Sophie's POV
Barry voltou irritado, tirando sua máscara e apoiando os braços na mesa. Todos o encararam preocupados, mas sem dizer uma palavra.
— Não podemos deixar ele derrubar outro prédio. Temos que impedi-lo!— Barry disse, quebrando o silêncio.
— Como?— Harry perguntou.— Ele tem um exercito de metas o protegendo.
— E tem muitos...— Disse, me lembrando do que vi na delegacia. Tantos metas, com diferentes habilidades.
— Vamos descobrir.— Barry disse, encarando Harry, cruzando seus braços. — Vamos impedi-lo.
— De novo: Como?— Harry perguntou outra vez, fazendo Barry revirar os olhos.
— Não sei.— Ele se virou, encarando Cisco.— Cisco, se lembra quando fomos para a Terra 2 e não conseguia usar seus poderes?
— Sim, por que?
— Você não conseguia por causa da frequência. Eram diferentes.— Cisco se levantou, com a boca aberta.
— Acho que estou entendendo o que quer dizer.
— E se criássemos uma arma de frequência...
— Que apenas atingiria os da Terra 2!— Ele completou com um sorriso. Caitlin assim que entendeu concordou.— Vamos trabalhar nisso.— Ele disse, chamando Caitlin com ele.
— Vou ver se tem alguma mudança na polícia.— Joe e disse e Iris foi com ele.
— Se tiver mudanças no Picture News, eu aviso.— Ela passou a mão no braço de Barry que se afastou. Ele sorriu e levantou os braços.
— Vamos conseguir, time!
Barry's POV
Consegui capturar dois novos metas. Acho que vamos precisar de um lugar maior para colocar eles. Entrei no córtex onde vi meu pai saindo da enfermaria.
— Esta tudo bem? — Perguntei preocupado, encarando a cama onde Sophie estava deitada.
— Sim. Só troquei os curativos dela. — Ele a encarou e então cruzou os braços. — Falou com ela? Como ela está?
— Ela está bem. Só precisa de tempo até encontrarmos o Zoom. — Ele concordou e então sorri. — E vamos.
— Filho, mesmo com todo estes metas destruindo a cidade, você continua otimista. O que você viu na força de aceleração? O futuro?
— Não. — Sorri balançando a cabeça. — Não desta vez. O que eu vi na força de aceleração não só mudou minha mente, me mudou. Eu só... Pela primeira vez não estou com medo.
— Entendo. Mas... — Ele parou e se virou para mim. — Sabe que precisa ter cuidado, não é mesmo?
— O que quer dizer?
— Bem...
— Por que esta fazendo isso? — Me afastei dele, não acreditando no ouvia do meu próprio pai. — Não entendo porquê está tentando tirar algo que lutei tanto para conseguir.
— Não estou tentando tirar isso de você.
— Você não sabe por tudo que passei. Você não esteve por perto para saber. — Fechei minha boca assim que percebi o que tinha falado. — Me desculpe, não queria...
— Você esta certo. Não estive perto. Não te ensinei a dirigir, não te levei para a faculdade, mas fiz tudo o que podia para saber quem você é. Barry, não estou tentando tirar nada de você. Eu acredito em você. — Ele andou até mim, e colocou sua mão no meu coração. — Isso não é sobre não acreditar em você.
— Eu sei. E estou bem, pai. Obrigado, muito obrigado por se preocupar comigo, mas eu estou bem. Eu te amo. — Sorri e o abracei. Um abraço longo que não queria que acabasse.
— Não, não! — Ouvi gritos vindo do quarto e corri até Sophie que se esperneava na cama. A segurei, tentando acalmá-la.
— Sou eu, Sophie! — Ela estava chorando, tentando se afastar de mim.
— Me deixa em paz! Por favor! — Ela gritava enquanto a forçava no meu abraço. Ela abriu seus olhos, olhando ao redor apavorada.
— Você esta bem? — Eu perguntei segurando sua mão. Ela passou a mão nos cabelos enxugando suas lágrimas. — Você esta tremendo. O que aconteceu Sophie?
— Vou pegar uma água. — Meu pai disse se retirando. Ela me olhou com os olhos arregalados.
— Eu... Eu vi ele. Zoom. Ele estava bem aqui.
— Esta tudo bem, sou só eu.
— Eu vejo ele em todos os lugares, sempre que fecho meus olhos.
— Você acabou de passar por uma experiencia horrível. É normal, Sophie...
— É não normal! — Ela gritou se levantando. — Eu estou sempre com medo. Ele tirou tudo de mim. Minha confiança, minha sanidade. Eu sinto que estou enlouquecendo, Barry!
— Você não esta, Soph. Eu vou te ajudar. — Me levantei indo até ela, e colocando sua cabeça contra meu peito. — Você está segura.
***
Assim que Sophie se acalmou, decidi buscar algo para comermos. Caminhei um pouco na rua vazia pensando no que estava acontecendo. Sophie parecia apavorada, o que Jay fez com ela é imperdoável. Serrei meus pulsos imaginando as coisas que ele poderia ter feito.
— Barry? — Cisco me chamou no comunicado, me fazendo parar na hora.
— O que?
— Entendido. — Me vesti e corri até o local que Cisco me avisou. Vi uma mulher vestido de preto, que ao me ver sorriu. Parei imediatamente, não acreditando ser ela.
— O que foi Barry? — Cisco perguntou, preocupado. — Barry?
— É a Laurel Lance. — Ele ficou em silêncio ao ouvir o nome dela.
— Laurel Lance está morta. Pelo menos nessa terra. — A mulher disse, deixando meu coração apertado por me lembrar. — Tadinha da Canário Negro. Adeus, passarinho.
— Então. — Assim que recuperei meu fôlego, a encarei. — Como te chamo?
— Pode me chamar de... Sirene Negra. Zoom disse que você poderia aparecer.
— Se ele te disse sobre o que posso fazer, deveria estar assustada.
— Assim como você.
— Me diga, por que destruiu Mercury Labs?
— Porque gosto de ver as coisas sendo destruídas. — Ela disse com um sorriso no rosto. — E adivinhe? Você é o próximo, vermelho! — Ela deu alguns passos na minha direção, e então parou, abrindo a boca. Ela começou a gritar tão alto que me jogou para trás, fazendo meus ouvidos queimarem. Não conseguia ouvir nada ao meu redor. Me levantei, tentando aguentar a dor. Ela se aproximou, me socando várias vezes. Ela me chutou, derrubando outra vez meu corpo no chão. — Coitadinho. — Finalmente consegui escutar a voz dela, em um tom baixo. — Sabe o que é engraçado? Acho que Zoom tem medo de você. E você nem vale a pena. Quantos metas ele mandou para te matar? Que pena, deveria ter me mandado antes, assim você já estaria... — Um carro a atingiu, jogando ela no chão. Olhei para o motorista me surpreendo ao ver Wally.
— Vem, entra! — Ele gritou, e corri até o banco de passageiro, borrando meu rosto para não me reconhecer. Ele sorriu e então ligou o carro, se afastando dela. — Pensei que iria querer uma carona. — Ele brincou e sorri, sentindo um pouco de dor.
— Obrigado. — Disse antes de pular para fora do carro, correndo de volta para o Star Labs.
Sophie's POV
Como Caitlin estava ocupada com Cisco, tive que cuidar dos ferimentos de Barry. Limpei o sangue de seu ouvido, enquanto Joe o encarava super irritado. Não sabia o que aconteceu, mas Joe não fazia aquele olhar por nada.
— Pronto. — Disse, e Barry me encarou confuso.
— Você disse algo?
— Sim. — Eu sorri me sentando ao seu lado. — Terminei. — Ele sorriu e assentiu.
— Então, Wally se arriscou para ajudar o Flash? — Joe perguntou no qual Barry deu outro sorriso para mim.
— Isso eu ouvi.
— Não é engraçado. Ele poderia ter se matado. Sabe que ele esta fazendo isso, enfrentando os metas sozinhos?
— Wally é um garoto determinado.
— Determinado para se matar.
— Ou para ajudar as pessoas. Deveria agradecer por ele ser assim, ou eu não estaria aqui.
— Wally teve sorte hoje a noite. Não quero ver o dia que ele não vai ter.
— Temos mais do que sorte do nosso lado. — Barry disse, fazendo Joe suspirar e se retirar. Iris ficou em silencio encarando Barry, e ao me notar olhando para ela começou a encarar o chão.
— Pode nos dar um minuto, Iris? — Perguntei e ela concordo, se retirando com um sorriso fraco. — O que ela tem?
— O que quer dizer?
— Iris. Ela esta estranha comigo. — Barry a encarou e então sorriu para mim, segurando minha mão.
— Ela deve estar preocupada com o Wally. Você seria uma ótima médica. —Eu sorri, mas logo ele desapareceu ao me lembrar do meu passado.
— Não. — Disse encarando o chão enquanto balançava minhas pernas. — Barry, sabe que não é invencível, não é?
— Claro que sei. — Ele soltou uma gargalhada.
— Então por que esta agindo como se nenhum mal pudesse te contar? — Ele parou, e seu sorriso foi desparecendo.
— Sei que esta preocupada comigo, mas eu estou bem. — Ele voltou a sorrir, e me abraçou. — Eu te amo, Sophie. E se você estiver do meu lado, sei que vou conseguir. — Ele se afastou me encarando. — Então, você confia em mim?
— Eu sempre vou confiar em você, Bar. — Ele aproximou seu rosto do meu, primeiro esfregando seu nariz carinhosamente com o meu, e então tocando seus lábios com os meus.
— Eu te amo, olhos de oceano.
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