My Dark Angel
37 Ten Thousand Miles Away From the Stars
Notas iniciais
Olááááá, chegueeeeeei.Em clima de Foo Fighters no Lollapalooza. Só eu que queria estar lá? :'( Mas estou aqui assistindo na TV.
Meio chateada, porque estava na esperança da reunião do Guns N' Roses para o RNRHoF, e pelo visto não vai mesmo acontecer. Fiquei muito chateada com as últimas declarações tanto do Axl, quanto do Slash. É triste ver o que ficou da banda que revolucionou o rock. Bem, só acho que nós fãs merecíamos pelo menos um show do GN'R formação original, mas...
E aí? Curiosos para saber onde vai ser a Lua-de-mel dos recém-casados Axl Rose e Lizzi Rose?
Então já podem se deliciar.
Aí está.
Espero que gostem!
Divirtam-se!
Beeeeeeeeeeeijos!
Mal tínhamos noção do tempo que passamos no avião. Sabia apenas que cada minuto tendo de me conter dentro de minhas roupas, contentando-me com beijos, abraços e caricias estava a me queimar cruelmente. Nem mais rubor havia em meu rosto quando ele me forçava a deixar seus lábios, depois de ir mais longe do que deveria. Já não havia mais pudor em deseja-lo tão desesperadamente, eu só queria meu marido por inteiro, queria a lua-de-mel prometida, queria a noite tão sonhada.
Esqueci-me até do interesse no destino da viagem. Seus lábios macios e rosados, humedecidos pela saliva, pressionados a cada vez que falava, gritantes em um desejo aterrorizante para mim tornaram-se minha maior fraqueza, daquela vez mais do que nunca. Perguntei-me por um momento se não estávamos na mesma situação, mas ver a serenidade de seu rosto, a calmaria de seu corpo, a expressão subitamente relaxada senti-me idiota, tola, tosca. Senti-me mal, mas entendi que era apenas uma necessidade, e que cada um tem a sua. De repente seu provável desinteresse não me soara mais ofensivo. Estava sendo um tanto egoísta, mas não me importava, eu queria, eu precisava, tinha o direito. Ele era meu.
Como posso se tão idiota? Pensei.
O rubor só veio quando Axl percebera minha tensão estarrecedora. Assustou-se, ri espantado, até divertindo-se com a situação. Tocou minha mão e percebeu o suor. Nem mesmo eu entendia mais o nervosismo. Talvez não nervosismo, mas sim ansiedade, uma ansiedade ardente que consumia-me como a chama toma conta de uma folha de papel embebida em álcool.
Minha felicidade veio ao aterrissar do avião. A viagem fora cansativa, mas as duas escalas até ali me foram o bastante. Eu estava elétrica, agitada, mal podia me conter. Já no aeroporto Axl não pode esconder. O nome da cidade estava estampado em todos os lugares. Sacolas de compras, roupas de viagem, entre outros.
–Grécia? –perguntei a ele enquanto andávamos para fora do aeroporto movimentado. Sorriu travesso, olhando-me nos olhos. Não respondeu, deixou que eu tirasse minhas próprias conclusões.
Uma estranha brisa me atingiu quando sai do aeroporto. Havia uma maresia inusitada preenchendo minhas narinas, como se ali já fosse uma praia. Agarrei-me ao braço de Axl, ele logo me envolveu com o mesmo, observando meu rosto a cada segundo. Entramos em um táxi seguindo por algumas calorosas e apinhadas ruas da Grécia. Fora necessário ao menos uma hora até que chegássemos ao píer. A espera me entediava, angustiava. O vento que pairava sobre mar varreu meu corpo, arranhou meu rosto e não pude conter um arrepio. Axl então envolveu-me com força, deixando-me mais quente. Beijou o alto de minha cabeça, os lábios demorando enterrados em meus cabelos emaranhados por todo aquele vento.
Fora um longo tempo até que eu decidisse perguntar algo, já irritada pela demora. Mas antes que Axl pudesse responder a minha pergunta insistente “Para onde vamos?” percebi a brusca mudança na velocidade do carro. Tornara-se mais lenta. Estiquei o pescoço, curiosa. Não consegui compreender o lugar em que estávamos. Soava-me um tanto estranho, mas estupidamente encantador, tanto quanto a própria Grécia.
–O que é isso? –perguntei.
–Sarah queria que você tivesse uma lua-de-mel dos sonhos. Achou que para quem já visitou Paris o mais adequado desta vez seria a privacidade de uma ilha paradisíaca. Resolveu nos dar de presente uma ou duas semanas aqui. É como um resort. –respondeu com o vestígio de um sorriso de uma felicidade mórbida que quase lhe embriagava.
Desembarcamos no píer e depois foram necessários mais alguns minutos de carro. Não foi gasto muito tempo em uma recepção. Logo tomamos nossa direção. A porta branca me sorriu. Era ali que ficaríamos. Antes que meus dedos tocassem a maçaneta Axl me puxou bruscamente, fazendo meu corpo colar ao seu.
–O que foi? –perguntei.
–Esqueceu que nós nos casamos? Eu quero fazer isso. –expos um sorriso malicioso enquanto eu punha-me incrédula perante seus dizeres.
Pegou-me nos braços rapidamente, obrigando-me a soltar um grito inevitável.
–O que está fazendo?- eu disse aos risos, pousando minhas mãos sobre seus ombros.
–Normalidades. –respondeu. –É o inicio da nossa felicidade. –disse ele dando-me um beijo.
Passou com habilidade pela porta, como se não carregasse um grande peso sobre os braços.
Pôs-me no chão enquanto eu checava a decoração de nossos aposentos. Havia uma pequena sala ali. Almofadas laranjas tomavam conta do sofá aparentemente confortável. Não havia tevê ali. A decoração era moderna, extremamente aconchegante. Tudo tinha um estilo rude, mas a praia estava presente mesmo dentro da casa. Estrelas do mar, conchas, replicas de barco...estavam presente por todos os lados.
Antes que pudesse conferir algo a mais Axl puxou-me apressado pelo corredor curto. Abriu uma porta de madeira maciça. Um quarto grotesco rompeu minha visão. Tão deslumbrante e acolhedor quanto a sala de estar. O cheiro de velas invadiu minhas narinas.
Um lustre pendia do teto sobre a grande cama. As cortinas transparente de um dossel a cercavam. Sobre o colchão havia travesseiros, um edredom branco e uma rosa vermelha. Um tapete extenso ocupava o chão, nas paredes apenas um quadro que representava uma pintura cujo nome e autor eu não me lembrava do nome. Havia a luz das velas por todos os cantos do quarto. Mas a beleza maior veio quando Axl abriu a porta dupla a alguma distância da lateral da cama. Era como se quase uma parede inteira se desfizesse, presenteando-nos com a visão do mar, depois da varanda repleta de velas. Segui até lá. O chão de madeira rangeu quando pisei, timidamente, por ali. A varanda era tão grande quanto o quarto. Alguns sofás de madeira, cortinas brancas também formavam um dossel ali. Passando por elas uma nova parte da varanda, onde havia uma jacuzzi. Em suas beiradas, ao outro lado velas apagadas e duas espreguiçadeiras. Depois dela o encanto ficava por conta do mar Egeu, mais a frente era possível ver a baia de um extinto vulcão. Era fantástico.
–Meu Deus! É lindo! –eu disse, visivelmente deslumbrada. Apressou-se até mim. Puxou-me para um beijo quente e convidativo.
–Vou deixar que se arrume. –Plantou-me um beijo na testa e saiu.
Meu cérebro precisou de um tempo para desperta-se para aquela situação. Voltei ao quarto, puxei então a mala para a cama, a pondo sobre a colcha. Abri temendo o que encontraria ali. Havia acertado na mala, aquela aparentemente era a minha, já que Axl não usaria calcinhas e sutiãs de renda francesa. A sensualidade das peças me espantaram. Não esperava aquilo de Sarah. A mala estava repleta de roupas novas, já que as minha haviam ido para o Brasil. Não preocupei-me com o resto. Puxei a lingerie branca sobre as outras. Aquela provavelmente seria a que teria de usar aquela noite.
Novamente um susto a levantar a calcinha terrivelmente pequenina. Tentei pensar que não era tão mal, mas imaginar o quão ridículo eu ficaria dentro daquelas peças me deixara ruborizada. Ainda assim não pestanejei. Corri para o banheiro. Um banho foi inevitável. Sarah abusara de hidratantes corporais e perfumes em minhas malas. O banheiro ficou inteiramente preenchido pelo aroma das flores de perfume mais doce. Era mesmo incrível. Por fim, hora de vestir a lingerie.
Enrolei-me de inicio, mas depois de alguns minutos consegui. Olhei-me no espelho. Mordi o lábio inclinando a cabeça para o lado direito. Não ficara tão mal quanto imaginara, mas ainda era constrangedor usar aquelas peças sensuais. Esqueci maquiagem ou qualquer tipo de coloração para o rosto. Minha pele ganhara uma cor uniforme e cintilante. Parecia que aquele clima fizera grandes mudanças em mim.
Imaginei a impaciência de Axl ao lado de fora. Sai apressada, abri a porta do quarto e o chamei. Encostei novamente a porta e aguardei. Passos pesaram sobre o assoalho. Ele entrou vestindo apenas uma calça cinza, camurça. Mordeu o lábio inferior assim que os olhos de um deslumbre mórbido me encontraram. Havia surpresa sobrepondo uma felicidade estarrecedora que não abandonara aquele rosto desde o casamento. Ri, ignorando a timidez.
–Está linda. –disse ele. Antes que pudesse tomar posição ele se aproximou. Puxou minha cintura para ele, possuindo meu corpo, o olhando como se segurasse nas mãos a pedra mais valiosa que poderia existir. Beijou-me os lábios, lentamente, buscando nos meus –estes quase paralisados-, o convite para o que deveríamos fazer. As mãos quentes e macias passearam, vagando pelo meu corpo coberto pela lingerie. –Está tensa. –disse ele assim que deixou meus lábios.
–Isso é...estranho. Nunca fizemos isso de forma tão premeditada, tão dura e certa. –expliquei-me.
–Você não quer? –perguntou.
–Não, não...Não é isso. –neguei. –Eu não só quero como eu preciso disso. Não sabe o quanto tive de me conter naquela festa de casamento, no avião...Eu rezava para que isso acontecesse logo. Mas agora me sinto estranha. Tímida, pensei que isso aconteceria com mais naturalidade. –murmurei, olhando dentro de seus olhos confusos.
–Juro que irei tornar isso o mais simples e confortável do que nunca para você. –ouvir aquilo e fazia sentir-me uma completa idiota, pois eu mais parecia uma criança ingênua, que nunca fizera aquilo antes. Ainda assim, sorri-lhe fraco, contendo a ardência nas bochechas.
Ele beijou meu pescoço, roçou por ali os lábios macios e um arrepio percorreu-me. Os dedos apertaram em minha nuca e eu permiti que meus olhos se fechassem. Minhas mãos pousaram sobre sua barriga, a ponta dos dedos escorregaram por ali, sutilmente. A boca então procurou meu rosto, por fim alcançou a minha em um beijo longo e satisfatório.
Colei meu corpo ao dele, sentindo a pele estupidamente quente tocar-me com intensidade. Um calafrio foi inevitável. Meu coração disparou dentro do peito. Senti de repente a ânsia da primeira vez, ainda mais forte do que na noite de natal em Paris.
{Coloque esta música para tocar}
Um feixe de luz invadiu o quarto, incomodando meus olhos. Não me importei. Estava encantada pelo modo de agir de Axl. Ele entendera o que se passava comigo. Parecia querer fazer com que aquele ato durasse mais do que qualquer outro, que cada toque ali tonasse-se inesquecível para ambos. A situação pela qual já havíamos passado por tantas vezes agora era diferente. De repente o medo de que aquela fosse como as outras me esvaio pelos dedos. O desejo em mim recendeu-se, dominou-me da mesma forma como horas antes, poderia dizer que até mais forte. De fato havia uma chama insaciável dentro de mim gritando por ele, clamando por seu corpo desnudo, incendiando-me como nunca fizera antes. Então o desejei novamente, mais uma vez sem nem mesmo vestígio de pudor.
Meu corpo caiu sobre a cama e de imediato o dele o sobrepôs. Os beijos intensificando-se, mas ainda com o mesmo carinho de antes. Então, inesperadamente seus lábios foram até meu ouvido.
–Eu te amo, Elizabeth Rose. Vou te amar para sempre. –sussurrou. Sorri involuntariamente.
Por entre lençóis nossos corpos despiram-se. Queimaram na chama de nossa paixão, escorregando, humedecidos pelo suor por horas que nem percebemos que passavam. Só desejávamos um ao outro, um desejo estarrecedor, insano, desesperado. Uma necessidade irrevogável. Se aquelas paredes e cortinas pudessem falar, provavelmente diriam que nunca viram um casal se amar com a mesma intensidade que nós.
O prazer nos fazendo emitir sons, delirar, embebedarmo-nos com nosso próprio amor. Percebemos então que éramos inerentes, e já éramos antes de nos conhecer. Fomos feitos um para o outro, pertencíamos um ao outro. Éramos um só, éramos como o céu e o mar, unidos em um só corpo. Éramos a fúria de um furacão e a serenidade de um oceano na tarde de verão. Éramos o amor estampado em pele, alma e coração. Sim, nós éramos. Nós éramos aquilo que ninguém mais poderia querer, ter ou ser.
Ouvi o mar rebentar em rochas. Abri os olhos preguiçosamente. As cortinas finas do dossel foram sopradas contra meu corpo. O cheiro de velas novamente me cercou. Uma felicidade remanescente em mim espantou-me de inicio. Mas logo o corpo esticado ao meu lado deu-me a explicação que precisava. Observei sorridente cada declínio, curva ou traço daquele corpo desnudo ao meu lado. A pele branca estava corada, as costas avermelhadas, cheias de arranhões. Um lençol o cobria na altura da cintura. Os cabelos estavam emaranhados, alguns fios grudados a seu rosto. Eu mal podia acreditar que ele pertencia a mim, que tínhamos o mesmo sobrenome, que estávamos no inicio da vida que tanto sonhamos.
O mar mais uma vez ressonou o som de suas ondas lá fora. Entendi um provável convite. Pus de volta a lingerie jogada ao chão. Ignorei apenas as meias, não precisava delas. Tirei da mala o robe de seda branca, curto. O joguei sobre o corpo sem nem mesmo fecha-lo. Caminhei até a porta dupla do quarto.
O pôr do sol expandiu-se no céu com esplendor. Uma imensidão de laranja bailou sobre o mar Egeu. As curvas suaves das ondas ganharam sombreado, alguns pontos cintilando sob os últimos feixes de luz daquele dia que se esvaia pelos becos estreitos da ilha. Estava quase na hora da Grécia acender-se.
Minhas mãos tocaram a porta de vidro contornada pela madeira branca. O vento arrastou-se até mim, invadindo o quarto em fúria. Meu corpo não protestou a brisa gélida.
Fechei os olhos, sentindo o vento intensificar-se, varrer o vestígio de sorriso em meu rosto. A maresia infectando meus pulmões. Aquela névoa fina e húmida quase me abraçava, envolvia-me. A melodia do mar sereno, balançando-se calmamente lá embaixo rompeu meus ouvidos, fez companhia ao som quase inaudível da respiração de Axl. Aquela era a música mais bonita que já ouvira. Era a perfeição sincronizada, era o paraíso dominando-me.
Senti por um momento a sensação de ter meu corpo flutuando sobre o mar, imerso a água, banhada pela felicidade. Meus dedos esticaram-se assim que ergui o braço, queria tocar o céu, conhecer o paraíso, acampar sobre as nuvens, fazer moradia em um coração apaixonado, repleto em alegria. Então uma nova sensação. Um vazio ocupado, uma folha escrita, um branco colorido. Senti-me beijada por um anjo, abraçada pelos céus, acolhida por Deus. Uma voz então me sussurrou: Acorde!
Meus olhos arregalaram-se. Procuraram por um paraíso. Onde estava o meu paraíso? Foi então que olhei para trás. Meu anjo dormia sereno, silencioso e quieto. E eu? Eu o esperaria acordar, acordar para mim.
O paraíso de uma mulher nada mais é do que aquele que lhe tomou a parte mais importante de seu coração, conclui.
Meus olhos voltaram a mergulhar na imensidão de azul-celeste a minha frente. Queriam viajar por ali, conhecer melhor aquelas águas e seus segredos. Mas antes que pudessem terminar o passeio um beijo húmido e quente estalou em meu ombro. O cheiro do perfume quase embriagante sobrepôs a maresia. Um sorriso esplandeceu em meu rosto. Braços envolveram a minha cintura. Ele pousou o queixo no local beijado havia pouco. Procurou minha mão e a ocupou. Não precisou de se quer uma palavra, eu entendera o convite que me fizera.
O som do mar mais uma vez nos acompanhou, sobre os lençóis emaranhados, por trás das cortinas do dossel. Toques, beijos, caricias...Éramos um só outra vez.
Meu corpo relaxou sobre o dele. O suor já secara ali. Uma preguiça quase que inerente me impedia de levantar. Poderia ficar ali, deitada sobre seu peito, brincando com seus dedos, ouvindo as batidas sincronizadas de seu coração por mais um longo tempo.
–Tem algumas coisas que ainda não entendi. –pronunciei-me depois de um silêncio extenso.
–O que? –perguntou.
–Primeiro, como você sabia a hora do meu voo? –perguntei.
–Quando Sarah esteve lá, depois de ter visto seu estado, ela perguntou a sua mãe e ela disse a hora do voo. Logo depois ela foi até mim. Eu estranhei de inicio, mas acabei entendendo que ela estava fazendo isso tudo por você. –respondeu.
–Mas como ela sabia onde você morava? –questionou incrédula.
–Por causa de Mike. –Axl já sabia toda a história de Mike desde o dia em que reatamos nosso namoro. –Ela consequentemente sabia alguns dos lugares onde nos encontrar. Então ela encontrou primeiro Slash e ele deu a ela o endereço da casa. Foi então que ela me informou a hora do voo e o dia. Ela só queria que eu te salvasse, mas eu resolvi completar o serviço. Casar com você era a única forma de conseguir com que ninguém mais pudesse te tirar de mim, nem mesmo seu pai, sem contar que era o meu sonho, desde o inicio do nosso namoro. Difícil foi convencer Sarah, mas ela é inteligente, sabia que eu estava certo.
“Aí, ela teve de recorrer a sua mãe.”
–Então minha mãe também fez parte disto? –perguntei.
–Sim, fez. Lara assim que soube do casamento ficou muito feliz. Ela intendeu que sua felicidade só aconteceria se fosse ao meu lado. Ela quis então que você tivesse o casamento dos sonhos. Recusei tudo que pude, mas...Sua mãe é muito insistente. Quis arcar com pelo menos parte das despesas do casamento. A outra parte ficou por minha conta. Os discos estão vendendo bem. A MTV está exibindo o clipe de Welcome to the Jungle de madrugada, mas os pedidos para serem exibidos na programação diurna está se intensificando. Isso ajudou. –explicou. –Sarah fez questão de cuidar de tudo e não abriu mão de que o seu presente de sua mãe para nós fosse a lua-de-mel. Ela contratou uma equipe para ajuda-la com os preparativos e só para fazer o seu vestido a tempo foram necessário três costureiras. Uma delas foi a Ola, mãe do Slash. Ela não pode ir ao nosso casamento, mas eu prometi que te levava a casa dela um dia para que ela te conhecesse. A propósito, quando vi Lara entendi que sua beleza é de família. –disse ele. Não contive uma risada.
–Bobo. –eu disse, inclinando-me para que pudesse ver seu rosto.
–Linda. –retrucou, dando-me um beijo.
Notas finais
Espero que tenham gostado.
Beijos!
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