My Neighbor's Apartment
24 Pedido
Notas iniciais
– POORRAAA!!! — Sasuke gritou de dor. — ISSOO DÓIII!!!
– Querido, eu nem trisquei! — A enfermeira o avisou.
Depois do que ocorreu no nosso prédio, eu convenci Sasuke de vim para o hospital para cuidar de seu ferimento no nariz. Que infelizmente a enfermeira disse que teria de coloca-lo no lugar.
Sasuke estava deitado na maca enquanto a enfermeira baixinha e gorducha — que deve ter uns cinquenta ou mais de idade — tentava limpar o sangue seco ao redor do seu nariz.
Fico feliz de mandarem essa enfermeira, e não aquelas enfermeiras bonitas, que vestem seus uniformes colado no corpo, fazendo assim seus seios quase saltarem para fora. Vocês me entendem, néh? Sei que sim! Hehe
– Deixa de ser frouxo, Sasuke! — O repreendi. — Na hora de brigar você não pensou nas consequências, então não reclame!
– Foi aquele imbecil que me atacou primeiro! — Sasuke grunhiu.
Sasuke estava certo. Mas aposto que Sasori está com mais dor do que ele.
– Meu filho, para de se mexer! Se não nunca irei consegui limpar! — A enfermeira que não perguntei o nome falou.
Novamente ela pegou um algodão e o molhou com álcool. Se aproximou de Sasuke, especificamente do seu nariz.
Sasuke fechou os olhos ao ver a enfermeira se aproximando de si. Ela começou a passar o algodão um pouco abaixo de seu nariz, onde estava o sangue seco.
– Não se mexa. — Pediu ela.
Quando ela subiu um pouco o algodão para mais próximo do nariz ouvi Sasuke resmungar.
– Calma — A enfermeira baixinha sussurrou.
O que eu posso dizer? Isso aqui está muito melhor do que qualquer filminho de comédia por aí! Sasuke é meu morenão corajoso!-Sqn hehe E o jeito que ele se contorcia na cama? Parecia uma minhoca em um afasto quente!
– Cacete. — Ele sussurrou.
Dei um tapa em sua cabeça.
– Olha a boca! — O repreendi, e em troca ganhei um olhar mortal.
Quando a enfermeira tentou limpar em cima do nariz de Sasuke, ele gritou outro: Porra!, e bateu na mão da coitada a fazendo se afastar, e ela que só estava ali fazendo seu trabalho para poder ganhar seu dinheiro no final do mês, mas com Sasuke fazendo birra e não a deixando terminar, ela não vai ganhar nada.
– Você quer parar?! Preciso limpar para que quando o médico chegar ele possa coloca-lo no lugar! Mas desse jeito nunca irei consegui! — A enfermeira exclamou, ''P'' da vida. Era engraçado o jeito que ela andava para lá e cá no quarto, e jogava seus braços de um lado e do outro.
Se ela não estivesse irritada por causa do Uchiha, eu até arriscaria fazer uma piada sobre isso.
– O que você quer que eu faça? — Resmungou Sasuke, com a mão no nariz, o protegendo da enfermeira.
– Quero que fique quieto e me deixe terminar o serviço! — Ela apontou para Sasuke.
Suspirei.
O jeito vai ser eu resolver isso, por que só eu sei o quanto esse idiota é teimoso, e não vai ser tão cedo que sairemos daqui.
– Certo! — Chamei as atenções dos dois. — Eu termino de limpa-lo. — Olhei para enfermeira. — Tudo bem?
Ela deu de ombros.
– Contanto que não demore. Pois precisam desocupar o quarto para novos pacientes. — Ela olhou feio para o Sasuke, depois olhou para mim, com a cara mas não tão feia. — Quando terminar me avise que irei chamar o Dr. Gai Maito.
Oh, É o mesmo médico que atendeu a Ino.
Acenei positivamente com a cabeça, e logo a enfermeira saiu da sala me deixando á sós com Sasuke.
– Tudo bem! — Exclamei pegando um pedaço de algodão e o álcool, então repeti o mesmo procedimento que a baixinha gorducha. — Não pense que irei facilitar as coisas para você, Uchiha. — O olhei. Ele me olhava de testa franzida. — É você que tem que facilita-las para mim, então é melhor tirar a merda dessa mão do nariz e ficar quietinho enquanto eu limpo, ou se não você não vai ter só o nariz quebrado. — Dei o meu melhor sorriso diabólico.
Sasuke tirou a mão e sorriu para mim, pelo menos tentou.
– Vai dar uma de enfermeira, Haruno? — Me olhou malicioso. — Saiba que tenho fetiche por enfermeiras.
Ao escutar essas palavras senti meu ventre esquentar. Posso até me imaginar como enfermeira dele, e ele meu paciente doente, que necessita muito da minha ajuda, e eu irei ajuda-lo é claro, ajudarei em todos lugares possíveis.
Sorri para Sasuke.
– Vamos deixar seus fetiches de lado no momento, nosso assunto agora é tratar desse seu sangue, que vou te contar, hein! — Sentei do seu lado, olhei para o seu rosto. — Me promete que não irá dar trabalho?
– Você não sabe como isso dói. — Reclamou fazendo careta.
– Sei sim, pode ter certeza de como sei. — Sussurrei, mas tive certeza que Sasuke ouviu pelo modo de como me olhou. Arrependi na hora de ter dito aqueles palavras. — Sasuke...
– Sakura. — Falou firme meu nome. — Por que não me contou?
– Podemos discutir isso depois. — Tentei desconversar, mas sei como Sasuke não desisti fácil.
– Não. Vamos falar agora. — Sasuke olhava-me sério.
– Olha, vamos fazer o seguinte. — Sorri para tentar abaixar a tensão. — Quando terminarmos com seu nariz iremos conversar, ok?
Ele ficou um tempo parado me olhando, decidindo o que fazer. E por fim balançou a cabeça.
– Certo.
Sorri. Molhei o algodão novamente já que tinha secado e aproximei dele.
– Agora não faça nada. Fique como uma estátua. — Pedi e Sasuke revirou os olhos.
Ao passar o algodão sobre o nariz, ele franziu a testa e apertou os olhos, porém não xingou e não fez nenhum movimento brusco para me afastar.
Eu fazia tudo com mais delicadeza possível. Sabia o quanto aquilo podia doer. Quando Sasori tinha quebrado meu nariz — o que foi bem pior do que o do moreno — Achei que iria morrer. A dor era muita, e Sasuke sentirá mais quando o médico fizer o nariz voltar ao seu lugar.
Rir internamente. Mal posso esperar para ver a reação do moreno! Ele irá gritar muito, sem dúvida! Tomara que não grite igual: Aí Bicha, entendem? Se não irei fazer minhas malas e cair o fora, por que eu que não vou ficar com um homem frouxo! Mas Sasuke não vai fazer isso comigo, tomara.
– Pronto! — Exclamei feliz da vida com meu trabalho.
Só eu posso dominar essa fera selvagem! Hehe.
Sasuke sentou-se na maca.
– Podemos ir embora? — Perguntou olhando-me. Seus olhos brilhavam de expectativas. Coitado, mal sabe o que o espera.
Joguei os algodões no lixo.
– Claro que não! O médico ainda irá vê-lo. — Eu que não vou estragar a surpresa.
– Hunf! — Bufou. E depois sorriu. — Para uma aprendiz você foi ótima como enfermeira. Quero ver como irá se sair na cama.
Corei e desviei o olhar.
Sasuke fala essas coisas sobre sexo tão facilmente, eu mesma fico constrangida.
– Irei avisar a enfermeira que terminamos. — Falei e na mesma hora, corri para fora do quarto.
*...*...*
Depois de avisar a enfermeira que finalmente consegui terminar com Sasuke, voltei para o quarto.
Franzi o cenho depois que abri a porta e acabar encontrando Sasuke com um estetoscópio.
– O que você está aprontando? — Fechei a porta, aproximei da cama onde Sasuke estava.
– Tô tentando ouvi meu coração. — Respondeu sem olhar-me, ele parecia bastante concentrado com aquilo grudado em seu peito. Eu citei que Sasuke estava sem camisa? Isso sim é colírio para os meus olhos. Hehe
Sentei na beirada da cama.
– Ah é? E o que ele está dizendo? — Perguntei irônica, Sasuke revirou os olhos.
– Que sou o homem mais gostoso do mundo. — Sorriu para mim olhando-me.
– Então seu coração está mentindo. — Sorri mais ainda ao ver Sasuke fechar a cara.
Ele abriu a boca para me responder, mas a enfermeira baixinha entrou acompanhada do médico.
– O quê significa isso? — Ela olhou para um Sasuke sem camisa. — Vocês iriam...? — Deixou a frase morrer no ar, mas sabíamos no que ela se referia.
– Não! — Pronunciei-me rapidamente. — Nós não estav...
– Deixe eles Chyo! — O Dr. Gai me cortou. — Afinal, sô estão aproveitando a juventude! — Ia protestar, dizer que não era nada daquilo que pensavam, mas Gai falou novamente. — Vamos ao que interessa! O que ouve com você rapaz?
O cara de vestimenta verde, totalmente esquisito, se aproximou da cama.
– O nariz dele está fora do lugar. — Explicou a enfermeira que acabei de descobri o nome, Chyo.
O Dr. Gai assentiu.
– Vamos coloca-lo de volta, de onde nunca deveria ter saído! — Gai foi até um canto do quarto para pegar algo.
Finalmente o momento que esperava! Vamos ver como Sasuke irá reagir.
O olhei, ele já estava vestido de volta, e fitava o médico com curiosidade, acho que Sasuke ainda não "sacou" a parada. Hehe.
Gai parou em pé ao lado da cama de Sasuke.
– Deite-se. — Sasuke obedeceu, ainda relutante. — Peço para que não se mova, ok? Irá ser rápido se você não der trabalho.
– Duvido. — Murmulhou Chyo ao meu lado. Ela deve estar se lembrando de como foi difícil limpar o Uchiha.
– O quê? — Exclamou Sasuke. — Não precisa fazer nada, estou melhor! — E para comprovar isso Sasuke triscou no seu nariz, e logo em seguida gemeu.
– Estou vendo a sua melhoria. — O médico sorriu. — Agora vamos já com isso.
Gai aproximou um aparelho que não sei o que é, para perto do nariz do moreno.
Estava bastante ansiosa, eu contava os segundos enquanto Gai chegava cada vez mais perto do Uchiha.
E então, O Dr. Gai fechou o aparelho ao redor de seu nariz e o virou, fazendo assim um alto estalo se ouvir em toda sala.
– PORRAAAAAHHHHHH!!! — Gritou. Acho acho que até fiquei surda, mas não sei o que foi pior, o estalo ou esse grito. — Caralho! Merda! Put-
– Para de xingar! Que falta de respeito! — Chyo gritou, e parecia bem irritada.
– Vamos Chyo, meu trabalho aqui terminou. — Gai olhou para Sasuke e sorriu. — Você foi bem corajoso, rapaz.
Comecei a tossi falsadamente. Vocês entendem o que quero insinuar. Hehe.
Quando ficamos sozinhos na sala não me aguentei e me pus a rir.
– Rocê sabirra! — Gargalhei mais ainda ao ouvir como ele falava, era hilário! — Porre não me arrisou?
Suspirei tentando me controlar, e aos poucos consegui parar de rir. Isso era o efeito do nariz recém concertado do Uchiha.
– Não importa mais, é passado. — Dei de ombros. Sasuke estreitou os olhos em minha direção. — O quê? Me desculpe. Sério, só não queria perder esse momento vendo você gritando igual... Hm... é... Uma pessoa gritante-qq?
Que? Eu não iria dizer como queria vê-lo gritando igual Sai. Hehe. Não iria ferir seu ego.
Sasuke revirou os olhos.
– Merror esquecermos irro. — Concordei com a cabeça. — Mas não esqueci da converra que rocê me prometeu.
Suspirei.
Cedo ou tarde ele iria lembrar, preferia que fosse mais tarde, ou nunca.
– É, sei que prometi. Mas acho que você não está nas melhores condições para conversar...
– Se rocê estirrer me entendendo é o que importa. — Respondeu Sasuke, pegando minha mão e a entrelaçando com a sua. — Comece a falar.
Então desabafei, desde quando conheci Sasori e até o dia que acordei no hospital. Sasuke trincava o maxilar toda vez que eu falava como era agredida pelo ruivo. E quando percebi, lágrimas desciam pelas minhas bochechas, eu até tentava falar mais, só que meus soluços eram contínuos, fazendo assim Sasuke não entender mais nada.
– Shhh... — Sussurrou o moreno no meu ouvido, depois de me puxar para o seu peitoral duro e me abraçar. — Não precirra falar mais nada, eu tô aqui e não deixarrei que nada aconteça com rocê.
Aos poucos meus soluços foram diminuindo. Está nos braços aconchegantes do Uchiha me deixava mais calma.
– Obrigada. — Agradeci quando encontrei minha voz.
Ficamos em silêncio absoluto, só nossas respirações eram ouvidas. Depois de um tempo Sasuke o quebrou.
– Sakura...
– Hm? — Levantei a cabeça para fitar seus olhos negros.
– Não querro mais fingir ser seu noivo. — Arregalei os olhos diante daquela revelação.
A primeira coisa que veio em minha cabeça foi que ele não quer mais ficar comigo por causa do que disse.
– Mas... E sua familia? Isso tudo foi por eles. O que vai explicar a sua mãe? Ela vai ficar bastante decepcionada por que mentimos para ela. — Eu estava começando a ficar nervosa. Não quero me separar dele. Eu o amo, e me entreguei completamente a Sasuke.
Tentei sair de seu abraço, mas o moreno não me liberou. O olhei.
Sua feição era de divertimento.
– Serrá que da parra calar a boca? — Sorriu de canto. — Eu disse que não quero mais fingir. Mas...
Não estava entendo mais nada.
– Mas...? — O incentivei.
Sasuke sorriu mais ainda.
– Querro que seja minha noiva oficialmente. Sem mentiras. Por isso irremos marcar nosso casamento para daqui há três meses.
Paralisei. Não conseguia respirar. Tudo que fazia era olhar fixamente o Uchiha de olhos arregalados.
Ele falou em casamento? Nós? Sasuke e eu? O moreno e a rosada? Se casando? Daqui há três meses? Mal podia acreditar.
– V-você... Está... F-falando... S-sério? — Ainda o olhava incrédula, nunca imaginaria Sasuke fazer um pedido assim.
– Eu te amo, Sakura. Rocê também me ama. — Disse o moreno convicto me fitando intensamente.
Um sorriso sapeca nasceu em meu rosto.
– Quem disse que te amo? — Sasuke fechou a cara imediatamente, mas logo sua feição se suavizou, dando lugar a uma irônica.
– Se rocê não me amasse não teria perdido sua virgindade comigo.
Senti meu rosto esquentar. Me remexi em seus braços.
– Poderia ter sido um simples fato de desespero. — Sussurrei sem encara-lo.
Ouvi uma risada gostosa ecoar pelo recinto. E Sasuke me apertou ainda mais em seus braços.
– Então toda a noite eu te terei, para lhe mostrar que não foi desesperro, e sim amor.
Sorri contra seu peitoral.
– Vamos contar a sua família a verdade? — Perguntei quando o silêncio começou a fazer presente.
– Clarro que não. Não querro que saibam disso. — Senti Sasuke repousar sua cabeça na curvatura do meu pescoço, arrepiei-me ao sentir sua respiração.
– Então... Iremos nos casar? De verdade? Passaremos a viver juntos também? — Sasuke fungou contra minha pele.
– Tá tão difícil de acreditar assim? — Sua voz saiu abafada e com um tom de humor. — Sim Sakura, irremos nos casar na igreja, e nem morta rocê vai viver longe mim. Mesmo nos sendo vizinhos de apartamentos tenho vontade de atravessar a parrede só parra agarrar rocê.
Sorri do que Sasuke disse. Eu também só faltava atravessa a parede do meu quarto só para estar junto a ele. Por que agora tenho certeza que estou amando, e também me sinto completamente amada. Mesmo que o pedido tenha sido bastante inusitado, e em um hospital!
Mas o que importar é que ele fez, e mal consigo esperar pelos próximos três meses, onde irei estar no altar, vestida de noiva e me casando com o amor da minha vida.
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