My Dark Angel

55 Why do we fall in love so easy?


Notas iniciais
E volta eu no domingo...hehe o/ Acho que é algum problema com o sábado. Enfim, estou definitivamente de férias o/ o/ o/ Estou definitivamente mais preguiçosa :( Mas não foi por preguiça que eu não vim ontem. É que eu fiquei o dia inteiro terminando de ver The Walking Dead (na verdade eu detestava, mas só havia visto os dois primeiro episódios até que meus amigos me incentivaram e estou terminando a terceira temporada c: ) Por fim, vi 10 coisas que eu odeio em você umas três vezes ontem (meu filme predileto depois de Titanic) No final das contas ninguém queria saber o que eu fiz ontem, mas eu sou tão forever alone que tinha que contar para alguém :/ Oia, capítulo tá chato e enjoado, estou avisando logo, é que a parte "legal" dele eu tirei e deixei para o próximo...kkkkkkkkkkkkkkkkk
Espero que gostem!
Divirtam-se!
E HOJE EU VOU RESPONDER MAIS COMENTÁRIOS o/

“Os dias parecem ter pressa em passar, no entanto, quando lembro-me da ânsia de ter minha pequena filha em meus quentes braços, percebo o quanto este é lento. Anseio por ver seu rosto, sentir o calor de seu pequeno corpinho, ouvir seu choro estridente ao sair de dentro de mim. Estou subitamente ansiosa por ela, mesmo que seja para vê-la por poucos minutos.

Às vezes sinto que estou em meu momento final da vida, talvez tal fato não seja tão cruel a mim por tantas vezes ter estado diante da morte. Cansei de temer, estou em uma altura da vida que por mais que eu seja tão jovem acho que já vivi o bastante para ir, porém esta mesma crendice não encobre o desejo de permanecer, acompanhar o crescimento de minha filha e me fazer eternamente presente em sua vida. Estarei por perto de qualquer forma.

De fato, a notícia de uma possível morte reascendeu uma luz faiscante, chamativa, ao fundo de minha alma. Há uma intensa vontade de viver cada dia como se fosse este o último, dar cada suspiro mais leve como se logo não pudesse mais respirar. Sinto que tenho uma nova visão de tudo e não temo mais nada. Sinto que agora pertenço ao mundo, agora flutuo sobre a linha tênue da vida pacifica. Mas a maior descoberta entre todos é de que agora amo como adulto.

Estou apaixonada, novamente apaixonada, subitamente apaixonada, cruelmente apaixonada por ele. Axl não é mais o mesmo, e esses meus novos olhos com os quais enxergo o mundo cru, uma visão nua e clara, real e a certo fantasiosa, estou convicta de que não é mais o mesmo, porém, talvez já seja tarde demais para que tenha mudado, para que tem crescido e florescido em meu jardim morto. Mesmo que a crise de dúvida houvesse me acometido em nossa última discussão, no carro, sinto que luta e está vencendo.

Já não o vejo há quase duas semanas. Sinto que quando voltar de viagem as coisas não serão mais as mesmas, tão boas quanto estavam sendo. Talvez esteja chateado comigo, ou mesmo bravo pelo que lhe disse. Queria que pudesse ao menos entender que fora necessário.

Entrei em meu nono mês de gestação e meu médico já me dera prazo para o nascimento de Lara. O parto está marcado para daqui a 15 dias. Será induzido, pois o parto normal não é o mais adequado a minha situação. Estou em polvorosa. Mal posso esperar


–Lizzi! –ouvi a voz de Sarah da altura da escada.

–Sim! –respondi do quarto.

–Zac está vindo pra cá, disse que precisa conversar com você! –alterou o tom de voz para que eu pudesse ouvir.

Informações se abrigaram em meu intelecto e eu já poderia vislumbrar o assunto da conversa. Embora sua aparência houvesse melhorado com o passar dos dias, eu sabia o quanto estava lutando e o quanto a proximidade do parto o feria gravemente. Porém, quando chegou e deu inicio a falas rompeu minhas expectativas.

–Tenho de ir para New Jersey. –foi direto, sem se prolongar. –Vou ter de ficar uma semana por lá. Meu pai voltou para a Alemanha, meu avô está doente e ele não pode deixa-lo. Haverá um congresso e eu preciso representar a empresa da família por ele. –explicou, os olhos em um tom doído, as mãos frias e quase trêmulas. –Eu fiz de tudo para não ter que ir...Eu queria ficar aqui e...-eu o interrompi.

–Zac? Não precisa se preocupar. –os olhos fitavam-me com um brilho infantil. –Vai ficar tudo bem. Eu vou ficar bem. –tentei acalma-lo em meu tom de voz baixo e sereno. –Quando você vai? –perguntei, desta vez escorregando em certa preocupação.

–Na semana que vem. –respondeu, hesitante.

–Ah...-talvez o que deixara escapar fora um breve suspiro de alivio um uma afobação de medo. –Então volta dois dias antes do nascimento da Lara.

Fez sinal positivo com a cabeça.

–Tudo bem, ela estará esperando por você, aqui. –um brilho de angústia refletiu-se em seus olhos ao prever a chegada do dia do parto. Doía tão insanamente em mim vê-lo daquela forma como doía nele imaginar aquilo.

Sabíamos que não podíamos interceder, e de forma tão cruel o dia em que teria de me despedir de Zac chegou. Mais destruidor do quer deparar-me com as lágrimas em seus olhos era ter a abrasadora sensação de que aquela era uma definitiva despedida, de que era a última vez que olhava em meus olhos, sentia meu corpo quente, tinha-me nos braços, viva.

–Eu não queria ter de fazer isso. –lamentou.

–Muitos de nós fazemos coisas que não queremos por pura necessidade. –tentei amenizar. –Nos falaremos todos os dias. –sorri fraco, de forma condolente.

Ele me abraçou, em um ato desesperado, tentando fazer com que aquele momento durasse uma eternidade e não tivesse que me deixar. Eu desejara tal fato tanto quanto ele.

–Já que não podemos prever o futuro eu preciso fazer um último pedido. –murmurei, sentindo lágrimas escaparem de meus olhos, os braços ainda agarrados a ele. –Por favor, prometa que nunca vai me esquecer, mesmo que um dia eu não esteja mais aqui, promete que nunca vai esquecer tudo que passamos juntos? Nossas risadas, as minhas piadas ridículas e as suas, que para mim sempre tinha graça, nossa amizade estranha, nossos abraços de afeto...

“Você me fez tão bem, Zac! Me manteve de pé por tanto tempo, não me deixou desistir, você se tornou minha base sempre que eu precisei, você me solidificou e eu nem sei como agradecer por ter aparecido na minha vida” -completei.

Percebi que Zac então pranteava, molhando de lágrimas meu ombro. Ele se afastou e segurou meu rosto nas mãos. Analisou meus olhos por meio de um segundo.

–Você foi, é e sempre vai ser a mulher que eu mais amei na minha vida. Isso eu nunca poderei esquecer. –murmurou. –Eu teria feito tudo que eu fiz de novo, eu teria sofrido tudo que eu sofri de novo se fosse para te ver sorrir, Liz. Esse foi o melhor agradecimento que eu poderia ter.

Fiz silêncio. Embora minha face estivesse encharcada, não chorava mais. Estava afundando dentro dos olhos dele, sentindo o próximo a mim como se aquela fosse à última vez. Toquei suas grandes mãos que ocupavam lugar em meu rosto, tirando-as desta posição.

Um oscilante feixe de luz solar penetrou pela janela e alcançou seus orbes, onde se abrigou com uma ardente chama reluzindo exultante. Os traços de sua face empalidecida estavam mais profundos, fazendo curvas pelos ossos talhados.

Ergui a mão a seu rosto, sentindo peso do silêncio naufragar sobre a ânsia que nos rodeava. Toquei as maçãs faciais com a ponta dos dedos, era como um oceano aveludado de um leve rubor. Havia um desejo flamejando entre nós dois, varrendo nossas gargantas secas com a fúria de um furacão. Senti que não podia mais conter aquela força súbita.

Movimentei-me, esticando o pescoço até ele. Sua respiração quente e desregular tocou minha pele como cetim, acariciando-me. As pontas de nossos narizes se encontraram e então percebemos que não podíamos mais evitar. Tomei seus lábios no mais abrupto enlaçar.

Axl point of view

A cada passo que estalava na escada eu calculava as palavras certas a dizê-la. Estava fugindo dos dizeres tolos e do agir imprudente. Queria pedir-lhe desculpa por aquela noite e queria que ela me perdoasse por ter fugido de controle daquela forma. Mais ainda queria que ela acreditasse em mim se é que ainda era possível. Todavia não podia ignorar aquela sensação abrasadora que me engolia por sua falta. Ficar aquele tempo longe dela me trouxera danos; pensar em minhas palavras grosseiras e no meu erro repetido me feria novamente.

Quando finalmente cheguei à porta de seu quarto, entre aberta, hesitei. Mordi o lábio em uma breve agonia e então, respirando fundo eu a abri por completo, deixando-me esquecer de ao menos bater antes de entrar. No entanto, nem mesmo entrei. Da soleira da porta acompanhei a cena cruel que fez meu sangue ferver ao interior de minhas veias e tão intensamente lágrimas arderem ao fundo de meus olhos. Meus dentes trincaram, uma provável tentativa de não permitir a fúria exercer seu poder sobre mim, nem mesmo as lágrimas escaparem.

As pequenas mãos dela seguravam o cabelo louro acima da nuca, puxando-o para mais perto, e em sua cintura os dedos dele apertavam, correndo por suas coxas por fim. Movimentavam-se vagamente, no entanto com intensidade que eu já vira ocorrer antes, toda vez que eu lhe tomava os lábios.

Aquelas imagens continuas e breves de nossos momentos juntos chegaram a mim como névoa transformando-se em um destruidor furacão tão repentinamente à medida que minhas mãos gelavam e meu corpo tremia.

Por mais que o desejo de destruir Zac naquele momento fosse como chamas tomando meu corpo em uma intensidade imprescindível, eu não podia fazê-lo. Nunca havia sido um bom perdedor, nunca aceitara perder quanto mais algo que um dia fora meu, mas desta vez, em uma única exceção tive de calar-me perante a derrota. Eu poderia fazer silêncio por ela. Não a machucaria de novo. Estava cansado de ser o monstro daquela história.

Antes que aquelas lembranças desaparecessem, sentindo o latejar doido em meu peito, ouvindo o ranger continuo de meus dentes, dei de costas e corri pelas escadas abaixo. Saí acompanhado por um golpe de ar da pressa. Entrei rapidamente no carro, batendo a porta e não me preocupando de logo acelerar, ouvindo o berro do motor e o cantar de pneus. Não queria que me visse ali.

–Nada mais pode nos separar agora. Somos um só –murmurei, vendo a dança da luz do sol sobre sua pele empalidecida.

A cortina de lembranças parecia uma droga mortal, ganhando meu organismo à medida que deixava as lágrimas que pressionavam meus olhos escaparem. Detestava chorar e o mesmo não ocorria com tanta facilidade, porém, daquela vez, a dor era insuportável e o ódio que eu sentia de mim mesmo era o bastante para que tirasse a arma escondida no porta-luvas e desse um definitivo fim aquilo.

Lizzi point of view

–Pelo visto Axl esteve aqui mais cedo... –comentou Sarah, assim que adentrei a cozinha.

–Não, não esteve. –respondi incrédula.

–Claro que esteve. –confirmou. –Eu estava chegando com a mamãe quando vi o carro dele saindo. –afirmou.

Por um momento deixei-me pensar nas possibilidades de Axl ter estado ali e não ter ido até mim. Lembrei-me então que Sarah chegara um momento após o beijo com Zac. A porta aberta também não fazia sentindo imediato. Zac encostara assim que chegara, lembrava-me nitidamente.

“Ah não!” pensei.

–Eu preciso ir atrás dele. –disse nervosa e ao mesmo tempo, sem ter uma ação plausível.

–Não você não vai. –disse Sarah. –O que aconteceu? –perguntou curiosa.

–Eu não sei...eu... –disse confusa, apoiando-me na bancada de mármore da cozinha. Sarah aguardou a resposta. –Acho que Axl me viu beijando Zac. –indaguei. Desta vez, a confusão foi por parte de Sarah.

–Beijou Zac? –perguntou, deixando escapar um breve riso sombrio. –De novo?

Afirmei timidamente com a cabeça.

–Será que você não está se iludindo, Lizzi? Será que você ama mesmo Axl como no começo? Será que você não pode estar sentindo algo mais forte por Zac e tem medo de deixar Axl de vez? –perguntou, aproximando-se. Em um semblante de dor imaginei por uma fração de segundo o desenvolver de algo com Zac, sua imagem substituindo a de Axl em meus sonhos.

Balancei vagamente a cabeça em sentindo de negação, invadida pela dor do erro.

–Eu amo Axl, Sarah. –afirmei em tom de voz de uma nova descoberta. –É por isso que não consigo deixa-lo. Eu o amo mesmo que não queira, mesmo que tenha que repetir que não.

Ela me analisou como se desvendasse um mistério, ouvisse um relato criminoso.

–O que eu sinto por Zac é forte e eu demorei tempo demais para dar conta disso, mas o que eu sinto pelo Axl é sufocante, é cruel, é desleal. –confessei.

–Eu sempre soube disso. Nunca duvidei dos seus sentimentos por Axl. –novamente expus semblante de incredulidade com suas palavras. –Eu só fiz a pergunta porque eu precisava arrancar de você a verdade. Fazer você enxergar a verdade e separar as coisas. Esse beijo com o Zac foi uma confusão por sentir algo forte demais pelos dois, mas agora sabe com certeza quem você realmente ama, só parou de acreditar nisso um dia.

Pensei no sentindo do que dissera. Sarah tinha um estranho poder de com apenas uma palavra me fazer cuspir sentimentos. Era como se pudesse penetrar em minha mente em um lançar de olhar.

–Agora foi eu quem errou. –afastei qualquer raciocínio demorado. –Eu preciso ir atrás dele. Preciso me desculpar.

–Não, você não pode ir, Lizzi. –disse desta vez mais benevolente. Daquela forma era possível ter em vista a extrema semelhança que tinha com Martha. –Olha só pra você! Está fragilizada! -murmurou ela.

–E o que eu posso fazer? Deixa-lo acreditando que tem algo com Zac? Que eu não sinto exatamente mais nada por ele? Eu não posso! –disse angustiada.

–Eu vou! –indagou firme. A fitei com estranheza.

–Você? –perguntei.

–Não gosto dele, provavelmente nunca vou gostar. –disse de antemão. –Mas preciso fazer isso por você. Se ele viu mesmo você beijando Zac provavelmente vai ser mais fácil ele acreditar em mim do que em você.

Ver Sarah se oferecendo aquele “sacrifício” fora algo imensuravelmente inacreditável. Bem como nunca aprovou Axl, tampouco fora a favor de nosso relacionamento. Apenas calava-se e baixava os olhos. Mas na confusão generalizada em meu intelecto eu mal pudera me preocupar com sua atitude.

Estava mutilando-me com o vislumbrar de Axl ao deparar-se com a cena que provavelmente vira no quarto. Não poderia jamais entender os exatos motivos para aquele beijo, não poderia saber que fiz aquilo para deixar uma última felicidade nos lábios de Zac, ao saber que pudesse nunca mais me ver outra vez. Queria apagar ao menos um segundo da angústia que o fizer enfrentar. No final de contas feri a outro que tão desesperadamente amava. Era difícil confrontar o tamanho da provável mágoa que abrolhava nele naquele momento. Pensar em suas emoções e fúrias contidas, em uma imaginação mais perversa estavam a vazar por seus olhos sombreados pela dor, estava cravando uma pedra ponte aguda em meu peito, deixando esparramar o sangue bombeado pelo coração.

Não pude deixar de prantear aquela situação. Agora Zac estava longe demais, Axl estava longe demais, e Sarah estava tão distante tentando ao menos amenizar a dor de um erro meu ao homem que amo. Estava finalmente sozinha.


Notas finais
"I love you baby, and if it's quite alright. I need you baby to warm the lonely nights.I love you baby, trust in me when I say" E Heath cantando essa música no filme que não me saí da cabeça, hein?! Bem, para relembrar os velhos tempos:
MEREÇO COMENTÁRIOS? :3