Notas iniciais
Hello! Sétimo capitulo! Aew! Tudo bem, não sei o que dizer deste, apenas espero que gostem, ok?
Enjoy!
Kisses!

–Vim ver como estava, sabe?! Seu tornozelo, torceu... -ele explicava de sua forma estranha e me fez postar um sorriso entre os lábios.

–É, a situação não está uma das melhores aqui em baixo. -eu disse olhando para a faixa branca enrolada em minha perna. -Mas, fora isso, tudo bem. Olha, acho que eu não estou sendo muito educada. Você não quer subir, acho que a rua não é o melhor lugar para conversar.

–Não, não precisa. -ele disse sem graça.

–Por favor, suba. Salve a tarde de uma pobre jovem estudiosa que vai passar o dia sem nada para fazer. -ensisti.

–Tá, tudo bem. Você venceu. -ele se rendeu e eu abri um novo sorriso.

Depois de subirmos, nos prendemos a uma longa conversa repleta de gargalhadas.

–Lizzi, alguém já lhe disse que você é diferente? -ele perguntou.

–Ah! Muitos, sempre dizem você é estranha, esquisita...

–Não, não diferente assim... Você tem um jeito incomum. É diferente das outras garotas fúteis e chatas.

–Hmmm... Obrigada! -agradeci sem graça.

–Você tem os olhos e o sorriso mais perfeitos que eu já vi. Sabe, seus olhos são sinceros e seu sorriso doce. Olhar dentro desse mar azul que você tem no rosto traz verdade. -ele disse me deixando vermelha. Percebi que a cada palavra ele chegava mais perto.

–Tá, tudo bem. Acho que no fundo sei de tudo isso.

–Será? — Nunca havia tido o rosto de alguém tão próximo do meu como o de Axl estava agora. Era assustador. Mais assustador ai foi a forma como meu corpo reagiu a situação. Minhas mãos pingavam, minhas pernas tremiam e o pulsar de meu coração era desesperado. Haviam milhares de borboletas dando seu show de aviação dentro de meu estômago, enquanto isso meu cérebro estava tão congelado, não me permitindo se quer pensar quanto mais reagir. Eu tinha a sensação de estar prestes a saltar de um helicóptero, apenas com uma simples mochila nas costas que carregava um paraquedas que poderia não abrir.

O rosto de Axl era ainda mais perfeito assim, tão próximo. Seus olhos profundos guardavam dor e dava-me a vontade insana de abraça-lo como se abraça uma pequena criança que acorda aos berros após um terrível pesadelo. Eu pude ver naquele momento um menino frágil guardado dentro do corpo de um lindo homem. Sua respiração quente batia em minha face sutilmente, estava mais acelerada do que deveria. Aquela proximidade permitia-me sentir ainda mais forte seu perfume enlouquecedor e embriagante. Sua boca estava pronta para um beijo que eu não permiti, levantando-me do sofá rápido, assustada. Aquilo poderia parecer algo simples, sem mistérios, mas não para mim. Nunca havia feito isso, nunca havia beijado um homem, e pela primeira vez isso chegou perto de acontecer e então eu me vi coberto por uma espécie de medo que me impediu dar-lhe o tal beijo que parecia tão bom.

–Hã...err...Acho melhor você ir. Tá escurecendo e daqui a pouco minha babá deve chegar e não vai gostar de te ver aqui. -menti.

–É, é melhor eu ir. -ele disse se levantando e fui até a porta abri-la para que ele saisse. Antes que passasse da porta, ele me surpreendeu com um beijo em minha testa, um beijo demorado, que me fez fechar os olhos por alguns segundos. -Nos vemos, então... -ele disse já no lado de fora.

–Hã... Claro. -respondi.

–Então, tchau! -ele caminhou até o elevador enquanto minha voz o respondia com um "tchau" meio desanimado.

Assim que fechei a porta e encostei-me nela e escorreguei até chegar ao chão onde me sentei, com joelhos dobrados. Levantei a cabeça e minha mente ainda não me correspondia, eu ainda não sabia em que pensar. A situação pela qual eu havia acabado de passar havia me deixado um tanto confusa. Também, quem não ficaria confusa em uma situação como aquela?

–Ó Deus! -suspirei.

Eu sabia que nem mesmo algumas horas tirariam de minha cabeça o ocorrido. Talvez alguns dias. Mas com o passar dos dias percebi que não era só a tentativa frustrada de um beijo que não saia de minha cabeça, era Axl também. Ele era realmente um ótimo amigo, um dos poucos que eu tinha em L.A., mas isso não explicava o fato de que ele rondava em minha cabeça o tempo inteiro. Queria poder contar aquilo a alguém, queria poder ter uma resposta, saber o por quê dos pensamentos constantes em Axl, mas eu não podia, na verdade, eu tinha Sarah, eu tinha meus pais, alguns poucos amigos, mas estava sozinha. E por mais estranho que parecesse quando Axl estava por perto ele não era para mim só mais um amigo, um grande amigo como Sarah, era diferente. Eu não estava sozinha fisicamente e ne sentimentalmente. A sensação era ótima, mas estranha, estranha demais. Para começar: Por que Axl Rose?

Os pensamentos insanos contínuos em Axl me fizeram sentir-me pervertida, de alguma forma. Optei até mesmo por uma igreja, local que antes eu visitava com frequência no Brasil, até mesmo confessei-me ao padre, mas nada adiantava e aquela situação já era desesperadora.

–Lizzi você anda tão desatenta nos últimos dias. -Sarah disse enquanto eu estava sentada na cadeira da mesa, no pátio da escola, fitando o nada e deixando que meus pensamentos fluíssem. Só pude perceber que ela havia falado comigo alguns minutos depois.

–Hã? -eu questionei, esperando que ela repetisse o que ela havia acabado de falar e que mal pude ouvir.

–Você por acaso sabe o que falei agora pouco? -ela perguntou e me pegou de surpresa.

–Bom, você falou sobre... -eu não sabia o que dizer.

–Sobre o trabalho de biologia. -ela disse. -Você não me deu a mínima atenção.

–Desculpa. -eu disse.

–Lizzi o que está acontecendo? -ela perguntou. -Você não me conta nada.

–Que tal você começar. -eu disse. — Desde que cheguei você deixou bem claro o que achava dos roqueiros, mas nunca explicou o por quê. Não adianta dizer que não é nada, porque eu sei que é, Sarah.

–Não precisamos falar sobre isso agora. -ela disse reprimida.

–É Sarah, então por que devemos falar sobre os meus problemas agora? — eu disse e ela saiu correndo em direção ao banheiro. -Sarah volta aqui. -eu disse e fui atrás dela. Fui andando mais lentamente conforme me aproximei do toalete feminino. Quando entrei, encontrei Sarah aos prantos. -Ah Sarah. Eu não queria te deixar assim. -eu disse a abraçando, como se abraça uma criança assustada.

–E-eu t-te amo. -ela disse em meio a soluços.

–Eu também te amo, minha irmã. -eu disse com o coração apertado, me sentindo um monstro pelo que fiz. Eu vi a aparentemente forte Sarah se transformar numa frágil criança assustada.

Depois que consegui acalma-la nos direcionamos a sala de aula. Por fim, assim que a aula acabou combinamos de irmos para minha casa. Mas uma surpresa me aguardava quando cheguei. Percebi um caminhão em frente ao prédio e a movimentação pelas escadas. Quando cheguei, a porta de meu apartamento se encontrava completamente aberta e alguns homens saiam lá de dentro, vestindo seu uniforme azul e uma prancheta na mão.

–Ei, o que está acontecendo? -eu perguntei incrédula a um dos homens.

–Viemos trazer uma encomenda. Seu pai nos autorizou a entrar e posiciona-lo lá dentro. A senhorita poderia assinar aqui, por favor. -ele disse e eu assinei. Logo depois ele me entregou um papel e saiu.

Entrei em meu apartamento para conferir qual era a entrega. Sarah me acompanhou.

Olhei a grande entrega, postada em minha sala, completamente assustada.

–Ah eu não acredito. -eu disse nervosa. -Ele quer me matar? -eu perguntei.

–Nossa! Nunca havia visto um desses assim. -Sarah disse. -É lindo. -ela estava deslumbrada.

–Não, Sarah não é lindo. Eu não acredito, que ele teve a coragem. Meu pai deve me odiar. -eu disse indo até o sofá e me sentando.

–Mas por que Lizzi? É lindo, e deve ser caríssimo. Seu pai te ama isso sim. -ela disse se sentando ao meu lado, enquanto isso eu apoiava meu cotovelos sobre minhas pernas e baixava a cabeça sobre minhas mãos.

–Meu pai só tem um motivo para colocar um grande piano, preto, de cauda em meu apartamento. -eu disse. -Ele vai colocar um professor aqui dentro fazendo com que eu pratique 24h por dia. Minha vida vai virar um inferno.

–Mas você disse que adorava tocar piano.

–Realmente gosto, mas fazer isso com um professor chato do lado, durante horas é insuportável. O que meu pai acha que está fazendo? Ele quer me tornar uma prisioneira mesmo a quilômetros de distância.

Pouco tempo depois fui comunicada que meu pai estava a procura de um professor de piano para mim. Logo eu daria inicio a aulas exaustivas.

[...]

O porteiro me comunicou sobre uma nova visita lá e baixo e eu dei a autorização para que subisse. A campainha berrou como esperado.

–Oi! -Axl disse quando abri a porta.

–Oi Axl! -respondi desanimada.

–Nossa! O que aconteceu? -ele perguntou.

–Entra. -eu disse e depois que ele entrou fechei a porta.

–Uau! Um piano de cauda. -ele disse deslumbrado.

–É um piano de cauda.

–Mas o que aconteceu? -ele perguntou.

–Meu pai comprou esse lindo piano no intuito de me fazer treinar o dia inteiro, ou seja, transformar minha vida em um inferno. -eu expliquei.

–Pelo visto não gosta muito de tocar piano. -ele disse.

–Bom, eu gosto, mas o dia inteiro é insuportável e só de pensar em um professor chato, me enchendo a paciência...Argh! -eu disse.

–Pelo menos já conhece seu professor? -questionou.

–Não, ainda não. Meu pai ainda está averiguando currículos e coisas do tipo. -eu disse.

–Hmm... Posso? -ele perguntou se direcionando ao piano.

–Claro. -estranhei.

Ele deu inicio a uma música que tocava com perfeição. Ele tocava levemente as teclas do piano e fazia surgir dali uma melodia incrivel.

–Nossa! Eu não sabia que você tocava. -eu disse assim que terminou.

–Sei tocar, mas não muito bem. -ele disse.

–Sente aqui. -ele me chamou mostrando onde eu deveria me sentar e eu fui, meio cautelosa. Eu ainda tinha em minha mente a última vez que vi Axl, quando ocorreu a situação embaraçosa. Ele segurou minha mão e me mostrou onde eu deveria posicionar meus dedos. Seu toque era sutil, suas mãos quentes. E aos poucos ele me mostrou o caminho para aprender uma nova melodia.

Um som suave soou do piano sem nenhum mínimo erro. Ele tocava junto a mim e me arrancou um sorriso. Por fim terminamos a música. Ele me olhou nos olhos de forma profunda. A proximidade de nossas faces se tornou tão grande quanto a daquele dia, mas dessa vez eu já não me sentia tão nervosa quanto antes. Meu sangue corria urgente por minhas veias e meu corpo, diferente da outra vez, parecia ferver. Dessa vez, em minha mente havia uma única palavra: "Continue". Isso me levou aos extremos, não me permitiu fazer o mesmo que naquele dia. A mão de Axl tocou levemente meu rosto e eu estremeci imediatamente. Senti um arrepio percorrer meu corpo e a aceleração de meu coração se tornar cada vez maior. O calor entre nós dois estava mais vivo do que nunca. Enquanto isso eu ardia, parecendo estar em chamas. Quando dei por mim meus olhos se fechavam e minha respiração era extremamente irregular, quase me causando uma falta de ar. Os olhos dele pareciam estar tão fechados quanto os meus quando senti seus lábios tocarem os meus lentamente, e então mais um arrepio tomou conta de mim, dessa vez bem mais forte que o último. Logo sua língua pediu passagem e seus lábios se encaixaram perfeitamente nos meus. Eu não precisava saber muito sobre o beijo para dar continuidade a situação. Eu precisava apenas deixar que Axl me levasse para onde nós dois desejávamos.

Seu hálito doce rapidamente tomou conta de minha boca e seu aroma irresistível penetrava em minhas narinas. De repente meu corpo que a segundos atrás fervia agora levará um grande choque que me fez estremecer. Onde antes havia fogo agora havia gelo para por fim voltar a sua temperatura normal e deixar-me desfrutar de meu primeiro beijo se nenhum outro tipo de sensação para me atrapalhar. Eu não sabia a quanto tempo estávamos fazendo aquilo, mas sabia apenas que eu não queria parar. Senti a mão de Axl escorregar por meu rosto e chegar a minha nuca, onde entrelaçou ao meu cabelo. Sua outra mão correu por minha coxa, passou por minha barriga e foi até a minha cintura onde ele pressionou e me puxou para mais perto. Suspirei. Apesar do insulto que se tornara o fato de Axl em se permitir passar a mão por parte do meu corpo sem minha autorização, eu não quis parar, meu corpo não me deixava, por mais que eu tentasse.

Depois de um longo beijo senti a frequência diminuir e nossos lábios se desgrudarem aos poucos. Ele posicionou seus dedos em baixo de meu queixo e terminou o que fazíamos, definitivamente. Nossos lábios se descolaram um do outro de vez. Abri o os olhos lentamente e quando pude ver o rosto de Axl, caí na realidade. Levantei-me rápido do banco e corri até a varanda. O vento da noite que se iniciara batia fortemente em meu rosto. Eu precisava respirar, estava sem ar depois do beijo.

–Você está bem? -ele perguntou se aproximando. Fiz silêncio. -Olha, desculpa, eu não deveria ter... -ele deu inicio a frase e eu o interrompi.

–Você não fez nada. -eu disse virando-me para ele. -A culpa foi minha. -eu disse.

–Não faça isso consigo mesma. -ele disse se aproximando e posicionando suas mãos em minha cintura. Fechei os olhos.

–Vai embora, por favor. -eu disse.

–O.K. Vou se você me permitir voltar depois. -ele disse se afastando.

–Volte quando quiser. A porta estará sempre aberta para você, mas agora eu preciso pensar — disse a ele.

–Então, nos vemos depois... -ele disse e saiu de minha vista. Ouvi apenas o barulho da porta depois. Só então voltei à sala de estar e fiquei remoendo o que havia acontecido. Eu estava confusa, muito confusa.

De alguma forma eu me condenava pelo que eu havia feito. Era como um erro para mim. Mas na verdade era algo tão natural. A cada 10 jovens de 16 anos pelo menos 8 provavelmente já deveriam ter dado seu primeiro beijo. Eu era uma dos 2 que não.

Aquela noite ficaria marcada para sempre em minha vida. O dia que eu dei meu primeiro beijo. Queria poder correr até o telefone e contar isso a alguém. Mas eu não podia. Nem mesmo tinha para quem contar. Isso era um verdadeiro inferno.

Eu me sentia tão bem após ter feito o que fiz, mas ao mesmo tempo eu me culpava de alguma forma.


Notas finais
"I can't sing a love song, like the way it's meant to be. Well I guess I'm not that good anymore but babe, that's just me♪"
Aff :/
Escrevi quase todo o capitulo ouvindo essa música =D Always -Bon Jovi =D
Gostaram? Como disse no inicio, não sei o que dizer desse capitulo, acho que não foi muito bom, mas também não deve ser um dos piores (espero :s )
Como não sei o que dizer do capitulo, espero apenas pelos reviews dizendo o que acharam, ok?
Obrigada a todos os que tem comentado até agora, tento responder a todos, me deixa tão feliz ler um novo comentário =D.
Bom, beijos e quero reviwes, hein?
Até a próxima!