Notas iniciais
The beta is back!
Thanks buchudinha por betar por mim
desculpa a minha ausência da net mas é que três pra um pc é o cúmulo da fodisse
então eu uso o pouco de tempo que tenho pra digitar os capitulos

se eu entrar no msn, não escrevo e só fico conversando xD

mas logo eu estarei de volta
=****

Ruki estava sentado ao lado de Reita, que estava de frente para Saga. Akira, percebendo que Takanori não tirava os olhos de cima de sua pessoa, resolveu perguntar:

- Algum problema?

O pequeno piscou os olhos algumas vezes e sorriu perguntando:

- Por que você usa isso? – apontou o dedo para a faixa, quase encostando no nariz do maior, que lhe respondeu:

- Não te interessa.

O pequeno ficou envergonhado e voltou sua atenção para o prato de comida.

- Akira... por favor... – disse o padre.

- Ele não parava de ficar me olhando... isso me irritou...

- Não precisa ficar chateado Taka. Reita é um bom garoto, apesar de ser um pouco grosso às vezes. – o padre disse, tentando fazer o pequeno se sentir melhor.

Ruki levantou a cabeça e sorriu de forma tímida.

Saga, que não estava gostando nem um pouco daquela cena, resolveu se levantar e ir para seu quarto. Akira percebeu que seu amigo estava chateado, mas não se importou, e continuou jantando como se nada houvesse acontecido.

Aoi conseguiu se sentar ao lado do lourinho e tentou puxar assunto:

- Gostou da comida?

Kouyou não respondeu, apenas sacudiu os ombros demonstrando que não se importava se a comida era boa ou ruim.

- Kouyou... eu...

- Rapaz, eu não estou interessado em saber o que você tem pra me dizer, ok?

- Eu só queria...

- Faça um favor a mim e a você mesmo: não fale comigo.

- Desculpa, mas eu...

- EU JÁ DISSE PRA NÃO FALAR COMIGO! – Gritou, batendo a mão na mesa, assustando todos os presentes.

- Uru... calma... – pediu o pequeno.

- Eu estou calmo... – respondeu com o tom de voz mais baixo.

- Kouyou, nós temos que conversar. Vamos pra minha sala agora. – pediu o padre, enquanto se levantava.

O garoto também se levantou e seguiu o homem. Enquanto isso, os demais garotos sussurravam e comentavam entre si:

“- Ele é louco...”, “- É um marginal...delinqüente...”, “- Se eu fosse o “pai”, jogaria esse cara na rua...”

Reita estava rindo.

- Eu não achei nada engraçado. – Aoi disse, irritado.

- Quer um espelho pra ver sua cara? Ela está muito engraçada Aoi... – continuou a rir.

O moreno se levantou bufando e foi para o quarto.

- Reita, você não devia rir dele assim... – repreendeu o amigo, enquanto alisava as coxas de Nao discretamente.

- Não enche, Kai...

Na sala do padre:

- Sente-se...

- Eu estou bem assim.

- Eu pedi pra sentar, Kouyou.

- E eu já disse que estou bem assim, não vou me sentar. – permaneceu em pé encarando o homem.

- Eu te chamei aqui pra falar sobre seu comportamento... O que foi aquilo na mesa?

- Aquele cara estava me irritando, eu disse pra ele não falar comigo... – o garoto começou a rir – Mas eu acho que todos aqui são surdos ou idiotas, porque fazem justamente o oposto daquilo que eu digo. – começou a provocar o padre.

- Filho... eu entendo que você tem seus problemas. Mas agindo desse jeito você...

- Vejo que essa conversa não vai dar em nada... lá vem o senhor com aquele típico sermão de que nós temos que tratar bem as pessoas, ter educação e o diabo a quatro... Mas eu vou te dizer uma coisa – se aproximou do velho e olhou no fundo de seus olhos – eu não queria vim pra essa porra de lugar! Preferia a rua! Já que você quis me trazer pra cá, então me aceite do jeito que eu sou e pare de me perturbar!

- Filho...

- Vou pro quarto, já cansei de olhar pra tua cara. – disse e, dando as costas, saiu da sala.

*

Após jantar, os garotos lavaram e secaram os pratos. Ruki, que estava se enturmando com os demais garotos, conversava com Hiroto de forma bem animada.

- Os dois baixinhos estão se entendendo... – falou Tora para Reita, que guardava alguns pratos.

- E daí?

- Pelo menos o Saga vai ficar mais aliviado... ele não gostou nem um pouco do jeito que o nanico olhava pra você.

- Eu já falei pra ele parar com essas frescuras... eu já disse que ele não significa nada pra mim. Ele é apenas... uma boa foda, nada mais que isso.

- Ele gosta de você Reita...

Akira não respondeu. Terminou de guardar os pratos e disse:

- Vamos jogar um pouco de conversa fora com os rapazes...

Os garotos estavam comentando sobre Kouyou, ninguém havia gostado dele:

- Quem ele pensa que é? Só por que ele é bonito não tem o direito de agir daquele jeito! – Shou disse, indignado.

- É verdade ele é bonito! – um dos presentes concordou.

- Come ele, Reita! – sugeriu Takeru.

Os demais riram e aprovaram a idéia

- Calma aí gente, eu não vou comer ele não!

Aoi, que havia descido para tomar um copo d’água, ouviu o comentário e não gostou:

- Vocês não têm vergonha na cara?

- Não me diga que você está ofendido porque estamos falando da sua gatinha? – Reita se colocou em pé.

- Vocês falam em comer as pessoas como se elas fossem bonecas infláveis ou coisa parecida... As pessoas têm sentimentos e vocês são tão irracionais que...

- Qual é o seu problema? O cara te humilha na frente de todo mundo e você ainda o defende?

- Eu não sei o motivo dele ser assim... por isso, prefiro não falar nada.

- Você é um frouxo mesmo Yuu... sai da minha frente. – O rapaz empurrou o moreno e subiu para o quarto.

O pequeno, que conversava com Hiroto mas mantinha os olhos atentos em Reita, percebendo que ele havia subido, resolveu que era hora de deitar.

- Eu acho que vou dormir... estou um pouco cansado.

- Entendo... amanhã a gente tem que acordar cedo.

- Sim, o padre me falou... por isso vou me deitar, senão amanhã vai ser muito difícil acordar...

- Está certo... Até amanhã amigo!

- Até amanhã!

O pequeno subiu as escadas correndo, se confundiu e entrou no quarto errado. Para sua surpresa, Saga e Reita estavam se beijando loucamente em cima da cama.

Assustado, Ruki bateu a porta violentamente e entrou no quarto ao lado chorando. Uruha, que estava deitado, se levantou e foi ver porque o outro chorava.

- O que houve, chibi? Alguém te fez algo? Se alguém te machucou, eu sou capaz de...

- Não... é que... – o pequeno não conseguia falar porque chorava muito.

- Para de chorar Taka e me fala o que aconteceu...

- Eu vi... o Akira beijando... outro cara.

- Quem é Akira? – perguntou, enquanto secava as lágrimas do pequeno com a manga da camisa.

- O rapaz bonito que usa a faixinha.

- Eu não o achei bonito... e ele te trata mal. Qualquer dia eu vou arrancar aquele pano da cara dele e fazer ele engolir aquela porcaria!

- Não Uru, não faça isso, por favor... chega de confusão...

- É que eu não gosto de ver ninguém te maltratando...

- Você prometeu que não ia mais arrumar encrenca.

- Tudo bem, chibi. Eu vou tentar me controlar, certo?

- Certo.

- Tá mais calmo? – alisou os cabelos do amigo

- Sim...

- Ótimo... – deu um beijo na testa do pequeno.

- Uru... aquele moreno bonitão tá afim de você!

- Ele é um idiota, Taka, e eu já estou de saco cheio desse cara....

- Mas a gente só tá aqui há algumas horas...

- Pra você ver o quanto ele conseguiu me irritar. Chega de falar nessas coisas. Vou dormir porque estou cansado e você deveria fazer o mesmo.

- Eu vou... só quero tomar um banho antes de dormir.

- Tudo bem, boa noite pequeno. – beijou a bochecha do garoto e foi para a cama.

- Boa noite, Uru.

Takanori pegou uma toalha e suas roupas dentro da mala, e foi para o banheiro, onde tomou um banho bem quente. Ao sair, a primeira coisa que seus olhos notaram foi a presença de Akira deitado na cama.

- Pensei que você não ia sair do banheiro nunca... – disse mal humorado.

- Me desculpe, mas é que eu precisava de um banho...

O maior não respondeu, apenas caminhou em direção ao banheiro e fechou a porta na cara de Takanori que esperava uma resposta.

Ruki suspirou chateado e disse boa noite a Kai e Aoi, que já estavam deitados. Poucos minutos depois, Akira saiu do banheiro. O pequeno também lhe deu boa noite, mas o maior não respondeu.

- Posso apagar a luz? – Kai perguntou e a apagou em seguida.

*

Reita acordou no meio da noite sentindo dores nas costas. Olhou no relógio e viu que era uma e meia da manhã. Suspirou pesado e se virou para o lado direito. Notou que Takanori estava se movendo demais... achou aquilo muito estranho, por isso se levantou e foi até a cama ver se ele estava bem.

- Está dormindo? – perguntou baixinho para não acordar os demais companheiros.

- Não... – respondeu sussurrando. – Eu não consigo...

Akira notou que o pequeno estava encolhido e tremia.

- Está com frio? – perguntou, olhando a coberta fina que cobria o corpo do garoto.

Ruki negou, mas Akira não acreditou. Foi até sua cama, pegou um cobertor e colocou em cima do pequeno.

- Acho que agora você vai conseguir dormir.

- Mas... e você?

- Não se preocupe, eu tenho outro... boa noite!

- Boa noite Aki...

“Desde quando eu dei permissão pra ele me chamar assim?” – pensou, enquanto pegava outro cobertor no armário.

O garoto se deitou de costas para o pequeno e fechou os olhos. Não conseguiu dormir porque estava preocupado... preocupado com Takanori. Akira se virou para o outro lado e viu que o menino não se mexia mais. “Ele deve estar bem...” – pensou e fechou os olhos. “Mas... e se ele não estiver?” – abriu os olhos. A dúvida maldita começou a martelar em sua mente impedindo–o de dormir.

Reita se levantou e foi até a cama de Ruki, que já dormia profundamente.

O maior se deitou novamente, sorrindo, pois o pequenino estava bem.

Não conseguiu dormir por causa da dor que sentia, por isso ficou velando o sono do pequeno.

Logo o dia amanheceu e os garotos se levantaram. Aoi foi o primeiro a pular da cama, animado, pois o domingo estava ensolarado. Foi até a cama de Kouyou acordar o lourinho:

- Bom dia. – disse sorrindo.

- Você de novo? – perguntou meio irritado.

- Eu só te acordei porque a gente tem que ir pra missa e...

- Eu já sei disso! – respondeu se levantado e foi em direção ao banheiro lavar o rosto.

Aoi suspirou um pouco chateado, mas estava decidido a não desistir do garoto.

- Kai... acorda vagal! – era Reita cutucando o amigo.

- Oi... – respondeu com a voz sonolenta.

- Acorda a coisinha ali. – apontou para Ruki, que ainda dormia profundamente. – Eu vou descer pra tomar café, estou morrendo de fome.

- Porque você não o acordou? – perguntou se espreguiçando.

- Porque eu não quero ele no meu pé mais tarde... – respondeu e saiu.

Kai se levantou vagarosamente e se abaixou ao lado da cama de Takanori. Olhou para o cobertor e viu que era o de Reita... o moreno achou aquilo um pouco estranho, mas não se importou. Chamou o pequeno.

- Takanori, acorda...

O pequeno nem se mexeu.

- Acorda... – Kai cutucou tentando acordá-lo, mais uma vez em vão.

Kouyou saiu do banheiro, enxugando o rosto com uma toalha e viu que Kai estava sofrendo enquanto tentava acordar o garoto. Sem dizer alguma palavra, o lourinho jogou a toalha na cama e desceu para se juntar aos demais.

Finalmente após muitas tentativas, Kai conseguiu acordar o pequeno, que espreguiçou lentamente e se levantou.

- Bom dia...

- Bom dia... vamos tomar café?

- Vamos! Eu estou com fome! – Ruki disse enquanto se levantava.

- Ótimo! – Kai sorriu animado.

- Você me espera? Eu tenho que ir ao banheiro e preciso escovar os dentes.

- Eu vou descendo na frente, depois você vai.

- Tudo bem...

Kai saiu apressado do quarto e o Nao o esperava no corredor impaciente.

Beijou a boca do namorado e disse:

- Eu já estava indo ver o que aconteceu...

- Desculpa, acabou sobrando pra mim a tarefa de acordar aquele baixinho.

- Vamos descer, porque eu estou morrendo de fome.

Poucos minutos depois, Takanori desceu e todos já estavam na mesa conversando. O padre gostava que todos comessem juntos, por isso estavam esperando pelo pequeno.

- Senta aqui do meu lado. – disse Hiroto. – Eu guardei esse lugar pra você.

Ruki foi sorrindo sentar-se ao lado do outro baixinho e começaram a comer.

Todos os garotos estavam com muita fome, exceto por Kouyou, que não tocou na comida.

- Não está com fome? — Yuu perguntou.

O lourinho fez de conta que não ouviu a pergunta.

Antes que Aoi pudesse fazer mais alguma pergunta e criar confusão com Takashima, o padre resolveu falar:

- Hoje a noite, o padre Francisco volta de viagem.

- Ahhhhhh... – disseram os garotos ao mesmo tempo, entristecidos.

- Quem é ele? – Ruki perguntou a Hiroto.

- O padre Francisco ajuda o padre Manoel... mas ele é o oposto do nosso “pai”, é um cara muito ruim... um verdadeiro desgraçado...

- Nossa...

- Garotos, temos que ir agora. Vocês precisam trocar de roupa e se posicionarem para cantar.

O padre se levantou da mesa e saiu em direção a sua sala.

- Vocês cantam? – Ruki perguntou, se colocando de pé.

- Sim. – Shou respondeu – nós cantamos em um coral, ensaiamos três vezes por semana.

- Será que eu também posso cantar com vocês? Eu adoro cantar!

- As músicas não são as melhores. – Shou disse baixinho – Mas se você quiser, a partir de segunda você pode começar a ensaiar conosco, o que acha?

- Eu quero! – respondeu empolgado.

Kouyou continuava inexpressivo. Não abriu a boca durante todo o café da manhã.

- Acho que você deveria ser mais sociável, garoto. – Tora disse.

- E eu acho que você deveria cuidar mais da sua vida... garoto.

- Por favor, Kouyou, nós vamos conviver juntos. Somos uma família agora e temos que nos dar bem... – falou, tocando o ombro do lourinho.

- Tire a mão de mim! – ficou de pé e empurrou o moreno que, não gostando do empurrão, lhe devolveu outro.

Nervoso, Takashima pegou uma faca em cima da mesa e a apontou para Tora, dizendo:

- Toque em mim de novo que eu mato você!



continua ..........................