My Fallen Angel

10 Chapter Ten


Notas iniciais
Boa leitura ♥
~Postado especialmente nos nosso dois meses maravilhosos ♥ Bem gay igualzinho a gente, nee *u* UASHDHAUSUIDHUAIHDUISAHUDA amo-te, minha chibi Hokuto ♥

..my fallen angel..

Chapter Ten

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.-Shiroyama Yuu o que, diabos, é isso?!

-Isso o quê, Akira?

-Todos os telejornais estão falando de você e do Kouyou!!

-Mas esses filhos da mãe são rápidos mesmo! – praguejei em todos os idiomas que eu tinha conhecimento, me contendo para não acabar chutando a bancada da pia muito mais do que apenas uma vez – Eles não se cansam!!

-Como Kouyou está reagindo com tudo isso? Sabe, pode vir a trazer implicações a mais na hora de pedir pela guarda...

-Ele ainda não sabe... – desviei minha atenção para o loiro absorto em um filme qualquer que passava na tv a cabo. Eu estava me sentindo culpado, mesmo sem ter tanta culpa quanto o desgraçado que havia publicado aquela matéria – Quero que me arranje uma rádio ou qualquer coisa para um comunicado... Já podemos aproveitar e falar sobre o lançamento do livro...

-Não íamos fazer isso só depois que a mulher do Kouyou voltasse?

-E você acha que eu vou deixar isso ganhar mais fama ainda?! Sem comunicados sérios a respeito disso vai ficar como real e... Eu não quero que ele saia machucado por minha causa...

-Certo, certo... Vou arrumar uma entrevista a respeito do livro, certamente vai chover de perguntas sobre vocês dois sem que tenhamos que mover uma palha...

-Exatamente, Akira... Eu só... quero resolver isso de uma vez por todas... Hoje eu mantenho ele afastado disso tudo, amanhã Takanori fica com ele enquanto nós dominamos o mundo...

-Tudo bem... Eu ligo cedo...

-O quanto antes melhor...

-Pode deixar comigo... Até mais, Yuu...

-Até mais, Aki... – desliguei o telefone, atirando-o sobre a bancada. Suspirei, voltando a mexer o chocolate quase todo derretido dentro da vasilha azulada.

-Problemas? – sua voz gentil soou mais perto do que eu esperava e eu quase pulei, para sua diversão total. Kouyou sabia ser bem silencioso quando queria...

-Alguns... Vamos ter que adiantar a divulgação do livro.

-Sério? – seu tom decepcionado me arrancou um sorriso leviano, ele me abraçou cheio daquela manha adorável que ele amava exibir só para mim.

-Vai ser melhor para nós dois... Eu prometo... – deslizei a ponta dos dedos pelos braços gentis que apertavam meu corpo contra a perfeição que era meu vizinho loiro. Ele ronronou junto do meu ouvido, manso, e eu quase pude rir daquele seu jeito tão suave.

-Nós dois, é?

-Sempre nós dois, Kouyou... Sempre...

-Isso é bom de se ouvir, Yuu... Muito bom... – seu calor gentil descansou algumas vezes em meu pescoço e, antes mesmo que eu tivesse percebido, eu estava exibindo o maior dos sorrisos bobos que poderia existir. Kouyou era, simples assim, meu ponto fraco.

-Se agrada você eu posso ficar repetindo isso como um mantra... – brinquei, me satisfazendo por conseguir arrancar uma risada cristalina daqueles lábios rosados. Ele havia me apertado com mais força, mas ainda assim seus braços pareciam apenas plumas para meu corpo.

-É um mantra bom... Muito bom... Faz o seu Kouyou feliz...

-O meu Kouyou?

-Isso é algum tipo... de invasão, Yuu? – sua voz vacilante me pareceu um tanto preocupada. Não consegui não sorrir para aquele rosto de anjo.

-De jeito nenhum... Eu estaria invadindo chamando você de meu, mas já que você diz que me pertence... isso se torna apenas uma surpresa deliciosa demais, Kouyou... – acarinhei ambas bochechas, selando nossos lábios com a mesma doçura que sua pele alva possuía. Eu não queria ir mais longe do que podia.

-E... você pertence a alguém?

-Você é magnífico, sabia? – não consegui trancafiar aquele comentário em meu interior. Toda aquela insegurança tola e, ainda assim, adorável me forçando a expelir aquelas palavras, ao meu ver, entregues demais – Eu pertenço única e exclusivamente a você, Kouyou... Para todo o sempre, meu anjo...

-Ninguém pode me tomar você?

-Ninguém no universo inteiro, pequeno... Ninguém... Você conseguiu trancafiar minha alma em uma caixa de vidro reluzente e levou-a toda para você... Sou seu eterno escravo...

-Não é tanto assim, Yuu...

-Você não tem ideia, meu anjo caído... Não tem ideia... – e lá fui eu... Agarrei-me naquele corpo delgado com toda aquela minha força bruta, humana demais, afogando-me no perfume embriagante que emanava das suas mechas loiras. Eu estava me perdendo nele...

-Você está me deixando mais sem-graça que o normal, Yuu... – e a marca de sua manhosidade, tão evidente em seu tom baixinho, me arrancou uma gargalhada quase infindável. Aquela criatura me encantava em tudo o que fazia, por mais simples e inocente que fosse... – Não ria, Yuu... Eu falo sério!!

-Eu já disse que você é perfeito, anjo? – eu ainda tinha aquele ar risonho. Também pudera! Kouyou estava exibindo um bico emburrado naquele rostinho completamente avermelhado. Era a coisa mais linda que eu já havia visto em minha vida!

-Yuu... – ele gemeu, afundando o rosto contra meu pescoço. Sua vergonha só me fazia querer deixá-lo daquela forma mais e mais vezes. Eu estava ficando mais bobo do que normalmente ficaria junto de outra pessoa.

-Eu vou parar por um momento, sim? Minha surpresa está completa...

-Está?! – e a curiosidade que voltou a se acumular naqueles olhos cálidos me arrancou um aceno entusiasmado.

-Não é grande coisa... Eu só queria passar um momento mais... íntimo com você...

-O quão íntimo, espertalhão? – sua falsa desconfiança triplicou meu sorriso. Não consegui não presenteá-lo com um selar de lábios mais demorado do que faríamos normalmente.

-O quão íntimo você permitir... Eu só vou dar os passos que você autorizar, mestre...

-Hmm... Vou pensar muito nisso... – e foi a vez dele me surpreender, não com um selar rápido entre nossas bocas, mas sim com um beijo profundo, intenso, delicioso. Havia decidido, eu adorava aqueles nossos momentos suaves como a brisa morna que vinha lá de fora.

-Kouyou... – resmunguei, me permitindo mais alguns minutos enroscado nos seus braços tão carinhosos. Ele havia me hipnotizado, de verdade...

-Você está carente, Yuu? – sua voz mansa arrepiou minha pele, até suas palavras me pareciam carícias – Eu posso tentar dar um jeito nisso pra você...

-Você quer isso, Kou?

-Eu quero ver você bem... Eu faço o que for preciso pra ver essa ruga de preocupação sumir da sua testa... – e aquilo era quase uma repreensão, eu sabia... Mas, ao mesmo tempo, era tão doce que eu só quis que ele cuidasse de mim...

-Você pode me fazer esquecer dos meus problemas, meu anjinho?

-Você me fez mais que esquecer os meus... Você está me ajudando a resolvê-los... Eu quero poder ajudar você dessa mesma forma, Yuu...

-Você não tem que se preocupar com meus problemas idiotas... Só precisa me ajudar a esquecer de todos eles enquanto nós dois estivermos juntos... Pode fazer isso? – e eu sorri quando sua confirmação se fez presente, antes dele iniciar mais um beijo de incrível gentileza e suavidade. Aquele anjo jamais deixaria de ser um anjo...

-Yuu... Quero minha surpresa... – ele me exibiu mais um de seus adoráveis biquinhos, rindo quando eu prendi aqueles lábios únicos entre meus dentes. Eu queria esmagar aquele anjo!!

-Pega os morangos na geladeira... Vamos nos entupir de doces nessa noite...

-Você está me mimando ou é impressão minha?

-Considerando tudo o que você faz por mim sem saber... Acho que estou mimando sim... – dei-lhe uma piscadela marota e o som de sua risada fácil inundou minha alma, aquecendo-a por completo.

-Eu adoro ser mimado por você, Yuu... Até faz parecer que você gosta de mim...

-Ouch! Doeu essa, tá? – me emburrei feito uma criança, afundando a colher de chocolate derretido na boca. Kouyou gargalhou mais uma vez, me roubando um beijo adocicado – Eu gosto de você, pequeno anjo caído...

-Eu sei disso... Mas eu não podia perder a oportunidade de brincar com você, não é?

-Foi uma brincadeira bem maldosa, não acha?

-Não faz essa carinha de cachorro abandonado, Yuu... Eu estou aqui...

-Mas você machucou esse pobre e indefeso cachorrinho...

-Ahh... Tadinho do meu totó... – ele se embrenhou em meus braços e iniciou uma carícia leve em minha bochecha. Aquele sorriso radiante que ocupava seus lábios prendia minha atenção mais do que qualquer coisa – Totó precisa de um beijinho pra sarar?

-Totó precisa... – eu sabia usar e abusar de manha quando queria...

-Não se preocupe, meu totó... Eu vou curar seus machucadinhos... – e sua boca brindou a minha com o toque lento, agradável... Nossas línguas brincando naquele ritmo tão nosso, fácil para nós dois... Perfeito... A afobação poderia vir depois, eu sabia...

-Vamos lá fora, Kou?

-É lá que minha surpresa está?

-Só esperando por você...

Ele mordeu os lábios, mais um de seus sorrisos lindos se insinuando, e nossas mãos se encontraram suaves. Eu encaminhei meu anjo para os fundos da minha casa de belas vidraças –agora encobertas por grossas cortinas– com calma, analisando as emoções que perpassavam por seu rosto, mais do que qualquer coisa, surpreso. Sua expressão mudou para maravilhada quase em um passe de mágica, eu me senti feliz... Ainda que ele não viesse a falar, eu sabia que havia adorado...

-Isso é tão... lindo, Yuu... Como...? Como...?

-Tenho meus meios, pequeno anjo caído... Agora sente pra podermos aproveitar, hum?

-Você é inacreditável, Yuu... Inacreditável...

-Só faço o que posso por seu sorriso... – me acomodei em seu lado, ligando o rádio com o controle remoto, uma música quase tão suave quanto ele teve início. Eu não me surpreendi ao ver o modo... derretido que ele me encarava... Como se fosse impossível estar ali comigo, em um momento só nosso... Tudo simples... Simples e perfeito... – Morangos?

-Aqui... – ele me estendeu a vasilha com as frutinhas de ótimo aroma já preparadas por mim anteriormente. Eu mergulhei um dos maiores morangos no chocolate, dando uma dentada em seguida. Aquele sabor agridoce era um dos meus favoritos...

-Morde... Está ótimo... – sorri ao sentir os lábios dele roçando em meus dedos lambuzados, acabando com o primeiro dos tantos morangos que eu separara especialmente para aquele momento – O que acha?

-Maravilhoso, Yuu... – ele afundou mais um morango, me oferecendo gentilmente. O sorriso afável contrastando com aquelas lindas bochechas envergonhadas me arrancou um gemido abafado pela fruta entre meus lábios.

-Faz assim... – colhi um punhado do chocolate com a colher, repousando dois morangos particularmente vermelhos e aromáticos sobre o marrom escuro.

-É muito chocolate, Yuu! Vai cair no colchão!

-Não se importe com isso, anjo loiro... Não se preocupe com mais nada...

Ainda hesitante, ele colocou o primeiro morango em sua boca junto com uma grande quantidade do doce. Ele pareceu se desmanchar, um suspiro satisfeito escapando por aqueles lábios sujos. Eu ri, sequestrando o morango que havia sobrado, verdadeiramente feliz por poder desfrutar daquilo tudo com o loiro.

Sem ainda saber, peguei o último morango que provaríamos naquela noite e o afoguei com gentileza no mar marrom de pura glicose. Mostrei a fruta encoberta ao meu vizinho loiro, pedindo para que ele abrisse mais uma vez a boca, ele me obedeceu, aguardando por meus dedos alcançarem seus lábios melecados.

Uma sensação embriagante tomou meu corpo assim que a língua de veludo achou espaço entre a fruta e meus dedos, acarinhando-os, lavando-os... Com calma, cuidado... Quase como se fosse proibido um movimento brusco naquele instante. E o indagar daqueles olhos reluzentes me fez ofegar baixo.

Seus lábios cheinhos abandonaram meus dedos adocicados para encontrarem abrigo sobre os meus naquele beijo quase urgente que ele estava exigindo de mim. Suas mãos invadindo meus cabelos com descuido, minhas mãos apertando aquela cintura quebrável. Os morangos e o chocolate esquecidos naquela noite...

Nossas pernas se enroscaram com perfeição, nossos corpos se encaixando sobre o colchão macio de lençóis de seda. Minha boca explorando os pedaços expostos da pele alva do meu vizinho loiro sob o encanto dos seus suspiros deleitosos e possessão de suas mãos firmes, perdidos naquele fogo terrivelmente apaixonante...

E por entre as cortinas que esvoaçavam ao ritmo suave do vento, entre um mar de pétalas de rosas vermelhas e brancas, sob o olhar curioso da lua e das estrelas, eu tomei a pureza daquele anjo caído...

Notas finais
Olá :D
Quem me matar agora vai ficar sem continuação u3ú QQQ
UHASDUIHASHIUDHAUHSDASDIUA
Enfim... Espero que tenham gostado de mais essa provinha ;D
Muuuuuito obrigada pelos reviews maravilhosos e comentários fora do nyah! *U* Fico muito feliz com eles, pessoal!
Até o próximo capítulo, nee *----* ♥
2O12, MARÇO O1 @___akita