Notas iniciais
- Os personagens de Fairy Tail não me pertencem. Grande parte dos personagens da Fanfiction são criações do mangaká Hiro Mashima. — Alguns dos personagens da Fanfiction (Ex.: Draco, Vitous, Urano) são criações próprias. PS: O personagem Urano foi criado com base no deus grego de mesmo nome. PS2: O personagem Draco, teve o nome inspirado na constelação de dragão. — O conteúdo da Fanfiction (Ex.: Magia Infinity Slayer, Dragon Soul) são criações próprias e não devem sob hipótese alguma ser inseridos em Fanfictions de terceiros. Caso você conhece alguma Fanfic com algum dos elementos originais deste enredo, por favor denuncie. — A primeira parte da sinopse desta Fanfiction foi escrita pela usuária NoRedemption. Ela está sendo usada com permissão dela. Aproveito o espaço e agradeço pela colaboração da leitora. Olá floquinhos de neve. Como estão? Primeiro: um milhão de desculpas por toda a demora. Por algum motivo que eu ainda não descobri eu fiquei super desanimado para escrever. Acho que foi porque eu notei um receptividade um pouco negativa no último capítulo. Bem, só gostaria de dizer que não acontecerá de novo, pelo menos não sem um aviso prévio. Segundo: infelizmente eu não consegui revisar os capítulos anteriores como havia dito, pois estou com uma sobrecarga de deveres e trabalhos da escola e isto está exigindo muito do meu tempo e da minha energia. Bem, é isso. Espero que gostem do capítulo e por favor me avisem de qualquer erro, tudo bem? Os capítulos anteriores estão com uns errinhos e ninguém avisa, como pode? Gostaria que vocês pudessem ter um tempinho pra isso. Até as notas finais :3

Lucy

Era estranho ter asas. Era definitivamente estranho. Lucy mal se acostumara com as asas de sua forma Dragon Soul, as quais poderiam ser retraídas para baixo de sua pele com facilidade, quem dira se acostumar com estas asas, as asas de um anjo. Elas eram grandes demais, mas mesmo assim transmitiam um alívio sobrenatural para a maga.

Lucy andava por um lugar extremamente destruído. O chão possuía fendas enormes, nas quais qualquer pessoa distraída poderia cair. Além disso, as paredes também não existiam mais, fazendo com que fosse possível ver o interior de diversas áreas da base inimiga. Muito provavelmente fora o último ataque da loira que fizera isto.

Mas porque ela andava por um local irreconhecível? Bem, a resposta é incrivelmente fácil. Ela estava atrás de Kyôka, a Etherious que havia destruído completamente a mente da loira naquele dia. Além disto, ela havia ferido Marcus e, de acordo com o demônio, o veneno do ferimento do amigo era incurável. A loira constatou por si só que o estado do mago era verdadeiramente preocupante, então ela decidira conseguir o antídoto do veneno com a integrante da Tartaros, nem que para isso ela tivesse de torturá-la por horas.

Uma fúria incrível se fazia presente dentro da maga celestial. Ela sentia que poderia destruir montanhas e obliterar deuses e dragões, desde que isso significasse a destruição completa de Kyôka. Mas por agora, ela devia ficar focada. Ela não possuía muita ideia de para onde a Etherious havia ido. A única informação que ela tinha era a direção que o demônio seguira, caminho este que a fazia ir cada vez mais fundo na base inimiga.

Lucy até mesmo encontrara alguns soldados rasos pelo caminho, os quais foram facilmente afugentados com os espíritos celestiais de Lucy. Ao que parecia eles não eram muito corajosos sem a ajuda dos Nove. Um tremor ocorreu abaixo dos pés da loira, fazendo-a ficar alerta.

E então, quando Lucy menos esperava, um monstro vermelho com diversos tentáculos irrompeu sob seus pés, tentando imobilizá-la. A maga usou de suas asas e afastou-se do monstro, pairando a alguns metros acima do chão. A criatura rugiu por ter falhado.

— Você será meu oponente? —perguntou Lucy, com um tom mais do que sarcástico.

O ser rubro rugiu para loira e lançou uma grande rocha em direção a loira. Lucy socou o projétil, destruindo-o.

— Vou considerar isto como um sim. — disse a loira para si mesma.

E então, como uma estrela cadente cortando o céu noturno, ela se lançou contra a besta a sua frente.

Mirajane

— Durmam. — ordenou Mira.

Todos os soldados a frente da maga foram de encontro ao chão. Uma quantidade relevante de tropas inimigas havia surgido de repente. Na verdade, é como se eles estivessem fugindo de algo.

Uma movimentação suspeita fez a atenção da maga se fixar em uma rocha, a alguns metros de distância dela.

— Revele-se. — ordenou a albina utilizando do Macro demoníaco.

E então, um único soldado remanescente cambaleou para dentro da linha de visão de Mira. Ele tremia como se olhasse para um ser monstruoso. Na verdade a albina poderia facilmente nocautear, ou até mesmo matar o soldado amedrontado, sem nem mesmo usar magia, mas a maga decidiu tomar proveito da situação.

— Responda-me com sinceridade, ou morra. — falou a mulher — O que vocês, soldados, estavam fazendo aqui? Por que vieram até aqui tão repentinamente? —perguntou.

As palavras de Mira faziam o interrogado tremer, mas quem poderia culpá-lo, afinal O Demônio Mirajane estava encarando-o com um olhar assassino.

— Nós… Nós estávamos fugindo… De uma maga celestial. Ela era muito poderosa para que nós pudéssemos enfrentar. — explicou-se. Sua voz falhava a cada palavra devido ao medo.

Maga celestial? Talvez… Não… Era Lucy. Ela era a única maga celestial na base da Tartaros. Só poderia ser ela.

— Onde você a viu? — questionou Mira.

O soldado tremia.

— Alguns níveis a baixo. Próximo a Nação das Bestas. — explicou.

— Nação das Bestas? O que é isso?

O soldado tremeu com ainda mais intensidade.

— É como o estábulo da Tartaros. Ela é uma área da guilda repleta de monstros com poderes absurdos. Aquela garota com certeza vai morrer. — ele disse com um tom de contentamento.

Uma veia de irritação surgiu da testa de Mira. O fato de saber que Lucy corria algum risco deixava-a extremamente irritada.

— Você me levará até esta Nação das Bestas. Isto é, se você desejar continuar vivo.

O soldado pareceu concordar silenciosamente, enquanto se voltava para trás e marchava em uma direção desconhecida por Mira.

Katrina

Com um único movimento do cajado gigante Keyes preencheu o lugar onde estavam com trevas e partículas de barreira mágica. Katrina reprimiu um grito. Era seu medo que o demônio queria ver. Então ela contra-atacou acumulada energia mágica em sua barriga.

— Rugido do Dragão da Ruptura. — gritou ela.

Um grande feixe rosa foi disparado de sua boca, acertando ambas as pernas do Etherious, e por sua vez, causando desequilíbrio no mesmo.

Aproveitando-se da desvantagem do adversário, Katrina correu para trás de Keyes, chegando rapidamente a localização almejada.

— Punho do Dragão dos Mares.

Energia azul e brilhante envolveu a mão de Katrina e ela, em seguida, acertou Keyes com força. Ao se chocar com as costas do inimigo, o golpe o lançou para frente, devido o impacto repentino, e também fez surgiu uma grande quantidade de água, semelhante a uma onda. Esta inundou completamente o ambiente e fez com que, pelo menos, metade do corpo do grande Etherious ficasse submerso.

— Take Over. —sussurrou a garota.

O aspecto dela se modificou, ganhando escamas rosa e roxas e formando o Take Over do Dragão da Ruptura. Asas se abriram em suas costas e ela ficou imóvel no ar, esperando alguma reação por parte do Etherious.

Nada aconteceu nos primeiros segundos e isto fez com que Katrina achasse que realmente havia conseguido derrotar o demônio, mas mesmo com esta possibilidade, ela achava estranho o fato do oponente ter caído tão fácil. Mas ela estava errada. De alguma forma que a maga não compreendeu, uma risada maléfica surgiu atrás dela.

— Minha vez. —disse uma voz horripilante.

Katrina olhou por cima de seu ombro, ficando completamente incrédula com o que viu atrás de si. Keyes estava atrás dela, em um tamanho reduzido e expelindo uma saliva negra.

O Etherious mordeu o pescoço da maga, fazendo-a gritar de dor.

Carol

Uma enorme lança de gelo fora lançada, por Silver, em direção a Carol. A loira saltou e lançou seu próprio ataque contra o oponente.

— Urro do Deus do Sol.

Um raio de luz negra foi desferido pela maga, ataque o qual se chocou contra uma barreira de gelo produzida por Silver. O ataque destruiu a proteção de gelo, porém ele não feriu o Devil Slayer. Ele continuava com o mesmo rosto sem expressão. Carol aterrissou no chão.

— Silver, esse é meu último aviso. — disse a loira com a respiração pesada — Se você não der um fim a esta maluquice agora, eu não irei mais me segurar.

O homem simplesmente a encarou por longos segundos, ainda sem expressar qualquer emoção. Em seguida, ele sorriu. Uma voz que não pertencia a ele saiu de sua boca.

— Não se segurar mais? — disse a voz sinistra. — Que ideia absolutamente perfeita.

Uma explosão de energia aconteceu no lugar onde estavam. Uma liberação incrível de poder emanou a partir de Silver, liberando também uma forte luz que obrigou Carol a fechar os olhos.

A maga, com os olhos ligeiramente abertos, procurou o homem que estava alguns metros a sua frente, mas tudo que ela conseguiu ver foi um borrão negro vindo em sua direção em uma velocidade incrível. O ser desferiu um soco no rosto da loira, que não pôde se defender, por causa da visão obstruída, mandando-a em direção a parede, porém Carol não chegou a se chocar contra ela, pois algo acertou suas costas mandando-a para o ar. E os ataques não cessaram.

Ainda no ar, Carol sentiu golpes por toda a extensão de seu corpo. Barriga, peito, rosto, costas, nuca, clavícula. Todas estas regiões estavam sendo fortemente golpeadas por algo forte, e, além de toda a força, a velocidade também era incrível. Mas mesmo que estivesse sendo atacada com tamanha força, a loira não emitia um único som de dor. Nenhum gemido ou grito. Nada.

Os ataques cessaram após alguns instantes de dor e Carol caiu deitada no chão. Cada parte do seu corpo doía de uma forma desumana e ela não compreendia como seus ossos não haviam de partido ainda.

Estas partículas de barreira a enfraqueceram muito, tanto que ela mal podia se mover agora. Tudo que poderia fazer era esperar que ela estivesse em condições de se levantar deste chão molhado e continuar a lut… Espere. Chão molhado? Sim, o local onde Carol estava deitada apresentava uma boa quantidade de água. Esta água seria fruto de uma das habilidades de Katrina?

Mas antes que Carol pudesse pensar muito sobre o assunto, seus cabelos foram puxados com tamanha força que seu corpo foi erguido do chão. Em seguida, ela foi posta de joelhos.

A loira sentia uma mão segurando seu cabelo, então ela presumiu que era Silver e que ele estava atrás de si. Por isso ela olhou por cima do ombro e viu algo assustador.

A coisa que a mantinha cativa não era Silver, ou se era ele estava definitivamente diferente. O que antes era um homem de meia idade, agora era um completo monstro. Uma estrutura óssea estava presente ao redor de seu rosto. Sua pele era negra e ele não trajava mais nenhum tipo de roupa, com exceção de uma calça negra aos farrapos. Seus braços eram extremamente musculosos e suas pernas não pareciam muito humanas. Elas se assemelhavam a pernas de aves, porém eram mais desenvolvidas e fortes. E por último, o tórax dele também possuía uma estrutura óssea, muito semelhante a do rosto. Se Silver era um cadáver reanimado, agora ele era um demônio, assim como toda a Tartaros.

— Assustador, não acha? —perguntou alguém a frente de Carol, fazendo com que ela olhasse na direção da voz, porém ela não devia tê-lo feito.

A sua frente estava Keyes, porém em uma forma diferente. Ele estava maior e carregava consigo um cajado proporcional a si, e, amarrada a este objeto, estava Katrina. Ela estava desacordada e sua cabeça pendia para frente, mas ainda assim era possível ver um ferimento horrível no pescoço da morena. Este se assemelhava a uma mordida e dele escorria um líquido viscoso e negro.

Pânico tomou o corpo de Carol. Ela ignorou a dor em seu corpo e tomou impulso para se levantar, porém foi um movimento em vão, já que Silver a manteve no chão.

A loira levou suas mãos as do monstro que a prendia e tentou se soltar, porém ele era mais forte que ela.

— Nem tente jovem tola. Ele é mais forte que você em todos os aspectos. — disse Keyes entre risos — Mas em todo caso, ele é um experimento interessante, não acha? A fusão perfeita entre um humano ressuscitado e um Etherious morto, neste caso, Silver e Deliora. Minha criação mais poderosa e incrível.

Enquanto Keyes falava, Carol continuava a tentar se soltar, porém ela não obtinha sucesso com isso. Além do fato de Keyes ter ferido Katrina, o esqueleto também chamara Silver de experimento e isto a fazia borbulhar de raiva.

—Solte-a agora. — disse Carol com a voz firme — Enquanto eu te permito viver.

O esqueleto riu da ameaça da garota.

—Você não conseguiria me matar, criança. Você está acabada. Você foi derrotada no momento em que absorveu as minhas partículas de barreira minutos atrás. Acabou. Agora resta que você aceite a morte. — explicou Keyes.

Carol tentou usar magia para se soltar, porém nada aconteceu. O corpo de Silver era muito resistente.

— Estou me lembrando de algo. — disse Keyes para si mesmo. Ele parecia refletir sobre alguma coisa — Eu havia dito para Katrina que eu mataria você perante ela, mas eu acabei deixando-a assim.

O esqueleto balançou de leve o cajado, mostrando o modo como deixara a morena.

— Pare. — pediu Carol em um tom desesperado, quase que suplicante.

Uma lâmina de energia negra surgiu na mão livre de Keyes e o demônio a pôs no pescoço de Katrina.

— Acho que agora eu terei de matá-la a sua frente, não acha Carol? É esse seu nome não é? Ela ficava repetindo isso enquanto apagava. Tão patético. — disse o esqueleto rindo.

— Pare. — gritou Carol, enquanto encarava o chão.

—Diga adeus. — disse Keyes.

— Já chega! — gritou Carol, com a voz mais grave.

Um pilar de energia se formou em uma área de três metros ao redor da loira, obrigando Silver a soltá-la e a se afastar. O pilar destruiu o teto acima da maga e desintegrou uma boa parte do solo e da água presentes na região.

— O que… É esse poder? —perguntou Keyes para si mesmo, afastando a lâmina negra do pescoço de Katrina e fazendo uma expressão de espanto.

O pilar de energia se tornou negro e começou a desaparecer gradativamente, revelando a garota que estava lá dentro, a qual estava completamente diferente de antes.

Carol usava uma roupa semelhante a um biquíni, porém ele era um pouco maior do que o habitual e era todo feito do que perecia ser couro. Ela também usava luvas negras que iam até metade de seu braço, botas que alcançavam metade de suas coxas e uma gargantilha com uma pedra lilás e brilhante. Seus cabelos ondulavam com o poder que fluía de seu corpo. Asas negras se abriram em suas costas e ela se lançou contra Keyes em alta velocidade.

O demônio escapou por pouco de um forte soco da loira, o qual acertou o chão e fez com que nele surgisse uma ampla cratera. Assustado, o Etherious acabou deixando o cajado cair, juntamente com Katrina que estava amarrada a ele.

Carol segurou o objeto e arrancou a amiga dele em um piscar de olhos, segurando-a junto ao seu corpo. A loira manteve seu olhar baixo, enquanto analisava o estado de Katrina.

— O que... É essa aura assustadora? — questionou Keyes, com um tom pânico em sua voz fria.

No momento em que escutou a voz do Etherious, Carol olhou fixamente para ele. Seus olhos uma vez verdes, estavam negros como a noite, fazendo-a parecer completamente desumana.

A loira pôs a mão sobra o peito de Katrina e uma aura protetora começou a envolver o corpo da morena, fazendo com que o ferimento no pescoço dela começasse a se fechar. E então, em um piscar de olhos, a loira deixou Katrina segura no chão e voltou a atacar o esqueleto, mas desta vez suas mãos irradiavam luz negra.

— Desapareça! — gritou Carol.

Quando estava a poucos metros de Keyes, a maga direcionou suas mãos para frente e lançou uma rajada de energia em direção a ele. O ataque era basicamente um grande feixe de luz negra concentrada e focada e uma única direção. Por mais que o Etherious tentasse se defender com uma barreira de sombras, o ataque de Carol atravessou facilmente o escudo e o acertou o esqueleto em cheio, causando uma gigantesca explosão, a qual destruiu completamente as fundações do lugar onde estavam.

O teto começou a desmoronar, e por isso Carol voou de volta para Katrina e a pegou em seus braços. Em seguida, ela voou em direção a uma parede.

— Urro do Deus do Sol.

Uma rajada de energia foi desferida da boca de Carol e o ataque abriu um buraco na parede para a qual a loira voava. A maga atravessou o buraco, chegando a outro cômodo, um segundo antes do teto do local anterior desabar completamente.

Carol pousou o mais delicadamente que pôde e pôs Katrina no chão, enquanto esperava a aura protetora terminar de curá-la. A loira se acalmou ao ver que a respiração da amiga começara a ficar estável.

— Ainda bem. — disse em voz baixa para si mesma.

— Não ouse achar que acabou! — disse uma voz irritada atrás da loira.

Carol voltou-se para a direção da voz de imediato e viu Keyes e Silver saindo do ambiente destruído e se colocando em posição de ataque.

— Eu realmente achava que poderia ficar despreocupado, mas vocês são muito mais do que aparentam. — começou Keyes. Seu corpo, assim como o de Silver, começou a crescer, de forma que eles ficassem tão altos quanto o teto do salão onde estavam — Mas agora eu não cometerei os mesmos erros. Eu irei erradicá-las por completo.

O tom de voz de Keyes exprimia pura fúria. A essa altura ambos os oponentes já se encontravam enormes e assustadores, tanto é que acabaram deslocando o teto com suas cabeças.

Silver começou a acumular energia em sua boca. O processo era semelhante a estar inspirando uma nevasca. Já Keyes estava formando uma grande esfera de sombras e de uma substância negra, a qual Carol reconheceu como sendo partículas de barreira mágica.

O poder que emanava deles era assustador, mas Carol não se deixou amedrontar. A loira repousou o corpo de Katrina no chão e se levantou, para logo em seguida andar em passos calmos até os inimigos.

— Eu não me importo com o que façam comigo, ou com o que dizem de mim, ou com o que pensam. Mas ameaçar um dos meus de morte, é um pecado que eu não posso deixar sem punição, ainda mais quando se trata de um demônio que fez tanto mal quanto você, Keyes! — disse Carol, gritando o nome do demônio.

Ela separou suas pernas, pondo a direita mais para frente, e juntou as mãos atrás de seu corpo. Uma aura negra começou a se formar ao redor da garota e seu poder mágico atingiu um nível impensável.

— Mesmo com esse poder você não será capaz de nos derrotar. — disse Keyes, parecendo querer encorajar a si mesmo — Eu vou matá-las e as usarei como fantoches. Vou usá-las como eu quiser!

As asas de Carol se abriram e penas negras começaram a flutuar ao seu redor. Uma quantidade maciça de magia fluía ao seu entorno, dando-lhe um aspecto ameaçador.

— Morra! — gritou Keyes.

Assim que o Etherious disse isso, ele e Silver disparam um ataque conjunto, o qual consistia em uma rajada de neve, gelo, sombras e partículas de barreira mágica.

Carol se manteve calma e separou suas mãos, as pondo a frente do corpo, para logo em seguida juntá-las novamente.

— Pilar de Luz do Anjo Caído. — gritou a loira.

E então, uma rajada de luz negra atingiu Silver e Keyes de cima, anulando o ataque dos dois. A rajada de energia também estava envolta nas penas negras que se desprendiam das asas de Carol.

No momento não foi possível notar, por estarem em um ambiente interno, mas o pilar de luz que acertou Silver e Keyes veio do céu, abrindo um gigantesco buraco na base voadora da Tartaros.

Keyes gritou por causa da dor causada pelo ataque celestial, enquanto Silver permaneceu imóvel. O ataque durou por mais alguns segundos, para logo em seguida desaparecer. Os corpos de Keyes e Silver não eram visíveis. Provavelmente haviam sido desintegrados. Apenas buracos no teto e no chão, acima e abaixo deles, respectivamente, eram visíveis. Estes permitiam que o céu noturno fosse visível.

Carol caiu de joelhos. Seu poder estava no limite, devido às partículas de barreira mágica presentes em seu sangue, mas ela precisava voltar para Katrina. Agora ela já deveria estar recuperada.

A loira se levantou com dificuldade, enquanto sua forma voltava ao normal pouco a pouco. A Marca dos Anjos Caídos era difícil de controlar. Ela não se comparava a Marca do Demônio de Marcus ou a Marca dos Cavaleiros do Apocalipse de John, mas ainda assim era difícil resistir a sua influência sombria.

Carol andou em tropeços em direção da morena inconsciente, mas para a preocupação da loira o ambiente começou a desmoronar. Grandes rachaduras surgiam a partir dos buracos criados pelo último ataque, despertando medo na maga.

A loira correu da melhor forma que pôde e tomou Katrina em seus braços, os quais quase fraquejaram pelo peso da morena, mas ela precisava se permanecer firme. A maga ergueu a garota inconsciente do chão, levando-a para longe do lugar que desabava.

Ela conseguiu se afastar da área que colapsava, porém o caminho que ela seguiria, uma escada que levava ao andar superior, foi bloqueado pelas rochas que ainda caiam. O teto acima dela começou a se desprender e a desabar.

Ela não tinha alternativa a não ser formar uma proteção ali mesmo. Mas para isso ela precisaria ser rápida. Então, ela se abaixou com Katrina alinhada ao seu corpo, e formou um escudo prateado ao seu redor.

— Barreira da Deusa da Lua. — sussurrou a loira.

Sua voz ecoou por todo ambiente que desabava. A luz de seu escudo brilhou fortemente, antes das mais puras trevas tomarem o local e antes que a gravidade o mandasse para baixo.

John

Tudo estava vermelho. O chão, as paredes, os inimigos, e principalmente as mãos de John. Sua mente estava lhe pregando peças, ou isto era real? Será mesmo que o mundo se tornara vermelho sangue? Ele não tinha como saber, afinal ele não possuía ideia do que estava acontecendo.

Mas então, ele olhou por cima de seu ombro e viu um corpo. O corpo dele? Agora tudo fazia mais sentido. Ele havia perdido o controle por causa dele. Fazia sentido. Então por que ele se sentia errado?

Por que estranhava o fato de suas mãos estarem vermelhas? Por que ele estranhava o fato de membros estarem espalhados pelo chão? Por que era estranho as paredes e o chão estarem vermelhos? Ele não entendia.

John olhou para frente e encarou dois seres com um ar frio. Um deles era um homem moreno com cabelos loiros, enquanto que o outro era praticamente um tubarão humanóide. Havia um terceiro ser, John tinha certeza disto, mas por algum motivo tudo que restava dele era alguns membros dilacerados e muito sangue. Será que o rapaz havia feito aquilo com ele? Ah, sim. Ele havia. Agora John se lembrara do que o fizera dilacerá-lo.

— Você está de brincadeira comigo, não é? Quer dizer que você ficou puto porque a Kyôka matou seu amiguinho fraco? Que patético. — dissera o ser azul com tentáculos no lugar das pernas, Ezel — Que patético. Vai me dizer que você e ele formavam um casal? O quão ridículo isso é?

Ele ria de forma escandalosa, enquanto a toxina de John se espalhava por seu corpo. O mago não conseguiu conter a onda de raiva que preencheu seu corpo, então ele ergueu a mão em direção ao demônio azul. Os companheiros dele pareceram se assustar, mas Ezel não se importava. O veneno aplicado pelo último ataque de John estava fazendo-o perder a razão.

O corpo de Ezel começou a se expandir, ficando muito maior do que seu tamanho original e se assemelhando a uma bolha. Ao que parecia algo dentro do demônio crescia.

— Ezel? — disse o Tempester.

— O que... É isso? — questionou o Etherious. Ele tinha um tom apavorado em sua voz grave — Espere... Por favor... Piedade.

— Você não a merece. — disse John a Ezel.

John estalou os dedos e Ezel explodiu em milhões de pedacinhos. Seu sangue se espalhou pelo chão, pelas paredes e pelas mãos do mago. Seus membros voaram nas mais diversas direções, dando ao lugar um tom macabro e amedrontador.

Os companheiros do demônio azul estavam apavorados. Nenhum deles se moveu em sinal de pânico, mas isto era compreensível, visto que um de seus companheiros agora era uma gigantesca poça de sangue.

— Ezel? — disse Torafuzar em um tom fúnebre.

E assim eles passaram os próximos minutos. Os membros da Tartaros tremiam, enquanto John os analisava com um ar superior e sério.

— Já me decidi. — anunciou John, tirando os dois demônios restantes de seu torpor — O amigo de vocês morreu muito rápido, por isso a morte de vocês terá de ser lenta e dolorosa.

Os demônios tremeram, mas voltaram a se acalmar e responderam a altura.

— Vai achando. — disse Tempester, com um tom de voz irritado.

— Ele é perigoso, mas lutando juntos nós poderemos derrotá-lo. — disse Torafuzar, procurando, provavelmente, incentivar a si mesmo e ao companheiro — Quando acabarmos com você, você ficará tão morto quanto o seu amiguinho.

John sorriu friamente e estreitou os olhos vermelhos diante da ameaça dos oponentes.

— Venham. — disse o mago.

Torafuzar e Tempester deram um passo à frente e todo o lugar tremeu. Os demônios se detiveram.

— O que? — questionou Tempester.

O chão sobre o qual estavam começou a rachar, assim como o teto e as paredes. Os demônios pareciam assustados com isso. John quase riria por causa das expressões deles, mas ele se lembrou de algo que o deixou apavorado. O corpo de Marcus.

John olhou rapidamente por cima do ombro e viu o corpo do amigo prestes a cair em uma fenda. O mago não perdeu tempo e se lançou em direção ao corpo do outro, salvando-o por pouco de cair em um precipício negro.

— O que... Aconteceu com o Cubo? — perguntou Tempester.

John olhou diretamente paro o demônio ao ouvir sua pergunta. O mago estava em uma regiam que ainda era segura de se ficar.

— Cubo?

Marcus

O corpo do garoto estava dolorido. Parecia que uma montanha estava em cima de suas costas, impedindo-lhe de levantar, mas ainda assim ele se esforçou e conseguiu se sentar no chão.

Marcus abriu os olhos e tentou identificar o lugar onde estava, mas não o reconheceu. O solo era vulcânico, tanto é que brilhava em um tom laranja e vermelho. O rapaz olhou para cima e viu apenas fumaça e cinzas vulcânicas. Ele voltou e a analisar a região e viu ao longe alguns vulcões em erupção, mas para a sorte do rapaz ele estava a uma distância segura.

O rapaz se levantou, apoiando as mãos nos joelhos e tentando permanecer de pé. Parecia que a gravidade agia com mais força sobre ele do que sobre o ambiente ao seu redor. Ele ficou ereto e organizou as informações em sua mente. Primeiro: ele estava em um lugar desconhecido. Segundo: seu corpo estava com sérios danos e, se fosse necessário lutar, ele não conseguiria, mas, ao que parecia, o lugar onde ele se encontrava estava deserto. Terceiro: ele não tinha ideia de como chegara ali. Sua mente estava uma bagunça.

Passos ecoaram atrás dele, fazendo-o se virar a tempo de ver um pequeno vulto correr para longe dele. Marcus, mesmo analisando o ser rapidamente, o identificou como sendo um garotinho, mas o que uma criança fazia em um lugar como esse?

— Ei, garoto! — gritou Marcus, na tentativa de fazê-lo se aproximar, porém a criança continuou correndo — Espere!

Mas de nada adiantava. Parecia que o pequeno não o ouvia.

— Droga.

Não vendo alternativa, Marcus correu atrás do pequeno, ignorando completamente o cansaço em seu corpo, mas a dúvida persistia: o que uma criança fazia em um lugar como esse?

O pequeno correu alguns metros, até um lugar que Marcus reconheceu como sendo uma cabana abandonada e destruída. Sério que ele teria de entrar ali? Marcus era definitivamente azarado. A criança entrou na cabana abandona e o rapaz a seguiu. Ao adentrar na construção em ruínas, Marcus teve uma sensação estranha, como se conhecesse aquele lugar, mas como seria possível, afinal aquele local parecia ter saído de um pesadelo. Móveis destruídos, marcas de garras pelo chão e pelas paredes, teias de aranha gigantes, provando que o lugar estava naquele estado há bastante tempo, cacos de vidro espalhados pelo chão, marcas em formato de mãos pintadas nas paredes com sangue. Aquele lugar não havia saído de um pesadelo, aquele lugar era um pesadelo.

Marcus olhou pelo lugar em busca do garoto e o localizou agachado próximo a lareira, com as mãos na cabeça. Ele parecia em pânico.

— Ei, pequeno. Não tem do que ter medo, pois eu não irei te machucar. Só gostaria de saber onde estamos. — disse Marcus, se aproximando e se abaixando atrás do garoto. O homem repousou a mão no ombro do menor, para acalmá-lo — Não há motivos para ter medo.

A voz de Marcus soava gentil e calma, mas o garoto ainda tremia quando se virou para ele. Ao ver a face do menor, a expressão do maior foi tomada por susto e surpresa.

— Eles estão lá fora. — disse o menino.

Marcus se levantou abruptamente, afastando-se da criança a sua frente. Não lhe restava dúvidas. Aquele cabelo e olhos castanhos, a face trêmula, como se tivesse enfrentado um exército de monstros. Ele era...

— Eu? — disse Marcus — Que lugar é esse? — perguntou retoricamente.

Um ar gélido foi soprado no pescoço do rapaz e uma presença assustadora surgiu atrás de si.

— Acho que você já sabe? Não é, Marcus? — disse uma voz grave e fria perigosamente próxima se sua orelha.

E então, uma mão negra se fechou ao redor de seu pescoço.

Próximo capítulo: Inferno Astral.

Notas finais
E então? Opiniões? Críticas? Sugestões? Teorias? Vamos as perguntinhas: 1: Lucy e Mira. Vocês acham que elas lutarão lado-a-lado? O que aconteceria? 2: Katrina e Carol. Estão vivas? Estão mortas? Vão ficar juntas? 3: O que acharam do poder da deusa loira conhecida como Carol Danvers? 4: O que estão achando do comportamento do John? Muito psicopata? 5: O que foi essa narração do Marcus, hehe? Onde acham que ele foi parar e por que acham que ele está lá? Well, well. Acho que é só isso. Por favor comentem. Um milhão de beijos e até o próximo :3