My Dark Angel

6 The Beautiful Angel


Notas iniciais
Hey Guys! Cá estou eu novamente, ainda na correria das provas, postando um novo capitulo. Espero que gostem e divirtam-se.

–Em qual andar você mora? -ele perguntou se aproximando do elevador.

–Sexto. -eu disse entre gemidos.

Depois que chegamos ao andar em que eu morava lhe indiquei a porta de meu apartamento e lhe mostrei onde estava a chave. Ele se equilibrou e consegui abrir a porta trancada mesmo estando comigo nos braços. Me contorci de dor mais uma vez, antes que entrássemos, mas dessa vez afundei meu rosto no peito de Axl e algo parecia ter me acalmado. O cheiro dele era incrível. Um aroma inexplicável, diferente de todos que já havia sentindo. Quando voltei meu rosto percebi que ele se posicionava em frente ao sofá para me por sobre ele. Eu tremia desesperadamente tamanho o frio. Estávamos completamente encharcados.

Indiquei-lhe onde encontrar toalhas secas e quando voltou estava com uma pilha das grossas toalhas brancas nas mãos. Ele teve o cuidado de ajudar a me secar e colocar meu tornozelo torcido sobre algumas almofadas.

–Se seque também, está muito molhado, pode pegar um resfriado. -alertei. -Pegue um de meus roupões de banho em meu armário e se cubra. -ordenei e ele o fez.

Eu ainda gemia de dor e ele parecia muito preocupado, então, se posicionou perto de meus pés e massageou suavemente meu tornozelo torcido.

–Acho melhor eu ir. -ele disse ao perceber que eu já não gemia mais de dor.

–Não, você está louco? Olha chuva que está caindo lá fora, impossível sair desse jeito. Fique, por favor. Durma essa noite aqui e você pode ir embora pela manhã. -talvez falar aquilo não fosse certo, mais eu me sentiria muito culpada se algo acontecesse a ele, estava chovendo de mais para que ele saísse. Ele hesitou mais acabou aceitando.

Axl nos preparou canecas de chocolate quente e permanecemos conversando por algum tempo.

–Tenho uma coisa para te contar. -ele disse e eu arregalei os olhos de curiosidade alertando que ele prosseguisse. -Eu tenho uma banda, uma banda de rock. -A palavra rock soou como uma bomba em meus ouvidos. Por um momento me passou pela cabeça todas as manifestações de Sarah sobre roqueiros. "É como a pior raça da humanidade" "Jamais se aproxime de um roqueiro" "Roqueiros idiotas!" "São um caminho para a morte" Suas frases gritavam em minha cabeça. Um grande nó tomou conta de minha garganta em um soco acertou meu estômago. Calças de couro, roupas escuras, estilo diferente, cabeleiras arrojadas, como não havia percebido isso antes? Estava cega? "São como monstros." Não podia ser, os roqueiros não podiam ser tão ruins quanto Sarah dizia, pelo menos Axl não estava nesse grupo, era impossível. Axl era uma das pessoas mais incríveis que eu já havia conhecido. Eu viajava pelo nada, estava me afogando em pensamentos. Na verdade não sabia o que pensar. Afinal, será que eles eram tão mau quanto Sarah disse? Eu deveria acreditar no que ouvi o no que vivenciei? Uma amizade de meses ou um conhecimento de dias?

–Lizzi você está bem? -ele perguntou.

–Hã... tô... Axl de que banda você faz parte?

–Guns N' Roses. Eu e aqueles idiotas que eu te apresentei hoje à noite. -Guns N' Roses, poderia jurar que já havia visto esse nome em algum lugar.

Tentei esquecer as besteiras em que pensei e dar continuidade ao que eu vivia naquele momento como se nada tivesse ocorrido.

Depois de um tempo conversando com Axl, não resisti e acabei caindo no sono.

Axl P.O.V On

Quando percebi Lizzi já havia caído no sono. Dormia como um anjo perfeito. Conseguia ser ainda mais bonita ao dormir. Se é que isso era possível. Eu estava preso a imagem da linda garota que estava em um sono doce sobre o sofá da sala de estar. Por que ela era tão diferente? Já me deitei ao lado de tantas mulheres que nem se comparavam a ela. O jeito doce de Lizzi me fazia bem. Como eu poderia me envolver com alguém como ela? As garotas que tive ao meu lado nunca foram assim. Certinha, inteligente, linda... Ela era incrível. O pior agora era pensar que eu estivesse apaixonado por ela.

Percebi o desconforto de Lizzi no sofá então resolvi leva-la para o seu quarto. Peguei nos braços a linda garota e lhe pus sobre sua grande cama. O seu perfume era forte dentro daquele quarto. Era de um aroma hipnotizante.

Percorri com os olhos o quarto, que tinha em suas paredes a tonalidade rosa seco, e percebi que cada detalhe tinha a cara de Lizzi. Objetos delicados, de tons suaves, cobertores e afins floridos... Tudo em seus devidos lugares. Aproximei-me da penteadeira onde ela tinha, presa no espelho, uma foto um pouco mais antiga, de uma criança junto a um casal que aparentava ser seus pais. Na tal foto Lizzi deveria ter seus felizes 6 anos, no seu grande sorriso faltavam alguns dentes e sobrava felicidade. Era uma linda e doce criança. De alguma forma, ao me deparar com a foto, passou-me pela cabeça um pequeno resumo de minha infância. Estranhamente Lizzi era capaz de me proporcionar lembranças de momentos felizes que passei quando eu era só um pequeno ser de 1m30 de altura, que corria desesperado pela casa, aprontando suas peripécias. Então, toda vez que eu olhava dentro de seus olhos azuis eu voltava a algum momento especial de quando eu era apenas uma criança. E quando eu achava que aquilo não poderia ser melhor ela abria seu doce sorriso que me fazia viajar ainda mais.

Escorreguei a mão sobre os objetos da penteadeira. A escova delicada ainda tinha alguns fios de seu cabelo negro, o batom estava entre aberto e tinha a cor rosada de sua boca, o perfume tinha a embalagem de um rosa mais escuro e ao lado dele havia um recipiente de creme hidratante. Percebi que Lizzi se mexera na cama e então me aproximei para cobri-la com o coberto que estava abaixo de seus pés.

Fui até a sala e percebi que a chuva lá fora ainda tinha um fluxo intenso. Minha única alternativa era mesmo passar a noite ali.

Axl P.O.V Off

Acordei no meio da noite ao som de espirros e fungadas de nariz, eu tinha uma ótima audição e um sono leve. Percebi que eu não estava no sofá da sala, onde lembrava ter dormido. Olhei o relógio e vi que passava das três da madrugada. Levantei-me tendo o cuidado com meu tornozelo torcido e fui até a sala.

Axl dormia encolhido no sofá, em decorrência do frio que parecia sentir, seus espirros eram frequentes, como eu já imaginará, a chuva do dia anterior não o fizera bem. Fui até meu quarto e busquei um grosso cobertor para cobri-lo. Passei a mão por sua testa para checar se havia febre, por sorte sua temperatura parecia normal. Fiquei parada ali por alguns minutos, olhando seu sono tranquilo. Ele parecia um anjo, um lindo anjo de cabelos ruivos e rosto liso. Sua fisionomia de menino era irresistível. Ele parecia tão doce. Não poderia ser um homem tão ruim como me dissera Sarah, como ela dissera de todos os roqueiros. Mas depois de ouvir tanto de Sarah agora eu tinha minhas dúvidas.

Voltei para meu quarto e dei continuidade ao sono em que eu estava, agora mais sossegada já que Axl havia parado de espirrar tanto.

Uma fisgada em meu tornozelo torcido e despertei, olhei para o lado e percebi que eram 13:00 da tarde.

–Ah droga! Perdi a hora! -eu disse afundando meu rosto no travesseiro. Levantei-me e fui até a sala. Axl não estava sobre o sofá como da última vez que eu o vi. O procurei pela casa e nem sinal dele. Voltei ao quarto e só assim percebi o bilhete preso no espelho da penteadeira:

Obrigado por me deixar passar a noite aqui.

Fico muito feliz que tenha gostado de nosso passeio

e espero que ocorra outros.

Não esqueça de procurar um médico para ver seu

tornozelo torcido.

Assi.: Axl Rose.

Involuntariamente abri um sorriso ao ler. Mas o momento foi interrompido pelo toque incessante da companhia.

–JÁ VAI. -eu gritei assim que cheguei à sala. Independente de quem fosse estava extremamente desesperado. E eu já até sabia quem era. Aproximei-me do olho mágico para conferir. -Ah droga! É a Sarah. -corri, dentro do possível, para esconder as toalhas, cobertores e afins, que estavam espalhados por toda a casa em decorrência da noite anterior. Juntei tudo que estava pelo caminho e enfiei no primeiro lugar que encontrei, em baixo da cama. Percebi que haviam duas canecas que eu e Axl usamos para beber o chocolate quente. Uma delas foi parar no armário ainda suja. Enquanto eu "guardava" a bagunça, gritava para que a louca que tocava a campainha desesperadamente lá fora esperasse.

Finalmente fui abrir a porta e Sarah entrou no apartamento como uma louca.

–Onde você estava? Por que não foi lá pra casa hoje de manhã? Eu fiquei preoucupada sabia. -ela disse sem me dar tempo nem para pensar. Eu ainda estava parada próximo a porta, segurando a maçaneta e fitando a cara de Sarah.

–Oi para você também, Sarah. Eu estou muito bem, obrigada! -eu disse batendo a porta.

–Ah! Desculpa! -ela disse e me abraçou rápido. -Mas agora diz? O que aconteceu para você não ir a minha casa hoje de manhã como combinamos? -ela perguntou.

–Hã... Perdi a hora, dormi demais, desculpa. -eu disse virando o rosto e indo até a cozinha americana. Se ela pudesse ver meu rosto perceberia que eu estava escondendo algo, ela sempre sabia.

–Hmm...O que aconteceu com seu pé? Ai meu Deus! Você está mancando. -ela disse se desesperando novamente.

–Ahh...eu... torci o tornozelo ontem. -respondi.

–Mas como?

–Hãmm...No balé..err... no balé.

–E o que está esperando. Vamos a um hospital agora. -ela disse enquanto ia em direção a porta.

–Sarah! -chamei. -Se ainda não percebeu eu acabei de acordar, preciso de um banho antes. -eu disse e só assim ela pareceu perceber meu estado.

–Nossa! É verdade, você está pavorosa. Vamos! Já para o chuveiro. -ela disse me empurrando até o banheiro.

Tomei um banho quente e fui até o quarto. Sarah me acompanhou. Quando cheguei a porta percebi que o bilhete de Axl estava sobre a penteadeira. Disfarcei para pega-lo e o guardei dentro da gaveta da penteadeira sem que ela visse.

[...]

–Odeio segundas-feiras. -ela disse em meio ao seu mal humor matinal.

–Esteja feliz, pois para você é apenas segunda, para mim é uma segunda com pé enfaixado. -eu disse.

–Ainda está doendo? -perguntou.

–Pouco.- respondi.

–Você gemeu à noite inteira. -ela me lembrou.

–Essa noite doeu mais do que na noite passada, quando eu sofri a torção.

Depois que a aula chegou ao fim voltei para casa como de costume. Mas em meio a minha caminhada desatenta sofri um grande impacto. Esbarrei fortemente em alguém quando cheguei a frente de meu apartamento.

–Oi Axl! -eu disse sorridente ao ver quem fora minha vitima.

–Oi lindinha! -ele me cumprimentou e eu corei com o termo usado por ele para se referir a mim.

–Então, o que faz aqui? -perguntei.


Notas finais
Reviews? Gente mesmo com a falta de tempo eu tinha que parar aqui para agradecer a todos os reviews, nossa! Eu estou em prova na correria, mas eu posto um capitulo já querendo postar o próximo, não consigo parar de escrever... Vê-los envolvidos com a história, saber que estão gostando me dá animo para postar e escrever.
Obrigada por fazerem um pobre jovem depressiva mais feliz.
Kisses e até a próxima!