My Heart Draws a Dream
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Thanks buchudinha por betar por mim
desculpa a minha ausência da net mas é que três pra um pc é o cúmulo da fodisse
então eu uso o pouco de tempo que tenho pra digitar os capitulos
se eu entrar no msn, não escrevo e só fico conversando xD
mas logo eu estarei de volta
=****
Ruki estava sentado ao lado de Reita, que estava de frente para Saga. Akira, percebendo que Takanori não tirava os olhos de cima de sua pessoa, resolveu perguntar:
- Algum problema?
O pequeno piscou os olhos algumas vezes e sorriu perguntando:
- Por que você usa isso? – apontou o dedo para a faixa, quase encostando no nariz do maior, que lhe respondeu:
- Não te interessa.
O pequeno ficou envergonhado e voltou sua atenção para o prato de comida.
- Akira... por favor... – disse o padre.
- Ele não parava de ficar me olhando... isso me irritou...
- Não precisa ficar chateado Taka. Reita é um bom garoto, apesar de ser um pouco grosso às vezes. – o padre disse, tentando fazer o pequeno se sentir melhor.
Ruki levantou a cabeça e sorriu de forma tímida.
Saga, que não estava gostando nem um pouco daquela cena, resolveu se levantar e ir para seu quarto. Akira percebeu que seu amigo estava chateado, mas não se importou, e continuou jantando como se nada houvesse acontecido.
Aoi conseguiu se sentar ao lado do lourinho e tentou puxar assunto:
- Gostou da comida?
Kouyou não respondeu, apenas sacudiu os ombros demonstrando que não se importava se a comida era boa ou ruim.
- Kouyou... eu...
- Rapaz, eu não estou interessado em saber o que você tem pra me dizer, ok?
- Eu só queria...
- Faça um favor a mim e a você mesmo: não fale comigo.
- Desculpa, mas eu...
- EU JÁ DISSE PRA NÃO FALAR COMIGO! – Gritou, batendo a mão na mesa, assustando todos os presentes.
- Uru... calma... – pediu o pequeno.
- Eu estou calmo... – respondeu com o tom de voz mais baixo.
- Kouyou, nós temos que conversar. Vamos pra minha sala agora. – pediu o padre, enquanto se levantava.
O garoto também se levantou e seguiu o homem. Enquanto isso, os demais garotos sussurravam e comentavam entre si:
“- Ele é louco...”, “- É um marginal...delinqüente...”, “- Se eu fosse o “pai”, jogaria esse cara na rua...”
Reita estava rindo.
- Eu não achei nada engraçado. – Aoi disse, irritado.
- Quer um espelho pra ver sua cara? Ela está muito engraçada Aoi... – continuou a rir.
O moreno se levantou bufando e foi para o quarto.
- Reita, você não devia rir dele assim... – repreendeu o amigo, enquanto alisava as coxas de Nao discretamente.
- Não enche, Kai...
Na sala do padre:
- Sente-se...
- Eu estou bem assim.
- Eu pedi pra sentar, Kouyou.
- E eu já disse que estou bem assim, não vou me sentar. – permaneceu em pé encarando o homem.
- Eu te chamei aqui pra falar sobre seu comportamento... O que foi aquilo na mesa?
- Aquele cara estava me irritando, eu disse pra ele não falar comigo... – o garoto começou a rir – Mas eu acho que todos aqui são surdos ou idiotas, porque fazem justamente o oposto daquilo que eu digo. – começou a provocar o padre.
- Filho... eu entendo que você tem seus problemas. Mas agindo desse jeito você...
- Vejo que essa conversa não vai dar em nada... lá vem o senhor com aquele típico sermão de que nós temos que tratar bem as pessoas, ter educação e o diabo a quatro... Mas eu vou te dizer uma coisa – se aproximou do velho e olhou no fundo de seus olhos – eu não queria vim pra essa porra de lugar! Preferia a rua! Já que você quis me trazer pra cá, então me aceite do jeito que eu sou e pare de me perturbar!
- Filho...
- Vou pro quarto, já cansei de olhar pra tua cara. – disse e, dando as costas, saiu da sala.
*
Após jantar, os garotos lavaram e secaram os pratos. Ruki, que estava se enturmando com os demais garotos, conversava com Hiroto de forma bem animada.
- Os dois baixinhos estão se entendendo... – falou Tora para Reita, que guardava alguns pratos.
- E daí?
- Pelo menos o Saga vai ficar mais aliviado... ele não gostou nem um pouco do jeito que o nanico olhava pra você.
- Eu já falei pra ele parar com essas frescuras... eu já disse que ele não significa nada pra mim. Ele é apenas... uma boa foda, nada mais que isso.
- Ele gosta de você Reita...
Akira não respondeu. Terminou de guardar os pratos e disse:
- Vamos jogar um pouco de conversa fora com os rapazes...
Os garotos estavam comentando sobre Kouyou, ninguém havia gostado dele:
- Quem ele pensa que é? Só por que ele é bonito não tem o direito de agir daquele jeito! – Shou disse, indignado.
- É verdade ele é bonito! – um dos presentes concordou.
- Come ele, Reita! – sugeriu Takeru.
Os demais riram e aprovaram a idéia
- Calma aí gente, eu não vou comer ele não!
Aoi, que havia descido para tomar um copo d’água, ouviu o comentário e não gostou:
- Vocês não têm vergonha na cara?
- Não me diga que você está ofendido porque estamos falando da sua gatinha? – Reita se colocou em pé.
- Vocês falam em comer as pessoas como se elas fossem bonecas infláveis ou coisa parecida... As pessoas têm sentimentos e vocês são tão irracionais que...
- Qual é o seu problema? O cara te humilha na frente de todo mundo e você ainda o defende?
- Eu não sei o motivo dele ser assim... por isso, prefiro não falar nada.
- Você é um frouxo mesmo Yuu... sai da minha frente. – O rapaz empurrou o moreno e subiu para o quarto.
O pequeno, que conversava com Hiroto mas mantinha os olhos atentos em Reita, percebendo que ele havia subido, resolveu que era hora de deitar.
- Eu acho que vou dormir... estou um pouco cansado.
- Entendo... amanhã a gente tem que acordar cedo.
- Sim, o padre me falou... por isso vou me deitar, senão amanhã vai ser muito difícil acordar...
- Está certo... Até amanhã amigo!
- Até amanhã!
O pequeno subiu as escadas correndo, se confundiu e entrou no quarto errado. Para sua surpresa, Saga e Reita estavam se beijando loucamente em cima da cama.
Assustado, Ruki bateu a porta violentamente e entrou no quarto ao lado chorando. Uruha, que estava deitado, se levantou e foi ver porque o outro chorava.
- O que houve, chibi? Alguém te fez algo? Se alguém te machucou, eu sou capaz de...
- Não... é que... – o pequeno não conseguia falar porque chorava muito.
- Para de chorar Taka e me fala o que aconteceu...
- Eu vi... o Akira beijando... outro cara.
- Quem é Akira? – perguntou, enquanto secava as lágrimas do pequeno com a manga da camisa.
- O rapaz bonito que usa a faixinha.
- Eu não o achei bonito... e ele te trata mal. Qualquer dia eu vou arrancar aquele pano da cara dele e fazer ele engolir aquela porcaria!
- Não Uru, não faça isso, por favor... chega de confusão...
- É que eu não gosto de ver ninguém te maltratando...
- Você prometeu que não ia mais arrumar encrenca.
- Tudo bem, chibi. Eu vou tentar me controlar, certo?
- Certo.
- Tá mais calmo? – alisou os cabelos do amigo
- Sim...
- Ótimo... – deu um beijo na testa do pequeno.
- Uru... aquele moreno bonitão tá afim de você!
- Ele é um idiota, Taka, e eu já estou de saco cheio desse cara....
- Mas a gente só tá aqui há algumas horas...
- Pra você ver o quanto ele conseguiu me irritar. Chega de falar nessas coisas. Vou dormir porque estou cansado e você deveria fazer o mesmo.
- Eu vou... só quero tomar um banho antes de dormir.
- Tudo bem, boa noite pequeno. – beijou a bochecha do garoto e foi para a cama.
- Boa noite, Uru.
Takanori pegou uma toalha e suas roupas dentro da mala, e foi para o banheiro, onde tomou um banho bem quente. Ao sair, a primeira coisa que seus olhos notaram foi a presença de Akira deitado na cama.
- Pensei que você não ia sair do banheiro nunca... – disse mal humorado.
- Me desculpe, mas é que eu precisava de um banho...
O maior não respondeu, apenas caminhou em direção ao banheiro e fechou a porta na cara de Takanori que esperava uma resposta.
Ruki suspirou chateado e disse boa noite a Kai e Aoi, que já estavam deitados. Poucos minutos depois, Akira saiu do banheiro. O pequeno também lhe deu boa noite, mas o maior não respondeu.
- Posso apagar a luz? – Kai perguntou e a apagou em seguida.
*
Reita acordou no meio da noite sentindo dores nas costas. Olhou no relógio e viu que era uma e meia da manhã. Suspirou pesado e se virou para o lado direito. Notou que Takanori estava se movendo demais... achou aquilo muito estranho, por isso se levantou e foi até a cama ver se ele estava bem.
- Está dormindo? – perguntou baixinho para não acordar os demais companheiros.
- Não... – respondeu sussurrando. – Eu não consigo...
Akira notou que o pequeno estava encolhido e tremia.
- Está com frio? – perguntou, olhando a coberta fina que cobria o corpo do garoto.
Ruki negou, mas Akira não acreditou. Foi até sua cama, pegou um cobertor e colocou em cima do pequeno.
- Acho que agora você vai conseguir dormir.
- Mas... e você?
- Não se preocupe, eu tenho outro... boa noite!
- Boa noite Aki...
“Desde quando eu dei permissão pra ele me chamar assim?” – pensou, enquanto pegava outro cobertor no armário.
O garoto se deitou de costas para o pequeno e fechou os olhos. Não conseguiu dormir porque estava preocupado... preocupado com Takanori. Akira se virou para o outro lado e viu que o menino não se mexia mais. “Ele deve estar bem...” – pensou e fechou os olhos. “Mas... e se ele não estiver?” – abriu os olhos. A dúvida maldita começou a martelar em sua mente impedindo–o de dormir.
Reita se levantou e foi até a cama de Ruki, que já dormia profundamente.
O maior se deitou novamente, sorrindo, pois o pequenino estava bem.
Não conseguiu dormir por causa da dor que sentia, por isso ficou velando o sono do pequeno.
Logo o dia amanheceu e os garotos se levantaram. Aoi foi o primeiro a pular da cama, animado, pois o domingo estava ensolarado. Foi até a cama de Kouyou acordar o lourinho:
- Bom dia. – disse sorrindo.
- Você de novo? – perguntou meio irritado.
- Eu só te acordei porque a gente tem que ir pra missa e...
- Eu já sei disso! – respondeu se levantado e foi em direção ao banheiro lavar o rosto.
Aoi suspirou um pouco chateado, mas estava decidido a não desistir do garoto.
- Kai... acorda vagal! – era Reita cutucando o amigo.
- Oi... – respondeu com a voz sonolenta.
- Acorda a coisinha ali. – apontou para Ruki, que ainda dormia profundamente. – Eu vou descer pra tomar café, estou morrendo de fome.
- Porque você não o acordou? – perguntou se espreguiçando.
- Porque eu não quero ele no meu pé mais tarde... – respondeu e saiu.
Kai se levantou vagarosamente e se abaixou ao lado da cama de Takanori. Olhou para o cobertor e viu que era o de Reita... o moreno achou aquilo um pouco estranho, mas não se importou. Chamou o pequeno.
- Takanori, acorda...
O pequeno nem se mexeu.
- Acorda... – Kai cutucou tentando acordá-lo, mais uma vez em vão.
Kouyou saiu do banheiro, enxugando o rosto com uma toalha e viu que Kai estava sofrendo enquanto tentava acordar o garoto. Sem dizer alguma palavra, o lourinho jogou a toalha na cama e desceu para se juntar aos demais.
Finalmente após muitas tentativas, Kai conseguiu acordar o pequeno, que espreguiçou lentamente e se levantou.
- Bom dia...
- Bom dia... vamos tomar café?
- Vamos! Eu estou com fome! – Ruki disse enquanto se levantava.
- Ótimo! – Kai sorriu animado.
- Você me espera? Eu tenho que ir ao banheiro e preciso escovar os dentes.
- Eu vou descendo na frente, depois você vai.
- Tudo bem...
Kai saiu apressado do quarto e o Nao o esperava no corredor impaciente.
Beijou a boca do namorado e disse:
- Eu já estava indo ver o que aconteceu...
- Desculpa, acabou sobrando pra mim a tarefa de acordar aquele baixinho.
- Vamos descer, porque eu estou morrendo de fome.
Poucos minutos depois, Takanori desceu e todos já estavam na mesa conversando. O padre gostava que todos comessem juntos, por isso estavam esperando pelo pequeno.
- Senta aqui do meu lado. – disse Hiroto. – Eu guardei esse lugar pra você.
Ruki foi sorrindo sentar-se ao lado do outro baixinho e começaram a comer.
Todos os garotos estavam com muita fome, exceto por Kouyou, que não tocou na comida.
- Não está com fome? — Yuu perguntou.
O lourinho fez de conta que não ouviu a pergunta.
Antes que Aoi pudesse fazer mais alguma pergunta e criar confusão com Takashima, o padre resolveu falar:
- Hoje a noite, o padre Francisco volta de viagem.
- Ahhhhhh... – disseram os garotos ao mesmo tempo, entristecidos.
- Quem é ele? – Ruki perguntou a Hiroto.
- O padre Francisco ajuda o padre Manoel... mas ele é o oposto do nosso “pai”, é um cara muito ruim... um verdadeiro desgraçado...
- Nossa...
- Garotos, temos que ir agora. Vocês precisam trocar de roupa e se posicionarem para cantar.
O padre se levantou da mesa e saiu em direção a sua sala.
- Vocês cantam? – Ruki perguntou, se colocando de pé.
- Sim. – Shou respondeu – nós cantamos em um coral, ensaiamos três vezes por semana.
- Será que eu também posso cantar com vocês? Eu adoro cantar!
- As músicas não são as melhores. – Shou disse baixinho – Mas se você quiser, a partir de segunda você pode começar a ensaiar conosco, o que acha?
- Eu quero! – respondeu empolgado.
Kouyou continuava inexpressivo. Não abriu a boca durante todo o café da manhã.
- Acho que você deveria ser mais sociável, garoto. – Tora disse.
- E eu acho que você deveria cuidar mais da sua vida... garoto.
- Por favor, Kouyou, nós vamos conviver juntos. Somos uma família agora e temos que nos dar bem... – falou, tocando o ombro do lourinho.
- Tire a mão de mim! – ficou de pé e empurrou o moreno que, não gostando do empurrão, lhe devolveu outro.
Nervoso, Takashima pegou uma faca em cima da mesa e a apontou para Tora, dizendo:
- Toque em mim de novo que eu mato você!
continua ..........................
Fale com o autor