My New Life

3 A Marca do Demônio.


Notas iniciais
Pois é, eu tinha dito que postaria um novo capitulo ontem, mas eu acabei ficando sem internet. Bom, isso não importa. Espero realmente que gostem do capítulo.

Quebra Tempo. Quatro Anos Depois.

Uma bela jovem loira, de orbes azul celeste, estava sentada em um penhasco em uma alta montanha. E logo a frente da montanha, após uma pequena floresta e um não muito extenso rio, se encontrava o grande Palácio do Norte. A loira estava a observar o Sol surgir vagarosamente no céu, iluminando-o por inteiro. A jovem trajava uma calça jeans escura, uma blusa branca cujas mangas iam até os cotovelos jaqueta marrom, cujas mangas também iam até os cotovelos, e calçava botas marrons.

— Está na hora, venha – uma voz pode ser ouvida na mente da maga, quase como se fosse um de sussurro. Então a loira se levantou e saltou do penhasco. Uma queda que poderia matar um ser humano normal, mas foi o mesmo que nada para a loira, pois a mesma pousou graciosamente na entrada da floresta. Ela se levantou e se pôs a correr. Quem observasse a cena só conseguiria ver borrões devido a alta velocidade em que a moça se encontrava. Após poucos segundos a jovem já estava à frente do rio que separava a floresta do castelo, a jovem simplesmente saltou sobre o grande rio, pousou no outro lado e rapidamente reiniciou a sua corrida.

Poucos segundos depois já se encontrava a frente das grades portas do castelo. Empurrou as mesmas e ao entrar se deparou com quatro homens, um deles com cabelos pretos levemente azulados e olhos ônix, outro possuía cabelos dourados e olhos verde água, outro, cabelos prateados e olhos vermelhos sangue e o último tinha cabelos roxos e olhos azuis turquesa. Todos eles usavam ternos e sobretudos pretos, e todos tinham uma expressão triste.

— Já esta na hora, não esta? De eu ir? – perguntou a loira com um semblante triste.

— Sim – disse o albino, em resposta a pergunta da maga à frente.

A loira parecia que estava prestes a cair de um precipício, apenas um cego não perceberia sua tristeza. Mas ela se manteve firme e disse:

— Vou sentir falta de vocês e... – ela não conseguiu terminar, pois foi interrompida pelo abraço de Acnologia. Eles haviam se aproximando bastante com o treino, a verdade é que a loira foi o único ser humano com quem Acnologia havia se dado bem em todos seus anos de vida.

Lucy nada mais fez além de retribuir o abraço.

— Até a próxima, Lucy – após o albino dizer isso, ele e os outros dragões sumiram em um brilho dourado, deixando uma loira em lágrimas sozinha no grande castelo.

Lucy

Sozinha novamente. Parece que esse é o destino reservado única e exclusivamente para mim. Por quê? Por que Deus me odeia tanto assim? Recomponha-se Lucy, essa não é a última vez que você os viu. Tenha calma. Levantei-me e peguei meus pertences, dentre os quais se encontrava um ovo de exceed branco com algumas listras rosa, que Vitous e Urano haviam encontrado na floresta e me dado de presente. Acho que não preciso dizer que Acnologia ficou com ciúmes por ele não ter encontrado e me dado o ovo. Um sorriso bobo formou-se em meus lábios com esse pensamento, e quem me conhecesse acharia que aquela não era eu, porque agora eu era fria. A única característica que me diferenciava de um monstro sem coração era um senso de humor cruel e frio. Agora eu era uma Lucy quase que sem alma, pelo menos para aqueles que eu odiava.

Peguei meus pertences — que eram uma pequena mochila que eu pus nas costas e meu ovo de exceed que logo chocaria – e rumei para a cidade mais próxima que se chamava Gardênia. Pelo que me lembro é uma cidade muito rica por estar localizada próximo ao mar – o que facilita em muito o turismo e o comércio. Também me lembro que aqui é considerada a “cidade flor” do reino de Fiore, devido as belas flores que crescem por toda cidade, principalmente a Magna Gardênia, que é, como o nome sugere, uma gigantesca gardênia que é, de acordo com alguns, a chave para os mistérios do mundo. E também se não me engano aqui também é a base de uma poderosa guida, cujo nome não quero lembrar agora.

Caminhei até a cidade que ficava a mais ou menos uns 100 km do castelo, uma distância que para muitos seria a própria morte, para mim era o mesmo que nada.

Após 2 horas cheguei a tão famosa cidade de Gardênia. Realmente era uma cidade magnífica, flores coloridas decoravam cada centímetro da paisagem. Havia diversas lojas por todos os lugares, cujos vendedores faziam ofertas e mais ofertas para as pessoas que passavam. Eu mesma havia recebido mais ou menos umas sete, e devo admitir que era muito irritante. Eu estava quase que explodindo o próximo vendedor que surgisse na minha frente. Porém bastou um olhar irritado e eles praticamente evaporaram da minha frente. Ainda bem.

Um pouco mais a frente estava um beco que permitia cortar caminho para o centro da cidade, onde eu ia comprar algumas roupas e procurar um hotel.

Entrei nele, era um pouco comprido, mas era possível ver as pessoas do outro lado. Andava calmamente até que escutei um barulho atrás de mim, me virei para ver o que era e me deparei com três homens atrás de mim e surgiram outros três a minha frente.

— Que dia de sorte para nós. Uma loirinha gostosa para podermos brincar, e um ovo gigante para comermos no almoço. Definitivamente um dia de sorte – se pronunciou um dos homens que estava a minha frente. Ele invocou correntes de energia em suas mãos. Então usa magia de criação? Patético, mas é uma forma de me tirar desse vácuo de tristeza no qual estou.

— Meu querido, hoje pode ser o dia que for, mas com certeza não é seu dia de sorte – disse com um sorriso cínico no rosto e olhos fechados.

— Temos uma garotinha metida aqui hoje, que bom. Eu ador... – ele parou de falar no mesmo momento em que eu abri os olhos, os quais possuíam um círculo negro em cada um deles. Não sei o que ele sentiu exatamente ao ver isso, mas o que eu sei pelo que Acnologia disse para mim é que a sensação poderia ser descrita como estar cara a cara com O Mal.

— Pe-peguem-na agora – gaguejou enquanto me encarava atônito. Dito isso os outros me correram para me atacar, alguns usavam magia como a do líder da gangue, enquanto os outros não possuíam nem sequer uma gota de poder mágico. Isso vai ser fácil. Antes que pudessem se quer encostar em mim, eu saltei no ar, onde surgiu sob meus pés um círculo mágico no qual eu fiquei em pé, como uma espécie de plataforma.

— Apocalipse Magic: – comecei a falar de cima da plataforma. Ao ouvir estas palavras os rostos deles preencheram-se de pavor, medo e desespero.

— C-corram – o líder da gangue ordenou aos outros, mas já era tarde demais para eles.

— Death Zone – completei calmamente com o mesmo sorriso de antes. Dito isso a pequena área do beco foi encoberta por uma neblina negra que fedia a própria morte, as saídas do mesmo foram bloqueadas por uma barreira, assim como a parte de cima do beco. Havia se tornado um pequeno cubo, por assim dizer, com todas as saídas bloqueadas pela barreira.

A área de alcance da magia era bem maior, estendia-se mais ou menos por uns 10 ou 17 km, mas é claro que eu diminui o raio de alcance do feitiço, afinal eu não quero matar metade da cidade não é?

Gritos. Era a única coisa que se podia ouvir tanto dentro quanto fora da barreira imposta pela loira. Gritos angustiantes de puro favor, como se quem está lá dentro estivesse passando por uma experiência pior do que a própria morte.

Algumas pessoas que passavam pela rua em frente a área paravam e se aproximavam para ver o que estava acontecendo dentro da área negra. Até que um homem se aproximou assustado e tocou levemente a barreira, a qual trincou e se despedaçou como vidro. O homem, assim como outras pessoas próximas, se afastou rapidamente e apavorado.

Do beco antes bloqueado, saiu uma loira carregando um ovo em suas mãos, rumando calmamente para o centro da cidade como se nada tivesse acontecido. Com a saída da maga do beco, a neblina que se encontrava na área sumiu rapidamente dando lugar a seis corpos de homens. Alguns completamente mutilados, outros pálidos com o corpo completamente ressecado, como se suas energias tivessem sido sugadas restando apenas cascas vazias e estes eram os que possuíam magia. O pouco de poder mágico que tinham havia sido drenado de seus corpos junto com sua energia vital, os quais foram transferidos para a jovem loira.

Todos encaravam apavorados a maga que caminhava sem pressa. Nenhum deles acreditava que uma simples jovem pudesse ser capaz de cometer tal barbaridade. Mas sabiam de uma coisa, sabiam que não deviam nem se quer chegar perto daquela jovem.

Lucy

Idiotas. Como puderam ousar me atacar, mas vendo pelo lado positivo eu consegui sair da fossa emocional em que eu estava desde que me despedi deles. Aff, porque é que eu tive que me lembrar disso. Tudo bem Lucy se acalme você vai ver eles de novo, algum dia.

Enquanto eu andava, as pessoas me encaravam como se tivessem medo de mim. Elas devem ter visto o “joguinho” de alguns minutos atrás. Tudo bem, eu não me importo que tenham me visto, é só que eu não devia chamar tanta atenção para mim, afinal não eu queria ter problemas com o Conselho ou com a guilda local.

Mas já era tarde demais para isso, porque eu fui abordada por dois homens e uma mulher. Ótimo, mais alguns para eu ter que matar.

— Escuta aqui loira, você tem exatamente um minuto para explicar o que foi aquilo que você fez ali atrás – se pronunciou a mulher. Ela tinha pele clara, cabelos negros enrolados que iam até metade das costas e olhos castanhos, e também tinha a mesma altura que eu, (N/A: imaginem a Katherine de The Vampires Diaries) usava uma calça jeans preta com botas que iam até o joelho, usava também uma blusa roxa com uma jaqueta preta dobrada até os cotovelos. Quem ela pensa que é para falar assim comigo? A vontade que eu tinha era de picá-la em pedacinhos bem pequenininhos, mas eu me controlei e me pronunciei.

— Olha, eu não sei quem você pensa que é, e nem quero saber, mas por você não saber com quem está mexendo, eu vou te dar a chance de se desculpar e sair da minha frente, antes que eu seja obrigada a te arremessar para fora da cidade – respondi ficando cara a cara com a morena, com um tom mortal e assustador na voz.

Depois do que eu disse, pude ouvir um riso abafado por parte de um dos homens que a acompanhava, ele tinha olhos azuis, cabelos pretos e pele também clara e era alto (N/A: imaginem o Damon de The Vampire Diaries). Trajava uma calça jeans preta com um cinto da mesma cor com uma fivela prata. Usava uma blusa azul marinho de mangas que se estendia até metade dos bíceps definidos, e seus sapatos são uma espécie de bota, porém curta. Humm, até que ele é bonito, é, vou matar ele por último.

A morena o encarou mortalmente com uma feição de repreensão.

— Desculpa – disse o moreno olhando para baixo com uma carinha de culpa. Own. Deu até vontade de consolar. Coitadinho.

Vendo que aquela conversinha não daria em nada eu continuei andando, porém o outro rapaz me segurou pela mão. O contato fez com que tanto a pele dele quanto a minha se queimassem, fazendo-me encará-lo e agarrá-lo pelo colarinho da jaqueta de couro que ele usava. Além da jaqueta ele usava uma blusa preta, calça jeans escura e um par das mesmas botas que o outro usava.

— Quem é você? – perguntei a o homem a minha frente com um tom sério. Afinal nada me machucava mais, pelo menos não depois do meu treinamento. Eu sou quase indestrutível.

— Eu acho que você já sabe a resposta – dito isso ele inclinou um pouco a cabeça para o lado revelando em seu pescoço uma marca que me deixou atônita. Um par de asas de demônio.

Continua...

Notas finais
Então, espero que tenham gostado, e só pra deixar avisado, amanhã eu vou postar um capítulo novo amanhã de manhã. Então e a notinha? :3 :3 A) 10,0 B) 8,0 C) 6,0 D) 4,0 E) 2,0 F) 0,0 G) 932415587435 x 1000 ( ta bom eu admito, essa nota ficou meio confusa e doida, mas faze o que, eu sou meio doido também né >:O) Por favor comentem, respondo todos os comentarios. ate amanhã.