My New Life
9 Em Busca do Purgatório
Notas iniciais
Katherine acordou sobressaltada naquela manhã. A cabeça dela rodava e doía de uma forma insuportável. Maldita bebida, pensava ela, algum dia ela a largaria e tomaria apenas chá, como uma boa senhora idosa. A jovem se levantou da cama e notou que ainda estava com as mesmas roupas de ontem, mas não se lembrava sequer de ter vindo para casa. Provavelmente Lucy e Carol a tivessem trazido em algum momento quando ela ficou inconsciente. Poderiam ao menos ter tirado as botas, pensava ela.
Katherine tropeçou pelo seu quarto vermelho até o banheiro do mesmo. Entrou neste e pôs a banheira para encher com água morna. Quando a água atingiu uma altura suficiente, a morena fechou a torneira e se despiu, logo em seguida entrando na banheira. Ela não queria nenhum sal aromático, pois todo cheiro que ela sentia lhe dava um enorme vontade de vomitar. Katherine deixou que a deliciosa temperatura da água relaxasse seus músculos tensos e clareasse sua mente confusa.
A maga passou prazerosos vinte minutos de paz até que um ser amaldiçoado, na mente da morena, abriu a porta do banheiro sem ao menos bater. Mesmo de olhos fechados ela identificou quem havia entrado.
− Você poderia bater Carol – falou ainda sem abrir os olhos.
− Nem – respondeu a loira dando língua – Assim daria tempo de você trancar a porta.
Katherine abriu os olhos encarando a amiga que para surpresa da morena estava de toalha.
− Por que está aqui e desse jeito? – perguntou sem ligar muito para o fato de estar sendo vista absolutamente nua.
− Esse banheiro é nosso, ou será que você esqueceu? – perguntou irônica a Maga da Terra.
E então Katherine se lembrou deste detalhe. Os quartos das duas magas compartilhavam um banheiro privado.
− Tem razão – admitiu a morena voltando a fechar os olhos e a relaxar na banheira – Mas você não poderia ser um pouco mais educada e esperar eu terminar?
− Claro que não – respondeu a loira em um tom quase que ofendido – Até porque é mais divertido tomar banho com uma amiga – completou rindo.
Katherine não entendeu de primeira a que Carol se referia, então abriu os olhos a tempo de ver a loira deixando a toalha cair e entrando, ou pior, invadindo a banheira, obrigando assim Katherine a se sentar na mesma, ao invés de ficar deitada como estava anteriormente.
− Espaçosa – rosnou Katherine, levemente corada.
Mas ao invés de se ofender, Carol apenas sorriu para a morena.
− Eu esfrego suas costas – propôs a loira.
Katherine fez um pequeno bico, parecendo avaliar a proposta da loira. Logo em seguida a morena se pôs de costas para a loira.
− Foca no pescoço, tá bem? – disse Katherine – Estou com uma dor horrível nele.
Carol sorriu e começou a esfregar as costas da amiga.
As duas magas passaram mais algum tempo na banheira até que decidiram sair e se arrumar. Katherine estava enrolando a toalha em seu corpo, assim como Carol.
− Nos vemos no café da manhã – disse Carol enquanto saia do banheiro.
Katherine sorriu e voltou para o seu quarto. Nele ela se vestiu com suas roupas típicas, calça preta, uma blusa de mangas vermelha e suas botas. A seguir desceu as escadas indo em direção a cozinha na qual encontrou duas loiras um tanto próximas. Carol estava em pé olhando com uma feição encantada algo no colo de Lucy, que estava sentada à mesa.
− Ela é muito fofa – exclamou Carol maravilhada – Qual o nome dela?
− Eu ainda não decidi – respondeu Lucy pensativa.
− O que houve? – perguntou Katherine se aproximando.
− Ela houve – respondeu Carol apontando para o colo de Lucy.
Katherine olhou para onde a amiga apontava e viu no colo da Maga Celestial uma pequena gatinha. Esta era toda branca com exceção de uma marquinha rosa em formato de coração no olho esquerdo dela e os olhos da gatinha possuíam um tom âmbar lindo, na opinião da morena. A gatinha estava mordendo, ou melhor, tentando morder um morango que era maior do que sua boca, fazendo com que a cena fosse hilária e fofa ao mesmo tempo.
− Quem é essa gracinha? – perguntou Katherine desfazendo completamente o seu mau humor habitual.
− Bem, eu ainda não escolhi um nome para ela – respondeu Lucy – O ovo chocou ontem à noite.
− Então era com ela que você estava falando ontem? – perguntou Carol.
− Falando? – questionou Katherine, encarando a amiga.
− Pois é... Ontem você estava bêbada e inconsciente demais para ouvir – explicou Carol enquanto dava risadas, fazendo Katherine assumir uma carranca – Mas a Lucy estava falando com alguém. Embora eu não tenha ouvido ninguém responder – completou meio confusa.
Katherine e Carol encararam Lucy, aguardando uma explicação da mesma, mas esta estava com uma expressão triste.
− Você não tem que explicar se não quiser – disse Carol.
− Não, não. Tudo bem. Essa é a casa de vocês – disse Lucy – Vocês têm o direito de saber. Bem, os dragões me visitaram ontem à noite.
− Os que te treinaram? – interrompeu Katherine.
− Sim – respondeu a Maga Celestial rapidamente – Eles vieram para me contar algumas coisas. Coisas sobre a Tartaros.
O nome da Dark Guild fez as outras duas magas se arrepiarem dos pés a cabeça.
− Tartaros – murmurou Katherine em um tom tão sombrio, que as loiras poderiam jurar que a morena estava os amaldiçoando – Eles são os piores.
− Me deixa terminar – pediu Lucy, chamando a atenção das outras duas para si – Pelo que me contaram a Tartaros já possui a localização do artefato que estava procurando.
A notícia foi como um choque para as outras.
− Maldição – rosnou Carol – E pensar que o Conselho dizia que tinha a situação da Tartaros sob controle.
A Maga Celestial fez uma careta de dúvida, por isso Katherine explicou o acontecido:
− Dois anos atrás, quando os ataques às cidades começaram, foi proposta uma aliança entre guildas para combater a Tartaros, mas antes que ela pudesse ser organizada, a proposta foi vetada pelo Conselho. Muitos mestres de guildas questionaram a decisão, mas a única resposta dada pelo Conselho foi que eles, sozinhos, conseguiriam conter a Tartaros. Mas eu acho que você pode imaginar que não foi bem assim.
Lucy concordou.
− Quando eu cheguei à cidade, o Marcus me disse que recentemente houve um ataque a uma cidade próxima daqui. Tanto é que eu matei uma gangue de bandidos dessa cidade – disse Lucy.
− Então foi você que fez aquele massacre no centro e encheu minha cidade de magia apocalíptica? – questionou Carol, enfurecida – Garota eu vou te dar umas palmadas, sua...
− Carol? – interrompeu Katherine, fazendo a loira encará-la – Eu já dei umas palmadas nela, então foca no assunto, pode ser?
− Tudo bem – disse Carol se acalmando – Bem, os ataques às cidades continuaram. O Conselho não conseguiu deter a Tartaros como disse que faria.
− A insatisfação da população foi tão grande que chegamos bem perto de ter uma revolução – falou Katherine dando continuidade à informação dada pela loira – Ela só não aconteceu, pois o Conselho decidiu deixar a proteção das cidades sobre controle das guildas, enquanto enviava agentes oficiais para tentar localizar a sede da Tartaros. Mas ainda assim, algumas guildas não foram capazes de resistir à empreitada da Tartaros e por isso algumas cidades continuam sendo destruídas.
− Que horror – exclamou Lucy fazendo carinho na cabeça da gata em seu colo.
− Mas se o que você disse for verdade e a Tartaros encontrou esse artefato... Nós estamos com sérios problemas – disse Katherine.
Uma série de ideias passava pela cabeça da morena. Todas elas estavam relacionadas ao funcionamento desse artefato que a Tartaors buscava. Algumas pessoas diziam que este seria usado para ressuscitar Zeref. Bobagem na opinião de Katherine, mas ainda assim...
− Lucy – chamou a morena, fazendo a loira olhar diretamente para ela – Eles disseram algo sobre o artefato? O que ele é? Para que serve?
− Relaxa, ele não vai ser usado para ressuscitar Zeref, se é o que te preocupa – respondeu Lucy, fazendo Katherine suspirar de alívio – Esse “dispositivo” vai ser usado para quebrar o selo do mais poderoso demônio criado por Zeref: E.N.D.
− E.N.D.? – murmurou Katherine – Nunca ouvi falar nele. Talvez devêssemos perguntar ao Marcus. Se alguém sabe alguma coisa de um demônio é ele. Mas antes de irmos à guilda nós temos uma missão que precisa ser feita... – completou em um tom orgulhoso e sério.
As duas loiras olharam em dúvida para Katherine.
− Qual? – perguntou Lucy.
Katherine então apontou o dedo indicador para Lucy, mantendo ainda o tom sério anterior.
− Operação Café da Manhã – disse em um tom meigo – Afinal é a refeição mais importante do dia. Vejamos o que temos aqui...
Terminou vasculhando completamente a geladeira e os armários, procurando ingredientes para fazer a refeição. Enquanto ela fazia a comida, as duas loiras a encaravam de forma incrédula.
Após o delicioso café da manhã preparado por ela, Katherine partiu rumo a guilda juntamente de Carol, Lucy e a gatinha ainda não nomeada.
− Foi uma surpresa descobrir que você cozinha tão bem – elogiou Lucy.
− É um dom e uma maldição – disse Katherine de forma convencida.
− E também o único motivo de eu morar com ela – sussurrou Carol para Lucy, fazendo ambas rirem baixinho.
No entanto, a morena ouviu e se voltou para as duas com uma expressão um tanto assustadora.
− Disse algo? – perguntou Katherine em tom sombrio.
− Meow? – miou a gatinha nos braços de Lucy.
A aura de ódio que emanava de Katherine sumiu no instante em que a gatinha miou. Ela era tão fofa que era impossível ficar bravo perto dela.
− Posso carregar ela? – perguntou a morena.
Lucy assentiu e entregou a gata para Katherine. Esta a tomou em seus braços com todo o carinho e cuidado que ela possuía.
E com isso seguiram para a guilda em silêncio, exceto por Carol, que indicava alguns lugares na cidade para Lucy.
As quatro chegaram à guilda rapidamente, já que esta ficava próxima ao apartamento de Katherine e Carol. Entraram nesta e viram o que podia ser definido como auge da bagunça humana. Mesas quebradas, bebida derramada pelo chão, pessoas em coma alcoólico e uma cratera estranhamente familiar para Katherine. Basicamente isso. Mas ainda assim algumas pessoas lutavam para conseguir arrumar essa bagunça. Dentre elas um muito irritado Marcus, que usava um avental rosa por cima das roupas.
− Como conseguem fazer tanta bagunça em uma simples festa? – reclamou ele enquanto esfregava o chão – Qualquer dia eu vou explodir esse lugar, e vou rir do babaca que colocarem para tentar reconstruí-la.
− Provavelmente o babaca seria você – disse Katherine se aproximando do rapaz, junto das meninas.
− Você! Isso é tudo culpa sua – disse o rapaz se levantando furiosamente – Você vai pagar, Katherine.
Ele ameaçou a morena, enquanto uma poderosa labareda escarlate rondava o corpo dele.
− Relaxa porque estresse envelhece – respondeu Katherine irreverentemente – Até porque, se você continuar assim, nós vamos reconsiderar se vamos permitir ou não que você vá a uma missão conosco.
Marcus continuou com a pose ameaçadora.
− Uma missão longe de toda essa bagunça – disse Carol chutando um pedaço de madeira próximo a si.
As chamas escarlates que rodeavam o corpo de Marcus desaparecem assim que Carol disse isso. O rapaz tirou o avental, pegou uma mochila de explorador sabe-se lá de onde e exclamou feliz:
− Marcus Corvin se apresentando – disse e bateu continência.
− Não sei não, Marcus. Você estava muito chateado comigo – provocou Katherine – Talvez limpar esse lugar seja uma forma de você relaxar.
− Por favor, senhora – suplicou o moreno de joelhos, abraçando uma das pernas de Katherine – Eu não aguento mais esse lugar.
O moreno choramingava.
− Tá bom, só me solta carrapato – respondeu Katherine balançando a perna e fazendo Marcus comemorar.
− Espera um minuto – pediu Marcus – Que missão é essa?
− Te explicamos no caminho – disse Carol – Você viu o John?
− Aquele cretino – chiou o rapaz descontente – Ele devia estar aqui me ajudando. Quando eu puser minhas mãos nele...
Ele concluiu enforcando um pescoço imaginário. Mas estão ele parou e reparou algo em Katherine que ele não havia notado antes.
− Quem é essa? – perguntou o mago acariciando as orelhas da gata no colo de Katherine – Você é uma graça sabia?
− É a minha Exceed – explicou Lucy se aproximando – O ovo dela chocou ontem à noite.
− Já escolheu um nome? – questionou Marcus.
− Na verdade não – respondeu a loira – Tem alguma sugestão?
− Deixe-me pensar –disse Marcus coçando o queixo – Já sei – exclamou eufórico chamando a atenção de todos – Ela vai se chamar... Pipoca.
As expressões faciais de Katherine, Lucy e Carol se petrificaram totalmente, para logo em seguida suas bocas se escancararem em um perfeito sinal de incredulidade.
− O que? – questionou Katherine aos berros – Que tipo de ser se chama Pipoca?
− Hum, bem, a pipoca? – retrucou o rapaz tentando se defender.
Katherine rosnou alto.
− Deixa pra lá – concluiu ela se acalmando – Ache o John e nos encontre na estação em trinta minutos.
Dito isso a morena saiu de lá, junto das loiras e elas foram rumo à estação de trem.
Elas chagaram lá e compraram cinco passagens para uma cidade que ficava próxima ao último local atacado pela Tartaros. Aguardaram mais alguns minutos na plataforma de embarque e logo Marcus e John chegaram. Os cinco embarcaram e se acomodaram em uma cabine espaçosa e confortável, a qual comportava facilmente até seis pessoas. Lá dentro, começaram a conversar.
− Então, aonde vamos? – perguntou John.
− Vila Balsam – respondeu Katherine lendo um mapa – Também conhecida como Cidade de Hosenka. É a cidade mais próxima do último vilarejo atacado pelas forças da Tartaros. Vamos dar uma olhada e tentar descobrir o que eles queriam.
− Na verdade... – começou Lucy – Eu sei o que eles estão buscando, só estava esperando estarmos todos juntos para poder contar. Bem, a Tartaros já possui a localização do dispositivo que estava procurando, agora, eles buscam uma forma de ativá-lo.
− Que forma? – perguntou Marcus.
− Eu não sei – exclamou Lucy descontente, fazendo carinho na Exceed que se encontrava dormindo em seus braços – Mas eu sei que esse dispositivo será usado para romper o selo de um demônio. E.N.D.
− E.N.D.? Você tem certeza? – questionou Marcus exaltado.
− Sim, por quê? – confirmou e em seguida perguntou Lucy.
− E.N.D. é o demônio mais poderoso dos Livros de Zeref. Ele está em um nível completamente diferente de outras criações de Zeref como Deliora e Lullaby. Eu ouvi rumores que até Acnologia temia o E.N.D.
− Oh, por favor – disse Lucy revirando os olhos – Nada neste mundo é poderoso o suficiente para assustar Acnologia.
− Calma, não precisa se ofender. Como eu disse são apenas rumores. E nenhum deles é de pessoas muito confiáveis – disse Marcus rindo sem graça – Mas tem algo que eu já considero um pouco mais verdadeiro, não, eu tenho certeza, sobre a Tartaros...
− O que? – perguntou Katherine.
− Os principais membros da Tartaros, Os Nove Portões Demoníacos, são demônios dos Livros de Zeref – disse Marcus em um tom sombrio.
Os rostos de todos os presentes foram tomados por medo e temor. Alguns não acreditavam no que o rapaz havia dito sobre a Dark Guild.
− Isso não pode ser verdade – disse Carol – Não é?
Porém a loira não obteve nenhuma resposta além de um olhar triste do moreno. E assim, ficaram em silêncio por todo o percurso até a Vila de Balsam.
Quando chegaram à cidade, alugaram imediatamente uma carruagem mágica e a usaram para chegar a um vilarejo próximo, o qual foi atacado pela Dark Guild. Este estava em ruínas. As construções caiam aos pedaços, enquanto a vegetação fora completamente destruída. Alguns ossos humanos se encontravam pelo chão, porém a cena mais perturbadora era com certeza um aglomerado de corpos rodeados por um rastro de sangue. O sangue estava espalhado pelo chão como se formasse um selo mágico. Uma energia maligna emanava daquele lugar.
− Isso é absolutamente perturbador – disse Lucy – Ainda bem que ela está dormindo – completou, referindo-se a Exceed em seu colo.
O grupo se aproximou da pilha de corpos vagarosamente.
− Parem – ordenou Marcus – Isso é magia sacrificial. Se afastem e não se aproximem até eu deixar.
Dito isso o rapaz avançou dentro do círculo de sangue e tocou um dos corpos da pilha.
− Mundaret Maledictam Locus – recitou o rapaz e quando o fez, um circulo de fogo rubro foi traçado sobre o círculo de sangue − Destruit Tenebris Hic Repertus – uma saraivada de raios acertou a pilha de corpos, porém nenhum deles se moveu − Auferte Malum Cogitationum Corruptivum Hoc Loco – e então, o monte de corpos foi envolto em um brilho cegante, que fez todos os outros protegerem os olhos – Purgandum.
Os quatro magos passaram alguns segundos de olhos fechados até que Marcus avisou-lhes que era seguro olhar. Quando o fizeram, encontraram um lugar completamente diferente do anterior. Ao invés de construções destruídas, se encontravam residências novas, como se tivessem acabado de ser construídas. A vegetação ao redor da vila foi restaurada ao seu antigo esplendor. Rosas vermelhas, árvores frutíferas e até mesmo pequenas ervas daninhas típicas de vilarejos antigos.
− Você reconstruiu a cidade? – perguntou John a Marcus.
− Não. Apenas expulsei as forças do mal daqui, e desfiz o que elas fizeram – disse o rapaz colhendo uma flor em um vaso próximo. Esta era rosa e graciosa – Acho que ficaria bem...
O moreno andou até Lucy e depositou a flor na patinha da Exceed, acordando-a. A gata pegou a flor e a levou diretamente ao nariz. Ela miou alto e ronronou.
− Obrigada – disse Lucy.
− A flor se chama Flor-de-Júpiter, então eu pensei que se ela gostasse, talvez pudesse ser o nome dela. Júpiter – explicou Marcus.
− É. Ela poderia gostar. Não é Júpiter? – ponderou Lucy acariciando a barriga da Exceed.
− Detesto quebrar o momento, mas e agora? – perguntou Carol chamando a atenção de todos – Quero dizer, nós viemos aqui atrás de algum rastro que a Tartaros possa ter deixado, mas não há nada.
− Isso não é verdade – disse Marcus – Enquanto eu “limpava” este lugar, eu pude determinar a fonte de poder que fez isso com a cidade e localizá-la.
− E onde está? – perguntou John.
− É difícil explicar, pois está em movimento constante, então não consigo ter uma localização precisa, mas... Esperem – pediu Marcus tocando a têmpora – Eu não sei o que aconteceu, mas quem havia destruído este lugar, morreu.
− O que? – perguntou Katherine incrédula.
− Eu não sei o que houve, apenas... Sumiu – explicou o mago
− Onde vocês estão? – gritou uma voz na mente de todos, fazendo com que, por instinto, eles tapassem os ouvidos.
− Pai? – questionou Marcus a voz em sua cabeça – É você
− Claro que sou eu. Quem mais conseguiria entrar em contato telepático direto com vocês? Enfim, onde vocês estão?
− Em um vilarejo próximo a Vila de Balsam – explicou Katherine.
− Perfeito. Vocês estão próximos da localização necessária.
− Como assim? Próximos à que? – perguntou Lucy.
− Diversos membros novos e antigos do Conselho estão sendo atacados e mortos por forças da Tartaros. Uma guilda soube disso e comunicou as outras guildas em Fiore, para que juntas possamos mobilizar nossos magos para defender esses membros. Vocês estão próximos da localização da casa do antigo presidente do Conselho. Preciso que vocês vão para lá o mais rápido possível e o defendam.
− Entendido – respondeu Marcus.
− Espere um minuto – pediu Lucy – Qual guilda entrou em contato com as outras?
O mestre demorou um segundo para responder, e quando o fez, ele disse:
− Fairy Tail.
Próximo capítulo: Traidor.
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