My Dark Angel
30 Reborn
Notas iniciais
Mais uma coisinha: Eu cheguei aos 100 comentários, quase chorei, sério. Só não chorei mesmo porque não sou sentimental. Mas,sério, isso foi lindo. Não tenho como agradecer a todos vocês por terem tanta paciência comigo. Muito obrigada do fundo do coração!
Agora já podem ler.
Espero que gostem.
Divirtam-se.
Beijos!
Aquela conversa com vovó certamente me dera outra visão da vida. Por mais fictícia que tenha sido, tenho certeza que ela aconteceu, não fora apenas um sonho. Ao meu despertar, senti meu corpo fragilizado, ainda arrasado, mas havia algo em mim que estava disposto a renascer. Eu daria a vovó o orgulho de me ver ultrapassar as barreiras daquela disputa, driblar os desafios daquele jogo, deleitar-me com a vitória por fim. Aquilo se tornara um compromisso comigo mesma. Eu iria me reerguer.
Além da nova motivação, havia também uma ânsia, naquela manhã. Queria poder ligar para mamãe. Queria contar-lhe tudo que acontecera aquela noite. Queria contar-lhe que conheci vovó, que Tanya me amava tanto quanto ela imaginara. Queria contar-lhe que estava pronta para voltar à vida. Mas como eu poderia fazer isto sem nem mesmo o número de telefone de minha própria casa no Brasil eu sabia? Era bobagem acreditar que conseguiria falar com mamãe. Ela não teria permissão de atender a um telefonema meu. Papai não a permitiria.
Sozinha, acompanhada apenas das paredes, lembrei-me do que estava escondido no fundo de uma das minhas gavetas.
O diário de capa de couro escuro, tinha uma porção de folhas escritas, coisas que escrevi desde quando tinha sete anos, quando ganhei o diário de minha mãe, sem que meu pai soubesse, é claro. Folhei as primeiras folhas, todas rabiscadas de caneta tinteiro preta, repletas de textos escritos em letras graciosas. Ali estavam também pequenos objetos, que presenciaram os momentos de minha vida ali descritos. A pequena flor murcha, colada em meados de um texto com fita durex. Um pequeno pedaço de meu cobertorzinho que rasgou quando eu tinha dez anos, fixado próximo ao meu relato do acontecimento. Uma foto em que eu sorria segurando no colo o pequeno Fred, ursinho que eu perdera ao levá-lo a escola. Mas entre tantas páginas escritas, folhas amareladas certamente minha predileta era uma um pouco mais recente.
Fora escrita em Paris, em um momento que Axl me deixou sozinha por alguns minutos. A embalagem preta da camisinha que usamos em nossa primeira noite. O pacote vazio estava colado com dois pedaços de fita, ao fim do texto que dizia sobre a melhor noite de minha vida.
Meus dedos tocaram as letras ali gravadas. Sorri fraco com as lembranças que invadiram minha mente. Pela primeira vez depois de um mês eu não chorara ao lembrar de Axl.
“Fora um longo tempo de toques e caricias. Fora um longo tempo de uma paixão avassaladora a queimar nossos corpos. Fora o tempo que precisara para que um novo extinto de mulher nascesse em meu corpo. Fora um marco em meu corpo, minha alma e em meu coração que nunca estivera tão afobado.”
Li mentalmente um pequeno trecho do texto que escrevi sobre aquela noite. Minha estadia em Paris enchia boa parte de meu diário. Algumas páginas depois havia apenas dois registros do último mês. Ambos cheios de sofrimento, palavras que eu evitei. Então cheguei à página amarelada, vazia, esperando por mais um relato de um fato marcante. Finalmente achara a quem contar sobre a noite passada, sobre o sonho com vovó, nosso tão esperado encontro, as palavras que dela ouvi, a vontade de me reconstruir pela manhã.
Tudo se resumiu em três folhas completas. Para finalizar, eu precisava de mais um objeto, mas uma recordação. Lembrei-me então de uma caixa escondida no fundo do guarda-roupa. Revirei algumas coisas até acha-la. Levei até a cama, a caixa vermelha-bordo. Estavam ali algumas fotos minhas, em várias situações de minha vida, fotos minhas com mamãe. Havia também algumas caixas de veludo que guardavam algumas joias de família. Diamantes, ouro branco, rubis, pérolas, nada muito importante. Mais a fundo, grudada em uma última foto estava a que eu procurava. Uma foto de vovó, uma das muito poucas que vi quando era muito pequenina.
Foi ela que fixei na última folha que escrevi.
–Obrigada, vovó! –murmurei passando os dedos sobre a foto presa a folha.
Era hora de começar o dia. Havia uma manhã de sábado brilhando lá fora. Olhei o relógio que marcava meio-dia. Resolvi então tomar um banho. Não estava disposta a ficar em casa naquele dia. Um passeio no parque seria ótimo.
Desta vez não queria um banho quente, o intuito não era relaxar e sim despertar. Nada melhor que um banho frio. Aquela manhã tinha um sol fraco, era primavera na Califórnia. Não havia um forte sol de verão, nem mesmo um frio digno de inverno, havia um tempo ameno. O sol brilhava no céu, a temperatura era agradável.
Mesmo assim, um casaco na saída seria inevitável. Voltei ao quarto secando os cabelos com a toalha, o corpo coberto pelo confortável roupão branco. O som da campainha ressonou. Larguei a toalha encharcada na cama e fui até a sala. Já imaginava quem era.
Abri a porta. Duff me olhou por alguns segundos e eu lhe sorri fraco. Ele entrou, envolveu minha cintura com os braços e enlaçou meus lábios em um longo beijo.
–Como está? –perguntou acariciando meu rosto.
–Bem. –respondi e ele beijou-me novamente.
–E você? Como passou...a noite? –perguntei enquanto ia fechar a porta que deixara aberta.
–Não, Axl não fez nada, se era isso que você queria saber. –respondeu ele, sem mais delongas, intendendo corretamente minha pergunta. –Para dizer a verdade eu nem o vi quando cheguei. Slash disse que ele chegou transtornado e se trancou no quarto.
–Hmm...Eu estava pensando em ir a um parque hoje e depois talvez almoçar em algum bom restaurante, quer vir comigo? –eu disse fugindo do assunto “Axl”.
–Claro. Mas tem certeza que você quer sair? –disse ele, parecendo surpreso.
–Sim. Está um dia bonito lá fora. É sábado, acho que um passeio seria muito adequado. Estou precisando de um pouco de luz de sol, antes que eu vire...uma vampira e me desfaça em pó quando sair na rua na próxima estação. –murmurei. Meu humor negro parecia agrada-lo. Sorriu-me ternamente e um retribui com um sorriso fraco.
Ele não escondia sua surpresa por meu estado. Enquanto observava-me o trocar-me ele não se cansou de dizer o quanto eu estava mais radiante. Ele dizia que eu parecia estar renascendo aos poucos. Mas mesmo em seu jeito de falar pude perceber que algo não estava muito a agradar. Pensei se não fosse o fato de que eu ainda demostrava nunca conseguir-me reconstruir por completo, que a dor permaneceria eternamente em meus olhos. Mas seu rosto estava repleto de esperança, a esperança de que aquela dor um dia se apagasse por completo, que eu pudesse seguir minha vida sem mágoas, de preferência ao seu lado. E por que não pensar na possibilidade? Será que eu nunca conseguiria sentir mais nada por Duff que não fosse o amor de um grande amigo? Nunca poderia sentir o que ele sentia por mim?
Eu sentia-me no dever de recompensa-lo por tanto tempo me apoiando-me e demostrando seu amor por mim quando mais necessitei. Mas eu tinha medo. Não do sentimento que pudesse ser despertado em mim, mas o sofrimento que eu poderia causar a Duff se esse amor não nascesse. O melhor a fazer certamente era não dar a ele expectativas, elas podem machucar alguém mais tarde.
Após vestir-me e de driblar Duff que insistia na ideia de ficarmos no quarto por mais um tempo, atravessamos a porta da sala em caminho a um parque qualquer de Los Angeles. Duff estava com o carro reserva da casa.
Deixei por conta dele o caminho, certamente ele conhecia melhor a cidade do que eu. Foram curtos minutos. A grama esverdeada logo preencheu minha visão, assim como as árvores graciosas que apinhavam o parque.
Andei lentamente sentindo o vento frio acariciar meu rosto. Duff se pôs ao meu lado. Caminhou calado, assim como eu, percebi alguns olhares vindos dele. Me observou por várias vezes, a cada dois minutos.
Ouvi gritos estridentes, doces, eram crianças pequeninas a correr livremente pelo parque, deixando mais atento seus pais preocupados com seus afastamentos. Um sorriso foi inevitável. Eram tão felizes, em seus sorrisos alegres. As lembranças então invadiram minha mente. Desta vez nada correlacionado a Axl e sim minha infância. Tão ingênua, doce, tão feliz. A saudade então acometeu-me. Era a saudade gostosa que invadia o peito, a saudade de quando minha maior preocupação era de que cor eu iria colorir meu desenho, que flor do jardim eu daria para a mamãe, em que momento mais um dente meu cairia. Era época de um coração limpo, sorriso sincero, mente colorida. Era o tempo que nunca me fizera tanta falta como me fazia naquele momento.
Mas o tempo era rígido, não tinha dó, não voltava. Eu crescera e as mudanças que ocorreram em minha vida assustavam-me. Foram flores e pedras em um caminho árduo, mas eu já não tinha medo do futuro, estava pronta para enfrentar tudo que viesse.
–Você gosta de crianças, não é? –perguntou enquanto eu estava imóvel a observar algumas crianças a fazerem suas peripécias.
–Gosto. –respondi sorrindo sem tirar os olhos das crianças. –Acho que eu seria um desastre como mãe, mas eu quero filhos, ao menos dois. Mesmo não conseguindo me imaginar como mãe. –completei.
–Já eu acho que você daria uma mãe e tanto. –ele disse e eu o olhei por alguns segundos.
–Não sei trocar uma fralda, Duff. –retruquei.
–Não é necessário ser um expert em fraldas para ser uma boa mãe. Tudo que uma criança precisa é de amor. E eu sei o quanto você pode amar uma criança. –disse ele. –Sem contar que você seria a mãe mais linda de todos os tempos. –murmurou e eu ri. Aproximou-se e envolveu minha cintura com um dos braços. Afundou os lábios em meus cabelos e disse: -Me deixe ser o felizardo que essas crianças chamaram de pai. Me dê a alegria de pegar nos braços um bebê e chama-lo de nosso filho. –murmurou.
–Quem sabe um dia. –eu disse.
Depois de um longo tempo ali, seguimos caminhando pelo parque. Alguns beijos ao longo do caminho, poderíamos passar facilmente por um casal apaixonado. Em certo momento, enquanto caminhávamos senti a mão de Duff preencher a minha cautelosamente, não hesitei, deixei que meus dedos se entrelaçassem aos dele.
–Posso te perguntar uma coisa? – quebrou um silêncio de cerca de três minutos.
–Pode. –respondi.
–O que aconteceu? –ele perguntou e nós paramos de andar de forma que fiquei de frente para ele. –Ontem, quando eu deixei sua casa você não queria falar comigo, estava arrasada e de repente eu lhe vi sorrindo como já não via há mais de um mês. –explicou a pergunta.
–O sofrimento muitas vezes nos faz aprender e foi assim que aprendi que a vida é um jogo onde não se pode ganhar todas as partidas, mas quando a vitória vier ela será gloriosa. Não quero enfrentar o fracasso, e se para isso eu tiver de lutar eu vou lutar. A guerra agora sou eu contra mim mesma. É a minha felicidade e o meu sofrimento. Preciso sair viva disso tudo. Preciso chegar à linha de chegada, viva, sentir o sabor da vitória. –respondi, relembrando tudo que ouvira de vovó na noite passada.
Eu preferi não conta-lo sobre o ocorrido, ele certamente me acharia louca. Ele desconhecia minhas noites paranormais, não necessitava de contar a respeito disto para ninguém. Nem mesmo Sarah sabia.
Renascendo, me reerguendo, reconstruindo. Foi assim que se passaram os dias, apressados, querendo em fim terminar o mês. Nesse tempo poucas evoluções ocorreram, era um trabalho muito difícil o que eu fazia, mas em meus pequenos e cambaleantes passos eu reaprendia a andar.
Na escola, as aulas novamente tinham minha atenção. Não havia mais cochichos a meu respeito, meu estado já não era tão deplorável. Mas ainda era difícil me manter ali sozinha, as lembranças me rodeavam, estavam vivas ainda na carteira posta ao lado da minha, onde antes Sarah tagarelava ao intervalo de uma explicação ou ao fim de um exercício realizado. Aquele sorriso reluzente nunca mais iluminara minhas manhãs de aulas.
Estudiosa em ambiente escolar, desleixada em casa. A época de provas nunca fora tão complicada. Não podia ser diferente tendo Duff ao lado. Ele era insaciável. Mal podia conter os extintos que gritavam em seu corpo. Eu sempre acabava por não resistir a insistência. A grande verdade é que a chama que seu corpo acendia no meu era quase impossível de ser controlada.
–Duff, não posso, tenho de estudar. –resmunguei enquanto ele beijava meu pescoço.
–Por favor, só um pouco. Você vai ter tempo o bastante para estudar depois. –murmurou, percorrendo minhas coxas com as mãos e por fim apertando minha cintura. –Prometo que não vai se arrepender. –sussurrou em meu ouvido.
Levantei-me da cadeira ignorando os papéis e livros espelhados pela mesa. Virei-me para ele atracando seus lábios. Suas mãos apertaram meus glúteos enquanto beijávamo-nos com ferocidade.
Torcia para que nenhum dos poucos vizinhos do andar de meu apartamento conseguisse ouvir o som que enchia o quarto no calar da madrugada.
Correlação a Axl as duas últimas ocorrências haviam sido trágicas. Ele me procurara por duas vezes. Chegou a se humilhar, ajoelhando-se aos meus pés, mas foi posto para fora aos meus gritos. Já deixara claro que nada mais havia para nós conversarmos. O pior disso tudo estava na súbita vontade que eu tinha de abraça-lo, de dizer a ele que o perdoe, mas por algum motivo desconhecido eu não conseguia. Depois de ambas situações horas de lágrimas derramadas foram inevitáveis. Mas era ao nascer do dia que eu me levantava disposta a começar de novo.
Aquele mês teve também outros marcos. Como o fato de eu ter aprendido a dirigir. Exige que Duff me ensinasse e ele não hesitou. Aprendi rápido, eu tinha uma extrema facilidade para absorver ensinamentos, facilidade que chegou a assustar Duff.
Outro marco foi minha convivência com Duff. Já estávamos a parecer um casal de verdade, mas ainda assim tentava mantê-lo convicto de que ainda não sentia nada por ele. Prometi a ele que lhe contaria quando isso acontecesse e ele prometeu-me que faria com que isso acontecesse.
Eu também voltara a ter aulas de balé. Não fora uma decisão de meus pais e sim minha. Era uma forma de me dedicar a algo a mais. Algo que sempre amei. Duff por várias vezes me assistiu a saltitar pela sala de assoalho escorregadio, vestindo minhas sapatilhas de ponta, sem muito ter de seguir a experiente professora. Ele sempre ia até lá, me buscar após as aulas. Deixava a sonhar meninas da academia de balé que tanto desejavam um namorado que tratassem-nas como ele me tratava. Por várias vezes recebi comentários a dizer-me que eu tinha o namorado dos sonhos.
É, eu tinha o “namorado” dos sonhos, eu tinha um “namoro” perfeito, pena que ele não existia. Pena que aquele amor ainda não florescera dentro de mim. Pena que eu ainda não conseguira enxergar Duff como algo além de meu melhor amigo.
–Não vale. Essa peça não pode ficar aí. –protestei. Um jogo no tabuleiro de dama certamente não era algo muito interessante, mas foi o que encontramos para fazer para passar o tempo que não fosse sexo.
–Claro que vale. Você que não sabe jogar. –rebateu escondendo um sorriso.
–Não, as regras são claras. Está peça não pode ir para este lugar. –eu disse.
–Então na irei mais jogar. –ele fez beicinho e eu gargalhei.
–Sendo assim, eu ganhei o jogo. –disse vitoriosa mostrando-lhe a língua.
–Então você deve receber o premio, certo? –perguntou malicioso.
–Sim, mas qual seria o premio? –perguntei incrédula. Ele arrastou com facilidade a mesinha de centro onde estava o tabuleiro. Ela fora parar em outro canto da sala.
Depois Duff se aproximou novamente, o rosto acompanhou o meu enquanto eu deitava-me no chão.
Seu corpo pesou sobre o meu e seus olhos me fitaram.
–Será que não poderia ser eu a ganhar o premio? –perguntou.
–E por que eu lhe daria meu grandioso premio? –questionei.
–Por isso. –ele disse e os dedos moveram-se enchendo minha barriga de cócegas. Gargalhei alto enquanto ele parecia se divertir com a situação.
–Tudo bem, o que você quer? –eu disse já sentindo o ar me faltar.
–Diga que me ama. –ele pediu, o sorriso que estava aberto em meu rosto antes logo se fechou.
–Duff, eu... –ele me interrompeu.
–Por favor. –suplicou.
–Eu...eu...eu... –tentei forçar a palavra a sair de minha boca após observar a suplica inundando seus olhos ansiosos. –Eu...Ah, desculpe Duff, eu...não consigo, ainda. –murmurei derrotada. A decepção se fez em seu rosto. –Desculpa, sou mesmo uma idi...-ele pousou o dedo indicador em meus lábios impedindo-me de terminar.
–Eu posso esperar. –murmurou ele. Mergulhou na profundeza de meus olhos e então enlaçou meus lábios com um beijo, onde a ternura e o amor transbordavam de seus lábios, mas os meus permaneciam secos e sem vida.
Eram passos insistentes, tortos, desencorajados, mas eram dados. Seguiam o caminho que estava trilhando aos poucos, com dificuldades, mas lá estava a ser feito. Eu estava a me reerguer aos poucos, vagarosamente, e estava indo bem nos poucos tijolos postos de pé, mas por maior que uma parede ficasse elas nunca estavam terminadas. Havia um tijolo importante faltando naquela construção, havia uma peça necessária faltando naquele quebra-cabeça. Atormentava-me pensar qual era, atormentava-me pensar que sem ela aquela reconstrução nunca seria finalizada.
Estávamos em inicio de maio quando Duff me presenteou com a noticia de que o primeiro disco do Guns N’ Roses seria lançado na data prevista. Axl havia voltado ao trabalho a todo vapor, disposto a repor o tempo perdido. Mas Duff me contou também sobre o clima pesado que se fez no estúdio com a volta de Axl. Ele não falava, não respondia a nenhum tipo de pergunta, ignorava a todos, vivia com os olhos perdidos, a mente viajando por outro lugar. Apenas trabalhava, abria a boca apenas para cantar, muito pouco errava. Provavelmente porque estava focado no que fazia, focado até demais, tentando apagar da memória os pensamentos ruins que o atingiam como balas. Estava convicta disso, pois era o mesmo que eu tentava fazer a todo custo, mas o pior e fracassar sempre, as memórias sempre vão aparecer na mente vazia uma hora ou outra.
A situação critica de Axl, parecia só piorar, isso preocupava aos garotos. Eu podia perceber a tensão de Duff, imaginava que fosse a mesma dos outros garotos. Não o impedi de trocar no assunto. Ele precisava desabafar e eu era forte o bastante para aguentar o peso das noticias a respeito de Axl, eu tinha de suportar ouvir tudo aquilo, assim como ele suportou me ver chorar por outro homem.
Em meados do mês o disco já estava adiantado o bastante para que Duff, Izzy, Slash, Steven pudessem relaxar. Izzy, Slash e Steven provavelmente estavam frequentando as suas festas diárias, mas Duff não seguiu o mesmo caminho. Por várias vezes insisti que ele fosse, até ouvi-lo dizer que nada seria divertido sem mim e que uma noite ao meu lado valia mais do que todas as festas que frequentara na vida. Talvez não soubesse o quanto era difícil para mim ouvir isto, ver a forma como ele me amava e não conseguir sentir o mesmo por ele. Eu definitivamente o amava, mas não da forma que deveria ser.
Notas finais
Bem, estou me preparando para a volta as aulas :'( Depois de uma semana de férias lá vai eu de novo. Mas já estou sentindo falta. Não, não das escola (ainda não fiquei completamente louca, calma, tô sentindo falta do meu amigo, o Cadu. Alguém que a certo ponto me entende. Detalhe, sou fã de Guns N' Roses graças a ele. Foi ele que me apresentou, ele gosta bastante do Slash, aí foi ouvindo Sweet Child O' mine com ele que eu fui atrás da banda e me apaixonei. Eu já gostava de rock, já havia ouvido falar sobre o Guns N' Roses mais eu era muito limitada a bandas atuais, foi gostando de Guns N' Roses que eu me prendi mais ao rock em geral (Principalmente o antigo)
Bom, gostaram do capítulo... Tô com sono, só falo m#$% :/
Ah, tô começando a ficar com medo. Acho que a fanfic ai ficar meio extensa sabe, por isso de repente, se eu escrever algo durante essa semana eu posto um capítulo bem grandão, pra vocês.
Bom, é isso :/ Ignorem minha chatice.
Beijos, minhas doces crianças, até o próximo.
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