My Dark Angel

54 Somewhere Only We Know


Notas iniciais
Desculpa a demora e também desculpem se tiver algum erro, não tive muito tempo para conferir.
Muito, muito, muito obrigada pelos comentários, já comecei a responder os que estavam atrasados.
Espero que gostem!
E leiam a nota final, informações sobre a fic.
Divirtam-se!

Nas ondas inconstantes do senhor do mundo, o tempo, naufragava na agonia de que cada dia que somava-se no calendário era um a menos do meu curto prazo de vida. Talvez fosse precipitado confirmar qualquer acontecimento possível, entretanto, meu íntimo alertava em gritos surdos e em uma intuição exata de q ue vivia meus últimos momentos nos mundo carnal. O imprevisível sempre me assustou, bem como surpresas nunca me foram bem-vindas, e então, rejeitava aquele medo a partir dali, no entanto, era quase impossível, já que não havia um dia em que uma criança em mim não gritasse de medo do que estava por vir.

Entre tantos fatos, a morte nunca me foi tão temível, mesmo que não pudesse saber ao certo o que estava reservado para depois dela. Certamente tivera medo de morrer um dia, bem como sufocava durante o sono em decorrência de meus inevitáveis pesadelos, já agora, não havia pavor em boa parte de meu interior. Estava calma, tranquila com os dias que passavam, pacifica dentro de todas as possibilidades, justamente feliz pela chegada de minha filha, cada vez mais próxima. Tudo que poderia me abalar naquele momento era meu estado de saúde. Tratava-se apenas de algumas dores musculares e graves pontadas na coluna. O cansaço aterrorizante, a palidez, os lábios rasgados, desfalecendo em minha face abatida. As frequentes faltas de ar que em casos extremos davam-me a impressão de que seriam fatais. Para todos os efeitos não passavam de uma falta de preparação física e psicológica para aquele momento da gravidez.

À medida que as folhas das árvores amarelavam, as flores brotavam dos botões e um vento ligeiramente frio arrastava-se por Los Angeles, ao cair da noite, novos sorrisos surgiam em meus lábios, e mesmo com a situação que premeditava não podia deixar de estar feliz. Quase todos os dias Axl me acompanhava até as praia mais próximas e então andávamos ao longo de toda a extensão, sentindo as ondas beijarem nossos pés e a brisa fria penetrar em nossa pele. Descobri desta forma que Axl tinha plena razão quando dissera que eu tinha uma estranha conexão com o mar, este simplesmente me acalmava com uma única imagem. Por fim, gostávamos de ver o por do sol, ao som dos pássaros migrando para outra parte, perdendo-se na imensidão de cores que invadia o céu enquanto o sol afundava no azul celeste que vagamente escurecia em decorrência do horário.

Certa manhã,deparara-me com fotos fixadas no espelho do banheiro de meu quarto. Eram parte do nosso álbum de viajem a Paris. Logo abaixo, vinha os dizeres em letras de vermelho batom: “Eu ainda te amo!” Em outro dia qualquer, levou-me ao meu antigo apartamento –este, vazio, já que ainda estava à venda. Lá, dentre a poeira que formava um dossel de viscos sob a luz do sol, estava um piano de cauda, de uma obscuridade reluzente, extremamente semelhante ao meu antigo piano. Ao redor, diversas velas e pétalas de rosa. Nele, Axl se sentara e tocara com tamanha perfeição uma de minhas sonatas preferidas: Clair De Lune.

Apesar de tanto esforço de Axl, não pude me permitir àquela insanidade, não naquele momento. Temia que desenvolver algo com Axl o faria criar esperanças que poderiam ser cruelmente destruídas por uma noticia médica, no hospital.

Por outro lado, Zac não desistira de fazer-me visitas diárias, no entanto, a cada dia que entrava em meu quarto sentia-me um pouco mais morta. Em seu rosto pálido arroxeadas olheiras saltavam abaixo dos olhos inchados, suas bochechas haviam perdido o rubor, seus traços eram exaustos, a barba já crescia, e em seus orbes havia algo definhando como ele, suplicando pela vida. Os dias que pesavam em minha vida destruíam a dele. A cada visita parecia mais desesperado com a possibilidade de me perder, e este fato feria-me gravemente. Era como se estivesse morrendo em decorrência da minha doença, e isto me fizera questionar se ele iria mesmo suportar. O medo exaltava a morte em seu rosto. Ele não merecia aquela dor continua e aparentemente infinita.

-Estou te perdendo. –disse, os olhos perdendo-se no tapete enquanto apertava minha mão.

-Não, Zac. Por favor, não diga isso! –pranteava ao sentir a dor que o sufocava pulsar em seus olhos. –Eu estarei aqui, independente do que aconteça, eu estarei aqui. Para sempre! –murmurei.

Havia uma suplicante ânsia em sua face, ele estava decaindo a cada dia ao tentar imaginar o futuro cada vez mais próximo. E quando seus ombros tremiam ao abraçar-me, os olhos inundando, sentia-me culpada, por permitir que ele enfrentasse aquela dor, sozinho.

Já me aproximava do nono mês quando finalmente eu e Axl decidimos o nome de nossa filha. Seria Lara em homenagem a minha mãe. Mesmo que detestasse clichês do tipo, nada mais justo do que presentea-la daquela maneira. Certamente mamãe emocionara-se ao receber a notícia ao telefone, e satisfazia-me plenamente ouvir a alegria sobressalente em sua voz.

O céu estava estrelado em Los Angeles, era uma noite memorável de qualquer forma. A nova sonata já fazia melodia pela rua, tudo era extremamente calmo e acolhedor como costumava ser por ali. Entrecortando as teclas do piano, pneus cantaram pela rua e um motor fez silêncio frente a casa. Da janela eu poderia reconhecer o preto lustroso do carro recentemente comprado, de uma nova linhagem, típico de um roqueiro americano que explodia nas paradas de sucesso do mundo inteiro.

A campainha já era audível quando cheguei ao topo da escada, posicionando uma mão abaixo da barriga como se este fato fosse amenizar o tamanho do peso que eu carregava. Zayn latiu insistente a porta, movimentando-se de uma lado ao outro, inquieto. Sarah surgiu saltitante, tomando frente em direção a porta. Acariciou o alto de sua cabeça e então deixou que a imagem de Axl resplandecesse ao outro lado. Seus olhos os fuzilaram, enquanto Axl parecia manter um autocontrole que não exibisse um semblante de ironia. Olharam-se por uma fração de segundos, e vendo o sangue irrigando na garganta de Sarah à medida que seus dentes apertavam-se um contra o outro, e os punhos endureciam achei que era hora certa a interromper.

-O que deseja? –perguntou Sarah, em voz perceptivelmente controlada.

-Sarah? –chamei, já caminhando até a porta. Olhei-me rapidamente. –Deixa que eu...cuido. –disse, aproximando-me lentamente.

Ela hesitou, porém, acabou por afastar-se depois de lançar um par de olhares ameaçadores a Axl, ele retribuiu com um fraco sorriso simpático.

-Incrível a adoração que ela sente por mim. –comentou.

-É, às vezes é tão grande que ela sente vontade de te matar. –retruquei. –Então, veio conferir se Sarah ainda te odeia? –zombei.

-Não. –riu sombrio. –Queria te levar a um lugar.

-Mais um? –perguntei sarcástica. –Vou só trocar de roupa.

-Eu vou esperar aqui fora. –avisou.

Arranquei algumas peças de meu guarda-roupa com certa pressa. Nada me caia tão bem. Encontrei o vestido de fundo preto, estampado por algumas flores de cores azuis e rosa. O decote profundo deixava parte das costas também a mostra. Estendeu-se por minha enorme barriga, estando um pouco mais curto do que imaginara. Por fim um cardigan acinzentado e um par de sapatos baixos.

Provavelmente não demorara nem mesmo 20 minutos. Antes de sair de meu quarto, vi a sombra de Sarah estreitasse na fresta da porta, imóvel.

-Sarah? –chamei por ela. Lentamente a sombra negra movimentou-se e os cabelos louros surgiram. Havia uma provável agonia em seus olhos. Fitei-a com ternura.

Estendi-lhe os braços e ela hesitou por uma fração de segundos e então o fez, abraçando-me delicadamente.

-Será só um passeio. –garanti. –Tenho pena de seus filhos. –disse, irônica. Soltou-se de mim e aplicou um tapa em meu braço.

-Serei uma boa mãe. Só não deixarei eles saírem por aí com qualquer um. –disse ela, cruzando os braços.

-Axl não é qualquer um. E de uma forma ou de outra ainda meu marido. –disse-lhe.

-Mas também não cosigo esquecer tudo que ele já te fez. –insistiu.

-Ok, Sarah, estarei sã e salva. Logo Axl me deixara em casa. Agora uma pobre grávida quer fazer um passeio.

Não era apenas por uma simples implicância. Os antigos pensamentos de Sarah sobre roqueiros não a abandonavam mesmo que já soubesse a verdade sobre a morte do irmão. Ela não se daria por vencida desde então, junto a isso, ela acumulara todos os erros de Axl, traições, mentiras, minhas lágrimas, meu sofrimento... Certamente não lhe apontaria como o assassino de Mike, porém, para ela, ele sempre seria, o câncer da minha vida. Eu não confrontava suas desavenças, sabia que tinha um motivo para isto, Sarah me tinha como uma irmã, e depois de já de perder Mike era natural que temesse me perder da mesma forma, portanto, estava convencida a afastar de mim tudo que soasse como mal, traiçoeiro ou fatal. Axl era um grande exemplo disso para ela, todavia era meu marido, isso a aterrorizava de alguma forma. Era como um jogo de carinho e ódio; seria grata a ele por meus sorrisos, o mataria por minhas lágrimas. Confesso, teria sido tão rígida quanto ela em seu lugar.

Vi o sorriso vitorioso dançar pelos lábios de Axl assim que entrei no carro.

-O que foi? –perguntei.

-Nada, só está linda! –disse ele e eu dei de ombros.

Conversamos sobre algumas bobagens durante o caminho, e mesmo que não fosse tão boa em localização, poderia dizer que desconhecia aquelas curvas e ruas estreitas. A lua reluzia no topo das árvores que ainda completavam as folhas que perderam durante o outono. Naquela noite o vento não era quente, ao mesmo tempo não era frio, estava especialmente razoável, mudando de direção com certa constância.

-Sinto falta de casa. –comentei. Olhou-me por uma fração de segundo, tentando esconder uma feição de ânsia e esperança. Martirizei-me mentalmente por ter deixado escapar a frase errática e insana. Encolhi-me desconfortável no banco.

-As portas estarão sempre abertas. –disse com entusiasmo, e eu preferi não responder, evitando que o assunto se prolongasse desta forma.

Percebi que estava inquieto nos primeiros minutos, mas tudo que se fez entre nós fora silêncio, até que finalmente ele anunciasse que havíamos chegado.

-Que lugar é esse? –perguntei, assim que deixei o carro. De longe, eu poderia facilmente reconhecer como o porto de Los Angeles. Ao envolto era visto os containers perdendo-se em nuances sobre a penumbra aquela distancia, navios carregadores ancorados, a extensão marítima negra onde a luz do luar empalidecido refletia fazendo brilho na movimentação das águas, serenas e minuciosas.

-Porto de Los Angeles. –respondeu com um sorriso vitorioso. –Te trouxe aqui porque quero que veja uma coisa. –estendeu-me a mão, lançando-lhe um último olhar de confiança. Tal sentimento me espantou.

Não sabia há quanto tempo eu já não mais confiava tão cegamente, no entanto, naquele momento, eu me sentia segura junto a ele, decidida a ir a qualquer lugar se fosse com ele. Meus antigos sentimentos finalmente abrolhavam em mim novamente, dominavam-me em um só golpe, arrancavam-me o ar como se a ele este pertencesse, todavia, perguntei-me se já não era tarde demais para isso.

Que aquela fosse a última noite então, estando em seus braços, sob a proteção divina, envolvida pelo calor de seu corpo, sondada pela ternura de seus olhos.

Logo estávamos ao alto do farol a qual eu nunca ouvira falar antes. Provavelmente eu nunca vira posteriormente algo tão deslumbrante. A luz do luar dançava pelo azul escurecido do céu, as estrelas acendendo-se, emoldurando a noite que perdia-se no mar ao horizonte. Naquela dança celestial, me sentira a um passo da eternidade que se entendia em flamas arroxeadas na paisagem fascinante.

-É lindo! –indaguei com precisão, perdendo os olhos na inundação de beleza.

-Eu vim aqui duas ou três vezes. Achei que ia gostar daqui! –disse ele.-Sei que sempre teve fascinação por estrelas e aqui é bem fácil de vê-las...Lembro quando ficava contando estrelas na Grécia. –acabamos rindo junto com a lembrança.

-E uma vez dormimos na varando do hotel, contando estrelas. –lembrei e ele riu breve.

Um silêncio logo se estabeleceu entre nós e eu pude sentir o peso de seus olhos.

-Eu queria pode fazer as coisas do jeito certo. –murmurou e eu o fitei, era sincero. –Queria te dar o que prometi antes. Queria que me amasse da mesma forma que me amou um dia.

Em dois passos ele estava mais próximo de mim do que deveria.

-Seriamos assim marido e mulher, nunca perfeitos, mas sempre felizes. Construiríamos a família que desejamos e sonhamos um dia. Não teríamos de lutar para sobreviver dentro da relação e eu viveria apenas para te ver sorrir como antes. –sua mão afagou meu rosto. Naquela proximidade sua respiração já podia fazer sinfonia a meu coração definitivamente acelerado dentro de meu peito.

-Eu sei que é tarde demais para voltar atrás, mas, por favor, me deixa corrigir meus erros agora já que eu não posso concertar o passado. Me deixa ser pra você o que eu prometi antes e eu juro que se algum dia eu te machucar de novo e eu estarei ao seu lado e cuidarei de você, secarei todas as suas lágrimas, porque agora eu aprendi definitivamente que eu não sou nada sem você. –murmurou.

Levantei os olhos deparando-me com a ânsia refletindo-se nos seu. Seus traços traziam lhe um semblante de calmaria, como o mar ao lado de fora do farol. Uma luz ascendeu dentro do verde oliva e o menino que eu conhecera um dia, dentro dele ardeu para fora de seu corpo. Finalmente era Axl ali. E desta forma, não pude evitar, foi quase instintivo, eu desejei por aquilo, desejei avidamente por ele.

Nossos lábios então cruzaram-se como céu e mar enfim se unindo naquele abraço insano e desesperado. O oceano quente a macio molhando minha boca com a mais doce ternura, quase incabível a ele. Florescera em mim um sentimento abrasador, que nenhuma palavra poderia descrever. O misto de alegria, felicidade eterna, a sensação de pertencer e eu novamente pertencia a ele, e aquela bagunça que organizava-se agora, em nós fora selada com o gosto da glória escorrendo por nossos lábios.

Sob a luz do dossel de estrelas ao lado de fora daquele farol donde o céu parecia tão próximo, não quis –nem sequer pude-, pensar no peso de meu erro, pois naquele longo momento tudo parecia perfeitamente certo, e a mim encontrava uma nova paz que há tanto tempo não me tocava, me tomava, me acolhia em sua braços aconchegantes, como uma mãe acolhe o filho em seu ninho. Que fosse errado aquele ato, todo religioso peca ao menos uma vez, há tantos erros tão inevitáveis e saborosos quanto aquele, queria me dar ao luxo de errar ao menos uma última vez.

Suas mãos quentes escorregaram por minha cintura e então seus lábios tocaram meu pescoço. Um arrepio rápido e cortante como uma brisa fria. Sentia a precaução lhe tomar à medida que ocupava minha barriga com as mãos. Embora o desejo fosse cruel e massacrante sabíamos que não iríamos muito longe naquela noite.

Cerca de duas horas depois, enquanto atravessávamos a estrada de volta, um denso silêncio se fez no carro. Eu podia ouvir os batimentos ansiosos cruzando seu peito, cobrindo a alegria pelo acontecimento há pouco. No entanto, eu não diria o que ele queria ouvir e no final das contas eu sabia que não dizer o que deveria machucaria tanto a mim quanto a ele.

“Você precisa!” gritou uma voz sobressalente em meu intimo “Eu não posso” berrou outra, ainda mais firme.

Talvez o que impedia-me de ceder aquela situação, pedi-lo que fossemos para nossa casa, voltar para onde deveríamos estar não fosse apenas o medo de que sua felicidade alienada pudesse ser bruscamente interrompida após o parto. Talvez fosse medo de engolir aquele “adeus”, confiar novamente, me ferir novamente. Era o estranho medo de voltar atrás.

Quando estacionou na rua vazia, frente à casa de Sarah, não nos movemos. Ele estava frustrado, mesmo que ainda houvesse resto de esperança.

-Axl... –fitou-me, os olhos arregalando-se. –eu sei que está esperando por isso, mas não posso. –disse hesitante.

-Tudo bem. –vi a uma certa fúria ser coberta pela decepção em seus olhos. –Eu vou esperar Lara nascer para que possa voltar para casa. –disse ele.

O fitei incrédula.

-Não vou voltar depois que Lara nascer. De onde tirou essa ideia? –desta vez ele também assumiu um semblante incrédulo.

Riu sombrio.

-Vai me dizer que está pensando que vai criar Lara, dentro dessa casa, com a sua melhor amiga que me odeia e com aquele cara que quer a todo custo te tirar de mim? –perguntou. Senti uma chama se acender em minha garganta.

-Eu prefiro que Lara cresça aqui do que ter que voltar aquela. –disse dura.

-Não vou tolerar ter que ver minha filha por três ou quatro horas do dia. Não faz sentindo. Está sendo imatura e egoísta! –sua raiva estava sendo firmemente controlada.

-Eu estou sendo egoísta? Eu não vou voltar aquela casa e deixar que a minha filha cresça presenciando o inferno em que vivíamos. Não vou cometer o mesmo erro que minha mãe. Não vou deixara Lara passar pelo mesmo que eu passei. –havia novamente incredulidade em seu olhos suplicantes.

-Lizzi, por Deus! Olhe para mim! Eu estou dando tudo de mim para ser alguém melhor do que eu era. Eu sei que eu não posso corrigir os meus erros, não posso voltar ao passado, mas eu estou fazendo de tudo para mudar o futuro, estou fazendo de tudo para te dar a vida que sonhou, para ser o marido que eu prometi. Eu poderia me jogar a seus pés, dar um tiro na cabeça, eu morreria se fosse para te ver feliz e eu estou suplicando, estou te implorando como eu nunca imploraria nada a ninguém: por favor, me deixa ser o homem que vai te ver sorrir todos os dias, que vai ouvir você dizer que ama, me deixa te fazer feliz como eu já fiz um dia?

Lágrimas arderam em meus olhos à medida que suas palavras me enlaçavam reais e sinceras. Cair em seus braços e perdoa-lo novamente, apenas por estar certa de que faríamos da forma certa desta vez tornou-se algo com o qual eu quase não podia mais guerrear, mas eu não poderia retonar, não naquele momento, por mais que a vontade desesperada de tê-lo mais uma vez me matasse cruelmente.

-O problema –recobrei as forças que precisava para terminar a frase. –é que eu não consigo mais confiar em você, Axl. –vi seus olhos afundarem em uma angústia enquanto sua face congelava antes mesmo que pudesse esboçar qualquer reação.

Desci as pressas do carro, correndo para dentro de casa, derramando dolorosas lágrimas.

Depois do acorrido três dias se passaram sem que houvesse qualquer notícia dele. Novamente eu me preocupava com o peso que minhas palavras tivessem exercido sobre ele, porém, aquele pensamento logo teve fim após um bilhete dele que Louise fora entregar-me.

Estou em Ohio. Espero que não tenha se preocupado.Viajo para Nova York em três dias para alguns shows. Volto daqui a duas semanas.

Qualquer coisa ligue para o telefone no verso da folha.

Assi: Axl Rose

Tudo que deixei escapar de mim após ler fora o suspiro pesado ao perceber a agonia expressa nas palavras escritas fortemente no pedaço de papel amarelo, de caligrafia negra.

-Só estou tentando tornar as coisas menos dolorosas para nós dois, Axl. –murmurei comigo mesma.

Notas finais
Bem, eu vinha recebendo mensagem de leitores perguntando sobre o destino de My Dark Angel após o fim da categoria. Até então eu estava tranquila correlação ao fim, certa de que ia terminar a história antes, mas como a confusão de escola já não estou mais tão tranquila. Por isso, eu comecei a postar a história no Anime Spirit como alguns leitores já haviam recomendado. Eu não tinha muito tempo para criar blog agora nem tinha uma ideia plausível em mente então o site foi minha única alternativa. Lembrando que eu continuarei postando as atualizações aqui e postarei lá também. Se eu não conseguir terminar a fic a tempo de qualquer forma ela estará lá e se eu consegui terminar, depois, se alguém se interessar em lê ou mesmo não tiver tido tempo de ler o último capítulo aqui a história estará lá, esperando por vocês! (:
Enfim, o link está aqui: http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-guns-n-roses-my-dark-angel-466579
Por enquanto só postei o primeiro capítulo, apenas para ter o link em mãos, mas assim que possível vou postar todos os capítulos disponíveis aqui no Nyah! de uma vez só.
Obrigada pela atenção (:
Então, até a próxima, meus amores...Vou tentar não demorar ;)
Beijos!