à sua frente, contém uma bebida diferente, como vodka, uísque, tequila, mas todas elas foram, hum, “alteradas” com magia. O “potencial alcoólico” delas foi aumentado de uma maneira que poucos podem consumi-las. Porém, você não deve apenas bebê-las. Logo após esvaziar todos os copos, você deve fazer uma pequena pirâmide com eles, se você conseguir tomar tudo sem desmaiar obviamente.
As instruções deixaram Lucy apavorada. Ela olhou para os lados e notou que nenhum dos outros “participantes” parecia estar muito animado para fazer aquilo. A jovem já podia sentir a ressaca que teria após aquilo.
− Prontos? – os participantes acenaram, ainda que de forma desanimada – Comecem.
Os membros da guilda que não participavam, gritaram quando a competição começou. Ao que Lucy pôde perceber, muitos dos membros já tinham uma torcida fixa, tanto é, que alguns apostavam em quem conseguiria vencer.
A loira virou o primeiro copo. O líquido desceu queimando pela sua garganta. Avançou para o segundo. Este era excessivamente doce. Foi para o terceiro e para o quarto, e começou a sentir sua cabeça rodar. Ela continuou. Para o quinto. Sexto. Sétimo. Sua mente tinha a sensação de flutuar. Nada era nítido. Sua visão ficou embaçada. Oitavo. Nono. Seu corpo estava dormente. Décimo. Cansou de pensar. Porém, como não podia desistir, fechou os olhos e deixou que seus instintos assumissem o controle, e seu corpo entrasse em modo automático.
Sentiu seus dedos manejarem os copos de vidro de forma cautelosa. Sua audição ouvia o som de vidro se estilhaçando, gemidos de frustração, pessoas instigando-os a continuar. Suas mãos posicionaram o último copo. Silêncio. A loira já não aguentava mais. Repousou a cabeça na mesa, enquanto tentava pensar direito novamente. Ela podia ouvir uma voz distante, porém não conseguia diferenciar com clareza o que ela falava. Lucy... Competição... Ganhadora. Coisas deste tipo.
Então, quando ela achava que entraria em coma alcoólico, a loira sentiu um toque suave em sua testa e sua mente clareou. Ela conseguia pensar novamente e já não sentia o enjôo anterior. Ela olhou para cima e viu Marcus com a mão ainda repousada em sua cabeça.
− Porre mágico. É horrível, mas pelo menos acaba rápido. Como se sente? – perguntou o moreno.
− Bem. Só um pouco tonta. E os outros? − indagou Lucy enquanto olhava para os lados vendo que os demais magos ainda estavam sobre o efeito da bebida.
− Eles já vão melhorar. É só questão de tempo.
Lucy olhou para a “platéia” improvisada e viu que maioria estava deprimida. Ao que parece ninguém havia apostado nela.
A loira respirou profundamente, tentando dissipar o que restava dos efeitos da bebida em si, porém algo lhe ocorreu.
− Marcus? – disse calma e sombriamente, chamando a atenção do mesmo – Onde está o meu ovo?
− Você tem um ovo? Você é travesti? Porque se for é a mais realista que eu já vi – disse enquanto tinha um ataque de risos.
Lucy o encarou ainda mais séria.
− Tá, sua chata. Ele está lá em cima na enfermaria, não se preocupe. Fiz um ninho com os o lençóis para mantê-lo aquecido, deixei uma luz acesa caso ele tenha medo do escuro e ainda pus música clássica – a loira o encarou incrédula – Que foi?
− Você tem problemas graves.
O sorriso de Marcus murchou. Ele olhou para baixo tristemente, enquanto juntava um dedo indicador no outro:
− É de nascença. Você é má.
A loira suspirou e se levantou. Uma música animada começou a tocar e todos os membros da guilda saíram da recém-adquirida depressão e foram para a pista de dança. Alguns discutiam quem havia apostado na Maga Celestial, discussão a qual resultou em uma briga que englobou diversos membros. Os outros Magos Classe S pareciam ter melhorado e já estavam se retirando da mesa, todos menos uma. Katherine vinha cambaleante em direção à Lucy.
− Sua cachorra – disse enquanto acertava, ou melhor, tentava acertar um murro em Lucy, o qual ela desviou facilmente, mas ficou assustada – Não vale usar habilidades de deuses, ou dragões, ou, ou... Qualquer outra coisa – continuou, tentando acertar outros golpes, os quais também eram evitados com sucesso pela loira.
− Em minha defesa, eu não sabia dessa regra. Além disso, é uma competição ridícula, não faz diferença – retrucou Lucy.
De nada adiantou a defesa da loira, pois a morena prosseguiu com as inúteis tentativas de acertá-la.
− Não, não. Pode parar – falou Carol enquanto segurava a amiga pelos pulsos, impedindo ela de avançar.
− Mas eu to muito brava.
− Não tá nada. Isso é só a bebida falando – retrucou com uma aparência cansada – Algum dia eu consigo convencer o mestre a te excluir dessa competição. Você fica parecendo uma lunática.
− Nem pensar. A bebida faz eu me sentir bem – disse a morena bêbada – Oh, Carol, é a nossa música. Bora dançar – completou puxando a loira para a pista de dança.
− Elas têm uma música? – perguntou Lucy a Marcus.
− Uhum. São amigas a um bom tempo e conhecem tudo uma da outra. Não é de se surpreender que elas tenham uma música favorita. Mas chega de falar dos outros, vem, tem alguém que eu quero te apresentar.
E então o moreno guiou a loira pela mão através da guilda. Lucy deu uma última olhada em Katherine e Carol e viu a dupla dançando em cima de uma mesa, um tanto “próximas”. Em seguida, uma cadeira voou em direção a elas, derrubando-as. Lucy não viu o que aconteceu a seguir, mas ouviu uma baita explosão.
Marcus e Lucy atravessaram a guilda, chegando ao bar da mesma. Neste, se encontrava sentado junto ao balcão, um jovem com os cabelos muito negros, pele clara e olhos azuis. Lucy percebeu que o conhecia. Ele, juntamente de Marcus e Katherine, havia interceptado a Maga Celestial na cidade. Ele se levantou e Lucy percebeu o quanto ele era alto. Em termos de comparação ele era mais alto que Marcus, que por sua vez era mais alto que a loira.
− Lucy, John. John, Lucy.
− Prazer – disseram distraidamente em uníssono, enquanto apertavam as mãos.
A mão do garoto era fria. Fria como a morte. Tanto é que causou um arrepio pela espinha da loira. Porém o aperto era firme e transmitia uma forte sensação de segurança.
− John Mckenzie. Nós nos vimos mais cedo.
− Pois é, no “incidente” na cidade – disse a garota meio encabulada por ter sido a causadora do ocorrido.
− Você estava curiosa para saber quem eram os outros Infinity Slayers, e como você já foi apresentada para Katherine e para Carol, só estava faltando o John.
Após ouvir o que Marcus disse, Lucy se lembrou que o homem a frente também compartilhava do mesmo tipo de magia, tanto é que a energia mágica que a garota sentia vindo dele, era enorme.
− Bom, eu te pagaria uma bebida, mas acho que, depois do que aconteceu, você talvez queira evitar álcool por algum tempo – brincou John, enquanto tomava um gole de uísque.
Lucy riu baixinho.
Os três se sentaram em uma mesa e conversaram durante horas. Bom, pelo menos para os três pareceram horas. Falavam sobre os mais diversos assuntos. Sobre como tinham sido treinados. Como seus “pais” conseguiam ser rigorosos e inconvenientes ao mesmo tempo. Mas em nenhum momento John mencionou aqueles que tinham o treinado. Fato o qual não passou despercebido pela loira, porém ela decidiu não perguntar, afinal não era apenas ela que sentia falta de seus treinadores.
Uma baita explosão foi ouvida e membros da guilda voaram para todos os lados. A poeira baixou, e a causadora da confusão se revelou como nada mais, nada menos do que Katherine. Ela estava no meio da pequena cratera causada pela força da explosão. A morena cambaleou um pouco, para logo em seguida desmaiar completamente bêbada.
Carol se apressou e foi socorrer a amiga. A loira estava com as bochechas levemente coradas, prova de que ela estava levemente bêbada, porém também estava definitivamente mais sóbria do que a amiga morena.
− Acorda sua vaca – disse dando um tapa no rosto da garota inconsciente – Você não vai dormir até chegarmos a nossa casa. Eu não tô nem um pouco a fim de te carregar. Acorda sua quenga – completou balançando a amiga pela jaqueta – Lucy!
Lucy suspirou.
− Com licença rapazes, mas elas são o teto sob o qual eu dormirei – despediu-se a loira, dramaticamente – Boa noite.
Os dois acenaram para ela e a loira andou de forma cansada até as duas e se agachou para examinar a morena.
− Ela vai ficar bem, apenas precisa de uma boa noite de sono.
Carol fez uma careta manhosa e pegou a morena inconsciente nos braços, no estilo noiva, mas quando ela o fez Katherine teve um reflexo involuntário, o qual fez com que ela desse um tapa no rosto da loira.
− O que eu não aturo de você sua biscate? – rosnou para a desacordada – Lucy vai pegar suas coisas, que eu te espero lá fora.
Lucy assentiu e partiu para o segundo andar da guilda. Perguntou a uma garota onde ficava a enfermaria e ela foi indicada como a primeira porta à esquerda.
A Maga Celestial entrou no cômodo e, para sua surpresa, o ovo estava nas mesmas condições descritas por Marcus. Primeiro: aquecido por um ninho de cobertores, que por sua vez estava em uma das macas. Segundo: uma luz de segurança para crianças acesa. Terceiro: música clássica tocando em um tom baixo e agradável, por meio de uma lacrima musical. Por que alguém teria todo esse trabalho? Pensou a loira. Anotação para mim mesma: jamais pedir para Marcus dar uma de babá. Ele é estranho. Lucy desligou a luz de segurança e a lacrima musical. Pegou o ovo e sua mochila, a qual estava em uma cômoda ao lado da maca, e saiu.
A Maga Celestial desceu para o primeiro andar, atravessou o salão da guilda, o qual se encontrava levemente destruído e com diversas pessoas inconscientes, acenou rapidamente para Marcus e John que conversavam em uma mesa mais isolada e saiu do prédio. Lucy viu Carol parada no portão da guilda com Katherine ainda em seus braços. Andou até a maga da terra e elas começaram a caminhar rumo ao centro da cidade.
− A casa de vocês é longe? – perguntou Lucy.
− Não muito. Só mais alguns minutos e eu poderei largar essa traíra em um sofá.
Lucy riu alto.
− Vocês duas têm a relação de um casal de velhos bêbados.
Carol sorriu discretamente e encarou a morena dormindo em seus braços.
− É... Nós temos sim. Opa, é aqui. Chegamos. Lar doce lar.
As duas pararam em frente a um prédio simples de dois andares. Este lembrou a Lucy sua antiga casa em Magnolia, pois era predominantemente de madeira, dando-lhe uma aparência rústica e aconchegante. Porém, diferentemente da antiga casa da loira que era um apartamento, este prédio era inteiramente de Carol e Katherine, resultando em uma casa espaçosa e confortável.
− Venha.
Carol destrancou a porta de madeira com magia, pois estava com as mãos ocupadas. As duas magas entraram e a porta foi fechada magicamente. O interior era aconchegante, com chão de madeira, móveis confortáveis e cores claras.
Na sala havia dois sofás grandes e rosas, uma poltrona vermelha, uma mesa de centro de madeira e vidro, um tapete bege extremamente felpudo, duas estantes recheadas de livros e uma chaminé. Na cozinha havia uma mesa de madeira com seis lugares, fogão e geladeira brancos, e armários beges.
− Vamos, vou te mostrar seu quarto.
As duas loiras subiram as escadas rumo ao segundo andar. O fim da escada dava em um corredor com quatro portas, duas de cada lado.
− Tudo bem, as portas a esquerda são o meu quarto e o da Katherine. A primeira porta é a minha. O seu quarto vai ser a primeira porta à direita. A restante é o banheiro. Ele tem duas entradas, uma pelo corredor e uma pelo seu quarto, então quando for usar, tranque ambas. Vou pôr ela na cama e vou tomar um banho. Boa noite.
− OK, eu espero você sair do banheiro, para tomar um banho.
− Não precisa. O meu quarto e o da Katherine tem um banheiro privado, então você vai ter o outro só para você. Boa noite.
− Boa noite.
Dito isso Carol entrou na segunda porta à esquerda e fechou a mesma após adentrar no quarto. Lucy também foi para o seu.
A loira entrou no cômodo e constatou que ele era de um tamanho considerável. Espaçoso, bem decorado. Possuía uma cama de casal com cobertores e travesseiros azuis, uma poltrona rosa bebê, uma escrivaninha/penteadeira, um guarda-roupa grande e a porta que conectava ao banheiro. Além disso, as paredes eram de cor azul bebê e havia uma janela que dava para rua. A mesma possuía cortinas também azuis e por ela entrava tanto a luz da rua quanto a luz da Lua e das estrelas.
Lucy pôs o ovo na cama, junto com sua mochila, e foi para o banheiro. O mesmo também possuía um tamanho considerável. Era todo em porcelana azul e possuía uma banheira mediana, junto da indispensável pia, chuveiro, vaso sanitário e um pequeno armário, cuja porta era um espelho. Este se encontrava na parede acima da pia. A banheira e o chuveiro se encontravam em um Box de vidro espaçoso. Também havia a porta que ligava o cômodo ao corredor.
Lucy, observando que havia uma toalha no banheiro, resolveu tomar banho. Trancou as duas portas, pôs a banheira para encher com água quente e se despiu. Já que ela sairia diretamente para o seu quarto, não havia motivos para pegar uma muda de roupa.
Quando a banheira terminou de encher, Lucy entrou na mesma. A água quente relaxou cada um de seus músculos em uma sensação de prazer indescritível. Enquanto estava na banheira, a loira repassou em sua mente o dia que tivera. Primeiro: havia se separado de sues treinadores, os quais foram por muito tempo a coisa mais próxima de uma família para a loira, pois a tratavam como uma filha e uma irmã ao mesmo tempo. Já a loira os via como pais ou irmãos mais velhos superprotetores. Segundo: havia entrado numa guilda, cheia de pessoas poderosas, cujos poderes se igualavam aos dela. Se ela estava com medo? Não. Ela sabia que os outros a viam como uma nova amiga, com a qual ririam e se divertiriam. E para ser absolutamente sincera, Lucy gostava disso. E em terceiro: descobriu que a Tartaros estava agindo. Ela não sabia muito sobre a guilda, mas descobriu algumas informações com Acnologia durante o treinamento. Informações assustadoras. Não. A loira se recusava a pensar nessas coisas outra vez. Eram terríveis e cruéis. Porém, a Maga Celestial pressentia que logo, logo ela se veria obrigada a confrontá-los.
Lucy decidiu sair da banheira, se não sua pele ficaria enrugada em breve, e a loira se recusava a ficar parecendo uma uva passa. Ela se levantou, se enxugou levemente com a toalha, para logo em seguida enrolá-la em seu corpo. Abriu o ralo da banheira para que a água escoasse. A loira parou em frente ao espelho e o esfregou com as mãos, para remover o embaçado decorrente do vapor da água quente. Ela encarou seu reflexo e viu o quão relaxada ela parecia naquele momento. Se fosse para comparar sua aparência atual com a de mais cedo, a antiga seria mais cansada e triste, muito diferente da atual, a qual estava igualmente cansada, porém feliz.
Mas algo tirou a atenção da loira de seu reflexo. Uma luz branca ofuscante vinda das frestas da porta do quarto da Maga Celestial. E então Lucy se deu conta: o ovo. No momento em que a loira destrancou a porta, a luz se apagou. Ela entrou no quarto e seus olhos foram imediatamente em direção a cama, mas a única coisa presente no móvel era uma casca de ovo quebrada e oca. Por um segundo a jovem se desesperou, mas algo no quarto chamou sua atenção. E então ela olhou em direção a janela, e lá estava ele. Em pé, encarando a rua, com a luz das estrelas iluminado seu rosto. Tinha a mesma aparência de sempre: cabelos brancos, olhos vermelhos, alto e musculoso. E para fazer a loira surtar ainda mais ele estava sem camisa. Trajava apenas uma calça preta.
− Sua mãe é mesmo uma irresponsável, não acha?
A loira por um momento achou que ele estava falando com ela, mas ele se voltou para ela e Lucy a viu nos braços dele. Pequena, pelo branco, mas com uma marquinha em formato de coração rosa em seu olho esquerdo. A calda dela estava carinhosamente enrolada ao braço daquele que a carregava. Aquele que carregava a pequena exceed em seus braços de forma protetora. Ninguém menos do que...
− Acnologia?! – sussurrou a loira incrédula enquanto mantinha a mão acima do coração.
A pequena exceed abriu seus olhos, os quais se revelaram em um tom âmbar, e encarou a loira por um segundo para logo em seguida fechar os olhos de novo e ronronar manhosamente.
− Vamos. Dê um “olá” para sua mamãe, pequena. Ela estava ansiosa para o seu nascimento. Não é, Lucy? – perguntou sorrindo gentilmente para a Maga Celestial.
Continua...
Próximo capítulo: As Chaves do Pai.
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