Hunter's POV

— Conheci seu amigo de vermelho hoje.— Sirene perguntou entrando no laboratório que uma vez era do Barry. Continuei encarando Central City pela janela.— Não vai perguntar se o matei?

— Não o matou. Você é boa, mas não tanto.— Pude sentir seus olhares pelas minhas costas. Ouvi seus passos se aproximando e um suspiro seguido de um sorriso.

— E ainda assim, parece que sou a unica de seus tenentes que continua em pé.

— Como eu disse, você é boa. Então por que não vai derrubar mais alguns prédios? Como eu mandei.

— Para que?

— Para parecer aleatório. Assim o Flash e seus amiguinhos não saberão o que estou tramando.— Disse me virando para ela, que já estava próxima de mim. Ela me encarou profundo, tentando saber no que passava na minha mente.

— O que você vai fazer?

— Nada de bom.

Barry's POV

Cisco, Wells e Caitlin finalmente terminaram o dispositivo que iria apagar todos os metas da Terra 2. Como proteção para Wells e Jesse, eles criaram um fone, que protegeria eles das altas frequências. Sorri ao saber que iria apagar até Zoom. Me virei para Sophie que deu um fraco sorriso.

— Você esta bem?

— Sim.— Ela respondeu rápido, e depois arrumou seu cabelo para trás.— E você?

— Confiante. — Ela deu um sorriso e depois se aproximou de mim, batendo na minha barriga.

— Certo, Sr. Confiante, vamos-— Ela começou a falar, mas sendo impedida pelo sinal apitando. Encarei a tela mostrando uma localização.

— Parece que nossa Sirene Negra voltou. — Caitlin comentou e Iris me encarou apavorada.

— É o condomínio de apartamento na zona oeste.— Joe comentou.

— Centenas de pessoas moram lá.— Iris finalmente disse algo.

— Certo, Ramon. É conosco.— Wells disse correndo para os computadores.— Dispare o pulso agora. Allen você precisa começar a gerar o campo de refração.

— Mas ela pode derrubar os prédios a qualquer momento.— Sophie comentou, no qual concordei.

— Eu preciso impedi-la. Todas aquelas pessoas, Wells! — Ele me encarou como se a solução fosse simples. Deixar ela derrubar o prédio e matar centenas de pessoas enquanto impeço Zoom.

— E todas as pessoas que vão morrer enquanto esperamos?

— Ao invés de discutirmos, deveríamos estar fazendo algo, não acham?— Sophie perguntou, se estressando. Eu nunca a vi daquela forma, mas não me importei, ela estava certa. Precisamos fazer algo rápido, e de preferencia que ninguém se machuque.

— Acho que tive a pior ideia de todas. — Cisco comentou, chamando a atenção de todos que o encaram a espera de sua explicação. — Vou precisar de você, Caitlin.

Sophie's POV

Disfarçados de Nevasca e Reverb, Caitlin e Cisco foram até seus lugares no prédio a procura da Sirene Negra. Entrei logo atrás deles, segurando minha arma com cuidado. Passos silenciosos enquanto observava os dois. Examinei Caitlin e senti um arrepio ao me lembrar que Nevasca tentou me matar, mesmo depois de ter a ajudado. Vejo os dois conversando com a Sirene Negra e me aproximo, me escondendo e miando a arma na sua direção. Qualquer movimento eu atirava. Não! É perigoso! Me lembro do Barry reclamar sobre vir até aqui. Sei que é perigoso, mas não posso ficar sentada assistindo eles se arriscarem. Sentia que tudo aquilo foi minha culpa, que fui eu quem espalhou esta praga que está infectando o mundo. Meu corpo estremeceu ao me lembrar dele e aquele sorriso envenenador. As vezes, sinto ele perto de mim. Não, eu o sinto dentro de mim, devorando minhas energias. Talvez ele estava certo, talvez eu tenho uma escuridão em mim também. Talvez eu seja como ele... Não! Balancei minha cabeça voltando minha atenção aos três. Vi Sirene se virar e então pegar algo do chão. Ela volta sua atenção para Cisco e joga. Ela da um sorriso irônico e então se aproxima deles enquanto se afastavam.

— Corra!— Ele grita e os dois correm. Sirene dá mais um sorriso e se prepara para gritar. Arrumo minha mira nela e atiro, derrubando Sirene no chão. Corro até os dois que me agradecem imediatamente. — Você arrasa ruiva! — Cisco grita e me abraça.

— Você vadia! — Sirene se levanta e anda na minha direção com raiva. — Eu deveria ter te matado enquanto estava sozinha! — Ela prepara sua voz para gritar, e levanto minha arma rápido mas seu grito sai e a acerta antes que eu pudesse atirar. Jogo a arma no chão sentindo uma leve dor. Cisco levanta sua mão e a acerta com algum tipo de poder, jogando ela para longe outra vez.

— Como você isso? — Caitlin pergunta.

— Eu não sei.

— Então faça de novo. — Eu digo ao ver que Sirene nos encarava mais irritada. Ele levanta sua mão, mas nada acontece.

— Nada pode nos impedir. — Sirene diz e abri sua boca, mas então ela cai no chão, tentando tampar os ouvidos.

— Funcionou! — Cait grita com um grande sorriso no rosto. Respiro aliviada encarando ela que já estava adormecida.

— Vamos levá-la para as celas.

Barry's POV

Depois de prender todos os metas na prisão de mata humanos do Star Labs e na prisão de Iron Heights, precisava conversar com o Capitão. Vi ele com Joe na delegacia e perguntava sobre o Zoom. Minha hora. Corri até eles, disfarçado minha voz.

— Um dos metas disse que Zoom criou uma fenda e escapou para a Terra 2.

— Terra 2? Eu preciso saber sobre isso? — Capitão perguntou confuso.

— Não. — Eu e Joe respondemos juntos. Capitão sorriu e me encarou.

— Bem, obrigado Flash. O homem que salvou Central City mais uma vez.

— Não, Capitão. Fomos um time. — Eu disse e ele sorriu antes de procurar com os olhos por alguém.

— Por falar em time, onde está o Allen? — Assim que ele perguntou, corri trocando de roupa e andei desajeitado até o Capitão.

— Ouvi meu nome. O que é o problema, Capitão?

— Você tem cem casos de metas para checar. Vá trabalhar! — Ele disse com sua pose mandona outra vez. Concordei e assim que ele saiu Joe sorriu para mim.

— Esta foi boa.

— Sim. — Andamos até a mesa dele, onde me escorei nela enquanto Joe se sentou na sua cadeira. — Então, sobre Wally.

— Decidiu falar com ele?

— Não.

— Por que não?

— Porque ele é o seu filho.

— Eu sei que é meu filho.

— Quero dizer... Ele tem a sua vontade de ajudar as pessoas, Joe. — Ele me encarou e então suspirou. — Não posso impedir Wally de se tornar o herói que ele pode ser.

— Eu quero que o dia que tiver filhos, eles te torturem. — Eu sorri. — E eu estarei lá para rir de você. — Ele apontou para mim no qual gargalhei.

— Tudo bem, vovô. —Me virei para voltar ao laboratório.

— "Papa"

— O que? — Voltei a encarar Joe que sorriu.

— Meus netos vão me chamar de "papa" — Ele sorriu no qual devolvi com um sorriso.

— Certo. — Disse dando as costas para ele outra vez, e encontrando a ruiva que acenou para mim. — Sophie. O que faz aqui?

— Vim te ver. — Ela me deu um selinho e então me entregou um pacote. Peguei ele e o abri, encontrando um sanduíche. — Igual o que sempre fazia para você, mas sem as jujubas. — Eu sorri beijando sua testa e segurando sua mão.

— Quer subir?

— Sim. — Subimos as escadas, e virei meu rosto para Joe que me encarava com um sorriso sincero.

Entramos no meu laboratório onde arrumei todas as papeladas que estavam jogadas. Ela entrou um pouco nervosa, parando na porta. Respirou fundo e então veio até o meu lado.

— Você esta bem?

— Sim. Eu vou melhorar. — Ela sorriu. — É meio difícil estar aqui depois de tudo. — Ela colocou as mãos no meu peitoral, me empurrando na mesa, onde me sentei. Ela ficou entre minhas pernas e me beijou. Coloquei minhas mãos na sua cintura, e ela no meu pescoço. — Você provavelmente tem muito trabalho a fazer.

— Sim. Mas termino em segundos. — A beijei outra vez, e depois desci no seu pescoço. — Você foi bem ajudando Cisco e Caitlin.

— Sim! Acho que vou me tornar uma policial. — A encarei com os olhos ampliados.

— Nem pense! — Ela sorriu e aproximou seu rosto do meu.

— Por que? Até o Flash precisa de alguém para protege-lo.

— Você já me protege bastante, Dra. White. — Ela afastou seu rosto com um sorriso lindo e gentil.

— Como você...?

— Pensou que esconderia de mim para sempre? — Seu sorriso ficou mais fraco enquanto ela encarava o chão. — Por que escondeu de mim?

— Porque eu descobri que odeio hospitais. Quando minha mãe adoeceu, eu peguei um tempo do hospital para cuidar dela. Depois da sua morte, não conseguia encarar um hospital da mesma forma. — Eu sorri puxando seu rosto para me encarar. Ela teve que levantar o rosto pois sou muito mais alta que ela.

— Talvez... É hora de você seguir seus sonhos. É o que sua mãe gostaria. — Ela sorriu um pouco tímida.

— Sim. Acho que está certo. Mas por enquanto continuo no jornal. — Ela me beijou antes de seu celular tocar. Ela pegou revirando os olhos. — Scott. — Ela disse fazendo uma careta. — Ele cara realmente sabe como me irritar. — Ela se afastou guardando o celular no bolso outra vez. — Te vejo de noite?

— Qualquer hora, querida. — Ela sorriu e me deu mais um beijo antes de sair do laboratório.