My Dark Angel

8 In Love With a Rocker


Notas iniciais
Aew, chegamos ao oitavo! Não sei o que dizer desse capitulo...kkk'...eu nunca sei o que dizer de capitulo nenhum...Tudo bem, esse capitulo é o mais romântico até agora na fic, acho que acontece o que já era esperado que acontecesse e... Já não sei mais o que dizer, apenas leiam e me digam vocês, Ok? =D
Divirtam-se.
Kisses!

–Sarah, posso te perguntar uma coisa? -eu disse.

–Claro.

–Como uma pessoa ama alguém, quer dizer se apaixona por alguém? -eu perguntei.

–Bom, nunca senti isso, mas quando eu era pequena, minha mãe dizia que era uma sensação incrível. Como uma montanha russa de parque de diversões. Quando você ama tudo perde o sentido, nada mais existe, apenas essa pessoa. De repente você respira por que ele está respirando, seu coração bate por que o dele está batendo, e não é mais a gravidade que te prende a Terra e sim ele. Ela disse que no começo é estranho, pois você não entende o por quê de só pensar na mesma pessoa, não entende o por quê ele te faz tão bem, mas uma hora tudo se encaixa. -ela disse e logo depois o sinal tocou, involuntariamente minhas pernas se direcionaram a sala, pois em minha mente havia apenas a tentativa de digerir tudo o que ela disse.

Apaixonada. Apaixonada por Axl Rose. Apaixonada por um roqueiro. Não podia ser. Eu não poderia estar apaixonada. Talvez aquilo tudo fosse algum engano, coincidência ou qualquer outra coisa, menos amor.

Oito dias depois.

–Hoje é o grande dia. -Sarah disse irônica.

–Ah! Inicio do meu tormento. -eu disse chorosa.

Quando voltamos à sala de aula eu orava para que demorasse bastante para que chegasse ao fim. Depois da aula um velho, chato com seus óculos de fundo de garrafa estaria me aguardando para uma aula de piano que quem sabe prosseguiria madrugada a dentro. Por algum motivo contra mim, o tempo pareceu correr bem ligeiro naquela feliz aula de física moderna.

–Ah droga! A aula já acabou! -eu murmurei insatisfeita.

–"Já" Como "já"? O professor ultrapassou 20 minutos, passou 59 cálculos terríveis e gritou a aula inteira. Pela primeira vez, estou dando graças a Deus pela aula ter chegado ao fim. -Sarah disse.

–Pois eu preferia que ele dessa mais 6 horas de aula, passasse 500 exercícios terríveis, do que ouvir um velho insuportável no meu ouvido, o dia inteiro, uma melodia enjoada que eu vou ter que repetir até meus dedos doerem e meu cérebro explodir. -fiz drama.

–Ah! Não deve ser tão ruim assim, vai? -ela disse.

–Tem certeza que não quer assumir meu lugar? -eu perguntei.

–Sou péssima com qualquer tipo de objeto que emita som. -ela disse. -Se eu pudesse ia com você, te fazer companhia, mas eu prometi a minha mãe que faria compras com ela. Cismou de renovar o guarda-roupa. -ela disse revirando os olhos.

–Ela é tão legal. Pelo menos ainda vai poder dar boas gargalhadas quando seus pés estiverem cansados e doloridos. -eu lhe disse.

Despedimo-nos e seguimos nossos caminhos. Eram direções diferentes. Assim que cheguei, joguei sobre o sofá minha bolsa, lavei as mãos e fui até a cozinha preparar meu prato. Todos os dias, uma empregada, que eu nunca havia visto nem a cara, vinha, preparava um delicioso almoço e arrumava minha bagunça. Sempre quando eu chegava a casa estava um “brinco”, com um perfume floral dos produtos de limpeza e o aroma forte da comida pronta sobre o fogão. Caso eu quisesse algo especial, deveria deixar um bilhete preso na parede da cozinha.

Depois que me deliciei com o prato do dia, sentei-me no sofá para esperar pelo professor. Ele já estava meia hora atrasado. Quanta educação para um professor, não acha?

Mas o que eu tanto temia aconteceu, a campainha tocou e eu tive de receber o tal homem.

–Será que ele é feio ou terrível? Chato ou insuportável? -eu murmurava enquanto ia em direção à porta. Respirei fundo antes de abrir a porta e então...abri. Para minha surpresa não havia ninguém. Onde estava o senhor de cabelos brancos e óculos, fundo de garrafa, que deveria estar parado em minha porta? Eu havia dado permissão ao porteiro para deixar subir apenas o homem que se identificaria como meu professor de piano. Eu olhava incrédulo espaço vazio, me aproximei da soleira da porta para verificar melhor e então algo surgiu em minha frente.

–AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! -eu gritei de susto e fechei os olhos, mas logo os abri. -Ei, o que faz aqui?

–Ué, seu pai disse que você estaria esperando por mim. -Axl disse.

–Calma ai. Meu pai...-eu tentava digerir. -Você é meu novo professor de piano? -eu perguntei e ele assentiu com a cabeça, sorridente.

–AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! -gritei mais uma vez, mas agora de felicidade. Ter Axl como professor significava, nada de velho, chato, aulas insuportáveis, até de madrugada... Eu mal podia acreditar. -Eu não acredito, Axl! Você fez isso por mim? -eu disse e ele abriu um sorriso. Estava tão feliz que nem mesmo pensei em meus atos, agarrei no pescoço de Axl, dando-lhe um abraço apertado. Ele era tão alto, que me obrigou a ficar na ponta dos pés para fazer aquilo. -Obrigada, obrigada, obrigada. -eu disse ainda o abraçando. Logo cai na real e soltei meus braços de seu pescoço. -Entra. -eu lhe disse. -Conte-me como fez isso. -ele se sentou no sofá e eu também.

–Eu tenho meus meios. Apenas não conte a seu pai sobre mim realmente. Para todos os efeitos, tenho 56 anos, me chamo Carlisle Lee e sou professor de piano. -ele me alertou.

–Ah! Tudo bem! Deixa comigo. -eu disse.

–Agora vamos? -ele disse.

–Vamos para onde? -perguntei incrédula.

–Eu sou seu professor, esqueceu?

–Mas, eu achei...

–Bom, eu não vou poder te dar aulas diárias, não sou um ótimo pianista, e prometo que vou pegar leve com você, mas ainda estou ganhado para te ensinar alguma coisa. -ele me disse.

–Tudo bem, então vamos lá. -eu disse me levantando.

Divertíamo-nos em frente ao piano. Tentávamos criar novas melodias, ele me ensinava coisas que eu não sabia e eu tomei liberdade de ensinar a ele coisas que ele também não sabia, pelo menos foi o que ele disse.

–Posso te mostrar algo que aprendi no Brasil? -eu perguntei.

–Claro.

–Bom, eu amo essa música. Quase exigi que meu professor me ensinasse, já que não estava em seus planos. Não era o que meus pais haviam recomendado, mas nunca souberam sobre eu ter a aprendido. -eu disse e dei inicio a uma melodia. O som que soava do piano era de uma música brasileira, chamada Codinome Beija-flor.

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

–Nossa! Eu não faço ideia do que diz a letra da música, mas é incrível. Mais incrível ainda é a sua voz.

–Obrigada.

–Lizzi... Eu queria me desculpar mais uma vez por aquele dia, eu me atrevi mais do que deveria... -Eu o impedi de continuar colocando em sua boca meu dedo indicador.

–Você não tem do que se desculpar, não fez nada de errado, quem errou foi eu. Errei quando deixei você sair daqui sem mais um beijo. -eu disse e me aproximei para um beijo. Dessa vez quem deu inicio a alguma coisa ali foi eu. Juntei meus lábios aos dele enquanto minha mão subia até seu rosto. Logo o beijo se tornou mais intenso e eu senti sua mão se entrelaçar com meu cabelo novamente. Seus lábios eram quentes e carinhosos. Dava-me sensação de tranquilidade. Parecíamos não cansar daquilo. Mas eu interrompi o beijo.

–Aonde você quer chegar com isso tudo? -ele me perguntou.

–Nem mesmo eu sei. Talvez a lugar nenhum, quero deixar apenas que o que sentimos agora nos leve. -eu respondi e ele sorriu. Passei minha boca por seus lábios e me levantei do banco. Corri pela casa e ele foi atrás de mim. Parecíamos crianças brincando de pique-pega. Quando ele conseguiu me pegar caímos sobre o tapete branco e felpudo de meu quarto.

–Posso assegurar-me de deixar meu coração em suas mãos? -perguntei a ele que estava deitado sobre mim, no tapete.

–O que está esperando para deixar seu coração na mão deste louco que agora olha no fundo de seus lindos olhos azuis? -ele perguntou.

–Não sei se devo.

–Pois, eu não pensei duas vezes em deixar o meu sobre os cuidados de uma mocinha que conheci em uma situação de perigo. Meu coração já é seu a muito tempo, apenas você não havia percebido. -eu fechei o sorriso que abrirá.

–Isso quer dizer...

–Quer dizer que eu já estava apaixonado por você antes daquele beijo. -ele disse e eu abri meu sorriso novamente.

–Acho que perante aos fatos você é o louco com mais possibilidade de cuidar de um coração que agora pulsa apaixonado dentro de meu peito.

–Juro que cuidarei dele com carinho, apenas peço para que tenha cuidado com o meu. -ele disse.

–Prometo que nunca o quebrarei. -prometi. E ele me deu mais um beijo. Sua mão segurava minha coxa que fora parar em seu quadril.

Separei nossos lábios e nos olhamos em silêncio por alguns minutos.

–O que tanto você procura no meu rosto? -ele perguntou.

–A marca que comprove que somos jovens o bastante para nos entregar a um amor louco, sem medo de consequências. Eu não sabia nem mesmo o que era amor e agora eu estou provando do sentimento mais tentador que um ser humano pode ter. Será que isso é mesmo verdade ou tudo não passa de uma ilusão? Será que sentimos algo diferente ou enganamos nossos corações com uma nova invenção?

–Quem poderá dizer? -ele disse passando os dedos nos meus fios de cabelo espalhados pelo chão. -Prove da fruta venenosa você mesma e comprove se pode matar ou não. -seu sorriso agora era semelhante aos poucos raios de sol que invadiam meu quarto, ultrapassando a cortina rosa e chegando a meu rosto com a luminosidade mais fraca. Pude ver alguns desses raios baterem contra o rosto de Axl, dando a ele um brilho especial e intensificando o novo brilho que agora se encontrava em seus olhos perfeitos.

–Ainda não sei se devo. -eu disse com um sorriso escondido nos lábios.

–Arrisque e só assim saberá se valeu a pena, caso o contrário, poderá se arrepender depois. -ele disse ainda olhando dentro de meus olhos. Ele me deu um beijo repleto de ternura, demorado como deveria ser.

[...]

O sinal soo alto. Hora de ir para pátio.

–Estou extremamente esfomeada hoje. -eu disse a Sarah, enquanto descíamos as escadas.

–Vou te esperar em nossa mesa enquanto você pegua algo para comer. -ela disse.

–O.K. -Fui até o refeitório da escola, preparar uma grande bandeja, com tudo que eu tinha direito. Eu quase nunca fazia isso, raramente sentia fome, para dizer a verdade. Depois me direcionei a minha mesa, mas antes de chegar, tive de passar pela mesa das garotas que eram... as mais requisitadas pelos garotos da escola, viviam com seu jeito de intocável e não eram nenhum pouco adoradas pelas garotas que não faziam parte de tal grupo.

–O ótimo partido do momento é Axl Rose... -eu caminhava normalmente quando ouvi o nome soar em meus ouvidos. Parei onde estava, um pouco mais a frente da mesa em que elas se encontravam. Olhei para traz disfarçadamente e tornei a olhar para frente esperando que elas concluíssem o que falavam de Axl. -Ele é vocalista do Guns N' Roses, que eu saiba não é uma banda muito famosa, ainda. Ele é roqueiro, queridas, logo está fazendo tanto sucesso quanto as outras bandas e é bom pegarmos logo, pois quando a banda explodir, todas vão querer. -elas fizeram sua histeria.

Tarde demais pequenas cobrinhas ele não está mais solteiro. Pensei.

O que elas queriam dizer com “ótimo partido”. Eu estava certa, Axl era uma ótima pessoa, não era só eu que achava. Mas havia coisas que elas haviam dito que não me deixaram tão animada, a começar por um dos termos usados para descreve-lo "Vocalista do Guns N' Roses" tudo que eu sabia até então sobre a tal banda era que seu estilo musical era o rock e que era composto por Axl, Slash, Duff, Izzy e Steven. Axl não me contará mais nada sobre eles. Enquanto a minha babá e melhor amiga, o que ela acharia disso tudo? Será que eu estava fazendo o certo em não contar a ela a verdade? Eu sabia que uma hora isso teria de acontecer, mas eu ainda não precisava me preocupar com isso, ainda tinha muito tempo pela frente.

Tão perdida em pensamentos que quando dei por mim, estava sentada na mesa repleta de livros enormes ouvindo o som da campainha sem nem mesmo perceber. Eu parecia ter acordado de um sono profundo, ter respirado depois de muito tempo sem ar. Olhei rapidamente o relógio que marcava ás 16:30.

Fui até a porta, abri-la.

Abri um sorriso imediato ao ver Axl parado na porta, com um sorriso escondido nos lábios. Ele se permitiu sorrir também e antes de pronunciar qualquer palavra se aproximou para um beijo. Durante tal beijo ele me empurrou para trás sutilmente para que ele entrasse por completo na sala e pude ouvir apenas o barulho da porta se fechando, porta a qual provavelmente ele havia fechado com o pé, na tentativa de não desgrudar nossos lábios naquele momento. Sorriamos entre pequenos beijos contínuos e rápidos que não nos dava tempo nem mesmo de afastar nossas faces.


Notas finais
E aí? O que acharam? Espero que tenham gostado e espero os reviews que eu amo tanto. Se perceberem algum erro, please, avisem, ok?
Beijos meus amores e até a próxima!