My Dark Angel

21 One In a Million


Notas iniciais
Esse capítulo tá meio na correria. Desculpa pelo cap. está bem curtinho, mas é porque eu viajei no calendário, estava achando que hoje era terça-feira e quando minha irmã falou que era quarta eu fiquei tipo "CREDEUSPAI". Conferi agora, rapidinho. Pelo que eu vi, no dia que escrevi estava meio sem criatividade, então ignorem, ok? Digam o que acharam na review.
Boa leitura.
Divirtam-se.
Beijos!

Naquela manhã não havia sol ultrapassando vidro da janela, não havia barulhos incômodos nem beijos estalados. Acordei por não aguentar mais o conforto da cama. Depois de tanto enrolar era hora de levantar. Sentir um fisgar na cabeça e uma estranha sensação de vazio atormentadora. Se ao menos ele estivesse aqui, mas ele não estava, e pelo silêncio mortal na casa certamente ele não estava em nenhum outro cômodo. Eu conhecia muito bem aquele silêncio, era o silêncio da solidão quando mais precisa-se de alguém que lhe acorde ostentando um sorriso no rosto e faça-te sorri também.

Impulsionei-me a levantar e fui até o banheiro. Chequei o rosto amassado e desfigurado por longos 3 minutos. Os olhos estavam inchados, carregavam olheiras arroxeadas, que mais me davam a impressão de ter passado uma terrível noite insone. Mas não foi aquilo que aconteceu, aquela noite dormi, um sono pesado, exausto, perturbado por um pesadelo que não lembrava-me bem qual havia sido. Talvez fosse porque nada tinha a ver com os outros pesadelos, talvez tenha ocorrido em consequência do dia turbulento que havia sido o anterior.

Puxei a nécessaire que deixara em cima da pia a procura de um comprimido que me servisse para cessar a dor de cabeça que tanto me incomodava. Após minha higiene matinal, e tomar o remédio adequado para a dor perturbadora, voltei ao quarto, deparando-me com um bilhete no espelho da penteadeira.

Desculpa, não pude dormir com você, os garotos estavam me esperando.

Tenho uma surpresa para você.

Passo para te pegar as 15:00.

Te amo.

Assi: Axl Rose

Acabei por jogar-me no sofá da sala de estar vendando os olhos com um dos braços lançados ali. Não me permiti pensar muito sobre a tal surpresa, esperava apenas que a dor de cabeça cessasse até o horário marcado por Axl para me buscar. Depois de me render a um cochilo de exatamente cinquenta e sei minutos, minha cabeça já se encontrava em seu estado normal e eu já não sentia mais as fisgadas. Olhei o relógio, ainda tinha duas horas até que Axl fosse me buscar.

Almocei a comida pronta no fogão e depois direcionei-me a um banho. Ao fim, um pensamento perturbou-me impedindo que eu substituísse o roupão branco por uma roupa.

–Alô. –A voz serena de Martha ecoou em meus ouvidos vindo em um tom baixinho, do outro lado da linha.

–Martha, sou eu Lizzi. –identifiquei-me.

–Oi Lizzi. –ela falou um pouco mais alegre. Fiquei um tanto satisfeita em ver que nada mudara depois de ontem.

–Sarah está? –perguntei.

–Sim, está dormindo ainda. Não dormiu bem essa noite e acabou se entregando ao sono pela manhã. Quer deixar algum recado? –perguntou.

–Não, só queria saber se ela estava bem. –respondi.

–Bom, acho que ela está reagindo bem depois de ontem, bem melhor do que esperava. Parece que ela está passando por um processo de desintoxicação, sabe? Acho que ter colocado aqueles sentimentos para fora, pela primeira vez, a deixou melhor.

–Fico feliz em saber. Acho que aquilo tudo estava mesmo a sufocando. –eu disse mais animada com a nova notícia.

–Lizzi. –ela me chamou e calou-se, parecendo procurar as palavras certas. –Obrigada. –ela agradeceu e eu ouvia seu tom de ternura. –Você apareceu de repente na nossa vida, conseguiu amizade com a Sarah e eu nem sei como, mas vi que pela primeira vez depois da morte de Mike ela confiava em alguém, pela primeira vez ela encontrou uma amiga de verdade e o que você fez por ela...Obrigada por estar ao lado de minha filha. –terminou e eu suspirei. Senti um espasmo ao ouvi-la falar da confiança depositada por Sarah em mim. Martha não sabia sobre o fato de Sarah ser minha falsa babá, acreditava que não passava de amizade.

–Hã...eu... –procurei as palavras certas. –Não sei se mereço toda essa confiança. –eu disse sentindo o peso em minha consciência. –Tia Martha. –A chamei da forma que ela sempre me pedira para chamar.

–Sim, querida. –respondeu esperando que eu falasse.

–Se um dia, algo acontecer, se por algum acaso Sarah estiver chateada comigo, não deixe que ela se esqueça que eu amo, como minha irmã, que eu nunca faria nada que a fizesse sofrer, e que se um dia eu menti foi porque não tive escolha. –murmurei.

–Tudo bem, filha. –respondeu.

Depois que nos despedimos e eu desliguei o telefone, permanecia parada, ali. “ Pela primeira vez depois da morte de Mike ela confiava em alguém, pela primeira vez ela encontrou uma amiga de verdade...” As palavras de Martha bailaram em minha cabeça me fazendo estremecer.

–O que estou fazendo? –murmurei comigo mesma. Nem precisava pensar muito, e se pensasse me sentiria novamente eu monstro terrível que estava por trair a confiança de alguém tão fragilizada com Sarah.

Por fim, levantei-me tomando uma dose de coragem. Balancei a cabeça bruscamente, queria que todos os pensamentos ruins saíssem dali imediatamente. Estava prestes a sair com Axl, não iria preocupa-lo com meu estado. Era hora de tornar aquele dia melhor que o anterior.

Voltando ao quarto escorreguei a mão pelas roupas de meu armário. Tantas opções...Acabei optando por uma simples combinação. Tirei de lá um vestido bem arrumado, cor-de-rosa, com estampa delicada. Juntei a um sapato de saltinhos, que tinha um lindo lacinho jeitoso. Olhei-me no espelho. O vestido parecia estar um tanto curto em mim, dois palmos acima do joelho. Dei de ombros. Sentei-me na cadeira em frente à penteadeira e dei inicio a uma maquiagem bem elaborada, capaz de sumir com as olheiras tenebrosas. Fiz o de sempre, dando cor a minhas bochechas, deixando meus olhos bem abertos e uma boca com um leve brilho do gloss.

Antes que pudesse checar a hora, ouvi o ressonar da campainha. Borrifei mais uma vez o perfume, sabia o quanto Axl gostava dele. Fui até a porta, ajeitando o vestido meio armado. O recebi com um sorriso extenso e ele sorriu também a perceber que não havia marcas da terrível noite passada, pelo menos não visíveis, naquele momento. Deu-me um beijo já adentrando a apartamento.

–Como você está? –perguntou.

–Bem, eu acho. –respondi e ele beijou-me rapidamente.

–Preparada para a surpresa? –questionou com um sorriso enigmático pendurado nos lábios.

–Uhum. –respondi e ele me deu um beijo longo.

–Então vamos. –ele disse puxando-me pela mão.

Peguei a bolsa que deixei sobre o sofá.

–A propósito, está linda. –ele disse e eu ri baixinho.

Seguimos para o tal lugar que ele insistia em manter em segredo. Papeamos durante o trajeto, até que achei que era hora de ceder explicações a Axl sobre o ocorrido no dia anterior.

–Desculpa. –eu disse e ele fitou-me incrédulo, por alguns míseros segundos.

–Pelo que? –perguntou.

–Por ontem. Eu não precisava ter feito você passar por aquilo. Você não precisava ter visto aquilo tudo, eu devo ter parecido uma louca... –ele me interrompeu.

–Shhh. Eu estou no teu lado para o que der e vier. Quando você precisar de alguém que te dê colo, que acaricie sua cabeça, que te faça sorrir ou seque suas lágrimas eu estarei aqui. Quando você estiver sozinha, confusa, precisar de alguém para conversar eu vou estar ao seu lado. Apenas chame por mim e eu estarei lá. –ele disse virando-se para mim assim que parou o carro. Eu fitava minhas pernas carregando, no rosto, um sorriso tímido. –Se eu tiver de cantar todas as noites só para você dormir sossegada, eu vou cantar. –ele disse e depois de dois segundos de silêncio ergueu meu rosto com o dedo indicador em meu queixo. Eu o olhei escondendo o sorriso perplexo. –E eu farei isso porque eu te amo. Eu te amo de uma forma que nunca amei ninguém, garota. –ele disse e eu sorri, ele logo tomou conta de meus lábios com um beijo lento, transbordando em paixão. –Apenas não chore soluçando. Isso me machuca, doe saber que você esta sofrendo, sabia? –ele disse e eu lhe dei um novo beijo.


Não, eu não precisei desenterrar aquilo tudo explicando-lhe o porque de meu choro. Depois do que ouvi ali eu não precisava falar mais nada. O que eu poderia dizer ao homem que amo além de um solene eu te amo? O que mais poderia dizer depois de tudo o que ele disse? Ele me entendia, era incrível como podia me entender em um só olhar. Após sair daquele carro um extenso sorriso abriu-se no rosto onde no dia anterior havia tantas lágrimas. Eu estava mais certa do que nunca que tinha o melhor namorado do mundo. Estava mais certa do que nunca somente uma garota em um milhão delas teria essa sorte. Eu era essa garota.

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Notas finais
Olá, de novo? E aí? O que acharam? Espero aqueles reviews lindos, que vocês mandam, se não for pedir muito, ok? Não reprimam-se em criticar, tudo bem.
Bom, nem vou falar muito hoje, só queria pedir muito obrigada a todos os comentários, adoro isso, também que autora não gosta, né? Mas não digo correlação a apenas fazer uma autora feliz, os comentários também são ótimos para a fiction, porque acho que você sabendo o que o leitor está pensando você acaba montando até um rumo mais interessante. Por falar em rumo o de My Dark já tá praticamente montado, gente, mas ainda assim tem muita coisa para acontecer. Costumo dizer que dividi essa fic em 3 fases, estamos perto do final da primeira, o que diz que ainda há muita coisa para acontecer, então é isso. Não sei se faz muita diferença, mas a música que eu estava ouvindo quando escrevi esse capítulo era The Only Exception, que eu particularmente acho linda, e a maioria das vezes que estou escrevendo My Dark é a ela que eu estou ouvindo. Acho que se My Dark Angel virasse filme (uh, sonho u_u) ela com certeza estaria na trilha sonora.
Olha só o quanto já escrevi, isso é porque não ia falar muito.
Por hoje é só pessoal, até a próxima.
Beijos!