My Dark Angel

41 The New Student


Notas iniciais
Volteeeeeeei! Hello, my babeis!
Como vocês estão? Eu estou bem.
Então, espero que gostem.
My Dark tá chegando ao fim, mas ainda tem alguns capítulos pela frente.
Agora, vamos ler?!
Divirtam-se.
Beijos!

Naquele dia, tudo que o cansaço nos permitiu depois fora um banho. Acabamos jogados no sofá da sala. Sarah ligara avisando que nos visitaria pela tarde do dia seguinte, pois os compromissos do dia também a cansaram. E como prometera, ela estava lá, logo no cair da tarde. Algumas horas depois chegaram também Duff, Slash, Steven, Izzy e Alice, enchendo a casa de risadas e histórias para contar.

Depois de inúmeras garrafas de bebida já era de se esperar que aprontassem algo. Slash e Duff então caíram na piscina, seguidos logo após por Steven.

Quando a noite pairou sobre a cidade despediram-se, seguiram seus caminhos. Sarah esperara para ir alguns minutos depois dos garotos. O clima entre eles ainda não era um dos melhores, ainda implicavam um com o outro, nem mesmo com Axl a relação melhorara, pareciam se odiar ainda. Eram como cão e gato. As personalidades não eram compatíveis, por assim dizer. Mas ao reparar com mais atenção ambos tinham os mesmo gênios, como se Sarah fosse uma forma maquiada de Axl, convertida ao sexo feminino. Certamente, os dois nunca entrariam em uma paz completa. E eu não podia negar que aquela implicância chegava a me arrancar risos.

Com o passar dos dias minha relação com Axl nenhuma alteração sofrera, a não ser pela falta de tempo. Axl estava retomando o trabalho e eu meus estudos. Os finais de semana não deixaram de ser inclusos. Os livros já me irritavam. Mas quando minha cabeça reclamava ao excesso de leitura e raciocínio ao final do dia, Axl estava lá, envolvendo-me com os braços e me resgatando daquele mar de letras e números, tensão e impaciência.

Havia novidades em casa. Uma novidade devo dizer. Era Louise, nossa nova empregada doméstica. Simpática, ágil, ela era incrível. A mulher de 52 anos era exatamente o tipo de pessoa que procurávamos para aquele cargo em nossa nova casa.

Logo chegaram também presentes. Poderia dizer que recebia um lindo buquê de flores todos os dias. Axl parecia não conseguir controlar-se quando o assunto era presentear-me.

Já na escola, os olhares eram tortos. Os cochichos contínuos, e eu nunca recebera tanta atenção. Com a ascensão do Guns N’ Roses a fama e meu recente casamento com o vocalista da banda assunto não faltava pelos corredores. Mas nada daquilo chamava-me a atenção, nada até que aquele garoto me surgisse perante os olhos.

O sol da manhã brilhando nos cabelos loiros, os olhos claros crepitando em seu rosto iluminado, a pele marfim corada, o corpo visivelmente esculpido com perfeição.

-Recém-chegado na escola. Ele veio logo depois que você casou. Dizem que teve problemas com a escola antiga. As garotas só têm olhos para ele. Virou a nova “sensação” da escola. E tenho que confessar, ele é incrivelmente lindo! Mas dizem que é complicado. Recusou até líder de torcida, Gena. –explicou-me Sarah.

-É. Ele é bonito. Mas pra mim não faz diferença. –disse ignorando um assunto prolongado sobre o novo menino da escola.

-Ah, já sei. “Eu amo Axl, ele é perfeito e eu só tenho olhos para ele” –brincou, já cansada de ouvir-me falar sobre Axl.

E parecia que o garoto novo conseguira arrancar olhares indiscretos até mesmo de Sarah. Eu parecia a única sem interesse no menino de Ohio. Ele era bonito, porém não era alguém por quem babaria alguns litros, até mesmo pelo fato de ser casada. Mas não ter recebido o mesmo reconhecimento de mim talvez tenha lhe incomodado. E foi apenas Sarah afastar-se por alguns minutos, um desatento piscar de olhos de minha parte e lá estava ele. Parado próximo a minha mesa.

-Oi! –disse ele, timidamente.

-Oi! –respondi simpática, incomodando-me com os olhares que concentraram-se em nós.

-Será que eu posso sentar aqui? –perguntou.

-Ah, pode. –respondi.

-Prazer, meu nome é Zac. –disse ele estendendo-me a mão.

-Lizzi. –apresentei-me tocando sua mão.

-Tenho que confessar que já sabia seu nome. Sabe, muitas pessoas...falam de você por aqui, principalmente por...

-Por eu ter acabado de me casar. –completei. –É, eu sei.

-E seu marido é líder de uma banda de rock, não é?

-Sim. Líder do Guns N’ Roses. –respondi.

-Ah, eu já vi um clipe deles na MTV. –comentou.

-Welcome to the Jungle. –lembrei-lhe o nome.

-Isso. –confirmou. –Ele é um homem de muita sorte de ter encontrado você. Se me permiti dizer, você é muito bonita. –murmurou.

-Obrigada! –agradeci. Ele olhou dentro de meus olhos por longos segundos, sem nem perceber o silêncio estarrecedor que instalou-se entre nós dois. –Bem, agora vou procurar minha amiga. –disse, levantando-me. -Mas foi um prazer conhece-lo...Zac. –eu disse.

-Ah, devo dizer o mesmo. –levantou-se também.

-Então nos vemos por aí. –indaguei e então me afastei, ouvindo-o concordar. Os múrmuros contínuos invadiram meus ouvidos, deixando-me ruborizada. Avistei Sarah caminhando em minha direção quando já estava afastada o bastante para não ouvir mais cochichos.

O lábio fino levemente contorcido na lateral, já entregava de antemão seus pensamentos a todo vapor, as palavras brotando lhe na boca, e uma bronca a me atingir assim que chegasse um pouco mais perto.

-Você estava conversando com Zac Haner e saiu, o deixando sozinho naquela mesa? Você só pode ser louca ou algo do tipo. –disse ela, soando-me um tanto indignada.

-Caso a senhora não se lembre eu sou casada, não devo ficar conversando a sós com garotinhos novos na escola. –retruquei.

-Ah, ok, Lizzi Rose! –disse revirando os olhos. Puxou-me para que andássemos. –Vai dizer que não se sentiu nem um pouco atraída por ele?

-Sarah! – alterei o tom de voz em uma repreensão a ela. –Não estou te reconhecendo. Você deveria ser a primeira a dizer que isso é errado e que esse menino é só mais um que vai passar pela escola. Se quiser, fique com ele pra você então. Eu amo Axl, e não a nada que me atraia nesse garoto. –respondi.

Ela calou-se. Deu de ombros e seguimos caminhando até a sala de aula.

Uma semana após o ocorrido no refeitório o próximo fato a chamar a atenção fora a transferência de Zac para minha sala.

-Isso só pode ser brincadeira. –murmurei a Sarah após o anuncio do coordenador. –Essa escola é enorme, o que ele está fazendo justamente aqui? –perguntei e Sarah deu de ombros, no rosto um vestígio de malicia infantil.

Sentou-se na mesa livre atrás de nós. Os olhares então fixaram-se nele. Escorreguei um pouco mais na cadeira, quase escondendo-me por completo. Bufando disfarçadamente.

Dias após consegui finalmente convencer Axl de comprar um carro para mim, caso contrário, eu teria de passar o resto do dia dentro daquela casa. Contudo, a insistência no assunto nos gerou nossa primeira discursão. Foi quando um acontecimento assustou-me de forma inexplicável. Um pedaço de meu pai estampou-se em Axl, o acompanhado em palavras grosseiras e estupidas, que nunca imaginara ouvir de sua boca. E elas me perturbaram.

Latejavam em minha mente por todo o tempo. Crepitavam em minha cabeça, reluziam fortemente, foram ditas e reditas mentalmente. E já quase vazavam por meus lábios em momentos de inconsciência. Elas ardiam, deixavam cada vez maior o nó em minha garganta. Arrancaram lágrimas incrédulas de meus olhos. Introduziram em minha mente conturbada perguntas cruéis. Embora, duras e dolorosas mesmo fossem as respostas. Ah, essas sim machucavam. Porém eu recusava-me acreditar. E digo que tudo em que queria acreditar era que aquela confusão mental passaria, e com ela também as lembranças daquela tarde de domingo onde uma paralisia me acometera, e desde então meu coração decidira não mais sossegar. Bateu oco, entre os espaços de minha costela, e no estomago, surgiram as serpentes de costume.

Mas aquelas madrugadas acordadas já me subtraiam nas aulas, aqueles pensamentos não me seriam uteis nas provas. A necessidade de esquecer tudo aquilo era mórbida. Era mais que um necessidade. Mas quando acreditei que aqueles pensamentos atormentadores não me abandonariam algo me tirou das trevas.

Era nos arredores da escola que surgia uma amizade, aquela que me despertaria da tal inconsciência doentia. O menino louro, recém-chegado do Arizona era diferente de tudo que poderia pensar. Porém a surpresa estava em nossos pontos em comum. Tinha a estranha sensação de que acabara de conhecer uma nova eu, traduzida em um homem. Cada novo fato que descobria sobre ele o queixo caia-me. Era quase estranho. Eu parecia presa dentro de seu corpo, lhe dando todas informações. Era como conversar comigo mesma. Era ter alguém que me entendesse, de forma que ninguém nunca entendera, nem mesmo Sarah.

-Hoje é dia de buscar meu carro. Espero que não tenha se esquecido. –o lembrei antes de sair de seu carro. Ele estava com o olhar distante, parecendo evitar o meu, observando o amontoado de alunos logo mais a frente, ainda segurando uma mão ao volante.

-E como eu poderia me esquecer? –perguntou, ríspido, sem olhar-me nem mesmo por um segundo que fosse.

Suspirei pesado. A irritação pela indiferença de Axl atingindo-me em fúria. Mordi o lábio inferior fortemente, enquanto fitava por poucos segundos o mesmo local que ele.

-Está sendo infantil, sabia? –eu disse.

-E você está sendo tola. –olhou-me por um curto espaço de tempo. Suspirei novamente. Não queria recomeçar uma discursão dentro daquele carro, frente a escola, tendo como plateia estudantes e colegas de turma que tinham olhares focados em nós dois, ali dentro.

-Eu só não queria ter de ficar trancada dentro daquela casa. –disse calmamente, observando minhas pernas.

-As ruas estão perigosas. Tenho medo de você sair por aí, sozinha, com um carro. –murmurou.

-Por favor, pare de mentir. Eu sei que não é só isso. Sei que não quer que eu saia. Acha que meu lugar é dentro daquela casa, sozinha. –indaguei ainda sem olha-lo. Ele então suspirou pesado. Vi suas mãos se movimentarem, inquietas, e seus olhos distanciarem-se pelo vidro da frente. A tensão do silêncio que se formara dentro daquele carro fora demais para mim. Movimentei-me para sair, mas antes que abrisse a porta ouvi-lo me chamar:

-Lizzi! –fez uma breve pausa e então puxou-me para um beijo. Os lábios estavam rígidos e gélidos, de repente parecia não haver mais nenhuma compatibilidade entre nós dois. Meu rosto contorceu-se em uma expressão de dor perante aquela indiferença que criara-se entre nós dois naquele momento. Nenhum de nossos beijos nunca fora tão frio. –Eu te amo! Por favor, não se esqueça disso. –murmurou em tom de suplica.

-Não vou esquecer. –disse ríspida e então sai do carro, batendo a porta.

-Venho te buscar mais tarde. –disse ele de dentro do carro, antes que me afastasse.

-Tudo bem. –abaixei-me até o vidro para responde-lo.

Dei à volta a frente do carro, escondendo as mãos frias dentro dos bolsos do casaco que vestia. Baixei a cabeça, sentindo o peso dos olhares de tantos alunos sobre mim. Aquele certamente seria um fato que correria pelas bocas e ouvidos nos corredores naquele dia. Axl dificilmente tinha folgas deste tipo, aquela provavelmente fora a segunda vez que levara-me até a escola, desde que nos casamos. Porém, a primeira, eu o implorara para deixar-me alguns metros antes e evitar aqueles olhares e cochichos que agora me ruborizavam abruptamente.

Ergui a cabeça e antes que cruzasse o portão Zac surgira-me pelo caminho.

-Olá jovem senhora. –disse ele, brincalhão, puxando-me pela cintura delicadamente e plantando um beijo em meu rosto. Antes que pudesse virar-me para conferir a reação de Axl aquilo ouvi o arrancar do carro atrás de mim. –Ah, desculpa. Eu não tinha visto...Era ele, não era? –perguntou, tropeçando nas próprias palavras.

-Sim, era Axl.

Axl nunca soubera da existência de Zac. Talvez por não querer perturba-lo não contei, mas bem provavelmente fora pelo esquecimento de alguns detalhes quando tínhamos tempo para conversar. Eram tantas coisas para contar que uma nova amizade era sempre assunto ignorado, deixado para depois. Arrepiava-me pensar que sua reação ao ver Zac beijar-me o rosto daquela forma, ali, não fora uma das melhores. E se bem o conhecia eu já poderia ter a certeza disto. Mas acreditei que aquilo não o preocuparia. A certo ponto Axl confiava em mim, sabia que nunca me passaria pela cabeça qualquer coisa similar a adultério.

[...]

-Ele não é mais o mesmo. –indaguei a Sarah assim que Zac se afastara para conversar com alguns amigos do time de basquete da escola.

-Quem? –Sarah perguntou, endireitando-se na cadeira frente a minha.

-Axl. –respondi. Os olhos distantes voltaram a ela. Franziu o cenho em dúvida.

-O que ele fez? –perguntou. Suspirei. –Já sei. Ainda é aquele assunto do carro. –Não respondi. Ela tiraria suas próprias conclusões.

-Eu não entendo. Sabe, ele vira outra pessoa quando toco nesse assunto. Ele parece chegar a ponto de explodir. Poucas vezes discutimos quando éramos namorados, mas na maioria das vezes ele ignorava, ria, ou algo do tipo. Sempre acabávamos aos risos. Ele era tão leve e... puro correlação a coisas banais e agora... –meus olhos novamente afastaram-se dali. Só voltaram quando curvei-me sobre a mesa, fitando Sarah. –Acho que não consigo assumir o papel de esposa que ele quer que eu assuma. Ele disse que as coisas ficariam bem e não estão Sarah. Estão mudando e eu não consigo ver onde estou errando.

-Já pensou que isso depois passe? Talvez ele só esteja um pouco perturbado com esse assunto de carro. –murmurou pensativa.

-Sinceramente, eu não sei. –disse.

Era começo de tarde quando atravessei o portão da escola deparando-me com o carro vermelho reluzindo logo a frente.

Seguimos estrada adentro em silêncio. Um silêncio terrível, que me sufocava. Aquele ar pesado que nos rodeava tornava-se quase insuportável para mim. O fitei timidamente. Sua face estava rígida, os lábios contorcidos, um vestígio de raiva crepitando nos olhos focados a pista. As mãos que seguravam o volante estavam firmes, apertadas ali. Sua tensão poderia ser sentida a quilômetros. Havia uma fúria fluindo dele. E eu procurava o “por quê”. Eu sabia que desta vez não se tratava do carro. Não lembrava de tê-lo visto tão atormentado antes.

Encolhi-me no banco, terrivelmente assustada. Quando nossa casa brilhou-me diante os olhos, sai apressada, vendo-o fazer aquilo mais rápido que eu. Bateu forte a porta do carro e seguiu até a porta de casa. Ainda aterrorizada, o segui, fechando delicadamente a porta de madeira atrás de mim.

Notas finais
E aí? Chatinho? Mais ou menos?
Estava calculando aqui os próximos acontecimentos da fic e acho que o máximo de capítulos a mais que MDA pode ter são uns 10, mas acho que nem chega a isso, depende do desenrolar. O que significa que a fic está prestes a entrar em reta final :( Mas eu já estou com uma parte da próxima escrita. Além da nova do Guns estou me dedicando a uma nova do Avenged Sevenfold. Um desafio, pois é minha primeira deles, e eu não sou fanática, estou ficando mais fã agora. Mas quis fazer algo sobre o Jimmy, meu baby lindo, o antigo baterista da banda pra quem não sabe, que morreu em 2009 :'(
Enfim, esperarei reviews, tomara que eles venham em boa quantidade nesse capítulo, porque meus reviews cairam tanto :( Enjoaram da fic? :/
Bem, obrigada por todos os que recebi, não tive tempo de responder ainda, mas li todos :)
Beeeeeijos!