My Heart Draws a Dream
3 Capítulo 3
Notas iniciais
me arrasei
deletei a fic Just One More Chance todinha T___T
eu ia atualizar e ia terminar ela logo T_T
e o pior de tudo é que eu não tenho os capítulos (sim, eu sei que foi vacilo meu T__T)
e vou salvar todas as fics numa pasta pra isso não acontecer denovo T_________T
mas tá aí a outra fic
xD
espero que gostem
*sorri deprimida*
Aoi tentou ajudar Tora, e Kouyou, pensando que Yuu ia atacá-lo primeiro, feriu o moreno no braço com a faca.
Os demais garotos se assustaram e Reita deu um soco no rosto de Uruha, que acabou derrubando a faca no chão. Shou e Nao aproveitaram a situação e seguraram seus braços.
Akira estava pronto para continuar batendo em Uruha, mas Ruki segurou sua mão:
- Por favor, Aki não faça isso! – O louro olhou para o pequeno que tinha lágrimas nos olhos. Acabou se comovendo e pediu que os outros dois soltassem Uruha, que disse:
- Isso não vai ficar assim...
O padre veio correndo e disse:
- O que aconteceu? – Olhou do braço ferido de Aoi para a boca ensangüentada de Uruha. – Eu deixo vocês sozinhos por cinco minutos e acontece isso!
- Vocês? – Reita disse, indignado – Olha “pai”, nós sempre nos demos bem... Depois que esse aí chegou – apontou para Uruha que o olhava com ódio – nossos problemas começaram!
- Akira, por favor...
- Eu te poupei dessa vez por causa dele. – Apontou para Ruki. – Mas a próxima vez que você ferir um de meus irmãos eu juro que eu acabo com você, entendeu? – Ameaçou Kouyou na frente de todos.
O louro não respondeu, apenas pensou: “me aguarde...”.
- Você está bem, Yuu? – O padre perguntou ao moreno.
- Sim, eu estou... Foi só um arranhão. – respondeu olhando o braço.
- Vá lavar e fazer um curativo. Depois vá para a igreja, porque já estamos atrasados.
- Sim, senhor!
- Kai, vá com ele e ajude no que for preciso.
Os dois morenos foram em direção ao banheiro. Minutos depois já estavam na igreja, onde se posicionaram em seus devidos lugares. Por sorte, Uruha apenas havia arranhado o braço de Aoi.
Os garotos começaram a cantar.
Ruki estava empolgado, sorria enquanto observava os rapazes cantando... Seus olhinhos brilhavam e observavam os rostinhos alegres de seus novos companheiros.
O pequeno não parava de olhar para Akira, que estava sem a famosa faixinha. “Como ele é lindo...” pensava, enquanto se esquecia de tudo que estava a sua volta. Voltou a si quando a música acabou e os garotos voltaram para seus lugares.
Reita se sentou ao lado de Takanori que, em vez de prestar atenção na missa, preferia analisar cada pedacinho do rosto do garoto.
Saga estava sentado atrás de Reita e percebeu como Ruki o estava olhando. Estava insatisfeito com os olhares e ficava se perguntando como Ruki conseguia ser tão cara de pau. Para sua sorte, ele não era o único que pensava assim.
Reita se sentindo incomodado perguntou com a voz baixa:
- Dá pra parar de olhar?
- Desculpa...
- Você me irrita!
- Eu não vou olhar mais... Eu juro...
Akira voltou sua atenção para as palavras do padre. A missa era um tédio, nenhum dos garotos gostava de assistir as reuniões, mas eles não tinham nenhuma outra opção.
Mal se passaram cinco minutos e os olhos de Takanori já estavam devorando Akira novamente.
O rapaz, incrédulo, olhou para o pequeno, que lhe sorriu de forma doce.
Ignorou o sorriso e também os olhares do garoto.
Kouyou estava sentado ao lado de Miyavi, que brincava com os dedos de Takeru enquanto fingia prestar atenção na missa. Os dois trocavam olhares e pequenas carícias da forma mais discreta o possível.
Hiroto estava cochilando. Não havia dormido bem à noite porque estava pensando no novo amiguinho.
Quase no fim da missa, o padre chamou os dois novatos e os apresentou para a igreja, afinal eram as pessoas que ajudavam e que mantinham a instituição.
- Venham aqui garotos. – Mal o padre chamou e Ruki correu na frente, subiu no altar com um grande sorriso e não disfarçou os olhares lançados diretamente para Akira, que abaixou a cabeça.
Uruha, por sua vez, não saiu do lugar. Continuou sentado, os braços cruzados sobre o peito e uma expressão debochada no rosto.
- Takashima, por favor... Venha. – O padre lhe chamou mais uma vez.
O garoto se levantou e foi até a frente arrastando os pés. Subiu no altar e, ao contrário de Ruki, sua expressão era fechada. Não ficou nem um minuto à frente das pessoas e resolveu voltar para seu lugar.
O padre estava se sentindo constrangido. Ele imaginava que Kouyou seria um caso difícil, mas não tão complicado.
- Padre... Deixa eu falar? – O pequeno puxava a batina do padre e estendia a mão querendo pegar o microfone. Toda a tensão que se encontrava dentro da igreja desapareceu e as pessoas começaram a rir, inclusive Reita.
Padre Manoel entregou o microfone na mão do pequeno, mas depois se arrependeu, pois ele não parava de falar.
O senhor teve que pedir para o garoto lhe entregar o microfone umas três vezes e, quando finalmente o pegou de volta, se desculpou com as pessoas e disse que não fazia idéia de que Ruki era tão tagarela.
O baixinho fez um bico, se fingindo de chateado, e ganhou um beijo na bochecha e um abraço do padre.
O pequeno desceu feliz e sorridente, se sentou novamente ao lado de Akira e disse:
- Eu estou feliz por estar aqui...
O maior não respondeu, apenas continuou ouvindo o que o padre estava dizendo.
*
Após o término da missa, os garotos tinham que fazer a faxina na igreja. Trabalhavam duro, limpando cada pedacinho do local.
Aoi, Tora, Shou, Takeru e Uruha teriam que limpar os bancos, porém Kouyou se sentou em um canto e disse que não ia limpar nada, que não era escravo de ninguém e que não tinha a obrigação de fazer esse tipo de coisa.
Tora estava querendo esganar o garoto, mas foi impedido por Aoi, que pediu um pouco de paciência e compreensão.
Reita, Saga e Ruki foram escalados para limpar o banheiro e os demais garotos ficaram encarregados de outras tarefas.
- Aki, eu não posso com... – o pequeno tentou falar, mas foi impedido pelo mais velho.
- Takanori não enche. Você não é melhor que ninguém aqui, vai logo limpar os banheiros pra gente poder almoçar. – Entregou um baldinho com alguns produtos de limpeza.
- Mas é que eu...
- Vai! – empurrou Ruki para dentro de um dos banheiros.
O pequeno encostou a porta e acabou despejando uma quantidade um pouco exagerada de cloro puro dentro do ambiente fechado. Não deu outra: começou a sentir mal. Akira, sentindo odor intenso vindo do banheiro, abriu a porta perguntando:
- Que cheiro forte é esse?
Mas se assustou quando viu que o outro garoto já estava praticamente sem ar e o puxou pra fora.
Os olhos do pequeno lacrimejavam e as mãos tremiam. Akira gritou por Saga e este veio correndo. Ficou assustado quando viu que Ruki estava passando muito mal.
O pequenino então levou uma de suas mãos trêmulas até o bolso de onde tirou uma bombinha e borrifou algumas vezes dentro da boca.
Minutos depois o garoto já estava melhor.
Akira, ainda assustado, passou a mão no rosto de Takanori, perguntando:
- Está tudo bem?
- Agora está. – Sorriu. – Eu tenho asma e acho que não foi uma idéia muito inteligente mexer com tanto produto químico dentro do banheiro fechado, né?
- Não, Takanori, não foi... Se eu não tivesse aparecido, você poderia ter morrido...
- Eu tentei falar, mas...
- Eu sei, a culpa foi minha... me desculpa, tá?
- Tudo bem...
- Acho melhor você ficar aqui fora, enquanto Saga e eu terminamos de limpar, certo, Saga? – perguntou ao rapaz, que estava queimando de ódio. Em todo o tempo que convivera com Reita, ele jamais o havia tocado de uma forma carinhosa como tocou o rosto de Ruki... Ele sabia que tinha que agir rápido ou então perderia o jovem para o baixinho.
- Sim... – sorriu de forma falsa, enquanto olhava para a bombinha que ainda estava na mão de Ruki e planejava algo sinistro.
O baixinho se sentou e ficou prestando atenção em Reita. Observava a regata colada no corpo do maior, os músculos de seus braços, as coxas... Ele se perguntava como Reita conseguia ser tão perfeito...
*
Terminaram de limpar a igreja por volta de uma hora da tarde. Todos estavam morrendo de fome e correram para a mesa, onde almoçaram tranqüilamente. Durante a refeição, o padre disse que as pessoas tinham se encantado com o pequeno, e que seria fácil conseguir uma família para ele. Takanori se entristeceu um pouco, e perguntou se poderia conversar com ele mais tarde.
Após almoçar, os garotos lavaram a louça e aproveitaram o resto da tarde para jogar futebol.
Ruki, que não queria jogar, estava sentado embaixo de uma árvore. Já estava quase adormecendo quando sentiu uma mão tocar seu ombro. Olhou assustado e viu que era Aoi.
- Você me assustou...
- Desculpe, não foi minha intenção... Será que eu posso te fazer algumas perguntas?
- Sobre o Kou-chan, né?
- Sim... Sobre ele... – Suspirou e foi direto ao assunto. – Por que ele é tão amargo?
- Eu não acho muito legal ficar falando sobre a vida dos outros...
- Eu sei, me desculpe... Mas eu precisava muito entender o porquê...
- Compreendo... E por isso te peço pra ter um pouco de paciência. Conquistar a confiança dele é um pouco difícil, mas depois que você o fizer você vai ver como ele é uma ótima pessoa... – Disse, sorrindo de forma meiga para o moreno – Sabe, Yuu...
- Me chame de Aoi...
- Aoi, se quiser pode me chamar de Ruki... – Sorriu mais uma vez e continuou falando. – Eu conheço o Kou-chan há algum tempo e sei que ele não é assim porque quer... É só o jeito de ele se proteger pra não se machucar mais...
- Será que um dia ele vai confiar em mim?
- Eu acho que sim... Você é uma boa pessoa, e com um pouco de paciência eu sei que logo tudo vai se ajeitar e vocês vão se dar bem...
- Obrigado, Ruki. Falar com você me deu um pouco de esperança.
- Não precisa me agradecer. Eu só quero ver meu amigo bem e eu acho que você vai poder ajudar. – Piscou um dos olhos.
- Vocês são muito amigos, né?
- Somos... Ele é a única pessoa que eu tenho, por isso eu o amo muito e quero que ele seja muito feliz... Ele merece.
- Me tranqüiliza saber que ele tem um amigo como você, Ruki.
- Obrigado, Aoi...
- Saiba que você pode contar comigo pra ajudar o Kouyou, ok?
- Ok!
- Aoi, vem jogar! – Bou, outro dos rapazes, chamou o moreno, que se levantou rapidamente e disse:
- Eu vou ali jogar com os rapazes, depois a gente conversa melhor, tá?
- Tudo bem!
Ruki estava vendo os rapazes jogarem, se divertia observando os novos amigos de longe. Até que a visão de Akira caminhando em sua direção o fez se desligar de tudo que estava a sua volta.
A cada passo que o louro dava, o pequeno suava e ficava mais ansioso. Finalmente o rapaz se aproximou e se sentou ao lado de Ruki. Ele perguntou:
- Garoto, porque você sempre me olha tanto? Seus olhares me incomodam. Eu já estou perdendo a paciência.
Takanori sorriu um pouco sem graça e respondeu:
- Me desculpe por te olhar tanto... Mas é que tem algo que me intriga...
- O que está te intrigando? – Indagou, curioso.
O pequeno pegou a mão do maior e a levou até o próprio peito, colocando-a sobre seu coração.
- Tá sentindo meu coração? – Perguntou para Akira.
- Sim... – Sentia o coração de Ruki bater forte e muito acelerado.
- Eu fico assim quando te vejo... E também sinto uma coisa gostosa no estômago... Gostaria de saber a razão dessas sensações tão boas... Me ajuda a descobrir o porquê?
- Huh? – pela primeira vez na vida, Akira se sentiu intimidado por alguém. – Descobrir? Como?
- Assim...
Aproximou seus lábios dos de Akira e o beijou carinhosamente. O maior ficou tenso, pois jamais havia beijado alguém como Ruki. O beijo era tão simples, apenas os lábios do menor roçavam nos de Reita, que não movia um músculo sequer, e por fim o pequeno separou seus lábios dos do mais velho e sorriu.
- Eu estou tão apaixonado por você... – Sussurrou e passou a mão com ternura pelos cabelos do louro que, assustado, se levantou, deixando o pequeno sem graça.
- Você é um louco! Melhor eu sair de perto antes que sua loucura me contagie! – Disse isso e correu para bem longe de Takanori.
Ruki suspirou chateado e se colocou em pé. Resolveu procurar seu amigo e conversar um pouco para ver se ia sentiria-se melhor.
- Uru... fiz merda... – Se sentou ao lado do garoto que estava um pouco afastado dos companheiros, fumando um cigarro.
- O que você fez? – perguntou, enquanto jogava o cigarro fora, ele não fumava na presença de seu amigo.
- Confessei pro Akira que gosto dele e o beijei...
- Eu não gosto desse cara... Vou me vingar por hoje...
- Você não vai se vingar, você me prometeu que não ia mais fazer essas coisas Kouyou. Eu acreditei em suas palavras.
- Eu não vou fazer nada demais... Apenas vou dar o troco. Isso não vai ficar assim Taka, eu juro que não vai ficar...
- Kou-chan, pra quê tanto ódio? Isso te faz mal...
O lourinho não respondeu, mudou o rumo da conversa para evitar tocar no assunto:
- O que foi que o cara fez quando você o beijou?
- Me deu um puta fora... Fugiu de mim e falou que eu era louco.
- Tá brincando? – Perguntou, rindo.
- Tô falando sério, eu tô sem graça até agora... Fui tão sincero com ele e me dei mal...
- Não fica assim, chibi... – Puxou o pequeno e o fez encostar a cabeça em seu peito. Enquanto Ruki escutava as batidas do coração de seu amigo, se perguntava se um dia ele mudaria, se um dia todo o ódio que estava dentro daquele coração ia desaparecer. Até que o pequeno disse:
- Hei, Uru, você não comeu nada o dia todo... Não está com fome?
- Não...
- Você não pode ficar sem comer... Senão vai ficar fraco, doente e vai acabar morrendo... Eu não quero ficar sem você.
- Exagerado. Eu não vou morrer. Pelo menos não de fome...
- Promete que vai jantar?
- Como você é chato, pequenino...
- Eu me preocupo com você... – Disse um pouco chateado.
- Eu sei... – Beijou a cabeça do amigo – Obrigado por se preocupar.
Os dois permaneceram calados por algum tempo. Enquanto Uruha estava pensando em algo, Ruki notou que o garoto estava muito distraído e, quietamente, levou sua mãozinha por baixo da camisa do garoto e disse:
- Eu sei que você gosta disso!
- Huh? – Sem esperar, Uruha foi atacado por cócegas. O pequeno, aproveitando sua fraqueza, o derrubou no chão, sentou em sua barriga e fez mais cócegas, arrancando gargalhadas do amigo.
- Pára! Chega! – O garoto implorava enquanto o pequeno, sem dó, se divertia “torturando” o amigo.
Cansado, Ruki parou com as cócegas e saiu de cima de Uruha, que virou de lado e disse:
- Minha barriga... Seu sádico desgraçado...
O menor, que ria, beijou o pescoço do amigo dizendo:
- Eu gosto de fazer você rir, seu tonto!
Kouyou se virou novamente, deitando com a barriga pra cima e puxou o baixinho para se deitar em seu ombro. Beijou sua testa e falou:
- Eu amo você, Taka...
*
Já passava das oito horas da noite e os garotos entraram para jantar. Cada um ocupou seu devido lugar à mesa e jantaram calmamente, sem algum atrito ou gracinha. Apenas as vozes de Ruki e Hiroto, que falavam sem parar, eram ouvidas.
Reita evitava olhar para Ruki, mesmo percebendo que o menor ainda continuava observando-o.
Como sempre acontecia após cada refeição, os meninos lavaram a louça suja e conversaram um pouco antes de dormir.
Uruha, que não participava das conversas, foi para o quarto, onde tomou um banho, se deitou e dormiu.
Os rapazes tiveram um dia agitado e cansativo, por isso conversaram muito pouco. Subiram para o quarto, tomaram banho, deitaram-se e ficaram esperando o sono chegar.
Eram onze horas da noite e Ruki não conseguia dormir porque estava preocupado. Ele precisava conversar um pouco com padre Manoel e como não teve oportunidade durante o jantar, achou que o encontraria em sua sala. Desceu as escadas com cuidado para não fazer barulho e assustar alguém, caminhou na ponta dos pés até a sala e bateu:
- Padre... Eu posso entrar?
Não ouviu resposta e bateu mais uma vez. Como ninguém respondeu, o pequeno abriu um pouco a porta e espiou dentro da sala. Estava vazia e era iluminada apenas pela luz de um abajur.
Takanori entrou e chamou o padre algumas vezes. Mas ele não estava ali. O pequeno, muito curioso, começou a vasculhar o local com os olhos. Notou que a mesa do padre estava bagunçada, que havia papéis espalhados por cima da mesa.
“Que sujeira...” – Pensou... – Acho que eu vou arrumar aqui um pouco.
Se havia algo que o baixinho odiava era local sujo e bagunçado. Ele compreendia que o padre não tinha tempo e muito menos condições financeiras para pagar alguém para limpar o local. E confiar naqueles garotos para fazer a faxina ali era o mesmo que pedir para o local ser destruído.
Ajeitou alguns livros que estavam sobre a mesa por ordem alfabética e começou a ajeitar alguns papéis.
Estava distraído colocando as coisas em ordem quando sentiu duas mãos tocarem sua cintura e uma voz sussurrar em seu ouvido:
- Está procurando por diversão?
Notas finais
brigada beta uy-chan por betar pra mim as duas fics
*continua chorando*
brigada vcs que estão lendo
e suas reviews me deixam muito feliz
=*******
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