My Fallen Angel

6 Chapter Six


Notas iniciais
Boa leitura ♥

..my fallen angel..

Chapter Six

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.-Yuu... Eu posso fazer isso sozinho...

-Eu sei que pode, anjo... – sorri ao notar como ele se encontrava bem mais relaxado depois daquele banho quentinho. Voltei a ligar o secador de cabelo, afundando minhas mãos nas mechas loiras com calma. Os fios sedosos deslizando por entre meus dedos causando-me uma sensação deliciosa. Ele era pura maciez. – Mas agora você deve se concentrar no chá, hum? Eu cuido disso pra você...

-Você anda cuidando de muitas coisas pra mim ultimamente...

-Prova de que meu afeto é verdadeiro... – fui pego de surpresa pelo toque gentil de sua mão em meu rosto e eu sequer havia notado quando ele havia ficado de frente para mim. Ele sorria.

-Eu sei que é, Yuu... É só olhar em seus olhos... Além do mais, eu só causo problemas e ainda assim você corre atrás de mim... Outra pessoa não me ajudaria dessa forma, nunca... Por maior que fosse o interesse...

-Então você reconhece meus sentimentos, hum? – aconcheguei o corpo leviano demais em meu colo, rindo da manhosidade com a qual ele escondeu o rosto em meu pescoço. – Você não sabe o quanto isso me deixa feliz...

-Não faço ideia de como uma vida turbulenta igual a minha possa causar felicidade a um outro alguém... A não ser que você goste de ver a desgraça alheia bem de perto...

-Eu pareço esse tipo de pessoa?

-Não... Claro que não... Você está sempre tentando me animar, me ajudando a superar... Eu seria um idiota completo se pensasse algo do tipo justamente de você...

-Suas palavras me fazem feliz...

-Hmm... Isso me deixa tão embaraçado... – ele comentou em um resmungo tímido, uma das mãos abandonando a xícara de chá para enlaçar meu pescoço, eu sorri.

-E você ainda quer que eu acredite que você não é um anjo, Kouyou? – usei do mesmo tom baixo dele, alisando-lhe a pele arrepiada do braço desnudo com a ponta de meus dedos quentes. – Frio?

-Você sabe que não, Yuu... Não seja maldoso comigo... – ele relou o nariz de leve contra meu pescoço e eu soltei um suspiro em resposta. Eu adorava até mesmo os toques mais singelos que ele desferia contra mim. – Ou eu vou ter que começar a revidar... – foi impossível, para mim, conter um gemido por mais baixo que fosse, ao sentir o calor gostoso dos lábios macios em minha pele.

-Você já acabou o chá, Kouyou?

-Já... Por?

-Para que eu não me arrependesse disso depois... – com as mãos firmes em sua cintura delgada, me impulsionei para frente caindo sobre o corpo maior que o meu, suave. – Não gosto de ter que trocar as cobertas por um motivo tão bobo quanto chá derramado... – e eu ria internamente do rubor intenso das bochechas do meu anjo loiro.

-Yuu... E-eu...!

-Eu só quero poder ficar assim com você, meu anjinho corado... Sentindo seu peito subindo e descendo junto ao meu... Sentindo seu aroma delicioso demais... Sentindo seus toques em meu corpo... Só isso, pequeno... Só isso... Eu nunca faria nada que você não quisesse fazer... Mas eu posso me deleitar um pouco com a sensação de ter você sob mim, não posso?

-Pode, Yuu... Pode sim... – ele repousou ambas mãos em minhas costas, apertando-me contra seu corpo delicado. Tudo o que eu quis foi beijar ambas as bochechas ainda borradas naquele tom atrativo, agora mais rosado.

-O pequeno Gabriel ficou chateado ao acordar?

-Um pouco... Mas eu expliquei pra ele a situação... Ele entendeu...

-Que bom... Tudo o que eu menos quero é aquele garotinho brabo comigo... A inteligência dele me retrai um pouco...

-Não acredito! – Kouyou riu alto, me instigando a fitar-lhe o rosto descontraído – Você está com medo de uma criança de cinco anos?!

-A verdade é que ele me lembra um pouco de mim nessa idade... Só que eu usava minha inteligência para planos malignos... Não que eu ache que seu filho vá fazer algo igual...

-Você está querendo me dizer que você era uma peste quando criança?!

-Não vejo motivos para a sua surpresa... Todos nós temos nossa “Dark Age”...

-Eu nunca tive uma dessas...

-Ah... Claro que não... – aproximei nossos rostos em um quase roçar de lábios – Um anjo como você nunca poderia ter sua época de safadezas malignas...

-Eu posso... aprender algumas com você, então? – o calor gentil dele uniu-se ao meu, o contato visual nunca quebrado.

-Ah, depende de contra quem você vai usar... Mas eu não acho que quero corromper um anjo feito você dessa forma...

-E de que forma você quer corromper um anjo como eu?

-Da mais pecaminosa, eu acho... Só quero dar um pouco de prazer a esse anjo caído...

-Seu anjo quer sentir...

-E vai... Assim que possível... – dei-lhe uma piscadela marota e ele encheu meu ar com sua risada, os braços abrindo caminho até se engancharem em meu pescoço.

-Pode começar me beijando, se quiser...

-E se eu não quiser?

-Ah... Você vai arrastar esse anjo para o lado negro da força, Yuu? Não quero ser acusado de homicídio, sabe? Ainda acho que tenho futuro...

-Então eu acho que esse demônio vai fazer um favor ao seu anjo... Para que ele não cometa uma besteira... – sorri levemente em resposta ao sorriso gentil e cristalino que ele havia me dado de presente. Eu sabia que, daquele momento em diante, nossas vidas jamais se desentrelaçariam.

E lá estavam meus dedos percorrendo a suavidade de sua bochecha direita ao mesmo tempo em que suas íris se escondiam atrás das pálpebras, todo meu... E por mais que fosse lindo para alguém como eu observar a entrega do meu anjo loiro, meu desejo por ele me forçou a pressionar a boca pequena contra a minha. Sua fragrância doce inundou minhas narinas, levando minha mente a vagar por alguns poucos instantes, os braços em meu pescoço me lembrando de que o aroma exótico podia ser deixado de lado por um tempo.

Deslizei minha língua, afoita, pelos lábios mornos, sendo acolhido com prontidão pelo calor apetitoso de sua boca tão mais doce ainda que o seu cheiro. Eu não fazia ideia, juro, de que o paraíso poderia ser encontrado na Terra algum dia. E fazia menos ideia ainda de que eu não pisaria por um campo de flores e sim batalharia com uma língua de toque aveludado para sentir mais do prazer que aquela caverna poderia me dar.

Um gemido foi o necessário para fazer todo meu corpo se arrepiar antes de nossas bocas perderem o contato. Antes, também, de eu buscar quase desesperado por um oxigênio do qual eu não havia percebido necessitar até que nossos lábios estivessem longe um do outro. Procurei pela luminosidade amendoada, porém minha busca foi interrompida pelo calor de sua boca que estava desesperada atrás do meu próprio calor.

Gemi alto, de prazer. Os nossos corpos colados demais, quase fundidos, assim como nossas bocas que devoravam uma à outra, em uma luta onde os dois vencedores guerreavam para ver quem satisfazia mais da luxúria incontida do parceiro. Quem calaria primeiro, também, o desejo fervoroso de sentir o toque do outro da forma mais íntima que se podia aproveitar no momento.

-Yuu... – era o meu nome... Gemido com sua voz rouca de cobiça. Minha aposta era de que ele estava tentando me enlouquecer.

Desloquei meus lábios, relando-os por toda a extensão da pele alva de seu pescoço. Selos leves preenchendo todo o espaço que eu via pela frente, até meus lábios encontrarem o lóbulo de sua orelha e ali ficarem brincando, distraidamente, só parando a carícia ao que um suspiro deliciado escapou da sua boca entreaberta.

-O que você quer que eu faça com você agora, anjo? – minha boca se acomodando várias vezes em sua mandíbula, desviando, em seguida, sua atenção para o pescoço que eu preenchi com mordidas gentis, sob os gemidos extasiados que me esquentavam o corpo.

-Yuu...

-Ah, droga! – praguejei baixinho ao ouvir a campainha da porta da frente se intrometer no nosso único momento mais íntimo. A campainha voltou a berrar e eu, birrento, mostrei-lhe o educado dedo do meio. Kouyou riu.

-Vai logo atender, Yuu... Ainda está chovendo lá fora...

-Quer apostar que é o Takanori? Ele sempre consegue estragar os meus momentos...

-Ele não estragou... Foi perfeito... – o carinho delicado de seu polegar em minha nuca me fez sorrir antes de selarmos os lábios.

-Que bom que foi perfeito, então... Achei que esse demônio não fosse agradar ao seu anjo...

-Agradou... e muito...

-Agora é o celular?! Mas que porra! JÁ TO INDO!!

-ABRE LOGO QUE TA CHOVENDO, YUU!

-Eu sabia que era aquele peste... – estreitei meus olhos, o loiro em meus braços riu. Peguei a xícara que descansava ali perto, testemunha de todos os nossos atos, selei os lábios inchados e deixei meu quarto sem pressa alguma. Larguei a xícara na divisória, ainda me indagando se eu não podia deixar o Taka sofrer só mais um pouquinho. O berro dele me respondendo que não, já havia sido o suficiente. – Desculpem a demora... – falei assim que abri a porta para um casal sob um guarda-chuva grande o bastante para eles, sorte.

-Devia estar se divertindo demais pra não abrir com o mundo caindo aqui fora!

-Não posso negar... – dei de ombros quando o olhar indignado do baixinho atingiu-me na mais pura demonstração de irritação. Ele era muito bom nisso.

-Eu nem sei por que ainda resolvi vir ajudar... Você sempre me fode!

-Errado, meu caro amigo... Akira fode você, eu só demorei um pouquinho para abrir a porta de casa, afinal de contas você sabe como eu fico quando estou ganhando um pouco de carinho...

-Ah, Yuu... Me poupe de detalhes! Não me importa se você estava transando ou não! Você me chamou e me deixou plantado no meio da chuva!

-Eu não estava transando, Taka... Só estava ganhando carinho... Inocente... Um beijo pra ser mais exato... Pare de me olhar com esses olhos curiosos, Takanori!

-Vai ficar constrangido? Faz tempo que eu não vejo isso!

-Eu ficaria muito grato se você se comportasse, baixinho...

-Ah, vai! Quem é a moça sortuda da vez? – e eu sempre soube que ele estava mergulhado na mais pura euforia, ele só não queria admitir. – Eu realmente pensei que fosse demorar um pouco mais pra superar o casamento...

-Moça alguma, Taka...

-Sem moça? Uma idosa?!

-Taka... Acho que ele estava se referindo àquela pessoinha ali... – Akira disse doce, apontando para a direção que eu sabia ser o meu quarto. E não é que o Akira era mais rápido que o baixinho?

-Um macho?! Yuu resolveu se entregar aos seus verdadeiros desejos?! O que aconteceu com o “Eu jamais vou sair com um homem... É estranho demais.”?!

-Esquece que algum dia eu disse isso... Eu era muito ingênuo na época... – estendi a mão na direção do loiro envergonhado e ele a enlaçou timidamente. Eu queria rir da imensidão que atingia a pureza daquele homem. – Esse é o meu vizinho, Takashima Kouyou... É por causa dele que eu chamei você, Taka... Aquele é o Akira... – acrescentei, baixinho, para Kouyou, que apertava a mão de Takanori e fez o mesmo com Akira, em seguida.

-Muito prazer, senhor Takashima...

-Não precisa dessas formalidades, por favor! Podem me chamar de Kouyou apenas... – ele sorriu para meus dois amigos e eu pude sentir um olhar compreensivo sendo trocado pelo casal. Eles sabiam o quanto sorrisos eram encantadores perante meus olhos e o do meu anjo era excepcional...

-Acho que está na hora dos negócios, então?

-Agora é a hora, Yuu... – Akira me deu um sorriso um tanto... maligno, e eu sabia estar encrencado por tê-lo ignorado dias a fio...

Eu orava para sobreviver àquela noite...

Notas finais
Olá!! Desculpem a demora!
A inspiração está me deixando na mão (por um ótimo motivo, diga-se de passagem) e acho que agora os capítulos terão de ser dois por mês... Ainda assim talvez eu tenha que me puxar para conseguir terminar a fic do jeito que espero... Por favor me entendam ;A; QQQQ
AHSIUHDIUHAIUSHDIHIAUSHDUIHASIUHDIUHASIUHDUISAH
Enfim... Muito obrigada a todos que estão acompanhando MFA, em especial aos que estão me deixando aqueles reviews lindos de matar! *u* fico muito feliz com eles! de verdade, galere! Muito obrigada m(_ _)m *ooooo*/
Vejo vocês no próximo? /o/
2O12, JANEIRO 1O @le_akita