My Fallen Angel

11 Chapter Eleven


Notas iniciais
Desculpem pela demora ;3; Por favor! m(_ _)m
Boa leitura! ♥

..my fallen angel..

Chapter Eleven

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.Meu primeiro sorriso da manhã mais quente, desde que eu havia ganhado a felicidade, foi doce assim como a brisa morna que passeava por nós. Os braços magros, mas firmes, estavam enroscados em minha cintura daquele modo unicamente delicioso que meu anjo loiro tinha. Eu sentia sua respiração calma me provocando insistentes cócegas no pescoço e eu não contive o ímpeto de alisar a maciez de seus fios sedosos.

Ele riu. Riu baixo contra meu ouvido e sua pele suave relou contra minha própria pele, nossas pernas se entrelaçavam com toda aquela delicadeza magistral. Sua mão grande de toque gentil e caloroso se infiltrou por entre nossos corpos até alcançar meus cabelos, onde se acomodou carinhosamente.

-Bom dia, anjo...

-Bom dia, Yuu... Dormiu bem?

-Maravilhosamente bem... E você, pequeno?

-Melhor impossível... – ele alargou o sorriso que eu aprendi a amar no mesmo segundo que vi, selando nossos lábios por um curto espaço de tempo. Eu sorria bobo para aquele rostinho adorável.

-Que bom, Kou... – mergulhei meu nariz naquele mar dourado, aspirando o cheiro que mais apetecia meus sentidos, ele riu baixinho mais uma vez – Que foi?

-Você... Tão gentil comigo... Sempre me dando carinho... Eu não acho que possa existir pessoa mais perfeita no mundo... Pessoa que consiga me fazer tão... feliz...

-Hmm... Não fale uma coisa dessas... – com meu peito cada vez mais aquecido, me permiti derreter nos braços daquela perfeição inigualável.

-Você merece ouvir... Você conseguiu transformar meus momentos ruins em suportáveis... Meus momentos alegres em... tudo o que eu precisava... E eu nem sei se mereço tudo o que você anda fazendo por mim...

-Acredite em mim... Se você não merecesse, eu não faria nada disso... – acomodei meus lábios contra os dele, calando-o. Eram mais elogios do que eu podia suportar... do que eu merecia de verdade... Eu ainda tinha noção da confusão que o mundo estava fora daquelas cortinas quase transparentes que eu havia pedido para instalarem especialmente para nossa noite anterior.

-Você é um doce, Yuu... – a carícia em meu rosto era quentinha, gentil... Toda aquela atenção estava acabando comigo!! Mas... de um jeito bom demais... – Ahh... Não atende não, Yuu...

-Eu preciso, Kou... Deve ser o Akira...

-Yuu...

-Não faz assim... É preciso, anjo... – voltei a mergulhar nos lábios cheios, me perdendo por alguns segundos nas tantas memórias que nós já tínhamos juntos – Alô... – minha voz falhou e eu me senti esquentando. O risinho baixo do loiro só fazendo aquela sensação se prolongar.

-Ainda dormindo, seu veado?

-Não me enche, Akira... Ainda é cedo...

-Ihh... Eu fazendo tudo o que estou por você e é assim que você retribui?!

-Você ta certo... Me desculpe... – e mesmo sabendo que ele estava apenas brincando comigo, foi impossível não me sentir... levemente ingrato em relação a ele...

-Você... pediu desculpas?

-Akira eu... Podemos conversar direito aí?

-Vai ser melhor, não?

-Sim...

-Ótimo... O Taka já deve estar quase aí, tá bom? Não se demore muito... Sua entrevista é logo depois do almoço...

-Pode deixar comigo...

-Vai dar tudo certo...

-Eu sei que vai... Tem que dar...

-Até mais, Yuu...

-Até, Akira... – soltei um suspiro longo, apenas me permitindo aproveitar a carícia leviana que os dedos do meu vizinho loiro faziam em meu peito nu. Ele beijou minha bochecha, sentando com certa dificuldade, eu cuidando seus movimentos com receio.

-Você vai ter que ir agora, né?

-Eu não queria ter que deixar você, mas... Sim... Eu preciso, Kou...

-Tudo bem, Yuu... Eu confio em você...

-Muito bom saber disso... – segurei sua mão esquerda com carinho, depositando um leve beijo em seus dedos longos. Ele me sorriu, os dentinhos infantis aparecendo timidamente – Vá tomar um banho, anjo... Eu arrumo isso aqui enquanto isso...

-Hmm... Yuu?

-Sim? – perguntei com uma fingida desconfiança, suas bochechas esquentaram rapidamente e eu tive que conter muito o riso que o encabularia ainda mais.

-Você... não quer... Sabe... Ir... junto?

-Você quer que eu vá? – sentei ao seu lado, sorrindo diante do aceno que quase não existiu. Mesmo depois de tudo, ele continuava sendo aquele mesmo anjo de sempre – Então vamos indo... Daqui a pouco recebemos visita...

-Éh?!

-O Taka quer falar com você, então aproveitou hoje que o Akira vai estar ocupadinho... – levantei, preguiçosamente, ajudando meu vizinho loiro a fazer o mesmo, me preocupando com o gemido dolorido que escapou por seus lábios – Você está bem?

-Ótimo, Yuu... Só... Você sabe... Eu não estou mais tão acostumado...

-Eu devia ter ido com mais calma...

-Você foi no ritmo que eu queria que fosse... – ele apertou seus dedos entre os meus, fazendo com que eu me perdesse no seu sorriso que tanto me agradava. Acho que eu nunca poderia deixar de me encantar cada vez mais com aquele anjo – Perfeito...

-Não infle meu ego... – selei nossa brincadeira com a união de nossos lábios, guiando-o para o único lugar onde ainda não havíamos ficado juntos. Ali nós fechávamos o ciclo.

E eu me permiti esquecer de todo o resto enquanto massageava os cabelos loiros com cuidado, ele deslizava o sabonete sobre sua pele. Nossos carinhos naquele momento não passaram de carícias despropositais, alguns beijos imaculados que eu depositava em suas bochechas ou em seus lábios... Queríamos apenas manter aquele clima gostoso que havia se instalado entre nós dois naquela manhã.

Só me dei conta do quanto havíamos nos perdido um no outro quando meu telefone tocou absurdamente alto ao mesmo tempo em que pancadas eram dadas contra minha porta. Nós rimos e eu me despedi, momentaneamente, do loiro com um beijo suave. Enrolei a toalha de qualquer jeito na cintura, deixando meu quarto sem qualquer pressa para encontrar um Takanori bufando na porta de casa.

-Desculpe... Eu não ouvi...

-E o seu amado não podia me atender, é?!

-Bom... Banho, né... – dei de ombros, alargando um sorriso malicioso. O rosto espantado dele só me fez crer que ele havia entendido tudo por detrás daquela minha frase tão simples.

-Você... Você ta brincando, né?

-Não... – fechei a porta, apontando para o sofá – Vou me mudar, já venho...

-Ta bom... – ele suspirou indo ocupar o móvel que eu havia indicado. Ele me parecia preocupado com alguma coisa e aquilo me intrigou. Ver Takanori preocupado nunca era um bom sinal...

-Aconteceu algo? – encarei o loiro, que deixava o banheiro já inteiramente vestido e com uma expressão interrogativa.

-Não, não... Tudo bem... Eu só pensava um pouco no livro... Eu tenho pouco tempo para pensar em algumas coisas... – respondi, nada sincero. E mesmo que eu soubesse que ele não havia acreditado, ele não falou nada. Apenas se acomodou em meus braços, seu perfume delicioso inundando meus sentidos, e me beijou em uma calma quase sôfrega.

-Eu vou falar com o Taka, ta bom?

-Vai lá... Ele não gosta muito de ficar sozinho...

-Não se atrase, Yuu... Quero você de volta o quanto antes... – o tom sério que deixou os lábios macios me surpreendeu. Eram poucas as vezes que ele falava daquele modo, aquilo atiçou minha curiosidade. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, Kouyou desapareceu pela porta de madeira, me deixando corroer os últimos acontecimentos por conta própria.

Procurei me apressar. A verdade é que Kouyou estava certo... Eu não podia me atrasar se eu quisesse voltar cedo para os braços dele. Para explicar tudo direitinho para ele... Para voltar a beijar aquela boca perfeita no segredo de minhas vidraças escondidas...

Não sei quanto tempo eu perdi ali, mas eu sabia não ter sido muito. Quando cheguei na sala o canal de notícias exibia o horário: nove e trinta e sete. Kouyou e Takanori mantinham uma conversa animada sobre um assunto ao qual não prestei atenção alguma. Eu precisava, pelo menos, tomar um café antes de deixar meu vizinho loiro tomando conta de minhas belas vidraças.

E foi lá mesmo, sentado ao lado do meu anjo caído, sua mão suavemente acarinhando minha perna, com a xícara de café fumegante na mão que não brincava com suas mechas claras, que eu soube exatamente tudo o que eu devia fazer... Tudo o que eu deveria dizer... Todas as mentiras que eu teria que transformar nas mais perfeitas verdades. Por ele... Por Gabriel...

E eu não evitei um sorriso bobo... O sorriso que só nasceu quando o homem ao meu lado entrou em minha vida de modo quase... inocente demais... O homem que me encantou com sua simplicidade, com o brilho dos olhos que refletiam em seu sorriso infantil... Kouyou era a resposta para minhas perguntas... A solução dos meus enigmas... Ainda que ele próprio permanecesse como uma incógnita, a mais bela e perfeita incógnita...

-Você ta com a maior cara de idiota, Yuu...

-Que bom que eu só tô... Agora, você não tem jeito, né... Nasceu com cara de idiota, vai morrer com cara de idiota... – brinquei, levando um cutucão de Kouyou. Takanori estava emburrado e eu não controlei a gargalhada – Não fica assim, baixinho... Você sabe que eu só estou sendo chato como sempre...

-Nããão... Tudo beeeem! Depois você vem todo desesperado pedindo favores, né... Da próxima vez eu ignoro você...

-Ah, Ru... Não seja bobinho... Perdoa meu humor idiota, vai... Você sabe que eu gosto de você demais para falar algo do tipo sem ser uma das minhas brincadeiras estúpidas... Desculpa seu amigo bobão, vai... Seja bonziiinho...

-Sua bicha fresca... – ele me mostrou a língua, infantil como sempre, fingindo estar mais emburrado do que realmente poderia estar.

-Takaaa... Não me faça sair pensando que você me odeia, baixinho...

-Você sabe que eu não odeio, estrupício...

-Ahh... Assim ta bem melhor!! – exclamei ao vê-lo com um de seus sorrisos gentis no rosto, Kouyou também tinha um desses em seu próprio rosto.

-Mas o que eu disse antes é verdade, hein Yuu? Você tava... com um sorriso idiota estampado no meio dessa sua cara feiosa.

-Eu sei... – dei-lhe uma piscadela marota, acomodando meu anjo caído em meus braços com uma força não necessária, mas gostosa. Eu me sentia como o único possível dono daquela criatura divina – Kouyou é o culpado por aquele sorriso ridículo, mas eu amo poder sorrir daquela forma...

-Exatamente o que eu quis dizer... O Akira me deu aquele tipo de sorriso também... No fim das contas eu só estava tentando trazer você pra vida real...

-Estou atrasado?

-Um pouco, mas não o bastante para causar um infarto no Aki...

-Hmm... Que pena... – nós três rimos e eu só consegui apertar mais meu anjo contra mim. Ele me parecia um tanto nervoso, ainda que tentasse demonstrar firmeza. E ali eu percebi que já conhecia alguns pontos do meu loiro sem nem saber... – Então vou indo, né...

-Yuu...

-Vai ficar tudo bem... Prometo...

E, colando nossas bocas em um beijo intenso o bastante para que a sensação de não tê-lo demorasse um pouco mais para se apossar de meu peito, eu me despedi do meu anjo por um tempo que eu não saberia o quanto seria. Seu gosto me dando a certeza do que fazer...

Notas finais
Não foi intencional, eu juro ;3; Sempre me perco quando as aulas começam e na verdade eu devia estar lendo Macunaíma nesse momento e não postando fic, mas a vergonha de ter atrasado TANTO me mata ;A;
Sei que esse capítulo não é muito interessante, é até bem bobinho e totalmente transitório... Mas decidi não excluir nenhum capítulo que eu já havia escrito dessa fic, por mais inútil que possa parecer...
Pra compensar, se vocês forem bonzinhos e não me assassinarem, eu trago mais ainda esse fim de semana... ;3;
Espero que tenham gostado ao menos um pouquinho desse momento carinhoso e feliz... Aproveitem eles... sério *SAI CORRENDO DESESPERADAMENTE*
E muito obrigada pelos reviews, seus lindos *U* Amei cada um deles DEMAIS! - mesmo quando vocês queriam me matar e *CORRE* IUASDHUIASUIHDUIAHSUDHIAUS Ah! E também muito obrigada pela recomendação ;3; emocionei totalmente aqui ♥
Bom... Até o próximo capítulo, nee ♥
2O12, MARÇO 3O @___akita