My New Life
21 A Cólera do Cavaleiro
Notas iniciais
Lucy
A aura ao redor do corpo da maga celestial era quase que palpável. Sua energia era tão incomensurável que destruía facilmente o chão ao redor da loira, desintegrando até mesmo a menor partícula de poeira.
Tamanha era a em energia mágica que vinha de Lucy neste momento. Até mesmo a atmosfera ao redor da maga possuía um aspecto sagrado e divino, como se todo o mal existente no mundo desaparecesse ao entrar em contato com a tal magia.
A garota deu um único passo a frente, porém seus pés não tocavam o chão. Era como se ela pisasse em um solo invisível.
A cada passo que Lucy avançava, o solo abaixo dos pés dela era destruído, quase como se uma onda de poder fosse liberada a cada movimento dela. Ares e Loke trataram de sair da frente da maga.
— Vocês vão sofrer. – disse a maga celestial, enquanto uma quantidade esmagadora de magia se acumulava em sua mão direita – Este lugar, será o seu túmulo.
A voz da loira era marcante. Ela ergueu sua mão direita e uma lança de luz dourada surgiu na sua mão. Ela era grande, maior do que a própria Lucy.
— Desapareçam. – ordenou ela.
Ela arremessou a lança de luz em direção aos magos da Fairy Tail e esta se expandiu, ficando diversas vezes maior do que seu tamanho original.
Ela se expandiu tanto, que conseguia tocar o chão abaixo de si, escavando-o.
A lança acertou todos os cinco magos, envolvendo-os em uma espiral de energia que se expandiu mais ainda e destruiu completamente a parede que se encontrava paralela à eles. Na verdade, a espiral de energia acabou perfurando a sede da Tartaros, saindo desta e acertando uma montanha a muitos quilômetros, destruindo-a completamente.
Carol
Uma dor incomparável se espalhou pelo corpo da loira, como se todos os ossos de seu corpo fossem se partir e se desintegrar. E tudo isto com um simples soco no abdômen. Silver possuía uma força enorme, tanto é, que ela estava sendo mandada para longe de Katrina. Ela apenas pôde gritar nesse momento.
Carol, com certo esforço, fixou seus pés no chão e conseguiu parar, fazendo o Devil Slayer ficar a sua frente. Ambos se encararam de forma séria.
— Silver… – começou ela, um tanto sem fôlego – O que você está fazendo?
O mago não respondeu. Seus olhos estavam completamente negros e seu rosto estava completamente sem expressão.
— Merda. – exclamou Carol – Punho do Dragão da Terra.
A loira carregou uma boa quantidade de magia em sua mão direita e a usou para acertar o rosto do homem a sua frente, afastando-o de si e fazendo-o recuar, mesmo que apenas alguns passos.
— Garra do Dragão da Terra.
Ela tornou a atacar, desta vez com uma garra feita de energia vermelha. O golpe acertou Silver no peitoral do mago, causando assim um grande corte na região acertada.
Naquele momento, Carol achou que seria um dano mais do que suficiente para retardar os movimentos dele, enquanto Kath e ela se reagrupavam, mas ela se enganou.
O ferimento do mago cicatrizou tão rápido quanto foi produzido, quase como se ele nunca houvesse se ferido. A maga ficou tão surpresa que mal notou quando o Devil Slayer lançou uma série de projéteis de gelo em sua direção.
Carol quase não esquivou a tempo, tanto é que uma lança fez um pequeno corte em sua bochecha esquerda, mas tirando isto, ela esquivou de cada um dos ataques com uma manobra acrobática para o lado. Porém os ataques não cessaram.
Onda após onda, Silver lançou projéteis em direção a maga da terra. Carol conseguia esquivar dos ataques, porém seu corpo estava se cansando de uma maneira sobrenatural. O que era estranho.
Normalmente Carol não cansaria tão fácil, até porque ela fora treinada em uma montanha por um dragão e três deuses, os quais a ajudaram a ter um condicionamento físico perfeito. Ela não se cansaria com tão poucos ataques. Logo, isto era definitivamente esquisito.
Mas então, uma informação crucial passou por sua mente, fazendo com que ela pensasse em uma teoria sobre como algo com isto estava acontecendo.
— São partículas de barreira mágica. Elas poderiam ter te matado.
Fora isto que Katrina havia dito sobre as partículas que Keyes havia lançado contra a loira. Partículas de barreira?
Carol não entendia muito sobre elas, mas conhecia o suficiente delas para saber que elas enfraqueciam qualquer ser que possuísse Ethernano em seu corpo. Enfraquecia a tal ponto, que poderia até mesmo matar a pessoa contaminada.
Então seria isso? As partículas de barreira que foram absorvidas na sua investida contra Keyes, estavam enfraquecendo o corpo da maga? Esta era a única explicação possível.
Carol desviou de uma esfera de gelo que poderia ter arrancado sua cabeça, mas foi surpreendida por um ataque corporal de Silver, que desferiu um chute no rosto dela.
Ela gemeu de dor e foi em direção ao chão.
— Vinhas da Dor. – gritou a maga, ficando de joelhos no chão e tocando diretamente com suas mãos.
Uma grande onda de magia se espalhou por todo o solo, se concentrando principalmente abaixo do Devil Slayer. Então, uma grande quantidade de vinhas repletas de espinhos surgiu e foi em direção a Silver, acertando mago de todas as direções.
Katrina
Sons de uma batalha séria vinham de uma área afastada de Katrina. Ela tentou diversas vezes ir até Carol, para apoiá-la de qualquer forma que se fizesse necessária, porém Keyes sempre se colocava a sua frente, impedindo-a de prosseguir.
A morena ergueu a mão e uma esfera de energia voou em direção a Keyes, causando uma explosão pequena assim que atingiu o Etherious, mas que obstruiu momentaneamente a linha de visão do demônio.
Ela surgiu rapidamente atrás do lugar onde o esqueleto se encontrava e atacou com todo seu vigor.
— Garra do Dragão dos Mares. – proclamou ela.
Uma garra feita de água envolveu o pé da maga e ela desferiu um chute bem na cabeça do demônio, fazendo e emitir um som de dor e voar em direção oposta a de Katrina.
Agora seria a sua chance de se reunir com Carol. Não importa o que acontecesse, elas deveriam ficar juntas se desejassem vencer este inimigo.
A morena correu em velocidade máxima na direção da qual vinham os sons de luta. Ela ignorava a dor de sua costela deslocada, afinal, ela já superara coisa pior em sua vida.
Katrina se aproximou rapidamente de uma cratera que levava a outro lugar, uma sala pelo que a morena pôde ver e entender. Então o ataque de Silver fora tão longe em tão pouco tempo? Ele era poderoso. Muito mais do que Keyes, com certeza, mas então o que ele estava fazendo ao seguir as ordens do esqueleto. Katrina não conseguia compreender o porquê de tal submissão.
A morena estava quase atravessando o buraco na parede, porém algo acertou seu abdômen de forma inesperada e violenta. A garota arfou quando todo o ar saiu de seus pulmões.
Ela forçou seus olhos, que se fecharam devido ao golpe repentino, a abrirem e viu Keyes a sua frente, com o cajado erguido. Ele a golpeou com uma velocidade tremenda, o que diferia muito do velho Keyes, o qual evitava lutas corporais.
Katrina parou bruscamente e encarou o Etherious a sua frente.
— Não se preocupe minha querida. Ordenei a Silver que quando chegasse à hora de matar aquela garota, ele o fizesse aqui, na sua frente. – disse o demônio – Enquanto isso, eu e você iremos nos divertir aqui. E a propósito, há algo que eu gostaria de lhe mostrar.
O esqueleto mantinha seu sorriso desprezível, enquanto uma aura de poder envolvia seu corpo, transformando-o em algo diferente de tudo que a Infinity Slayer já havia visto.
O corpo de Keyes duplicou de tamanho, passando a medir mais de três metros. Ele também havia se tornado mais corpulento, como se ossos que formavam seu corpo tivessem ficado maiores e mais espessos, tanto é que a túnica negra que ele vestia havia sido se tornado um saiote. O rosto do Etherious também se tornara mais assustador, quando presas surgiram em sua mandíbula, dando a ele um ar mais selvagem e cruel. Seu cajado havia aumentado também, obtendo uma medida proporcional a nova altura de Keyes.
A boca de Katrina se abriu perante forma tão assustadora e horrenda.
− Esta é minha forma Etherious. – disse Keyes. Até mesmo sua voz estava diferente. Agora, esta soava como um uivo em uma noite sombria − Eu nunca a usei antes, mas você é diga de tamanha honra, não acha?
Após concluir sua explicação, Keyes deu um passo, tão pesado que fez com que o chão tremesse, em direção a Katrina.
John
Dor. Dor era a única coisa que John sentia naquele momento. Dor absoluta e inominável.
Lágrimas corriam de seus olhos em uma quantidade enorme. Se alguém perguntasse, ele diria que não se lembrava de uma vez em que estivesse chorando tanto quanto agora. Isso era um fato mais do que verdadeiro, afinal, ela jamais passara por um momento tão angustiante quanto este.
E que momento era este? Fácil de responder. O momento da morte de Marcus Corvin, o Infinity Slayer portador da Marca do Demônio. E também, um amigo querido de John.
Na verdade, amigo não definia completamente o que o rapaz era para o God Slayer da Guerra.
− Eu... ainda tinha tanto para te dizer. – disse John, com o corpo de Marcus em seus braços – Eu tinha tanta coisa planejada para nós dois. Tantos planos... tantos. Mas agora...
Ele não conseguiu terminar o que ia dizer. Uma dor incomparável era sentida em seu peito, como se seu coração estivesse em chamas. Mas ainda assim, ele precisava terminar isso.
− Você... se lembra do dia em que nos conhecemos? Nós tínhamos uns dez anos, não é? – perguntou ele ao corpo desfalecido do amigo – Era o meu primeiro dia como membro da guilda. O primeiro dia após eu fugir daquele lugar maldito onde eu fui escravizado. Seu pai me recebeu de braços abertos e com um sorriso no rosto, e você estava lá. Encolhido e quase que totalmente escondido atrás dele...
O mago se deteve por um momento. Ele fungou e prosseguiu com o que tinha a dizer.
− Você estava fazendo uma cara tão esquisita. – riu no meio do discurso − Eu pensei tantas coisas sobre você naquele dia. Eu pensei... no quão sozinho você aparentava ser. No medo que você parecia sentir ao ficar perto das pessoas e tudo isso me deixava tão intrigado.
John parou de abraçar o corpo de Marcus e o repousou sobre seu colo.
− Você parecia ser tão medroso e eu me perguntava o que te assustava tanto. – John acariciou a bochecha de Marcus – Eu me questionava sobre o que assustava uma pessoa com uma aparência tão inofensiva quanto a sua? O que algum dia ousaria te ferir? Acho que nem mesmo o mais cruel monstro do mundo o faria.
O mago fechou os olhos com força, enquanto uma enxurrada de lágrimas descia por suas bochechas. Ele parecia procurar coragem para prosseguir.
− Mas mesmo com medo, você foi gentil comigo. Eu lembro até hoje da forma como você tremeu quando eu apertei sua mão, e também, da forma como suas bochechas se tornaram vermelhas quando eu disse “É um prazer te conhecer”. As mesmas bochechas que, agora, estão tão sem cor e vida. – disse, enquanto encarava a face pálida de Marcus. John parecia prestes a falhar e desabar, mas tentou ao máximo se manter firme – Você era uma graça, me respondeu de forma quase inaudível “Prazer em conhecê-lo, também”. E então eu notei que você não me olhou nos olhos em nenhum momento, o que me fez achar que você não queria estar ali, comigo. Mas eu estava tão encantado que acabei não levando esse raciocínio muito longe.
John passou a mão pelo rosto, tentando de alguma forma conter a emoção que tomava de assalto seu corpo.
− Eu te amei desde aquele momento. Desde a primeira vez que eu olhei nos seus olhos, eu senti que você era tudo o que eu queria. Tudo o eu precisava. – o rapaz parou de tentar conter as lágrimas – Eu nunca te contei isso. Acho que por medo, ou até mesmo por achar que tínhamos tempo. Eu achava que apenas estar com você bastava, mas agora, eu… eu…
As lágrimas de John pingavam no rosto de Marcus, molhando-o. Ele já não ligava mais para a forma como ele parecia se portar. Agora, não era mais necessário que ele mantivesse uma pose, nem nada do gênero.
— Merda. – xingou John – Eu… quis estar com você. Quando éramos crianças, agora, sempre. Mas você era tão sozinho, e eu não queria te ver daquele jeito. Eu queria me tornar um pilar, no qual você poderia se apoiar. Uma armadura que pudesse te proteger. Uma espada… que pudesse enfrentar qualquer inimigo, e até mesmo destruir exércitos por você. E eu o fiz.
O God Slayer olhava profundamente para o rosto do outro, como se este pudesse ouví-lo.
— Mas você também mudou. – ponderou, enquanto um sorriso surgia em seu rosto – Você se tornou tão, tão alegre. Seja lá o que te assustava no mundo, você enfrentou. Você se tornou tão lindo... e incrível… e maravilhoso. E eu apenas podia me apaixonar mais e mais, afinal, eu te considerava cada vez mais perfeito.
Soluços violentos fizeram que o mago parasse ae falar por um momento. Mesmo sem ferimentos, seu estado não era dos melhores.
— E os anos passaram. Você conheceu tantas pessoas, fez tantos amigos. Kath, Carol, o pessoal da guilda. E Lucy. Eu… achava que você a amava. Para ser totalmente sincero, ainda acho, mas eu não sinto ciúmes nem nada do gênero. Se vocês ficarem juntos… por amor… eu ficaria tão feliz por você. Não importa se não for comigo, eu apenas te quero bem… aqui. De volta.
John gritou para o teto. E para as paredes. E para os inimigos. Ele não conseguia suportar tamanha dor em silêncio.
A dor da perda atual trazia de volta as dores do passado, juntamente de todo o sofrimento e desespero que John um dia havia passado. Na realidade, o rapaz jamais havia enfrentado tanta dor em sua vida. É claro que sua história era conturbada e sombria, mas toda a dor que ele enfrentou era nada comparado ao que ele sentia agora. A sensação de que seu mundo estava prestes a ruir e ser varrido pelos ventos do juízo final. A sensação de impotência. A sensação de morrer e continuar vivo.
— Mas… isso não é mais possível. – lamentou ele – Tiraram você de mim e eu… eu não pude fazer nada.
John tomou novamente o corpo de Marcus em um último abraço. As lágrimas já haviam parado de cair dos olhos do rapaz há algum tempo, afinal não havia mais o que chorar. Suas bochechas estavam manchadas.
— Por mais que eu desejasse ser tudo para você, você dava um jeito de se irritar e iniciar uma briga. – disse John, afundando o rosto na dobra do pescoço do corpo de Marcus – Mas ainda assim… eu te amei em cada momento da sua vida, pelo menos até agora.
Passos foram ouvidos ao longe, mas o rapaz não deu atenção.
— Que o paraíso seja digno de você, Marcus. – concluiu John.
Slash.
Algo cortou o ar em direção a John e ao corpo de Marcus, porém o rapaz apenas pegou o amigo morto no colo e saltou para o lado, se afastando diversos metros do lugar onde estavam anteriormente.
Um assobio foi ouvido e em seguida um furacão avançou contra o mago, porém ele fez conjurou uma espada que media aproximadamente dois metros. Ele cortou o ar em direção ao ataque e uma corrente de vento oposta ao da tempestade surgiu, anulando completamente o furacão lançado contra ele.
Uma vez que o ataque fora cancelado, John fez com que a espada desaparecesse em um brilho dourado.
— Para um bebê chorão, ele até que é bom. – disse uma voz grave e repleta de sarcasmo – Vocês não acham?
— Não devemos achar nada. Nosso dever é apenas nos livramos dos inimigos invasores. – respondeu outra voz, igualmente grave, porém esta era séria e não parecia interessado em jogos de provocação.
— Você devia se divertir um pouco mais Torafuzar. Talvez se você devorasse seus inimigos como eu faço, você poderia ser um pouco menos sério.
— Não pretendo pôr o meu nome na lama comendo meus adversários. Eu os matarei e ponto final. – respondeu o tal Torafuzar – Agora, guerreiro, nós três somos seus oponentes. Tempester, Ezel e eu, Torafuzar, iremos lhe enfrentar. Talvez queira dizer seu nome antes de morrer. E… o que é isso que você carrega?
O corpo de John tremeu e uma atmosfera psicótica começou a surgir ao seu redor. Ele estava prestes a surtar.
— “Isso”? – questionou ele de forma quase que inaudível, obrigando os inimigos a se calarem para ouvir o que ele tinha a dizer. O mago parecia ter nojo da palavra utilizada – Esse era o único homem cuja existência me mantinha são. E agora, por causa de vocês, ele se foi.
John ergueu o rosto, que encarava o chão desde a chegada dos inimigos, mostrando a eles um sorriso e um olhar dignos de um verdadeiro psicopata.
— Eu pintarei estas paredes com o seu sangue e em seguida usarei do que sobrar de seus corpos para enfeitar este lugar. Isto… é uma promessa. – ameaçou John, fazendo os três recém-chegados tremerem.
Um deles possuía uma semelhança gritante com um tubarão, enquanto outro possuía uma série de tentáculos como pernas e quatro braços musculosos, além disso sua pele era azul. Já o terceiro tinha uma aparência extremamente humana, fugindo um pouco apenas por causa de unhas negras e afiadas.
John pôs o corpo de Marcus no chão em um velocidade incrível, tanto é que o movimento não pôde ser acompanhado pelos olhos dos inimigos. Em seguida, ele se jogou em direção aos oponentes, enquanto que uma espada vermelha de longos dois metros surgia em sua mão direita. O mago usou a espada para enviar um arco de chamas em direção aos inimigos.
Os três membros da Tartaros esquivaram de forma desajeitada, pois eles não esperavam um ataque tão rápido e repentino. Mas John não parou de atacar.
Em uma velocidade fisicamente impossível ele atacou todos os três ao mesmo tempo, sendo que os oponentes estavam a metros de distância uns dos outros. Era como se o mago estivesse em três lugares ao mesmo tempo, desferindo golpes de espadas em todos os inimigos, os quais se defendiam com certa dificuldade.
Após acertar alguns golpes em cada um deles, John recuou e mandou uma onda de energia negra em direção aos membros da DarkGuild. Esta era grande e espessa, e acertou todos os três de uma única vez. Mas o mago não esperou para ver o resultado de seu ataque.
John fez a espada vermelha desaparecer de sua mão, assim como fez com que a Armadura de Zeus que ele usava também sumisse. Ele ficou usando apenas uma calça preta, mas um segundo depois, uma luz negra emanou de seu bíceps esquerdo, no qual se encontrava a imagem de quatro espadas, uma negra, uma vermelha, uma cinza e uma verde.
A face do mago transmitia puro ódio e raiva, enquanto seu corpo era coberto por uma massa negra. Ela se moldou em forma de uma armadura absolutamente negra, a qual não refletia nem o menor raio de luz. Ela cobria grande parte de seu corpo, deixando apenas os braços a mostra. A pele de John estava cinzenta e seus olhos brilhavam em vermelho.
— Vocês estão mortos. – disse o mago, porém sua voz estava grave e assustadora, quase como se ele não fosse um humano.
Uma espada negra surgiu na mão direita dele, enquanto que a massa negra de antes envolvia sua cabeça, dando origem a um elmo que deixava apenas os olhos vermelhos de John a mostra, assim como a área do nariz e a boca do rapaz.
Marca dos Cavaleiros do Apocalipse. Este era o poder que John possuía em seu corpo, aquele que ele pensou que jamais teria de usar. Mas parando para pensar, ele não precisava usar esta poder, ele queria usá-lo. E agora nada o impediria.
Ele ergueu a mão direita, na qual surgiu um brilho verde. Um feixe de energia partiu da ponta do dedo dele e viajou rapidamente até aquele que se chamava Ezel, decepando um dos quatro braços azuis dele. O Etherious gritou e segurou a área onde o feixe de energia o atingira.
— Maldito. – ralhou o Etherious – Você está se achando, não é? Eu vou desmembrar seu corpo com as minhas mãos e… urgh.
Ezel gemeu de dor quando uma infecção começou a se espalhar por seu corpo, a partir do golpe onde o ataque o atingiu.
Esta infecção deixou uma parte do abdômen de Ezel completamente negro, enquanto que todas as veias se destacavam devido um brilho verde que lhe deixava com uma aparência doente.
— Merda. – o demônio xingou, enquanto via a infecção se espalhar por seu corpo – O que você fez comigo, seu merdinha?
John deu um passo a frente e este pequeno ato fez com que toda a base da Tartaros tremesse. O poder fluía por seu corpo em ondas massivas, tanto é que deslocavam até mesmo o ar ao seu redor, mas naquele momento ele não precisaria respirar. Tudo que ele precisaria era lutar.
Lucy
A lança de luz arremessada por Lucy não chegou a acertar as fadas em si, pois o poder era grande demais para ser controlado e se tornar preciso. Mas ainda assim o enorme ataque foi mais do que o suficiente para causar grandes danos nos adversários.
Quando todo o dano causado pelo poderoso ataque de Lucy passou, ela admirou a destruição proveniente de uma pequena porcentagem de seu poder.
O chão do salão onde eles estavam fora basicamente aniquilado, enquanto que um gigantesco buraco permitia que o nuvens fossem vistas. A base da Tartaros era voadora? Isto não surpreendeu a loira, afinal acabava explicando o porquê de eles estarem no céu de Magnolia. Lucy não tinha consciência disto ainda, mas o ataque desferido a pouco destruira uma montanha próxima a base da DarkGuild.
A poeira baixou e a maga celestial pôde contemplar os corpos dos cinco magos, todos inertes e de volta ao normal. Fumaça saia de seus corpo grandes e graves ferimentos estavam espalhados por seus corpos. A loira suspirou.
— Ao que parece, eles não eram grande coisa de qualquer modo. – debochou Lucy – Obrigado por toda a ajuda, mas por enquanto, por favor, retornem.
Pediu a loira para os dois homens que a acompanhavam. Um deles era Ares, o Deus da Guerra, e o outro era Loke, o Espírito do Leão. Eles olhavam espantados para a maga celestial.
— Lucy… você está bem? – perguntou Loke.
Lucy tremeu por um momento, antes de responder.
— Eu consigo controlar por agora, se é o que você quer saber. Mas não posso e não vou prometer nada.
Ares engoliu em seco.
— Pirralha, você deve tomar cuidado. Essa coisa pode te consumir e te destruir de dentro para fora. – explicou o deus.
Os dois homens começaram a desaparecer, enquanto Lucy lhes respondia:
— Não se preocupe comigo. Não tenho objetivo de ser consumida por este poder. Não até eu fazer tudo que devo.
A maga celestial tinha um olhar decidido e, com ele, ela avançou para seu inimigo final. Ela avançava contra Kyôka.
Próximo capítulo: Asas Negras.
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