My Fallen Angel

7 Chapter Seven


Notas iniciais
Boa leitura ♥

..my fallen angel..

Chapter Seven

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.Eu não podia dizer que era comum de minha parte abrir os olhos com tanta calma e exibir um sorriso tão fácil quanto o que estava naquele momento em meus lábios. Mas eu podia dizer que era tudo por culpa da presença daquele meu vizinho loiro. Ele ressonava baixo no meu ouvido, o rosto escondido na curva do meu pescoço, suas mãos daquela maciez surreal descansando em meu peito nu. E lá estava eu... Circulando a cintura fina dele com meus braços, um aperto forte, mas não o bastante para causar incômodo.

Era a simplicidade daquilo tudo me passando um sentimento claro de tranquilidade. Era o mesmo sentimento que minhas vidraças tão queridas me passam o tempo todo, mas com uma vantagem. O meu anjo podia retribuir todo aquele afeto, todos meus toques, toda minha admiração... E o melhor era saber que... ele retribuiria... No passo dele, mas retribuiria... Nem que demorasse meses, anos...

Uma dúvida leviana, sem real importância, foi o que ocupou meus pensamentos assim que o brilho do sol se fez completamente presente. Obviamente eu sequer cogitei de verdade a hipótese absurda de despertar Kouyou de seu sono descansado apenas para apreciar minhas belas vidraças. Eu sabia que o melhor para ele, naquele momento, era um repouso doce como o que ele estava tendo em meus braços. E, admito, uma parcela de mim não queria acordá-lo para que ele não deixasse meus braços vazios...

Talvez fosse muito egoísta de minha parte um pensamento como aquele, a respeito dos meus braços desocupados, mas ter o calor dele ali me fazia não querer mais senti-los gelados em sua solidão. Eu adorava a sensação de preenchimento que ele me passava, ainda que fosse passageira.

-Suas vidraças são mesmo lindas, Yuu...

-Hum? – desviei meu olhar para o rosto sorridente junto de mim, sua voz rouca de sono havia me despertado dos devaneios em que sua pessoa era o ponto principal. Sorri, mesmo que uma pontadinha de insatisfação tenha nascido em meu peito – São sim, Kou... Dormiu bem?

-Muito bem... Obrigado, Yuu... Fazia tempo que eu precisava de um descanso desses...

-Você estava preocupado com muitas coisas... Merecia um descanso... – murmurei baixo em seu ouvido, permitindo-me deixar um beijo descansar em sua bochecha rosada. Eu não pude não achar aquele olhar, em uma mistura de constrangimento e satisfação, gracioso demais. Todo ele era de uma graça inexistente.

-Você é gentil demais, sabia?

-Ah! Eu tenho uma ideia vaga a respeito disso, Kouyou... – dei-lhe uma piscadela e ele me proporcionou a linda visão de seu sorriso agradecido. Sua mão morna foi ao encontro de meus cabelos em uma carícia que me aqueceu o interior, meus olhos traindo minha confiança e se fechando sem que eu percebesse. Aquele toque era bom demais...

-Ainda está com sono, Yuu?

-Não se preocupe comigo... Eu estou bem...

-Eu me preocupo... Você devia saber disso...

-E eu sei... – apertei mais seu corpo de aparência frágil contra o meu, afundando meu nariz nas mechas tão cheirosas que eram as do meu vizinho loiro. O aroma adocicado que me embriagava estava tão presente quanto das outras vezes em que ele havia ocupado meus braços – Mas você não devia gastar suas energias comigo... Não há nada que possa atrapalhar minha felicidade... Não por enquanto...

-Esqueci que era você que me guiava por essa vida... E ainda quer me fazer acreditar que eu que sou o anjo...

-Ah, mas isso você é! Esse ponto não está sob discussão! – acrescentei, sabendo que ele retrucaria. Ri baixo assim que ele bufou, meus dedos deslizando por sua face em uma carícia suave – Pra mim você sempre será um anjo... O mais bonito e doce que já existiu...

-Quantas vezes mais você vai dizer isso? Você sabe o quanto me deixa sem saber o que fazer, não sabe?

-Eu não posso saber, Kouyou... Mas já vou avisando que não serão poucas vezes... E você fica irresistivelmente adorável encabulado dessa forma... Eu não resisto...

-Você não existe, Yuu! Definitivamente! – ele gargalhou, fazendo com que aquele meu sorriso bobo diário se fizesse presente de imediato. Não era como se eu ainda tivesse algum controle sobre meus próprios sorrisos, eles poderiam aparecer sem motivo algum, desde que meu vizinho loiro estivesse ali para provocá-los de seu modo inocente.

-Existo, anjo... Eu existo... – apertei-lhe o nariz com leveza, me satisfazendo mais ainda com o riso baixo tão encantador que era o dele. Um som calmo quebrou o silêncio de nossos olhares conectados, Kouyou procurando pelo responsável por nossa interrupção no bolso da calça que eu havia lhe emprestado – Pode atender... – afirmei assim que a indagação se fez presente em seu rosto um tanto preocupado.

-Oi, Lucy... Ah! Gabriel?! O que faz com o telefone da sua mãe? Você não devia pegar o telefone dela sem pedir, sabia mocinho? Ah, meu anjinho... Papai também está com saudade, mas ainda assim... Você podia pedir pra ela antes de me ligar... Não deixa?! Como assim?! Bom... Talvez ela queira um pouco da sua atenção só pra ela, não é pequeno? Como assim por causa do Yuu?! Ah, meu bebê... Você sabe que isso não é verdade... Você quer?! Você não falou isso pra ela, falou? Então é por isso que ela não deixa você ligar... Ela está com ciúmes... Você sabe que eu não posso fazer nada, bebê... Se comporte direitinho aí e eu falo com a sua mãe pra que você também passe um tempo só com o papai, certo? Não sei, mas eu posso tentar, hum? Também amo você, meu anjinho... Tchau, pequeno... – e ele tinha um sorriso tão luminoso no final da ligação que eu me senti ligeiramente inconformado com tanta beleza em um único ser. Parecia algo... proibido...

-Posso perguntar o que aconteceu?

-É só que... a Lucy proibiu o Gabriel de me ligar... Ela acha que você vai fazer alguma coisa para tomar o Gabriel dela...

-E o motivo para esse sorriso quilométrico é qual?

-Ele disse que queria morar comigo... – suas pérolas amendoadas transbordavam uma felicidade invejável, eu me senti aquecendo só por ter tido a honra de vislumbrar tanta esperança naquele rosto que eu adorava – Foi impossível não imaginar nós três aqui, Yuu...

-Nós três?

-Nós três... – e sua resposta tão idêntica à minha pergunta arrancou de meus lábios um sorriso tão equivalente ao dele, que me assustou de certa forma. Aquela possibilidade me inundando os sentidos.

-O Taka pode dar um jeito nisso, Kouyou... Você ouviu o que ele disse, não ouviu? Ele pode se basear em alguns casos que ele acompanhou... Não precisamos ter medo de perder, não é? Existem alternativas para casos como o nosso... Mesmo que demore um tempo...

-Eu... não quero ter que ficar anos sem ver meu filho, Yuu... Você sabe como o sistema é lento... Por mais que o Takanori se empenhe... Eu sei que... é maravilhoso imaginar nós três juntos... Vivendo felizes, mas... Não passa de um sonho... Não há possibilidades de se tornar real...

-Há, Kouyou... Você sabe que há...

-Mas não é o caminho que eu quero seguir... É sofrimento demais para um Kouyou só...

-Eu não posso criar uma ilusão e dizer que é mentira, que não vamos sofrer durante o tempo que isso estiver pendente, mas... E depois que o vendaval passar, anjo? Seria o paraíso que nós imaginamos para nós três...

-A questão é se o tiro sair pela culatra... E se eu nunca mais puder sequer ver meu bebê, Yuu? Isso... é maior do que eu poderia aguentar... Eu... prefiro deixar as coisas como estão... Fazer tudo o que ela me pedir... Ir levando...

-Como você mesmo disse, um dia ela vai pedir algo que você não terá como dar... E aí?

-Aí eu imploro...

-Você sabe que ela não vai ceder...

-Ótimo! Aí eu faço as coisas do seu jeito! Pode ser?! Só... me ajude a manter as coisas firmes agora... Nesse momento eu não tenho forças para uma guerra... Talvez um dia eu crie coragem suficiente para entrar nessa batalha, hum?

-Tudo bem, Kou... Vamos tentar do seu jeito, meu anjo...

-Obrigado por entender, Yuu... É importante ter seu apoio...

-Você sempre terá meu apoio... Não se esqueça...

-Não vou... Obrigado por tudo...


E eu voltei a apertar aquele corpo, frágil demais, contra o meu... Era quase como se eu esperasse que ele se partisse bem ali, em minha frente... Ainda que isso fosse extremamente absurdo, eu não consegui refrear o pensamento. Kouyou era um anjo... Eu não sabia nada a respeito de anjos...

-Olha só... Shiroyama madrugando...

-Isso não é normal, Taka? – Kouyou perguntou com toda aquela inocência tão dele, que eu pude sentir, sem nem olhar, o contraste entre ele e Takanori... Meu amigo devia estar com uma expressão de brincadeira ao extremo, a feição sacana que eu nunca esqueci.

-O Yuu nunca acordou antes das dez e meia... Isso mudou?

-Bastante, né? – meu vizinho loiro espichou um dos seus lindos sorrisos leves e eu percebi que o brilho da revelação do pequeno Gabriel continuava incrustado determinantemente naquele par de amêndoas que era uma delícia de se admirar.

-Digamos que... agora eu acordo um pouquinho mais cedo, Taka...

-Um pouquinho?

-Bem mais cedo... Seis da manhã...

-Seis?! Todo dia?!

-Sim...

-Nós saímos pra caminhar na praia e olhar tudo a nossa volta... O Yuu vem me ensinando muita coisa nos últimos tempos... Até mesmo quando ele não me diz nada...

-Quem é você e o que fez com Shiroyama Yuu?!

-Deixa disso, Taka... – eu tentei me fazer incomodado com aquelas palavras, mas havia um sorriso insistente e inapagável bordado nos meus lábios. E eu não sabia o motivo para ter um sorriso daqueles tão presente naquele momento. Descobri segundos depois que o motivo estava com um sorriso igual ao meu no rosto de anjo.

-É sério, seu ex-dorminhoco! Eu não sei mais quem é você!

-Continuo sendo eu mesmo, mas com algumas modificações muito prazerosas... Acredite... Quando você se apaixona pela vista da sua janela, você só quer ter mais daquilo dia após dia... E a praia ali na frente não é muito frequentada, então dá pra relaxar tranquilamente... Era isso que eu estava procurando quando resolvi me mudar... Um lugar como esse... Só que no meu caso acabei ganhando de brinde um anjo... – deixei uma risada breve escapar por meus lábios, Kouyou me empurrando de leve. Suas bochechas haviam tomado um banho em tinta rosada, linda tinta rosada cristalina...

Takanori resolveu acompanhar meu riso tão mais fácil do que meses atrás. Eu nunca teria como agradecer ao meu vizinho loiro por isso... Nunca...

Notas finais
Err... oi? :D
Tá... Eu sei que sumi, meus amores... Mas o problema é que eu realmente não tinha conseguido escrever mais NENHUM capítulo ;A;
Finalmente desencanei e agora não falta muito, então voltarei com mais frequência *U* eu... acho ASUHDHIUAHSUDHIAUSHDIHASIUHDIUHAUSHDIUHIAUHDIUHAIU
EEENFIM... Sei que foi um capítulo meio blérgh, mas se tudo der certo talvez eu consiga voltar em uma semana ou até antes *U*
Já quero aproveitar o momento para me desculpar por não ter respondido os reviews ;3; Mas sabiam que eu li toooodos os comentários feitos a respeito de MFA e AMEEEI do fundo do meu coração! Muito obrigada seus lindos ♥
Obrigada também pela paciência, nee xD E POR FAVOR NÃO ME ABANDONEM AGORA E QQQ UHASUIDHAIUSHDUIASHDUIAH //surtei okei u3u QQQQ
Então tá, meus amores! Espero que tenham gostado e espero ver vocês nos próximos capítulos também! ♥
2O12, FEVEREIRO O6 @le_akita