My Neighbor's Apartment

22 O Amor é Tão Lindo


Notas iniciais
Se eu demorei? Admito que sim. Mas tenho meus motivos. Família, trabalho de escola, feira de ciências, meu cachorro que é mais custoso que achei. Hehehe. Mil desculpas pela demora. É sério. Quero agradecer aos queridos comentários que me deixaram. Amei todos eles! *---* E para quem esperava que esse capitulo fosse da Sakura sinto lhes informar que não é. ¬¬ Mas espero que mesmo assim gostem. Afinal, várias pessoas querem saber o que acontecerá com Ino e Gaara, certo? Boa Leitura e nos vemos la em baixo!

Ino Pov's

Estou Grávida.

Grávida.

Grávida.

Não parava de repetir isso para mim mesma: Estou Grávida.

Eu não estava acreditando nisso. Vou ser mãe aos vinte e um anos. Tá que essa idade qualquer mulher não iria ter problema ao engravidar. Mas eu tenho muitos planos para um futuro mais próximo. E terei que desistir de meus milhares de sonhos por causa desse bebê em meu ventre.

Não que eu tivesse pondo a culpa nele. Só queria ter um bebê num futuro bem longe. Ou seja, talvez nos meus trinta anos quando eu estivesse realizado meus sonhos e rodado pelo mundo.

Como isso veio acontecer? Tsc. Que pergunta. É claro que foi por causa das maravilhosas noitadas que eu e Gaara passamos juntos.

Tenho medo de qual vai ser a reação dele ao descobri que irá ser pai. E se ele rejeita o bebê e eu? Acho que não vou consegui cuidar de mim e meu filho sem ajuda de um pai.

E por isso que eu estou nesse momento indo a casa de Gaara para ter uma conversa séria com ele. Estou bastante nervosa. Minhas mãos soam e estou sinto como se pode-se desmaiar a qualquer minuto.

Depois que eu descobri sobre a gravidez, eu, minhas melhores amigas e Sasuke voltamos para o edifício de nossos apartamento. Ao chegar lá, encostado na porta da Sakura estava o ex namorado dela, Sasori. Vi quando Sakura avistou ele e ficou pálida e totalmente paralisada.

Eu disse que estava enjoada e sair de lá. Não queria me meter nos assuntos da Sakura. E eu soube que aquilo iria ser um assunto muito sério.

Agora estou dentro do táxi chegando perto da casa do Gaara. Suspirei fundo me preparando para o que irei enfrentar.

– Chegamos senhorita. — Anunciou o gordo e careca taxista me olhando pelo retrovisor.

Tirei o pagamento dele da bolsa o entregando.

– Obrigada. — Agradeci saindo do carro e a passos lentos caminhando até a porta da enorme casa do meu querido Sabaku.

Gaara pode ser uma pessoa considerada rica, mas ele não acha isso. Porém para mim Gaara é. Mas não tinha ficado com ele por causa de dinheiro e nem nada. Fiquei com ele porque me senti atraída desde da primeira vez que o vi. No elevador do prédio da Sakura.

Depois disso começamos a nos aproximar mais. E quando menos esperei, tinha percebido que eu estava perdidamente apaixonada por Sabaku No Gaara.

Parei em frente a porta de madeira pura e suspirei novamente antes de apertar a campainha.

Vagarosamente a porta ia-se abrindo, e meu coração já estava na garganta faltando pouco para pular pela boca.

– Ino? — Gaara me olhou dos pés a cabeça e levantou uma sobrancelha. — O que faz aqui?

– E-eu... — Puxei mais ar para o pulmão. — Posso entrar?

– Claro. — Ele se afastou dando espaço para mim passar.

E foi aí que percebi seu cabelo molhado e seu peito nu. Gaara estava só com um short cinza e descalço.

– Atrapalhei alguma coisa? — Perguntei enquanto ele fechava a porta.

– Você nunca me atrapalha em nada Ino. — Me mandou um sorriso torto. — Sente-se. — Me sentei e Gaara se sentou em minha frente.

– Então... — Eu olhava para qualquer canto da enorme sala. Menos em seu rumo. Fitei sua enorme Tv, a estante cheia de livros um pouco á direita dela, alguns quadros de paisagens a pregados na parede... Porém não olhei nos seus olhos desde que cheguei.

– Quer beber algo? — Perguntou e eu neguei sem olha-lo. — O que foi, Ino?

– O quê?

– Você está... Estranha. — Escutei um suspiro da parte dele.

– Sempre fui assim. — Respondi olhando uma foto minha com Gaara na mesinha de centro.

Lembro muito bem dessa foto. Nós fomos ao parque, e quando estávamos nos divertido na roda gigante aproveitei e tirei essa foto.

– Não quando alguma coisa está errada. — Falou ele e passei minha mão pelo meu cabelo.

Gaara me conhece muito bem, mais do que eu achava.

– Gaara... — Minha voz saiu em um sussurro. — Eu não sei como lhe contar isso. — Abaixei minha cabeça.

Senti um movimento ao meu lado no sofá, mas não me atrevi a olhar. Porém quando uma mão grande e máscula segurou firmemente em meu queixo, tive que levantar a cabeça e fitar os olhos verdes brilhantes dele. Não conseguia distinguir o que se passava naquele olhar, o que se passava na mente dele.

– Me contar o quê? — Gaara começou uma espécie de carinho no meu cabelo. Me pergunto se ele irá continuar fazendo isso quando lhe contar a verdade.

– Gaara. — Suspirei. — O que você sente por mim? — Ele pareceu se surpreender com a pergunta, depois de um tempo parecendo estar pensando ele sorriu.

– Se algum tempo atrás me dissessem que eu iria me apaixonar por um garota louca, com parafuso solto, não só um mas vários, desastrada, irritante, que come feito uma porca, — Uma careta feia se formou em mim com esse último comentário. — Eu não iria acreditar. — Completou e sorriu para mim, desceu seu dedo passando pela minha bochecha até chegar em meus lábios. — Eu te amo, Ino.

Gaara se aproximou vagarosamente de mim colando nossas bocas. Fechei meu olhos sentindo a língua quente do ruivo penetrando entre meus lábios.

Ah! Como eu sentia falta dos beijos deliciosos e quentes dele. Mas agora posso aproveitar bastante, porém eu poderia aproveitar se não tivesse uma notícia de extrema importância para dar-lhe a a ele.

A contra gosto empurrei Gaara com as mãos o fazendo se afastar de mim.

– O que houve? — Perguntou tentando se aproximar de mim novamente. Balancei a cabeça.

– Eu preciso te contar algo. — Murmurei num fio de voz sem encara-lo.

– Que tal você me contar depois? Vamos aproveitar. — Gaara tentou me beijar novamente mas eu o parei.

– É importante. — Levantei o olhar para encara-lo. — E preciso lhe contar. Não sei bem como você irá reagir. Mas você merece saber.

Gaara percebeu como eu estava falando sério e se afastou de mim me olhando preocupado.

– Aconteceu alguma coisa?

– Não. Quero dizer, sim. — Olhei para minhas unhas que estavam esquisitas de tantas vezes que ruí logo depois de descobri a gravidez.

– Então me fale. — Gaara me fitava sério. Ele sabia que tinha alguma coisa errada. — Você vai me deixar? Se for fique sabendo que não irá ser tão fácil assim.

Me pergunto se quando contar para ele que estou esperando um filho seu, Gaara vai voltar a repetir essas palavras.

– Não é isso. — Falei.

– É o que então? — Pelo tom de voz dele, ele parecia impaciente com minha demora de responder.

– E-eu... — Suspirei fundo e olhei dentro de seus olhos verdes. — Estou grávida.

Continuei a encara-lo vendo sua reação. Gaara no começo ficou confuso, depois sua expressão passou para uma de que parecia ter visto um fantasma.

– V-você... Não está falando sério, está? — Gaara tinha um olhar angustiado sobre mim.

– Estou. Completamente sério. — Queria tanto que Sakura ou Hinata estivessem aqui para me apoiar, mas eu tinha que resolver sozinha.

De repente Gaara começou uma risada nervosa. Passou a mão pelos cabelos ruivos os deixando mais arrepiados.

– Não pode ser meu. — Concluiu e senti meu coração apertar quando ele falou aquilo. Meus olhos lacrimejaram. — Estamos juntos nem tem dois meses direito.

– Mas estou grávida de um mês e meio. O que quer dizer que ele é seu. — Suspirei nervosamente. — Não fiquei com ninguém quando eu estava com você. — Gaara me olhava atentamente escutando minhas palavras. — Se você não quiser assumir seu filho, não se preocupe, não vou obriga-lo a nada. Só achei que deveria saber disso sendo o pai. Então já que sabe não tem o porque de eu ficar aqui. Passar bem.

Levantei rapidamente sem olhar para ele indo em direção a porta. Estava segurando as lágrimas, eu não iria chorar em sua frente.

Por um momento imaginei Gaara correndo em minha direção e parando-me, dizendo que acreditava em mim e que iria ficar ao meu lado pro que der e vier. Mas descartei essa imaginação quando passei pela porta de sua casa batendo-a em seguida e indo em direção a rua.

Agora que estava longe do alcance daqueles olhos verdes hipnotizantes me permiti a chorar. Como ele pôde ter me pesando isso de mim? Tenho cara de quem anda abrindo as pernas para todo mundo? Se ele soubesse que era o segundo cara que já dormi em toda minha vida. E aquele papo todo dizendo que me amava? Será que estava mentindo? Suspirei. Mas nesse momento não importa mais, Gaara decidiu não acreditar em mim e agora quem vai sofrer as consequências sou eu.

Eu que irá carregar um filho na barriga por nove meses. Eu que irá sofrer as dores do parto. Eu que vou trabalhar duro para sustentar ele e eu ao mesmo tempo. Sou eu que vou ama-lo e dar todo tipo de carinho que meu filho merece.

Parei de andar e olhei para os lados. Agora vim perceber que andei sem rumo algum perdida nos meus pensamentos.

Meus olhos observavam uma praça normal, porém estava com pouco movimento. Tinha o que parecia ser um grupo de família fazendo um piquenique do lado esquerdo donde eu estava. Andei para a direita me afastando o bastante que achei suficiente deles, e me sentei em um banco de cimento.

Instintivamente coloquei a mão em cima de minha barriga que ainda não estava com volume e á acariciei.

– Pelo jeito é só eu e você meu filho... Ou filha. Você também pode ser uma menina, não é? Uma linda garotinha de cabelinhos louros e olhos verdes. — Murmurava enquanto fazendo um tipo de carinho nela. Suspirei. Pelo jeito já acabei me apegando com meu filho antes de nascer.

Sorri.

Mas meu sorriso foi embora no momento em que senti minha visão ficar turva. Uma forte dor na minha cabeça apareceu. Levantei do banco onde estava e caminhei alguns passos, pretendia andar um pouco para pode melhorar essa tontura, porém nos poucos passos que dei foi o suficiente para que meu corpo se chocasse contra o chão.

* ... * ... *

Despertei sentindo um horrível cheiro de lírios, amaciante de roupas e amônia. Abri meus olhos me deparando com um teto branco, o quarto era iluminado pelo raio de sol que entrava pela janela aberta do lado esquerdo onde eu me encontrava. Passei meus olhos azuis pelo redor do quarto, as paredes eram pintadas com um azul-claro e tinha uma mesinha com rodas empurrada para perto da minha cama, que continha alguns remédios e objetos que não consegui identificar.

Forcei minha mente para obter alguma lembrança do que aconteceu.

Grávida. Gaara. Discussão. Praça. Desmaio.

Instintivamente coloquei minha mão em cima de minha barriga. Lembrei de quando senti uma forte tontura, mas depois disso não conseguia recordar de nada.

A porta do quarto se abriu e de lá entrou uma mulher morena com o cabelo na altura do queixo.

– Olá querida. — Se aproximou até ficar ao meu lado na cama. — Como se sente?

– Onde estou? — Ignorei sua pergunta.

Ela sorriu.

– No hospital. — Respondeu e a encarei confusa. — Se sente bem?

– Sim. — Confirmei ainda aérea. — Como que cheguei aqui? Me lembro de está numa praça e...

– Seu marido lhe achou e te trouxe rapidamente até aqui. — A mulher que deduzir ser uma enfermeira me cortou.

Marido? Que marido? Não me lembro de ter namorado, muito menos me casado! Sera que bati a cabeça quando caí?

– O quê?! — Exclamei me sentando na cama. Com um pouco de dificuldade, mas a enfermeira me ajudou.

– Ele pareceu bastante nervoso e preocupado quando entrou pela porta do hospital com você nos braços. E também não parava de te pedir desculpas, agora não sei porquê. — Meus olhos estavam arregalados. O que essa enfermeira está falando? Quem me trouxe até aqui? E quem é esse meu marido?

– Mas... Eu não sou casada. — Falei para ela que levantou uma sobrancelha.

– Não foi isso que seu marido disse quando assinou a ficha para sua autorização de internação, Srta. Sabaku. — A enfermeira pegou alguma coisa que não consegui identificar. Enquanto eu estava branca que nem papel.

Do que ela me chamou? Não pode ser. Deve ser algum engano. Um terrível engano! Afinal, Gaara não daria trabalho o suficiente para me ajudar, sendo que ele mesmo rejeitou o próprio filho.

– Agora vamos medir sua pressão. — Indagou a enfermeira me atraindo de volta para a terra. — Aliás, me chamo Shizune.

Ela sorriu e me forcei a fazer o mesmo.

Depois que ela colocou um negócio em meu braço e apertou outra coisa para medir minha pressão. Shizune me deixou sozinha no quarto, falando antes de sair que eu e meu bebê estamos bem, porém só irei ter alta no dia seguinte por conta das dúvidas.

E agora estou mais nervosa ainda porque ela me falou que meu marido iria vim me ver. Se for o Gaara mesmo, por que ele se apresentou como meu marido? Essas é uma das milhares perguntas que irei fazer. Por que ele me ajudou? Ele não estava com raiva?

Mas agora só poderei ficar deitada nessa cama de hospital esperando Gaara dar as caras para poder bombardeá-lo de perguntas.

* ... * ... *

Acordei sentindo uma leve caricia sobre meu cabelo. Nem tinha percebido que adormeci. Abri os olhos me deparando com um brilho verde me fitando com carinho e um pouco de preocupação.

– Gaara... — Sussurrei não acreditando que ele estava ali.

– Como está? — Perguntou com o tom de voz baixo.

Ignorei sua pergunta para bombardeá-lo com várias.

– O que faz aqui? Achei que nunca mais queria me ver. E como me encontrou? E por que estão dizendo por ai que você é meu marido? Nunca passamos de ficantes! E... — Fui interrompida com surpresa pelo seu beijo. Porém como o beijo veio rápido, logo se foi também.

– Primeiro: Estou aqui garantindo a segurança da minha mulher e do meu filho. Segundo: Nunca disse que não queria mais te ver. Terceiro: Depois que você saiu feito um furacão da minha casa achei melhor te seguir, mas quando achei você estava caída ao chão desmaiada. Você não tem idéia de como fiquei preocupado achando que tinha lhe perdido. — Lembrei das palavras da enfermeira quando ela me disse que quando Gaara chegou no hospital ele estava bastante preocupado. — E por último falei que era seu marido por que não me deixariam te visitar se falasse outra coisa.

Por um momento achei que ele iria dizer que falou ser meu marido porque me amava e tal. Mas estou perfeitamente enganada.

– Obrigada por vim aqui e ter se preocupado comigo. Mas agora que estou bem você pode ir. — Falei tentando segurar o choro.

E eu que achando que ele tinha mudado e iria ficar comigo! Qualquer pessoa faria o que ele fez ao encontrar uma mulher desmaiada em sua frente.

– E quem garante que irei deixar vocês outra vez? — Gaara falou e sorriu de canto.

Porém lembrei das terríveis palavras que me disse na sua casa.

– Você me acusou de está mentindo sobre o meu filho ser seu. O que fez você mudar de idéia tão rápido? — O acusei e ele abaixou a cabeça. Logo levantou para me olhar nos olhos e vi eles cheios de determinação.

– Você me pegou de surpresa, Ino. Eu não estava acreditando que iria ser pai, isso nunca passou pela minha cabeça. Estava fora de si. Me desculpe por ter dito aquilo. — Ele respirou fundo. — Eu te amo Ino. Amo vocês dois.

Agora não conseguia mais segurar minhas lágrimas, elas desciam livrementes uma atrás da outra sobre minhas bochechas. Depois de tudo que Gaara fez ainda sou capaz de perdoa-lo, por quê? Por que eu...

– Eu também te amo, Gaara. — Falei engasgada pelo choro.

Fiquei sentada na cama e podemos nos abraçar. Afundei minha cabeça entre seu ombro e pescoço.

– Prometo não te deixar... — Sussurrava ele no meu ouvido. — Eu te muito amo, Ino. E quero passar minha vida toda ao seu lado. — Gaara separou nosso abraço e se levantou.

– Gaara o quê...? — Perdi a fala quando vi ele se ajoelhando ao lado da cama pegando minha mão.

– Não é o melhor lugar para isso. E também repentino demais. Mas nós nos amamos e é isso que é o mais importante. Então vai... — Ele me olhava bem fundo dentro de meus olhos, e eu quase não conseguia respirar. Estava muito emocionada, Gaara não vai fazer o que estou pensando, vai...? — Já tivemos os nossos altos e baixos nesses poucos meses que ficamos juntos. Ainda me lembro quando te vi pela primeira vez — Ele sorriu e eu também. — Estava andando pela rua e encontrei você...

Flash Back

Depois de um dia cansativo de trabalho estava voltando para a casa andando, afinal, infelizmente meu carro estava no conserto e eu não tenho paciência suficiente para esperar um bendito táxi passar.

Estava quase escurecendo, e era questão de mais alguns minutos para sol se pôr atrás dos grandes prédios de Nova Yorque.

Enquanto eu andava percebi na minha frente uma silhueta pequena, apressei um pouco os passos e vi mulher loira. Levantei uma sobrancelha. Ela parecia perdida, póis olhava para todos os lados como se estivesse procurando algo. Não me atrevi a chegar mais perto do que três metros de distância para ficar a observando. Iria a seguir.

Seu cabelos Louros amarrado em um rabo de cavalo acompanhava cada movimenta que sua cabeça fazia, pelo que pude ver seu corpo era perfeito, cheio de curvas.

Durante um bom tempo só fiquei acompanho-a, irei ver até onde ela iria, quero descobri onde esse anjo morava.

Arregalei meus olhos verdes quando ela olhou para trás e seus olhos encontraram os meus.

Lindos. Era a definição para aquele azul imenso e brilhante que me encaravam confusos.

Porém não foi só seus olhos que me encarava até agora que me surpreenderam, e sim quando ela deu de cara com o poste. Não deu de cara totalmente póis ela estava olhando para trás, mas mesmo assim ela se chocou com tudo contra o poste e caiu ao chão.

Imediatamente fui ao seu socorro e agachei ao seu lado.

– Você está bem? — Perguntei tentando segurar uma risada pela cena que acabei de presenciar.

Que foi? Sou um ser humano qualquer e essa loira se chocando contra o poste foi muito irônico!

– S-sim... — Respondeu e até sua voz era em um tom doce.

A ajudei levantar. Mas ela se desequilibrou e quase vai ao chão novamente se eu não a tivesse segurado. Essa garota precisa de mais cálcio nas pernas!

Depois de algum tempo eu ainda a segurava. E não queria sair dali tão cedo. Sua pele é tão macia.

– Já pode me soltar! — Ela exclamou e eu ri internamente.

– Só estou garantindo que você não irá cair novamente de cara no chão. — Ela corou e eu finalmente pude sorrir.

– Não ria de mim! — Ela bateu contra meu peitoral até fazer com que eu a solta-se. Para uma figura tão pequena ela tem uma mão bem pesada.

– Ta legal, ta legal. — A soltei.

Ficamos alguns minutos encarando um ao outro. Enfim eu deu um suspiro longo e resolvi pergunta logo o que estava entalado na minha garganta.

– Esta perdida? — O olhar que ela me lançou foi super engraçado. De olhos arregalados junto com a boca. Aquilo ali é uma baba descendo...?

– Não! — Ela praticamente gritou.

– Ahh é? — Cruzei os braços sobre o peito e a encarei com um sorriso irônico. Ouvi ela bufar.

– Ta bom. Estou perdida. — Admitiu.

– Não era de se esperar. Afinal, é loira, néh? — Rir e ela me olhou feio.

Não sei por quê, mas é bom irrita-la.

Ela me deu as costas e começou a caminhar com passos rápidos.

– Ei! — Gritei correndo atrás dela. Quando finalmente a alcancei parei em sua frente a fazendo parar. — Qual é o seu nome?

– Ino.

– Gaara. — Estendi a mão mas ela me ignorou e atravessou a rua correndo que nem louca.

– Eu hein. Espero que ela não se perca mais do que já está.

Flash Back off

Eu ri me lembrando daquele dia. Foi um baita encontrão que dei contra o poste. Ainda me pergunto como não vi ele, ahh sim. Por causa que fiquei encantada com o cara de cabelos ruivos e olhos verdes que me seguiam.

Senti Gaara acariciando meu rosto com sua mão desocupada. Ele ainda estava de joelhos.

– Pelo jeito você tinha encontrado o caminho de volta para onde estava indo. — Gaara falou e concordei.

– Sim. Demorou um pouco mais logo voltei para casa da Sakura. — Respondi e Gaara sorriu.

– Então Ino Yamanaka. — Ele apertou mais forte minha mão. — Você aceita se casar comigo?

Minhas lágrimas voltaram com mais urgência. Tá que eu já esperava isso depois que ele se ajoelhou, mas mesmo assim estou muito emocionada. Também é por causa do bebê.

Em meio aos soluços que eu aceitava consegui dizer um sim. Gaara se levantou do chão abraçando-me forte.

– Eu te amo. — Falei em meio ao choro.

– Também te amo minha Loira. — Gaara me apertou mais forte. — Amanhã mesmo depois de você receber alta vamos encomendar nosso anel de noivado.

Eu não me importava com anel desde que sempre Gaara estivesse comigo. Mas eu não iria dizer, afinal que mulher não quer ganhar um anel de noivado para sair se exibindo para as amigas? Ri disso internamente.

Ino Pov's Off

Nós ficamos abraçados por bastante tempo, trocando carícias e palavras carinhosas. E então adormeci nos braços de meu amado, sabendo que ali é meu porto seguro e sempre vai ser. Meu e de nosso filho.

Notas finais
O que acharam? Espero que tenham gostado. Não esqueçam de comentar e favoritar a fic, e muito menos de recomendar! Mas mereço recomendações? *---* Vou tentar ñ demorar igual dessa vez. Bjsss