My Fallen Angel
8 Chapter Eight
Notas iniciais
..my fallen angel..
Chapter Eight
.-Eu não queria ter que incomodar você com mais isso, Senhor... Mas sua mulher deixou a entrega marcada para hoje... Eu até tentei convencer o entregador a voltar outro dia, só que teria quer ser pago pelo frete em dobro e coisas do tipo...
-Não... Tudo bem, Consuela... Avise que eu já estou indo, certo?
-Sim, senhor... Com licença...
-Deus do céu... O que essa mulher quer de mim?! – meu vizinho loiro escondeu o rosto tão doce atrás de suas mãos. Eu ouvi seu suspiro pesado escapando por entre seus dedos longos – Se ela quer tanto assim me destruir porque não me mata de uma vez?!
-Você quer morrer?
-Diante de tudo o que eu estou passando a morte se torna algo bem atrativo, sabe?
-Então se mate... – falei simplista, recebendo, como havia previsto, a atenção daquele ser quase mítico de tão surreal – Quer uma faca? Ou prefere uma navalha? É uma pena que eu não tenha um revólver, não é?
-Yuu... – seu olhar manso, quase penoso, me arrancou um daqueles suspiros exaustos e extensos que as pessoas adoravam evitar em suas vidas. Acomodei o corpo de anjo junto ao meu em um abraço apertado tão apertado que eu pensei que seus braços queriam me sufocar. Doce e tristemente...
-Uma vez uma pessoa veio até mim com uma crítica chorosa... Ela me disse que meu personagem devia ter se mantido vivo... Que ele havia lutado tão bravamente por sua vida e, no fim das contas, acabou morrendo... Como todo mundo um dia morre... Mas era cedo para ele, não era? Era injusto com ele não era? Já ouviu isso antes? – procurei pelo tom levemente enegrecido daquele castanho vívido que eu conhecia, meus dedos desfilando em um carinho suave em suas bochechas, recebi um aceno positivo – Eu procuro todo o dia por essa pessoa e a encontro todos os dias à minha espera... Mas hoje eu não a encontrei... Onde será que ela está? Eu não a reconheço em rosto algum...
-Ela está aqui, Yuu...
-Onde? Você a está escondendo, anjo caído?
-Ela está gritando por seu nome, Yuu... Aqui dentro do meu coração... Ela precisa de você mais do que nunca...
-Ah, eu vejo isso pelos seus olhos apáticos, anjo de sorriso gentil... Agora eu vejo... E não é ela ali se afogando em amargura? É ela ali, anjo caído?
-É ela, Yuu...
-Diga a ela para ser forte... Esse demônio não quer ver ela caindo por um abismo sem fim, criatura celestial... Afinal de contas, como o sol poderá brilhar lá fora se ele não consegue se manter brilhando aqui dentro, hum?
-Seja a fonte de luz desse sol, Yuu...
-Você sabe que a sua fonte de luz eu não posso dar... Você ainda a mantém escondida de você mesmo? Isso é feio de se fazer, anjo caído...
-Eu a perdi outra vez, Yuu... Eu não sei onde a deixei cair... Ontem mesmo ela estava em minhas mãos...
-Anjo bobo, anjo bobo... Preste mais atenção onde você guarda suas coisas... – acolhi os lábios graciosos, me deliciando com aquele singelo unir de vidas tão distintas – Depois que você voltar eu juro que ajudo você em sua busca, hum? Vamos procurar por todos os cantos dessa casa...
-Quero permissão para revirar você do avesso... Você pode ser um demônio bem travesso...
-Ah, meu anjo caído... Que coisa mais maldosa de se dizer... Eu jamais roubaria algo tão precioso pra você...
-Eu acho que escondi dentro de você, Yuu... Foi isso... – o toque leviano de nossos lábios veio sucedido por um sorriso do meu vizinho loiro. Não era o meu sorriso predileto, era um tipo de sorriso pequeno e quase apagado, mas ainda assim era melhor do que ver suas lágrimas cristalinas que eu tive o desprazer de conhecer.
-Certo... precisamos conversar... – falei assim que Kouyou deixou minha casa com aquele mesmo pequeno sorriso sem um terço da vida que eu encontrei em seu primeiro sorrir. Eu me perguntava o quanto ele havia se destruído nos últimos meses... – Taka... Há alguma chance, nem que pequena, de você conseguir convencer aquela criatura de que vai ser melhor se ele pedir a guarda do Gabriel?
-Yuu... Olha, eu sinceramente acho que se você não conseguir convencê-lo, ninguém mais consegue...
-Eu não sei mais o que fazer para que isso aconteça... No início eu até achei melhor só ir fazendo o joguinho dela, mas... O Kouyou já está sofrendo tanto só pela possibilidade de ficar longe do pequeno Gabriel... Eu não posso aceitar que ela arranque o sorriso do meu anjo!
-A lei ao nosso favor a gente tem, Yuu, mas eu não posso ser radical e dizer que o juiz vai seguir ao pé da letra... Provas de que ela não é a mãe dos sonhos eu arranjo em cinco segundos, você sabe disso...
-O problema persiste nesse do juiz... – Akira suspirou parecendo tão mais pensativo do que eu jamais o havia visto. Talvez eu estivesse envolvendo meus amigos nessa história mais do que devia – Férias...
-O que disse? – Taka parecia incerto, eu também não estava entendendo o ponto de Akira.
-Férias... Se vocês não sabem, todo mundo tem direito a “férias”... – o loiro alto me sorriu sacana e, prontamente, eu entendi por onde seus planos viajavam. Akira sabia ser muito mais do que inteligente quando queria... – Eu arranjo isso em questão de dias pra você, Yuu, mas, como você deve estar imaginando, vai ter troco...
-Eu pago o preço que for preciso, Akira... Pode até prolongar nossa pequena turnê se essa for a sua vontade...
-Autógrafos... Estão faltando encontros e autógrafos...
-Fechado!!
-Só tenho uma coisa a pedir: você foi abduzido, Yuu?!
-Se ele foi ou não, isso pouco importa! Ele está na minha mão agora e é assim que eu vou botar aquele livro nos ares!
-Ah, vai... Eu sempre fui gentil, senhor Suzuki...
-Gentil, mas desleixado que chega a dar dó...
-Dessa vez eu prometo me comportar... Assim quem sabe eu volto mais cedo para casa, hum?
-Você sonha tão alto, senhor Shiroyama...
-O que eu quis dizer, senhor Suzuki, é que eu quero voltar em tempo de poder apoiar o senhor Takashima na hora da decisão da guarda...
-Não se preocupe quanto a isso, senhor Shiroyama... Obviamente faremos uma pausa assim que decidirem o tal dia...
-Perfeito! – alarguei um sorriso, me permitindo sentir o conforto do meu sofá abaixo de mim. Eu estava muito otimista depois daquela conversa – Taka... Eu posso pedir um favor de última hora?
-Isso seria o que, Yuu?
-Quando vocês forem ver do divórcio... no momento em que perguntarem sobre com quem fica a guarda do Gabriel... diga que o Kouyou quer a guarda, mesmo que eu não o tenha convencido...
-Isso não seria um tipo de... motim? – Takanori brincou e eu ri junto com meus dois amigos. A verdade é que era uma espécie de traição e, ainda que Kouyou ficasse furioso comigo, eu o faria ver além daquilo tudo. Eu arrumaria um jeito de persuadi-lo.
-Provavelmente ele vai ficar chateado, mas... lembre-o de confiar em mim e em vocês também... Afinal das contas, nós estamos do lado dele, não estamos?
-Eu estou de corpo e alma! Vou chegar em casa e vou começar a trabalhar em cima disso, pode contar comigo!
-Aonde o Taka vai que eu não vou atrás? – Akira se limitou a dizer, alisando os cabelos aloirados do namorado.
É... Eu tinha sorte de ter esses dois junto comigo... Sempre tive... Eles mantinham minha calma fazendo com que eu acreditasse que, juntos, tudo podia ser resolvido. Eu os amava... de verdade...
-Shiro... A gente já vai indo, então... Quero arrumar essa confusão o quanto antes... Tenho que estudar tudo o que conseguir a fundo em tempo Record! É pra eles resolverem isso semana que vem, não é?
-Sim... No momento em que a mulher dele voltar de viagem... Aposto como ela não vai sequer deixar o Kou ver o pequeno anjo nesse intervalo de tempo... – prolonguei um suspiro exausto, minhas mãos escorregando por entre meus cabelos – Eu vou acabar louco no fim de tudo isso...
-Você só deve pensar em mimar o Kouyou o máximo que conseguir... Mantenha um sorriso firme nos lábios dele... O resto é comigo... Eu prometo que não vou decepcionar! Nenhum dos dois!
-Não vou ter como agradecer por tanto apoio, Taka... Vocês estão sendo muito prestativos com a gente...
-Nós somos amigos, Yuu... É o mínimo que nós podemos fazer! – Akira exibiu um sorriso amigável demais para ele, me tomando em um abraço que eu nunca me vi recebendo – Seja forte, Yuu... Eu sei que você consegue... Já superou muitas coisas na vida...
-Mas nunca antes foi algo tão sério e tão importante para mim, Aki... – permiti-me aconchegar no carinho dos meus dois amigos como nunca antes havia permitido, meu primeiro momento de fraqueza tão forte que eu nunca conseguiria prever. Eu poderia me acabar ali, para nascer outra vez e proteger meu anjo.
-Você vai se dar bem, Yuu... Nós confiamos em você...
-E eu confio em vocês, Taka... Por isso vocês foram meus escolhidos... Nossos escolhidos...
-Não vamos decepcionar... Essa foi a nossa promessa... E eu jamais prometeria algo que não conseguiria cumprir, você me conhece o bastante para ter certeza absoluta disso, Yuu...
-Eu sei, Akira... E agradeço muito por tudo... Vocês são minha única família...
-Nós, Kouyou e Gabriel... – Takanori alargou um de seus típicos sorrisos infantis completamente superlotados de sinceridade. Assim como todas as palavras que abandonavam os lábios daquele pequeno advogado – Nossa família está crescendo agora, Yuu... Você já pode contar com mais pessoas do que podia antes...
-Eu sei... Finalmente, não é?
-Eu avisei que um dia um anjo desceria do céu para cuidar de você bem de perto... E também avisei que esse anjo preencheria o vazio que haviam deixado em seu coração... Acho que eu sempre estive certo...
-Sempre, Taka...
-Minha surpresa foi saber que ele era um anjo de verdade e não apenas uma mera metáfora... – ele riu um de seus risos adoráveis junto com Akira, me deixei cair no mar de alegria que eles estendiam no chão de minha sala, as vidraças iluminando as águas cálidas – Semana que vem nos vemos outra vez... E talvez com maior frequência também...
-Sempre que pudermos, Taka... Sempre que pudermos...
-Até o fim de nossa existência... – Akira afirmou, desalinhando ainda mais meus cabelos – Ou até que o Yuu canse da gente... – debochou, e aquele era o Akira que eu conhecia.
-Coitados de vocês... Condenados a me aturar até o fim dos tempos...
-Ah, tudo bem! Dois mil e doze nem está tão longe assim... – Taka me deu uma piscadela marota, me envolvendo em seus braços pequenos – Não precisa nem levantar... A gente sabe o caminho da porta...
-Ah, mas assim vocês não voltam mais...
-Mera crença da qual você não participa, senhor Shiroyama... Nós sempre voltaremos para você... Nós sabemos o caminho de cor...
-Então vão, meus heróis de última hora... Vossa donzela está a salvo...
-Eu vou fingir que não ouvi isso... – levei um tapa, tão costumeiro vindo de Akira, enquanto Taka deixava minha casa entre risos – Nós vamos dar o nosso melhor, Yuu...
-Eu sei que vão... Eu sei que vão...
E ainda que ele não tivesse me dito mais nada ao deixar minha casa, eu teria toda a certeza de que não havia mais motivos para temer... Não pelos próximos dias...
Notas finais
SAHDIUAHSIUDHUIHASUIDHUSI
Enfim... Me desculpem a demora, mas tinha coisas pra arrumar nesse capítulo e ainda não tinha descoberto como ficaria melhor... Então deixei assim mesmo...
Pra compensar demora e falta de ritmo, vou postar o próximo capítulo amanhã ou domingo... Depende mais de vocês do que de mim e QQQ BRINKS
SHDIUASHIUDHUIAHSDHUIA
Sobre as reviews, sei que não respondi mais ;3; sinto muito por isso! mas a partir desse vou começar a responder outra vez e tentar deixar tudo atualizado, okei?
Aliás, que reviews limdas, galere *u* muito obrigada MESMO ♥
Nos vemos no próximo capítulo? ;D
2O12, FEVEREIRO 24 @___akita
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