My Neighbor's Apartment
23 Sasori
Notas iniciais
Não acreditei quando meu olhar pousou contra aos de Sasori. O que ele faz na porta de meu apartamento? Como me encontrou?
Essas eram umas das milhares de perguntas que se embaralhavam na minha mente.
Fazia um bom tempo que não via Sasori. Na verdade, me lembro da última vez de falar com ele quando terminamos, ou melhor, quando eu não quis mais saber dele.
Odiava de pensar em como nosso namoro foi desastroso, e tudo por culpa dele; Culpa por ser possessivo de mais, culpa por seus ciúmes inúteis, culpa por querer mandar em mim, vigiando cada passo meu. E a culpa que eu mais odiava pensar; Onde Sasori se mostrou o seu verdadeiro lado, o seu lado monstro.
Me lembro daquele dia perfeitamente; O dia em que Sasori tentou me estuprar.
E se acham que só foi por isso mesmo, estão redondamente enganados.
Ao me negar a fazer o que ele queria, Sasori apelou pelo físico. Pela primeira vez em minha vida apanhei de um homem, sendo aquele que eu jurava amar de verdade.
Mesmo Sasori me batendo, querendo fazer com que eu aceitasse a tranzar com ele, não reagi a nada, sabia que se fizesse seria pior. Então só me deixei apanhar até Sasori se cansar ou eu perder os sentidos.
No outro dia acordei no hospital. Com aquele monstro ao meu lado. Ele disse se eu abrisse minha boca para falar daquilo que aconteceu eu poderia ser considerada uma pessoa morta. Concordei relutante, mas não tinha escolha e acabei por falar para o médico que tinha sido assaltada.
Depois da minha alta eu fugia de Sasori como o Diabo foge da cruz. E isso se intensificou por dois anos, onde eu fazia de tudo para não ter um contato direto com ele.
Mas pelo jeito não havia mais como despita-lo. Sasori encontrou-me.
Engolindo em seco finalmente pronunciei.
– O que faz aqui? — Minha voz sai dura e fria. Porém, por dentro tremia de medo, lembranças do passado.
O aperto na minha com a de Sasuke se intensificou. O moreno deve ter percebido a minha aflição, mas não se pronunciou.
– Depois de tanto tempo é assim que recebe seu amado? — Sasori colocou a mão no peito como se estivesse sido ofendido.
Ri com amargura.
– Amado? Eu nunca te amei Sasori. — Decidi que aquela a hora de enfrentar ele, de dizer tudo aquilo que não pude com medo dele. Mas agora não preciso ter mais medo, pois sei que Sasuke não deixara que Sasori me machuque outra vez.
– Não era isso que você dizia quando me beijava. — Ele parecia calmo, mas seus olhos cintilavam fúria.
Senti o aperto de Sasuke mais forte na minha mão.
– Eu era nova, uma garota ingênua, não sabia o real significado da palavra amor. — Respondi, fazendo de tudo para manter contanto direto em seus olhos, não posso demonstrar fraqueza. — Não me respondeu, o que faz aqui? — Repeti a pergunta.
Sasori umideceu os lábios e vi que seu olhar não passou despercebido por minha mão colada a mão de Sasuke. Ele sorriu de canto e voltou seu olhar para o meu.
– Vim buscar o que é meu. — Sasori deu alguns passos na minha direção. Então Sasuke surgiu na minha frente, se fazendo de escudo.
– Dê mais um passo que acaberei com você agora mesmo. — A voz de Sasuke era ameaçadora, fria.
Sasori gargalhou.
– Você me trocou por isso? — Olhou de Sasuke para mim.
– Sim, e posso garantir que ele é muito melhor que você.– Dei enfase na última palavra.
Sasori paraceu não gostar muito da minha comparação, e antes que Sasuke e eu podemos perceber, o ruivo partiu para cima do moreno, lhe acertando um soco no nariz. Sasuke grunhiu, e agindo mais rápido que eu esperava, ele devolveu o soco, que pelo jeito pareceu bem mais forte do que o de Sasori.
Com o impacto da mão do moreno em seu rosto, vi Sasori cambalear e logo em seguida cair ao chão.
Deixando o ruivo de lado corri até Sasuke que estava tampando o nariz com a mão.
– Você está bem? — Perguntei preocupada, tirando sua mão do nariz. Assim podendo ver que este sangrava. — Precisamos ir ao hospital!
– Eu estou bem. — Sasuke respondeu com um pouco de dificuldade. — Não sairei daqui enquanto não acabar com ele.
– Esqueça Sasori, precisamos ir ao hospital! — Novamente tentei o convencer. Mas sabia que Sasuke era cabeça dura, e não iria enquanto Sasori estiver aqui.
A porta do meu apartamento se abriu chamando nossa atenção.
– O que está acontecendo aqui? — Sai olhou para mim, depois para Sasuke e por último Sasori que continuava ao chão, também sangrando o nariz. Isso não vai prestar. — O que esse desgraçado faz aqui? — Sai olhou o ruivo com fúria.
Ele sabia o que tinha acontecido comigo nas mãos de Sasori, e só não tinha ido atrás dele no passado por que não permitir. Mas agora com certeza Sai vai se vingar dele por mim.
Sasori levantou do chão e olhou Sai. Com dificuldade ele dei um sorriso debochado.
– Oh, quer dizer que seu amiguinho gay também está aqui? — Percebi Sai fechar mão em punhos. — Achei que ele estava dando o rabo pelo mundo.
Então, outro soco.
Sasori teve sorte por Sai não lhe dar o soco no mesmo lugar que Sasuke, mas ele teve muito azar de ser bem no bingulin.
– Filho da puta. — Sasori xingou apertando seu amiguinho com as mãos. Só que levou outro soco, dessa vez no abdomen.
Sorri.
Nunca xingue alguém importante para Sai. Se não irá se arrepender amargamente.
– Doque você chamou minha mãe? Repeti se for homem! — Exclamou Sai em frente ao ruivo, que gemia de dor.
– Mais... homem que... você... eu... sou. — Falou pausadamente o ruivo, devido as dores. E o idiota ainda foi capaz de sorri. Ele é doente, isso sim.
Sasuke ao meu lado assistia tudo de camarote, sem atrapalhar em nada, até parece que o mesmo está se divertindo.
– Desgraçado! — Sai rugiu. Esse é meu gatão! Hehe — Isso! — Uma joelhada na barriga do ruivo. — É por ter falado que você é mais homem do que eu, o que definitivamente não é! E isso! — Um soco certeiro no nariz. Se não tinha quebrado antes, dessa vez não escapou. — É por ter machucado minha amiga! Ordinário! E isso! Isso! Isso! E isso! — Arregalei meus olhos ao ver Sai bater repentivamente no ruivo. Não sabia que ele era assim, tão forte! — É por ter tentando estrupa-la, bate-la, agredi-la, humilha-la e faze-la chorar!
Eu estava emocionada, Sai me ama tanto assim?! Acho que ele merece receber mais atenção de mim, sabe? Lhe dar presentes, beijos, abraços...
Sasuke olhou confuso para mim. Ele ainda estava com a mão no nariz.
– De quem ele está falando? — Me perguntou, arregalei os olhos.
Não podia falar que estavam falando de mim, porque se Sai não matar Sasori, Sasuke fará isso por ele!
Antes que eu possa responder, ou seja, mentir. Ahém. Sasori tentou falar quando Sai parou de bate-lo.
– Sakura... merecia aquilo... e muito mais! — Gritou. E pelo canto do olho vi Sasuke ficar tenso ao meu lado.
Melhor eu interferir nisso antes que vire um banho de sangue. Não que eu esteja protegendo Sasori, não. Só não quero que meu melhor amigo e meu noivo, saíam prejudicados.
– PAREM! — Gritei ao vê que Sai iria bater no ruivo novamente e Sasuke ajuda-lo.
Segurei firme no braço do moreno.
– Não faça isso. — Sussurrei. Ele não me olhava, seu olhar estava fixo em Sasori, um olhar frio, raiva, ódio, eu mesma fiquei com medo. — Sasuke. — Entrei em se campo de visão, coloquei minha mão ao lado do seu rosto o puxando para olhar-me. — Sasuke, não faça isso. — Repeti. — Você não merece ter suas mão sujadas, isso tudo já passou, foi passado. E agora Sasori teve o que mereceu. — Olhei para ele caído ao chão, Sai estava encostado na parede o fitando. — Vamos ao hospital e depois conversaremos sobre isso.
Sasuke parecia bem mais calmo, seu olhar estava preso ao meu.
– Eu quero tanto acabar com a raça desse maldito. — Se referiu ao ruivo. Suspirou novamente. — Mas não irei por você.
Sorri e o beijei, mas me afastei na mesma hora quando Sasuke resmungou um palavrão.
– Precisamos dar um jeito nesse nariz. — Avisei e ele concordou.
– O que vamos fazer com ele? — Sai se pronunciou.
Olhei para Sasori.
– Chame a polícia. — Respondeu Sasuke.
– O que direi há eles?
– Você consegue pensar em algo. — Falei e sorri para Sai. — Irei ao hospital levar esse resmungão aqui. — Apontei para Sasuke que não palavra de reclamar em como seu nariz latejava e doía.
Sai concordou.
Resolvi que era melhor chamarmos um táxi, Sasuke não tem condição de dirigir desse jeito. E lá estávamos nós voltando novamente para o hospital.
Continua...
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