My Dark Angel

22 Sweet Child O' Mine


Notas iniciais
Olá! Aqui estou eu de novo com mais um capítulo. Bom, para falar a verdade achei boa parte deste capítulo ruim, estava repetitivo e sem graça. Mas perdoem-me o erro. Quanto a linda da sweety (Axl_Rose), não precisa se preocupar com isso flor. Obrigada aos reviews lindos até hoje e...
Espero que gostem.
Divirtam-se.
Kisses!

Depois de alguns segundos de desatenção percebi que já adentrávamos ao lugar que nem havia reparado qual era. Mas ao chegarmos a uma sala conclui do que realmente se tratava. Uma gravadora.

Os garotos já estavam reunidos lá dentro junto a um pessoal. Izzy anunciou a chegada de Axl enquanto eu me escondia atrás do ombro dele (Axl). Tímida, me aproximei com um sorriso fraco no rosto. Axl me apresentou a todos aqueles que eu não conhecia. Tentei ser uma mais simpática possível.

Logo dei falta de um dos garotos.

–Onde está Slash? –perguntou Axl.

–Ainda não apareceu, não. –respondeu Duff.

–Olha ele, aí! –alguém anunciou e eu olhei para trás. Slash parecia um tanto...bêbado? Acho que era só impressão minha, ele estava normal.

–Ainda não entendi o que estamos fazendo aqui. –murmurei para Axl, depois de um certo tempo, enquanto os outros faziam arranjos em seus instrumentos, do outro lado de uma placa de vidro.

–Quero que ouça uma coisa. –Axl beijou-me e juntou-se aos garotos. Eles cochicharam, preparavam algo. Eu aguardava curiosa, de braços cruzados, deslumbrada tudo que via. Os instrumentos, a sala...Era tudo tão novo para mim.

Ainda atenta ao que faziam ouvi uma contagem vinda de Duff. Então uma melodia excepcional partiu da guitarra de Slash, tocada perfeitamente, sem nenhum mínimo erro. O som de bateria começou logo ao fundo dando um brilho ainda mais especial ao solo perfeito. Percebi que Duff já movimentava os dedos em seu baixo assim como Izzy com sua guitarra. Cerca de 45 segundos depois ouvi a voz de Axl preencher o lugar.

She's got a smile that it seems to me
Reminds me of childhood memories
Where everything
Was as fresh as the bright blue sky

Now and then when I see her face
She takes me away to that special place
And if I stare too long
I'll probably break down and cry

Oh, oh, oh
Sweet child o' mine
Oh, oh, oh, oh
Sweet love of mine


Senti um espasmo e então um arrepio tomou conta de meu corpo. O som desconhecido para mim era tão incrível quanto a letras que já ouvira – pelo menos o começo-, na noite anterior. Eu estava boquiaberta com aquilo tudo. O som incrivelmente agradável, a voz de Axl, as sensações transmitidas pela música. Estava pasma, parada, imóvel.

She's got eyes of the bluest skies
As if they thought of rain
I hate to look into those eyes
And see an ounce of pain

Her hair reminds me of a warm safe place
Where as a child I'd hide
And pray for the thunder
And the rain
To quietly pass me by

Oh, oh, oh
Sweet child o' mine
Oh, oh, oh, oh
Sweet love of mine

A música tinha de longe a melhor letra que eu já ouvira em toda minha vida. Era sentimental, diferente do que pensei que fosse o som da banda, ao mesmo tempo estava integrado ao som mais pesado, pelo menos do que eu estava acostumada, era algo épico. A letra era a mais linda declaração de amor, independente para quem tenha sido feita. Era impossível não se render a linda letra e a melodia dançante.

Oh, oh, oh, oh
Sweet child o' mine
Oh, oh, oh, oh
Sweet love of mine

Oh, oh, oh, oh
Sweet child o' mine
Uh, uh, uh, uh
Sweet love of mine

A voz de Axl calou-se e deixou que os instrumentos assumissem a música por alguns segundos. Estava cada vez mais impressionada, ostentando um sorriso deslumbrado nos lábios. Logo Axl seguiu com a letra, desta vez com um tom de voz mais rouco.

Where do we go
Where do we go now
Where do we go
Where do we go
Where do we go now
Where do we go now

Where do we go

(Sweet Child)
Where do we go now
Where do we go now
Where do we go
Where do we go now
Where do we go
Where do we go now
Where do we go
Where do we go now

Now, now, now, now, now, now

Sweet child

Sweet child o' mine

Finalizou a música com um grito longo. Eu continuava paralisada enquanto ele vinham em minha direção, ostentando um sorriso satisfeito.

–Gostou? –ele perguntou rindo, provavelmente de minha expressão.

–Se eu gostei? Meu Deus! Eu nuca ouvi nada tão incrível. Axl, é...perfeita. –respondi deslumbrada.

–Obrigado. –ele murmurou.

–Os elogios são necessários. –disse enquanto ele fitava minha face, ainda envolvendo-me pela cintura.

–Não é pelos elogios. –ele disse.

–Não, é por que então? –perguntei incrédula.

–É pela inspiração. –respondeu.

–Como assim inspiração? –eu perguntei tentando entender o que ele disse. –Calma aí, você não tá querendo dizer que...

–A música é sobre você, sweet child o’mine. –sussurrou em meu ouvido.

–Eu não acredito. –balancei a cabeça em sinal de negação, com um sorriso perplexo. –Essa música não pode...Ai meu Deus! –enlacei seus lábios com um beijo avido. –Obrigada. –eu disse por fim.

–Agora podemos ir, não é? –perguntou. –Quero te levar a um lugar. –disse e eu sorri.

–Podemos, sim. Antes preciso fazer uma coisa. –respondi, pondo minha bolsa em sua mão e indo até a parte do estúdio onde os garotos conversavam. Percebi que Axl ficara ali a observar o que eu iria fazer. Distribui um beijo na bochecha de cada um. Primeiro Izzy, e então eles se calaram observando meu ato, depois Steven, que abriu um sorriso canto de boca malicioso, Slash, que sorriu alegre e por fim Duff, que sorriu satisfeito.

Observei o rosto de cada um ao fim. Estavam surpresos, paralisados, sorrindo satisfeito, Izzy até tocava o lugar onde havia beijado com a ponta dos dedos, boquiaberto. Ri baixinho.

–Obrigada garotos, pela música. É incrível, nunca ouvi nada parecido. –Agradeci.

–Vamos pedir para Axl escrever outras. –disse Steven sarcástico.

–É, podemos fazer um CD de 20 músicas só sobre a Lizzi, não podemos? –perguntou Izzy e os garotos responderam com um “Yeah” animado.

–Rá-Rá, bobos. –eu disse. –Bom, tenho que ir. –murmurei ouvindo-os resmungarem. –Ah, Slash, nunca vi nada igual a você na guitarra, cara. – Como se eu já tivesse ouvido um solo de guitarra outras vezes, mas nem precisava para saber que o som que Slash fazia, a forma como ele fazia, era sem igual. –Tchau, meninos.

–Tchau. –disseram em couro.

–Se quiser pode voltar mais vezes. –indagou Izzy.

–É, será um prazer recebe-la. –concordou Steven e eu apenas ri.

–Não precisava ter feito isso. – disse Axl quando fui até ele.

–Eles de alguma forma participaram disso, cada um de sua maneira. Tinha de agradecer. –expliquei pegando minha bolsa de suas mãos.

–Um simples “obrigada” já era o bastante. –murmurou insatisfeito.

–Não seja bobo, Axl. –eu disse e ele revirou os olhos. Despedimo-nos das outras pessoas no estúdio e seguimos para o tal lugar que Axl também mantinha em segredo, algo que era ótimo, já que eu adorava surpresas, para não dizer o contrário, claro.

O tempo no carro, enquanto Axl percorria algumas ruas que eu desconhecia, foi um evento de conversas e risos, não muito diferente do que sempre acontecia. Vi uma movimentação crescente passar por meus olhos com a velocidade reduzida do carro. Finalmente chegamos e eu ainda tentava entender de que tipo de lugar se tratava.

Havia uma música animada soando ao fundo, pessoas aglomeradas, todo tipo de gente passeava segurando nas mãos um saco de pipoca ou um urso de pelúcia. Tinha muitas luzes também, que ficavam ainda mais evidentes com o aproximar da noite. Algumas crianças passaram correndo, aos risos, enquanto seus pais seguiam logo atrás, andando mais lentamente. Havia grandes brinquedos, montados em enormes estruturas de ferro e aço. Olhei para Axl, ainda perguntando-me se aquilo era mesmo um parque de diversões. Eu nunca havia ido a um, mal sabia o que era.

Ele me deu um beijo com um sorriso fraco entre os lábios e então puxou-me pela mão para que eu me movimentasse. Atravessamos o imenso número de pessoas. Nunca vira tanto rostos novos, juntos, de uma só vez. Casais apaixonados passavam por nós e então percebi que o local não era apenas para crianças. Aquilo me parecia um tanto romântico.

Algum tempo depois eu já estava plenamente adaptada ao local. Com um algodão doce cor-de-rosa na mão eu trocava beijos apaixonados com Axl. Parecíamos verdadeiramente duas crianças, era como se deixássemos aqueles pequenos seres que habitavam nossos corpos saíssem para se divertir.

–O que quer fazer agora? –perguntou fitando meu rosto.

–Que tal aquilo ali. –apontei para o brinquedo a certa distância. Tratava-se de cavalinhos que rodopiavam em circulo, subindo e descendo por várias vezes lentamente.

–O carrossel? –perguntou e eu assenti, arregalando meus olhos um tanto infantis. Axl parecia não gostar muito da ideia, mas acabou cedendo.

Aquilo soava-me um tanto engraçado. Não éramos o único casal ali, haviam outro dois, mas a imagem de crianças ficou mais evidente do que nunca. Depois de tantos beijos apaixonados e um engraçado rodopio sobre um cavalinho, direcionamo-nos a uma espécie de tiro ao alvo, onde o alvo eram pobres patinhos de plástico. Axl era bom naquilo. Ao fim, eu carregava nos braços um grande urso de pelúcia cor-de-rosa.

Decidimos que era hora de ir para casa, para minha casa, na verdade. Ainda sonhava com o dia que poderíamos finalmente dizer nossa casa. Às vezes isso parecia estar tão longe de acontecer, estava tão presa ao meu antigo mundo que mal conseguia me entregar inteiramente ao amor de Axl. Era aterrorizante pensar que além de Sarah, havia meus pais que não sabiam de meu romance, e se um dia meu pai soubesse seria o fim de tudo. Estava certa que nada no mundo o faria aceitar esse namoro, e se bem o conhecia, ele faria de tudo para acabar com ele. Só de pensar o que ele poderia fazer com Axl... Meu pai era mesmo capaz de tudo se fosse para colocar as coisas nos lugares certos, pelo menos que ele achava que era certo.

Chegamos ao apartamento aos beijos, já sabíamos onde aquilo acabaria. A cama antes fria se tornara quente ao adentrar da madrugada em consequências das duas vezes que o ato ali se repetiu. Estávamos plenamente exaustos, respirando ofegante, suando desesperadamente, mais não cansados o bastante para que aquilo não acontecesse por pelo menos mais uma vez.

Aquela noite fora uma das poucas que Axl não levantou-se da cama para recolher as roupas espalhadas pelo chão, vestir-se e então cruzar a porta, deixando-me jogada na cama, completamente despida, com o corpo úmido coberto apenas pelo lençol branco. A situação era um tanto desconfortável, parecíamos mais um casal qualquer que encontrava-se apenas para uma transa desiludida e depois separavam-se como se nada tivesse acontecido ali. Ainda assim eu tinha de entender, era compreensível quanto a isso, era o trabalho dele, mesmo nunca tendo entendido porque ele ensaiava durante a madrugada. Ele insistia que assim ele teria mais tempo para mim durante a tarde, já que não podíamos ficar juntos o tempo todo. Só me restava dar de ombros e deixar que ele me abandonasse todas as noites para juntar-se aos garotos.

–Sabe, às vezes fico pensando, quando poderemos parar de nos esconder e então finalmente vivermos em paz. –disse ele. Desta vez era ele que estava deitado sobre meu peito.

–Ah, confesso que nem eu mesma sei. Só espero que isso aconteça logo. –murmurei.

–Eu quero casar com você, Lizzi Muller. Quero que você seja minha mulher, quero poder acordar todos os dias ao teu lado, para sempre.

–Por acaso isso é um pedido de casamento, senhor Axl Rose? –perguntei sarcástica.

–Será, assim que podermos viver livre, sem medo de nada, nem ninguém. Quando isso acontecer você não vai escapar de mim. Prepare-se para que esse anel de namoro em seu dedo vire um uma aliança de noivado.

–Vou esperar por isso. –eu disse.

A manhã iniciara-se com um dia de sol, que logo apareceu para perturbar meus olhos preguiçosos. Desta vez os abri de imediato. Torci o pescoço para o lado, ansiosa, queria conferir se ele ainda estava ali. Um sorriso então se fez em meu rosto. O cabelo ruivo desgrenhado deixava que uma fina mecha caísse por seu rosto, chegando ao fim em seu queixo. Os lábios relaxados quase esticavam-se em um sorriso na face angelical, expondo o menino que Axl guardava dentro de si. O menino doce que eu tanto amara. Meu pequeno anjo estava de asas fechadas, sem que deixassem de ser tão esplêndidas, reluziam sua luz encantadora, esperando que um grande sorriso iluminador de seu dono juntasse-se a elas tornando minha manhã ainda mais bonita.

Abri um sorriso dócil, já sentada na cama, sobrepondo parte do peso de meu corpo na mão que afundava ali. Dois dedos da mão disponível alcançaram seu abdome, tocando-lhe com a ponta deles. Os dois de antes viraram um só, o dedo indicador correu sutilmente por ali. Mordisquei o lábio mais fortemente, enquanto encolhia minha mão rapidamente contra o corpo, ao vê-lo mexer-se delicadamente na cama. Eu não conseguia acorda-lo, não era corajosa o bastante para cometer o simples ato de despertar meu anjo de seu sono profundo.

Fui até o banheiro, conferir a que estado se encontrava a face monstruosa, o cabelo que ganhava vida própria, entre outros... Atravessei a porta do banheiro com um sorriso satisfeito. Um suspiro vindo de mim logo ecoou. Apoiei minhas mãos na bancada de mármore. Diferente de ontem, meu rosto estava com seus traços delicados e suaves de costume. Os arroxeados horríveis carregados em baixo dos olhos, antes tristonhos, já não estavam mais lá. Havia apenas um olhar arregaladamente infantil e um sorriso deslumbrante. Ri comigo mesma, vendo o brilho dos dentes brancos refletir no espelho. Nem mesmo sabia do que ria, mas acho que quando há algo em você que explode em felicidade os risos esticam nossos lábios assim, sem motivos. E porque questionar o riso de alguém que transbordava felicidade como eu?

Após escovar os dentes e banhar o rosto, sacudi os cabelos, dando-lhes um desajeitado charmoso. Voltei a quarto e puxei o robe transparente de cima da poltrona florida. O pus no corpo, cobrindo parte da regata branca e a calcinha de babado cor azul bebê. O robe ficou aberto, enquanto eu tirava da penteadeira um elástico, preto e fininho, fazendo um rabo-de-cavalo no alto de minha cabeça e concertando a franja desalinhada na frente.

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Notas finais
Hello guys! Como estão? E o que acharam? Esse capítulo estava meio chatinho, compreendo, mas... Ok, não vou comentar os próximos para não falar mais do que deveria. Hoje eu realmente não vou ficar enchendo muito saco não porque é aniversário de mini Stradlin, minha irmã completa 8 aninhos hoje então o tempo tá mesmo bem corrido. Por hoje é só pessoal. Adoro conversar com vocês, mas hoje tá quase impossível.
Então é isso...
Até a próxima.
So long and goodnight, my dark angels!