My Favorite Rockstar

2 Guerra de espaguete podem trazer más consequências


Notas iniciais
Boa leitura.

Paulo

Eu continuava estático. Minha primeira reação foi pegar a garota e sair correndo, gritando por socorro feito um débil mental, até um homem que aparentava ter um 78 anos veio até mim.

– O que foi garoto?! — ele percebeu a garota em meus braços. — Ah meu Deus, Alícia! Vamos, leve-a para a enfermaria.

O homem me guiou para a enfermaria, uma sala com paredes brancas e azuis bebê.

– O que foi homem? — a mulher, de cabelos encaracolados indagou. — Ah meu pai, num é a Alícia? Deita ela aqui meni.. Paulo Guerra? Seria de mais se eu pedisse um autografo?

– Graça! Deixa de bobagem e coloca a Alícia na maca — o homem, chamado Firmino, disse. BOBAGEM?! Meu autografo nunca vai ser bobagem.

Graça falou que era para eu colocar a tal menina, chamada Alícia, na maca. Firmino tomou um copo d'água e olhou para mim.

– Senta aí, garoto — ele disse, e eu me sentei. — Graça já está vindo com os remédios. Eu vou despistar a diretora.

E ele saiu.

Fiquei ali plantado. A menina se mexeu, e senti meu coração disparar. Ela se levantou da maca e sentou na mesma.

– Onde é que eu tô..? — a menina perguntou, mas depois que me viu, arregalou os olhos. — Ah meu Deus, Paulo Guerra? Meu dia não podia ficar melhor.

– É.. desculpa por ter feito você desmaiar — eu falei, dando meu sorriso mais sincero.

– Não, tem problema não — ela disse, e passou os braços um nos outros. Parecia estar com frio.

– É.. toma — eu dei minha jaqueta a ela, mas ela recusou.

– Não, não precisa — ela disse e eu revirei os olhos.

– Eu insisto — falei, e ela sorriu, pegou a jaqueta e vestiu. Ficamos em silêncio por alguns segundos. Por um momento pude notar o quão a garota era linda.. Seus cabelos castanhos iam um pouco abaixo dos ombros, pele branquinha com um leve bronzeado, sua boca era vermelhinha e pequena. Seus olhos eram de um castanho claro hipnotizante.. Ela era.. Perfeita.

– Toma querida, vai se sentir melhor — Graça chegou trazendo o remédio. Ela tomou olhou as horas, em seu relógio de pulso.

– Ai meu Deus, é tô super atrasada pra aula da Suzana — ela disse, levantando da maca, mas estava sem forças e ia cair, eu a segurei e ela olhou em meu olhos, o que fez eu sentir algumas coisas no estômago.. Não sei explicar o que é.

– Não florzinha, eu aviso a Jarara.. Digo, Suzana, que você passou mal e teve que ir para casa — Graça disse, assinando uma autorização para ela ir embora. — Agora vá. Então, senhor Pintos.. Paulo Guerra, poderia acompanha-lá até em casa?

– Claro.. Se ela me disser onde fica — eu sorri e ela coçou a cabeça.

– Não precisa, eu peço para Jorge me levar — pera aí, Jorge não é o nome daquele loiro da diretoria?!

– Não vai ser incomodo algum, Alícia — falei. — Vamos. Obrigado por tudo Graça.

Pisquei o olho para Graça e ela sorriu.

Saímos da enfermaria e Alícia permaneceu calada, assim como eu, até sentir meu celular vibrar. Vi que era uma mensagem de Lilian: "Filho, onde você está? Já fiz sua matricula." Respondi: "Ah, aconteceu uns imprevistos mãe.. É, tem como emprestar-me teu carro?" Depois de um tempo ela respondeu: "Claro, eu vou na casa de umas amigas aqui perto. A chave está com você e o carro no estacionamento."

Desliguei o celular e pus no bolço da calça. Em poucos minutos chegamos ao estacionamento. Abri a porta do carro para ela e ela entrou, assim como eu. Liguei o carro e partimos.

– Onde você mora? — perguntei, sem tirar os olhos da estrada.

– Olympus Plaza — falou.

– Eu moro lá — falei, sorrindo de canto.

– Legal — ela disse e ficou olhando a rua pela janela. Liguei o rádio, tocava uma música minha.

– Can't blame you for thinking, hat you never really knew me at all..

– Ah, fala sério — ela disse e me lançou um sorriso sarcástico.

– O que? Pensei que gostasse.. Sabe, minha fã.. — eu disse, confuso.

– Mas eu não gosto — ela disse e eu senti meu coração doer.

– Você não gosta da minha música? — perguntei.

– Eu até gosto da sua música, mas não sou fanática por você — falou. Eu hein..

– Mas você nem me conhece — insisti.

– Exatamente — ela disse e voltou a olhar pela janela.

Eu hein, garota estranha. Fiz a curva e entramos no condomínio.

– Qual é a sua casa? — perguntei, e ela apontou par auma casa azul bebê, com detalhes amarelos. Ah, merda.. Ela mora na casa da frente da minha.

– A minha casa é em frente a sua.. — falei e ela bateu a mão na testa. — Pronto, chegamos.

– Graças a Deus — ela ia levantar, só que continuava fraca, então eu a segurei.

– Ei, você não poder fazer muito esforço. Acabou de desmaiar — falei, e ela revirou os olhos.

– Causado por você, acéfalo — falou. Essa garota é bipolar, né? Minutos atrás parecia um anjo, agora está assim.

– Por isso mesmo estou te ajudando, meu lírio — impliquei. E ela deu língua. Quem dá língua pede beijo, meu doce. — Vem, vou lhe levar até seu quarto.

Caminhamos até a porta de sua casa, ela abriu com um pouco de esforço e a ajudei a ir para seu quarto. E acabei me surpreendendo com o que vi. Não era um quarto rosa cheio de ursos de pelúcia, era preto e branco, vários posteres de bandas de rock/pop e vários instrumentos. Mas o que mas me chamou a atenção foi uma guitarra, simplesmente linda (como a dona).

– Sua? — perguntei, ainda olhando para a guitarra.

– Sim — suspirou. — Meu irmão me deu antes de.. Bem..

– De?

– Antes de morrer — ela disse, e eu senti um aperto no coração. Ela abaixou a cabeça e fitou as unhas, e a minha primeira reação foi abraça-lá. Abraça-lá mesmo, quase esmagando. Como sou mas alto que ela, pressionei meu nariz no topo de sua cabeça, e assim pude inalar aquele cheiro de baunilha de seu cabelo.

– Paulo, v-você e-e-e-e-está me sufocando — ela disse, e depois rio. Me separei dela. — Tá com fome?

– Um pouco.. — passei a mão na barriga. Mentira, tô morrendo de fome.

– Acho que tem um pouco de espaguete na geladeira.. Vem — ela me puxou até a cozinha. Ao chegar, sentei na mesa, que era um balcão, e fiquei a sua espera. Minutos depois ela chegou com uma travessa de espaguete.

– Então, quais celebridades já conheceu? — ela perguntou enquanto eu colocava um pouco de espaguete no meu prato.

– Ah, Miley Cyrus, Selena Gomes, Taylor Swift, Nina Dobrev, Ian Somerhalder.. — ela me interrompeu.

– Ian Somerhalder!? Ai meu Deus, eu amo ele! Damon é o bad boy mas gostoso de The Vampire Diaries! E ele tem que ficar com Elena porque o Stefan..

– Ei! Eu sou muito, mas muito mais gostoso que o Ian — falei e ela riu, jogando a cabeça pra trás.

– Não se iluda, Guerra.. — ela falou e eu taquei espaguete nela.

– Ei! — ela falou, rindo indignada. — Toma!

E assim começamos uma guerra de espaguete na cozinha. Tinha espaguete no chão, e quando eu ia jogar em Alícia ela pisou no mesmo escorregando, e eu a segurei. Mas quando a puxei, seu corpo vei contra o meu em um velocidade absurda, fazendo-me colar nossos corpos. Eu já podia sentir seu hálito de cereja até que..

– Mas o que tá acontecendo aqui?!

Notas finais
Deixem reviews lindoooosh!
You know you love me, xoxo Gossip Girl.