Notas iniciais
TÔ DE VOLTAAAAAAAAAAAAA o/
Espero que gostem.
Cap. pequeno, sorry!
Divirtam-se!
Beijos da titia Carol (Titia foi demais...shuashuashuashua...Titia de 14 anos o/)

O crepúsculo pairou sobre o mar Egeu cujas águas eram serenas e silenciosas. Aquele céu de um colorido deslumbrante sorriu-me. A brisa então varreu-me. Senti-me acolhida pela névoa fina que cobria Santorini. Meu coração saltitou em meu peito, tão afobado, que parecia querer fugir, escapar-me pelos lábios e mergulhar naquela imensidão oceânica de onde ninguém mais o tiraria.

Lágrimas insanas brotaram em meus olhos e antes mesmo que eu pudesse pensar em conte-las uma delas atreveu-se a atravessar meu rosto. E eu procurava desesperadamente o motivo da emoção, mas nenhuma palavra vinha-me a mente, apenas a imagem sob uma luz faiscante, daquela paisagem.

Mãos grandiosas tocaram minha cintura, fazendo-me estremecer perante o susto. Ele envolveu-me com os braços, curvou-se, e então sussurrou em meu ouvido:

–Está parada aqui há tanto tempo. Está triste com algo? O que fiz de errado? –perguntou preocupado. O latejar dos pés a protestarem confirmaram o que ele afirmara havia pouco.

Não respondi, apenas virei-me para ele, abraçando-o. Afundando em seu peito meu rosto humedecido pelas lágrimas.

–Ei, por que está chorando, meu anjo? –perguntou ele. Demorei longos e tensos segundos para responder.

–Olhe só para nós. Éramos apenas dois jovens bobos, agora somos marido e mulher. A alguns meses atrás eu estava pensando em me matar, estava chorando por você, e agora estamos abraçados, sobre um terraço de uma ilha na Grécia, meu país dos sonhos de menina. Menina. Eu ainda sou uma menina, eu ainda tenho 17 anos, e em algumas horas estaremos morando juntos, como um verdadeiro casal, tendo de lidar com responsabilidades que eu não sei se estou pronta para suportar, e haverão brigas, e... Eu estou com medo Axl. –olhei em seus olhos em minha súbita expressão de temor. – Eu estou com medo. Estou com medo de que as coisas não deem certo, estou com medo de não suportar o fato de que agora tenho de amadurecer, estou com medo de parecer uma criança mimada e idiota para você. –completei. Ele afagou meu rosto com um vestígio de sorriso desenhado nos lábios rosados.

–Talvez as coisas tenham acontecido um pouco rápido para nós e é normal que você se assuste. Mas se preocupar com isso não passa de bobagem, meu amor. Você será a melhor esposa do mundo, e você já é a melhor esposa do mundo. Não ligo se você não é a melhor cozinheira e a melhor dona de casa. Você é minha e isso me basta. Mas, por favor, por favor, nunca ache que parece uma idiota para mim, nunca diga isso. Garota, você tem noção que você é o meu mundo? Quanto a idade. Você já mostrou que é diferente de muitas garotas de 17 anos. Eu te amo, senhora Axl Rose!

Um sorriso involuntário abriu-se em meus lábios. Ele beijou minha testa, aninhando-me em seu peito.

Mesmo depois das palavras de Axl uma certa apreensão me perturbava. E de repente eu senti o peso de um casamento conturbado da parte de meus pais subtrair-me, intimidar-me perante a palavra “casamento”. A certeza me cobriu: Aquele medo estava guardado em mim há muito tempo. As cenas que tantas vezes presenciei só fez daquele medo maior. E nada mais me destruía do que o medo de ver a minha relação com Axl torna-se tão banal, aterrorizante e desesperadora. Aquilo me devastava. Contudo, estava decidida a enfrentar todos aqueles demônios se fosse por ele.

“Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir.”

Khali Gibran


Deveria talvez dizer que naqueles dias estava mais emocional por um motivo desconhecido. Conclui esta tese quando a manhã inundou o quarto e meus olhos lacrimejaram enquanto eu observava Axl dormir. Evitei qualquer barulho, não iria acorda-lo. Logo as lágrimas secaram, deixando apenas a marca na fronha do travesseiro. Um sorriso então estendeu-se em meu rosto. Era a felicidade exultante acometendo-me. Por um breve momento vi com clareza e distinção todos aqueles sonhos de um jovem casal torna-se realidade. Era demais para que eu pudesse acreditar. Então estávamos a um passo da eternidade, da vida que tanto sonhamos. Sem nem mais o que temer, sem infantilidades, sem separação. Éramos agora mais inerentes do que nunca. Nada poderia nos afastar. Pertencíamos um ao outro.

Levantei-me, vestindo o robe de seda branca. Sentei-me na cadeira posicionada fronte a cama. Encolhi as pernas contra o corpo. Fiquei ali por um tempo que mal sei dizer, mas fiquei, observando cada traço das costas desnudas de Axl, o cabelo ruivo emaranhado, os lábios relaxados e rosto de uma expressão tranquila.

Quando moveu-se, despertou. Tateou a cama, procurando por mim quando percebeu que eu estava na cadeira mais a frente.

Sorri-lhe, quase rindo do rosto amaçado e dos olhos semicerrados, protestantes ao sol fraco que invadia a suíte.

–O que faz aí, amor? –perguntou em face de estranhamento. Balancei sutilmente a cabeça. –Vem pra cá. Deita aqui comigo. –convidou e eu não recusei. Levantei-me e cai sobre o seu corpo, na cama, deitando minha cabeça em seu peito. Ele acariciou meus cabelos e afundou os lábios no alto de minha cabeça em um beijo.

–Axl. –chamei.

–Hm?

–Eu te amo! –disse de forma singela.

–Eu também te amo, meu anjo! –respondeu.

E poderíamos permanecer daquela forma o resto do dia, mas o horário nos impedia. Aproveitamos nossas últimas horas na Grécia caminhando pela praia e almoçando em um restaurante qualquer que nos desse a vista do maravilhoso lugar a qual nos despedíamos. E no pôr-do-sol era hora de partir.

Fui até a varanda do quarto uma última vez. Aquele pôr-do-sol parecia-me ainda mais deslumbrante do que os outros. Senti o vento soprar contra meu rosto e a maresia acolher-me pela última vez.

Axl envolveu-me pela cintura e beijou-me a bochecha.

–Jura que vamos voltar aqui com nossos filhos? –eu disse.

–Claro, meu amor. Não podemos priva-los de conhecer esse paraíso. –murmurou.

Virei-me para ele, pousando minhas mãos em seus ombros. Dei-lhe um beijo.

–Pronta? –perguntou. Suspirei.

–Sim. –respondi, engolida pela dose de coragem e ânsia.

[...]

Subtraídos pelo cansaço da viagem, finalmente estávamos em casa. Los Angeles estava ensolarada aquele dia, e tipicamente movimentada. O ar estava um tanto quanto seco por ali. O clima diferente quase me assustara. Ainda estava apegada a Grécia, onde vivi os doze melhores dias de minha vida. Mas eu passara um bom tempo morando em L.A, nunca poderia ter estranhado o clima e a intensidade daquela cidade.

Sarah não estava lá, não pudera ir, tinha compromissos importantes aquela tarde e quase se despedaçara em remorso quando disse-me que não estaria lá para me ver quando chegasse, contudo, prometera ir me visitar durante a noite, mas assim como Axl fez mistério sobre minha nova moradia.

Os garotos também não estavam presentes. Axl dispensara a presença dos amigos ali, mas não me explicara o por quê. Porém, se pensasse um pouco mais ele com toda certeza preparava uma surpresa. Era certo que se tratava de uma casa nova, e queria que eu conhecesse primeiro, sem os garotos por perto, apenas nós, aconchegando-nos em nossa nova residência.

Malas postas no táxi seguimos um caminho desconhecido. No rádio, uma música qualquer ressonava baixinho, em uma melodia relaxante, mas que já se tornara quase irritante para mim. Levamos cerca de 40 ou 50 minutos dentro do carro até que o táxi cruzasse uma estrada vazia, silenciosa, cercada por pinheiros, o que lembrava-me a estrada que dava a casa em que casamos.

Só então reparei que a casa onde nosso casamento foi realizado era em uma daquelas ruas residenciais onde eram encontradas mansões luxuosas. O carro enfim estacionou. Estiquei o pescoço, curiosa, mas antes que pudesse checar qualquer coisa Axl já abria a porta para que eu saísse.

Olhei admirada a simpática casa frente aos meus olhos. Era mesmo encantadora.

–E aí? O que achou? –perguntou, vendo-me boquiaberta.

–Linda! –respondi, os olhos ainda brilhado, tamanho meu deslumbramento perante a casa simples e aparentemente aconchegante. Era incrível. –É perfeita! –completei. E aquele era o ninho perfeito para nossos primeiros dias de casados.

A casa branca era inegavelmente grande, mas não havia um luxo exposto. Era como um dia sonhara. Um caminho de alguns degraus de escada formavam um tapete até a porta de madeira. Nas laterais um jardim escondido por tantos arbustos e árvores pequeninas.

Ele me puxou pela mão, casa adentro, sem nem permitir que eu digerisse melhor aquilo tudo. Pegou do bolso a chave e destrancou a porta. Então cômodos enormes se revelaram. Era uma grande junção de sala de estar, sala de jantar e a entrada para a cozinha. Paredes brancas, uma decoração delicada e clara. Um lustre pendia do teto na sala, inundando-a com uma luz amarelada. Sofás e poltronas modernas, cor-de-areia, davam beleza ainda maior ao local. Nos pequenos objetos da decoração estava lívido um clima praiano que quase me fazia sentir o cheiro da maresia ali dentro.

A mesa de jantar de madeira escura e brilhante era extensa, tinha 8 lugares. Ao meio um lindo arranjo, iluminado pelo lustre mais simples que pendia sobre ela. A luz do dia também poderia invadir o local com facilidade em decorrência de algumas esquadrias que cercavam a sala.

Um extenso corredor revelava uma grandiosa cozinha, tomada por mármore travertino branco. Móveis embutidos da mesma cor, inclusive na bancada no meio da cozinha, sob a luz do lustre dali, beirado por dois bancos. Já ali, quase não havia paredes, boa parte era tomada por esquadrias de vidro que davam vista para a varanda dos fundos. Essa sim, subitamente encantadora. Ao atravessar a porta para os fundos deparei-me com uma grande piscina, um imenso jardim e um lago em suas beiradas. E se olhasse mais a fundo, poderia perceber a casa que daquela distância parecia-me tão pequenina. A casa onde me casei era mais perto do que imaginara.

Meu encantamento tamanho não me impediu de conhecer o resto da casa. Subindo pela escada da sala, via-se um corredor largo e com 4 portas. Uma delas era a nossa suíte. A mais grandiosa creio eu. E quando ele abriu a porta o deslumbre tomou-me abruptamente. Era lindo!

Inteiramente branco, parecia graciosamente coberto pela neve. Do teto, pendia um lustre deslumbrante, pairando sobre a cama coberta pela colcha felpuda, entulhada de travesseiros de pena de ganso. As esquadrias de madeira branca tomavam conta de quase toda uma parede, sobrepostas por uma grande fileira de cortinas de seda que pousavam as pontas longas ao chão, a porta dupla do mesmo material, quase não sobressaia. Dali, provavelmente tinha-se a visão do jardim. O chão também era branco, mas ali, tratava-se de uma madeira que dava-nos a impressão de desgastada, um tom rústico ao quarto.

Havia também uma porta de correr que escondia por trás um closet, tão pequenino, mas o bastante para nós dois. Antes de adentrá-lo, não pude evitar o bilhete colado a porta, onde estava grava em letras miúdas os dizeres:

Lizzi, esse é seu novo closet. O equipei com estilos de roupa indicados por sua mãe. Ela é muito boa nisso. Tratou de ela mesma comprar algumas peças para dias especiais. São roupas adequadas a uma recém-casada. Espero que goste.

Com amor, Sarah!


Tive de ignorar as roupas. As daria mais atenção em outro momento. Um forte aroma de flores entupiu minhas narinas, desviando-me a atenção para o vaso repleto de rosas vermelhas, sobre uma pequena mesa redonda com duas cadeiras a uma certa distância da cama.

Axl me puxou então para que pudesse me deliciar com a vista da varanda de nosso quarto. O lago esplandecia lá em baixo, em uma plenitude de azul-marinho, quase tão encantador quanto os raios de luz daquela tarde que aos poucos se despedia, tão serena quanto o clima que nos rodeava ali dentro.

Axl envolveu-me com os braços, pousou o queixo em meu ombro e suspirou, um suspiro tão leve quanto o ar que respirávamos, tão calmo quanto as águas daquele lago, tão ansioso, tão esperançoso, tão suplicante... Como a suplica de mantermo-nos daquela forma para sempre, sem que nenhuma complicação pudesse nos alterar. Permaneceríamos assim. Mesmo que não fisicamente. Nossos corações sempre estariam sincronizados, na mesma calmaria, eles nos levariam ali de novo, nos permitiriam ficar daquela forma mais uma vez e então rezar novamente, suplicar mais uma vez pela eternidade.

–Acha que deveríamos estrear nossa cama nova? –perguntou ele, e mesmo perante a frase eu não senti ali o peso da malicia, e sim da vontade. Vontade que ambos tinham. Eu não podia recusar aquele convite.

Silenciei-me e o beijei. Estreamos com glória nossa nova cama, aquecida pelo fervor de nossos corpos, humedecida pelo suor que fluía de nossas peles.


Notas finais
And she wiiiiiiiiiiiiiiill be loveeeeeeeeeeeeeed (8)
Tô inspirada. Foi o chocolate que me deixou agitada.
E aí, babies? Gostaram? Não?
Bem, se não gostaram, perdoem-me. A criatividade não tem batido a minha porta nos últimos dias. Acho que é o cansaço.
Novidades? Novidades? Alguém tem novidades?
Eu tenho. Tô de visual novo o/ Dei adeus aos meus cachos enormes. Agora meu cabelo está liso e curto. Cachos nunca mais. Eu gostava deles, sinto até uma falta, mas me davam trabalho e eu sonhava com a praticidade de um cabelo liso. Aí alisei definitivamente.
Deixa eu ver...Que mais...?...Ah, na nova escola, estou andando com os roqueiros do segundo ano. Eu sou a única menina e a única do primeiro ano o/
Eles são legais. Me sinto em casa. Provei do mundo deles a primeira vez quando se reuniram em uma parte do lado de fora da escola na hora da saída e eram mais de 10 garotos, parecia que estavam recolhendo os roqueiros da escola, os poucos, e estavam todos com camisas de banda, e tinha celulares tocando Slipknot, System...Depois foram chegando mais gente, uns dois ou três caras amigos deles, de fora da escola, e eu lembro que um estava vestindo uma camisa do Jimi Hendrix e outro com a camisa do Metallica e eu fiquei tipo "Ai meu Deus, tô em casa"
Fantástico!
E por falar em fantástico, alguém aí já foi ver Os Vingadores? *---* Tô sonhando com esse filme, mas ainda tô esperando a boa vontade do meu melhor amigo, combinamos de ver juntos. Ain, deve ser muito bom!
Enfim, acho que por hoje é só pessoal!
Ah, não posso deixar de agradecer a todos os comentários! Muuuuito obrigada! E obrigada também a Thamires que recomendou a fic. Muuuuuito obrigada mesmo.
Nos vemos sábado então?!
Beeeeeeeijos, meus amores!