My Dark Angel
23 Written In The Stars
Notas iniciais
Agora é hora de ler.
Divirtam-se.
Beijos!
Fitei o corpo de Axl espalhado pela cama mais uma vez. Mordi o lábio inferior. Passeei lentamente em direção à cama. Dentei-me apoiando o corpo sobre o cotovelo. Baixei a cabeça em direção a Axl, roçando meus lábios nos deles. Seus lábios já não estavam mais relaxados, estavam rigidamente fechados. Brinquei com sua boca, puxando seu lábio inferior, com os meus, pedindo-lhes um beijo. A ponta de meu nariz tocou o dele, e então senti a boca antes entorpecida mover-se também, esticando-se em um sorriso.
–Bom dia. –sussurrou e eu sorri.
–Bom dia. –respondi tocando seus lábios uma última vez, mas antes que eu pudesse me afastar, senti sua mão pesar em minha nuca, puxando meu rosto para mais próximo do dele e beijando-me avidamente.
A mão que por um momento deixou minha nuca imediatamente alcançou minha coxa, puxando minha perna, de forma que ela fosse estacionar em seu quadril. A ponta de seus dedos percorreu a região, passando por minha panturrilha e subindo novamente, até encontrar meu glúteo, no qual ele esqueceu a ponta dos dedos e tratou de ocupar toda a mão. Ainda presa em seus lábios, naquele beijo cheio de paixão, senti a mão deixar o lugar que havia ocupado e tocar sutilmente minha barriga, fazendo um caminho cauteloso por baixo da camiseta. Logo minha mão o interrompeu, pousando sobre a sua.
Sorri deixando seus lábios macios. Inesperadamente, ele puxou minha coxa com mais brutalidade fazendo-me sentar sobre ele. Fitou meu rosto ternamente. Olhava atento cada traço suave que ali se punha, na pele branca, extremamente pálida. Não pôde fugir de onde tanto prendia-se. Os olhos azuis arregalados que lhe brilhavam, perguntando-lhe em que pensava. Aproveitei para me deliciar daquele rosto perfeito também. Sua franja lateral caia sobre seu rosto, dando um toque suave aquela face de menino homem. As madeixas ruivas, sensualmente desgrenhadas, davam destaque aquela pele de porcelana, tão branca quanto a minha. O leve rubor carregado em suas bochechas fazia-me lembrar do doce garoto que jazia em seus olhos verdes. E analisando rápido nem precisei procurar, ele estava lá dentro, mais visível do que nunca parecendo um tanto feliz, talvez tão feliz quanto a garotinha em meus olhos.
Nossas crianças se davam bem, se completavam, como amigos de infância, pareciam estar mais vivas dentro de nós do que nunca.
O rosto angelical fez-me um convite. Alcancei sua bochecha, depositando ali um beijo encabulado, por fim escondi a face de maçãs avermelhadas, onde o sangue ardia, no pescoço que ainda carregava o cheiro do perfume fresco e embriagante. Era o mesmo cheiro desde daquele dia, aquele que ficaria marcado, que um dia poderíamos contar para nossos filhos e netos. Aquele em que a mocinha foi salva por seu herói, onde corações bateram mais fortes e olhos brilharam mais intensamente.
Sua mão pairou em minha cabeça, dando-me um beijo no ombro.
–Precisamos comprar algo para comer. –eu sussurrei, ainda afundando meu rosto em seu pescoço.
–Então vamos ao mercado. –ele disse e eu ergui o corpo imediatamente, fitando seu rosto, incrédula. –O que foi? –perguntou.
–Nada, é que... eu nunca fui a um mercado. –eu disse sem graça.
–Você nunca o que? –ele perguntou parecendo não acreditar no que havia ouvido.
–A empregada daqui, vem sempre quando eu saio para a escola, mas enquanto eu estou de férias ela vem cedinho já que eu acabo acordando mais tarde. Nunca nem a vi, com certeza papai lhe deu ordens de evitar seu encontro ao máximo comigo, com medo de que eu crie algum vinculo com ela. Então, ela recebe dinheiro para as compras do mês, o que faz com que eu nunca vá a um mercado. Acho que o máximo que eu vou é a uma farmácia comprar sabonetes, shampoos, entre outros... –expliquei.
–Mas e no Brasil? –perguntou.
–A empregada também fazia as compras e mesmo que fosse a minha mãe eu não tinha autorização para sair de casa, e enquanto eu estou aqui nunca senti necessidade de ir a um supermercado. Dificilmente tomo café da manhã e o almoço sempre está pronto, então... Ah, deve ser legal ir ao supermercado. Eu quero ir.
–Okay, então vamos. Mas juro que ainda não consigo acreditar que você nunca foi a um supermercado. –ele disse e eu já saia de cima dele, indo até o banheiro.
Tomamos banho juntos e por fim descemos até o carro. Axl dirigiu fazendo o caminho do supermercado enquanto papeávamos. Chegamos mais rápido do que esperei que fosse. O lugar era diferente um tanto diferente do que eu um dia imaginara, mas basicamente o que eu pensara. Tinha produtos organizados nas prateleiras e setores separados em extensos corredores. Dependendo do setor em que estivesse podia-se sentir novos aromas. O mais agradável era o de produtos de limpeza. Tinha cheiro de hortelã e pinho.
–Isso aqui é uma cesta, onde se põem os produtos que você vai comprar. –Axl explicava detalhadamente e eu revirei os olhos.
–Axl eu nunca vim ao mercado, mas não sou burra. –eu disse dando de costas e checando as prateleiras. Ouvi seu riso baixo.
–Eu sei que tenho uma namorada muito inteligente. –ele sussurrou em meu ouvido, colocando um das mãos em minha cintura enquanto eu analisava o vidro da manteiga de amendoim. Sorri fraco.
–Não parece. –eu disse, recordando-me que desde que chegamos ao mercado ele havia me explicado o que era um estacionamento, como se passava pela porta, para que servia os caixas, sacolas de papelão, entre outros...
Pus a o pote de vidro no lugar virando-me para Axl, que alcançou meus lábios com facilidade. Minha mão correu por sua barriga dando-lhe um leve beliscão.
–Au. –gemeu, deixando meus lábios.
–Temos que comprar as coisas. –eu disse enquanto ele esfregava o local onde belisquei.
–Podia ser ao menos mais carinhosa. –ele disse e revirei os olhos.
Algumas voltas pelo supermercado e já tínhamos tudo que precisávamos. Então, depois de passar pelo caixa, voltamos ao carro com as sacolas. Podíamos então voltar para casa. Assim que chegamos, agitamos um rápido café na cozinha e por fim, após nos alimentarmos, acabamos jogados no sofá da sala de estar. Deitei-me sobre ele, posicionando minha cabeça sobre seu peito. Iluminados pela luz do sol que adentrava a sala, permanecemos em silêncio por um longo tempo, enquanto eu brincava com seus dedos, sentindo a mão disponível tocar minha cabeça em uma caricia sutil.
–Quero casar com você. –murmurou, quebrando o silêncio. Ri baixinho. –Quero construir uma família com você, ver nossos filhos correr no jardim de nossa casa, você chamando pela menina de cabelos dourados que está dando comida para o cachorro, enquanto eu ensino o garotinho ruivo a tocar piano...
–Isso vai acontecer um dia. Só nos resta esperar. –eu disse.
–Eu vou esperar por você, Elizabeth, nem que isso me custe uma eternidade. Eu te amo, te amo como nunca amei ninguém. Seria capaz de largar tudo se fosse para ficar com você. –indagou. –Quem diria que naquele dia que eu salvei sua vida, eu estava salvando a minha vida.
–As coisas aconteceram tão de repente, outro dia você era o bêbado na frente do meu prédio, depois virou meu herói, logo após passou a ser meu professor de piano, por fim meu namorado, namorado que nunca imaginei ter, o homem da minha vida.
–Nossa história estava escrita nas estrelas. –ele disse.
–Prefiro dizer que nossos destinos foram traçados na maternidade. –disse recordando-me da música que certa vez ouvi escondida no Brasil, de um cantor chamado Cazuza.
Permanecemos por um bom tempo daquela forma, muitas vezes em silêncio, afinal não tínhamos necessidade de falar mais nada um para o outro que não fosse um singelo eu te amo.
Com o passar dos dias voltei e ter contato com Sarah, ela ainda se recuperava das lembranças que havia trago á tona naquele dia. Infelizmente era hora de voltar para a escola, isso significava menos tempo para Axl, mais tempo para livros e etc...
E então logo o solene dia chegou. Axl fez questão de me deixar próximo à escola, mesmo que isso significasse uma quadra da minha casa até o local. Sarah já me aguardava, sentada no banco de madeira escura do pátio de grama vividamente verde da escola.
–Por que demorou tanto? –questionou assim que me sentei ao seu lado.
–Hã...Ah, eu não estava achando meu livro. –menti.
–Rá-Rá-Rá, parece até piada. Você é super-organizada. –ela disse erguendo a sobrancelha em sinal de dúvida.
–Mais até as super-organizadas tem seus dias de bagunça. – eu disse em tom de sarcasmo, torcendo o pescoço em sua direção. Ela fitou-me confusa, por alguns segundos, franzindo o cenho. –O que foi? –perguntei incrédula.
–Sua boca. Está vermelha em volta. –disse ela e eu automaticamente passei os dedos por ali. –Parece até que você estava... –fez silêncio e pôs-se a pensar. Balancei a cabeça, sutilmente, em sinal de negação. –Elizabeth De Oliveira Castro Muller, com quem a senhorita estava? –questionou visivelmente irritada.
–Ninguém, Sarah. –respondi.
–Não minta para mim, Elizabeth. –murmurou ainda nervosa.
–Não estou mentindo, eu...eu apenas estava em casa procurando meu livro de biologia e assim que eu achei vim para a escola. Só isso. –expliquei, mas não consegui fazer com que a sobrancelha arqueada de desconfiança voltasse ao seu lugar.
–E veio para a escola sozinha? –questionou.
–O que é isso Sarah? Por que esse interrogatório? Eu já disse que nada aconteceu. –irritei-me também.
–E da onde saiu essa boca avermelhada? –insistiu.
–Você quer mesmo saber a verdade? Eu quis experimentar um batom vermelho e não deu certo. Mas como eu já estava atrasada eu só esfreguei com a mão e vim. –menti novamente. O sinal ressonou enquanto ela ainda me encarava desconfiada. –Ó, o sinal tocou. Hora de ir para a sala. –fugi do assunto, movimentando-me para ir até a sala. Ela deu espaço e deixou que eu tomasse a sua frente enquanto ainda me analisava.
–Sabe, foi bom tocar no assunto, pois lembrei-me de algo, ou devo dizer, alguém. –disse ela assim que chegamos à sala. Acomodei-me em minha carteira revirando os olhos.
–O que é, agora, Sarah? –questionei já exausta de sua insistência em tratar de certos assuntos e eu já sabia muito bem qual era o próximo.
–William. –indagou o nome com certo rancor.
–Ah, ele teve de viajar com os pais então...
–Já sei então você vai adiar essa apresentação de novo. O que está acontecendo, Elizabeth? Você parece ter medo de me apresentar esse rapaz. O que tanto esconde? –questionou e eu senti um espasmo perante a pergunta um tanto tenebrosa para mim.
–Eu? Eu... –enrolei-me com as palavras, mas antes que pudesse pensar em qualquer resposta mentirosa ouvi a voz do professor de história ecoar na sala. –A aula vai começar. –murmurei, tentando mais uma vez fugir do assunto.
Fitei o professor que balançava na mão um pedaço de giz. Estava na tentativa de não encarar Sarah, pois sabia que seus olhos, estupidamente desconfiados, ainda me analisavam, tentando buscar a resposta que ela queria. Depois de longos segundos percebi que ela já direcionara sua atenção ao professor mais a frente. A olhei disfarçadamente, e logo voltei minha visão ao professor que perambulava em frente ao quadro negro.
Nada mudara na escola. Olhando mais a fundo, eu estava certa de que podia reconhecer todos os alunos daquela escola. Talvez dois ou três rostos novos, mas quanto aos outros, eram os mesmos. Visualmente a escola também não sofreu grandes mudanças durante o tempo de afastamento. Uma nova mão de tinta nas paredes dos corredores, um lustre mais avantajado nos armários acinzentados, uma limpeza mais profunda nos vidros do refeitório, duas novas opções no cardápio escolar. Era o inicio de meu último ano de colegial. Perturbava-me pensar que papai talvez quisesse que eu voltasse para o Brasil no próximo ano. Isso me obrigaria a tomar medidas drásticas. E se fugir fosse à única saída? Eu só podia estar louca em pensar nisso.
Finalmente o sinal bateu, alertando a hora do intervalo. Levantei-me sorrindo fraco para Sarah que forçou um sorriso para mim, ela ainda me analisava cautelosamente, tornando aquela situação plenamente incomoda para mim.
–Estava pensando. –começou a dizer depois de longos minutos de silêncio, após nos sentarmos em uma mesa do refeitório. –Esse ano, teremos que escolher nossos vestidos, no final do ano teremos uma festa de formatura. – indagou e eu fechei o fraco sorriso que abrira segundos antes.
–Formatura? –questionei.
–Sim, formatura. O que foi? –ela perguntou ao perceber que eu não estava nada confortável correlação a festa no final do ano.
–E que... Eu não gosto muito disso. Não gosto muito de festas em geral. Não me sentiria bem em uma comemoração, com todas essas pessoas...
–Ah, Lizzi, não seja boba, a formatura é um rito de passagem. É importante. –ela disse.
–Mas eu estarei lá, na formatura, mas o baile... –murmurei desanimada.
–Você estará na formatura e no baile. –afirmou com um sorriso decido e eu apenas ri.
Ao fim da aula seguinte, o sinal berrou, indicando o inicio da tarde. Saí apressada, despedindo-me de Sarah no portão. Andei alguns metros com um sorriso alegre pendurado nos lábios, pois já sabia o que iria encontrar mais a frente. E como esperei o carro preto já estava a minha espera. O sorriso aberto em meu rosto esticou-se mais ainda. Direcionei-me ao banco do carona puxando a nuca de Axl de imediato e minha direção, alcançando os lábios macios que beijaram-me transbordando em desejo.
–Queria poder te buscar na porta da escola. –murmurou.
–Já não basta me pegar aqui? –questionei sorrindo.
–Aqui os garotos daquela escola não podem saber que você tem dono. –respondeu e eu apenas levantei a mão em que carregava o anel de compromisso. –Isso não é o bastante para que eles tenham certeza.
–Deixa de ser bobo. –eu disse dando-lhe um beijo rápido. –Nenhum garoto daquele lugar me interessa, pois eu já tenho o homem da minha vida. –murmurei e ele me deu um último — e prolongado-, beijo antes de tomar o caminho de minha casa.
Conversando pelo caminho, avistei logo o prédio. Passamos pela portaria aos beijos e Axl mal me permitiu perguntar ao porteiro se havia alguma carta para mim. Parei em frente a porta do apartamento tentando enfiar a chave certa no buraco da fechadura enquanto ele me agarrava por trás, beijando meu pescoço. Assim que consegui abrir ele me empurrou sutilmente para dentro, dei alguns passos desgovernados para trás, olhando em seus olhos cheios de malicia. Fechou a porta e correu em minha direção, puxando meu corpo contra o dele e dando-me um beijo ávido.
–Calma, Axl, vamos almoçar primeiro. –eu disse enquanto ele devorava meu pescoço.
–Podemos almoçar depois. –murmurou.
–Não, não, não. Pelo menos um banho eu vou tomar antes. –segurei suas mãos que antes corriam apressadas por meu corpo.
–Ótimo, podemos tomar banho juntos. –disse ele.
–Não. Vou tomar banho sozinha.
–Ah, não seja tão cruel, vai... –resmungou enquanto levantava meu cabelo para beijar meu pescoço.
–Prometo que vai ser rápido. –eu disse com um sorriso, enquanto empurrava-o sutilmente.
Dei de costas indo até o banheiro de meu quarto e deixando para trás o seu suspiro pesado.
Após um banho frio, enrolei-me na toalha, voltando ao quarto. Abri a garaveta e tirei de lá a lingerie branca de cerejas vermelhas. Sobre pus o robe de seda branca e por fim abusei do perfume. Olhei-me no espelho uma última vez. Faltava algo.
Abri a gaveta da penteadeira e tirei de lá a capinha preta reluzente. O bastão vermelho-sangue logo surgiu, permitindo que eu desse cor a minha boca. Limpei os borrados e voltei à sala. Axl analisava as teclas do piano, sentando no banco de madeira, de costas para mim. Sentei-me ao seu lado rapidamente e ele me fitou surpreso. Passei a mãos sobre as teclas do início ao fim. O encarei recebendo em troca um olhar cheio de luxúria. Atacou meus lábios, deixando que seus dedos se perdessem em meus cabelos. Logo levantamos. Pulei em seu colo e assim seguimos até o quarto. Acabamos no tapete felpudo branco, próximo a cama. Plenamente exauridos, respirando ofegante, com o corpo molhado de suor, já havíamos repetido o ato por duas vezes. Até que a fome gritou por nós, principalmente por mim, obrigando-nos a abandonar o quarto abafado e ocupar o sofá da sala com nossos pratos cheios de comida. E foi o que fizemos.
Ao fim, dormimos, ali, pelo sofá mesmo. O sono rendeu pouco mais de duas horas, estávamos mesmo cansados. Acordei com os dedos de Axl subindo de meu coaxe até a nuca. Eu estava deitada sobre ele, da mesma forma que havia dormido.
–Tenho que ir. –ele disse enquanto eu ainda guerreava contra abrir os olhos, prendendo-me ao seu corpo quente.
–Já sei. Segundas e finais de semana os ensaios começam mais cedo. –murmurei sonolenta, sem nem mesmo abrir os olhos. Ouvi sua risada baixa.
–Queria poder ficar mais um pouco com você, mais realmente não posso. –murmurou.
Enrolei para levantar, talvez por mais míseros quinze minutos. Confesso que poderia ficar ali, sentindo os dedos de Axl correrem por meu cabelo por mais duas ou três horas, ou talvez quando algo em meu corpo reclamasse a posição ou o tempo sem comer, mas ainda assim, teimaria em enrolar mais um pouco, pois nada se comparava a sentir o cheiro de Axl, o calor de sua pele, ouvir seu coração ranger minuciosamente enquanto a respiração controlada o acompanha levando aos ouvidos da garota apaixonada deitada sobre seu peito uma melodia satisfatória.
Então por mais uma vez eu levantei-me para dar-lhe um último beijo e vê-lo atravessar a porta do apartamento que novamente se tornara um antro de solidão. Independente do que mudasse em nossas vidas aquela situação provavelmente sempre se repetiria. Era o que ele gostava de fazer e eu não o deixaria desistir daquilo tudo, mas era obrigada a confessar que algumas noites dormidas inteiras ao meu lado não fariam mal algum. Quem sabe quando estivéssemos morando juntos aquilo mudasse? Alias a possibilidade de um dia morarmos juntos a certo ponto me parecia tão remota. Não havia conversado com ele sobre um certo assunto, e isso já me pesava na consciência. Que assunto? Bem, temia que talvez aquele fosse meu último ano em Los Angeles e isso era perturbador. Talvez papai decidisse deixar-me ali por mais um ou dois anos, mas estava certa que não demoraria muito para que ele tomasse a decisão de me transferir para o Brasil novamente.
Estava evitando ao máximo pensar naquilo, havia muitas coisas para me preocupar naquele momento e pensar em me separar de Axl, não era nada confortável, a ponto de me fazer preferir a morte a ficar longe dele.
Depois que ele se foi, direcionei-me a um relaxante banho quente. Já passava das oito da noite quando sai enxercada do chuveiro. Vesti um suéter verde junto a uma calça preta de pano mais fino que o jeans. Fui até a cozinha beber um copo de água, mas a campainha me impediu. Estranhei o horário, pensei se não fosse Axl que havia esquecido algo, mesmo sabendo que já fazia bastante tempo que ele havia saído para voltar só agora, cerca de cinquenta minutos depois.
Fui até a porta com um sorriso curioso, minha mão pesou sobre a maçaneta girando-a rapidamente, então os olhos arregalados encontraram o rosto que aguardava lá fora.
Notas finais
Para falar a verdade esse capítulo foi o mais sofrido que eu já postei. Não, não é o conteúdo não., é o que eu sofri para posta-lo mesmo. Fiquei exatamente uma hora e dezesseis minutos tentando posta-lo pelo meu notebook que hoje resolveu tirar onda com a minha cara e nada dava certo. Salva pelo meu pai que me emprestou o notebook dele, já que o computador da casa está com probleminhas. Enfim, consegui o/
Escrevi esse capítulo ouvindo Falling In Love do McFly =D Acho que já falei que tem três coisas que eu sou realmente muito fã né?! Guns N' Roses, McFly e Justin Bieber o/ Eu sei nada a ver Guns N' Roses e Justin Bieber, não sabem o quanto eu já aguentei por causa do meu gosto musical, mas eu amo as três coisas independente do que as pessoas acham. Na verdade quase me batem quando eu falo que odeio modinha, mas sou fã de JB, mas quando eu virei fã ele não era nem modinha ainda. Fora esse fanatismo tem muitas coisas que eu gosto, sou meio louca, gosto de Slipknot a Rihanna.
Enfim, deixa eu parar de falar pois deveria comentar só o capítulo...
Por hoje é só pessoal.
Beijos!
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