Notas iniciais
Não sei o que dizer desse capítulo (novidade, nunca sei o que dizer de capitulo nenhum)
Conto com os reviews que eu tanto amo, ok?
Divirtam-se!
Kisses!

–Por medo. -eu disse. -Você é protetora demais. Talvez não aceitasse.

–Eu sou protetora porque eu te amo. E-eu perdi meu irmão cedo de mais, eu o amava, ele era tudo que eu tinha. Meu melhor amigo, meu parceiro e de repente eu estava dizendo adeus a um corpo gelado, dentro de um caixão. -pela primeira vez ela havia falado de Mike para mim. Ela estava completamente entregue as lágrimas o que me deixou ainda mais emocionada. -Desde então nunca mais encontrei alguém em quem pudesse confiar. E então você apareceu na minha vida e se tornou para mim como ele era. Mas dessa vez é diferente, dessa vez há medo, eu não quero te perder, minha irmã. Às vezes tenho vontade de te trancar em uma cúpula, só para ter certeza que você vai estar segura, mas eu não posso e eu tenho que me adaptar ao fato de que eu não sou sua mãe, muito menos seu pai, que eu não posso te proteger de nada, não sei, mas acho que me tornar sua babá deu-me certa liberdade para fazer isso. -estávamos as duas aos prantos. Eu não esperava ouvir tudo aquilo. Senti-me um monstro, culpada pela mentira. Eu a abracei, mas pouco tempo depois ela se soltou de meus braços e secou suas lágrimas. -Posso saber pelo menos o nome do tal rapaz? -ela disse. Eu não podia dizer que era Axl.

–William. -disse a ela o primeiro nome de Axl e menos conhecido.

–William. -ela repetiu o nome. — Agora me conte tudo sobre ele. — Obviamente, não pude conta-la a verdade. Ela sabia que era o mesmo garoto que havia me salvado, que havíamos feito alguns passeios juntos. Ela não sabia sua idade, seu estilo, sobre seus amigos e muito menos sobre a banda.

Eram 16:00 da tarde quando ela decidiu ir embora. Tínhamos prova de álgebra dali a dois dias, havia coisas a estudar. Depois que ela saiu, enchi a mesa de livros, precisava me concentrar, alo que se tornou difícil depois da conversa que tive com Sarah. O jeito que ela falou de seu irmão foi como uma adaga no coração para mim. Imaginava como deveria ter sido para ela. Uma criança que perde seu melhor amigo, seu irmão, não deve haver nada no mundo tão terrível quanto isso.

Eu mal podia imaginar como ela se sentia. Ninguém podia. Cada um sabe o tamanho da dor que sente. Eu não tinha irmãos, era filha única e amigos eram raridade, quase não existiam, se existiam. Nunca soube o que era amar tanto alguém dessa maneira, quanto mais perder o amado tão cedo, como Sarah perdeu seu irmão. Às vezes me perguntava do que Mike teria morrido. Uma doença talvez, ou um grave acidente... Sarah nunca se aprofundou no assunto e agora eu sabia por quê, não fazia sentido desenterrar histórias dolorosas como estas e sofrer como se a ferida antes cicatrizadas se abrissem de novo.

O pior disso tudo era saber que ainda assim eu continuava a mentir para ela. Eu me sentia um monstro por isso, mas eu não podia simplesmente confessar a ela, dize-la a verdade sobre Axl quando ela o odeia tanto. Se pelo menos eu soubesse o por quê de tanto ódio... O fato era que, eu continuava a mentir para Sarah e de alguma forma eu teria de sustentar tal mentira por mais algum tempo, ainda não era a hora de conta-la, cedo de mais. Quando chegasse o momento certo eu lhe diria, quando eu achasse que era o momento certo. Não podia simplesmente conta-la tudo agora, em meio a sua raiva tamanha dos roqueiros eu temia que ela contasse aos meus pais, querendo ou não ela era minha babá, ainda mantinha certo vinculo com eles.

Depois de algum tempo eu consegui finalmente me concentrar nos grandes cálculos. Números surgiam com rapidez no papel em branco que em alguns minutos estava completamente tomado. A borracha quase não era usada. Estavam todos certos. Tantos números se embaralharam em minha visão depois de algum tempo. Minhas pálpebras pesavam, mas eu insistia em permanecer ali. Até que tudo escurecesse de vez.

A campainha berrava e fazia com que meus tímpanos vibrassem. Meu sono leve não resistiu. Saltitei na cadeira com o barulho. Eu havia dormido míseros 30 minutos, não foi tempo o bastante nem mesmo para deixar visíveis marcas de sono recente.

Levantei-me e fui até a porta. Tinha de atender, apesar de já imaginar quem era.

Ele mal esperou que eu abrisse a porta para que agarrasse meus lábios aos dele. Foi tão ligeiro que nem me permitiu ver sua face de antecedência. Acho que nem ele conseguiu ver meu rosto. Ele caminhou lentamente para frente sem descolar nossos lábios e meu corpo se inclinou automaticamente enquanto seus braços prendiam minha cintura ao seu corpo.

Eu sorria fraco antes de cortamos nosso longo e intenso beijo.

–Nossa! Para que tanta pressa? –eu questionei sorrindo.

–Estava com saudade. –ele disse.

–É? Eu também. –eu disse selando-o.

–Estava estudando? –ele perguntou.

–Mais propriamente dizendo, dormindo. –respondi.

–Desculpa se te acordei. –murmurou.

–Se tratando de você, não me importo. –eu disse e ele me deu mais um beijo. –Conte-me como foi o dia? –eu perguntei enquanto ele se sentava no sofá.

–Para falar a verdade, não é muito legal passar o dia com aqueles manés. – falou.

–Pensei que gostasse de seus amigos. –eu disse.

–E eu gosto, mas o problema é que são homens.

–Ah! Então você queria várias mulheres andando para cima, para baixo com suas roupas vulgares e perguntando a cada momento com sua voz sensual se você precisava de alguma coisa? –perguntei sorrindo bobo.

–Não. Eu não preciso disso. Eu queria você, andando para cima e para baixo com uma roupa vulgar e sussurrando em meu ouvido se eu precisava de alguma coisa. –ele disse. –E você? Como foi seu dia? –ele perguntou.

–Bom, é sobre isso que temos que conversar. –eu lhe disse, dessa vez séria.

–O que aconteceu? –ele questionou incrédulo.

–Nada, ainda. –respondi. –Mas, temos um grande problema em mãos. E o nome desse problema é Sarah, e é minha babá. –eu disse.

–Ah, podemos dar um jeitinho. –ele disse.

–Não Axl, não podemos. –eu lhe disse. –A questão é que minha babá, a real responsável por mim aqui em L.A tem 16 anos e é minha melhor amiga.

–E isso não torna as coisas mais fáceis?

–Tornaria, se...-eu disse, mas não terminei a frase.

–Se...?

–Espero que não se sinta ofendido com isso, mas a grande verdade é que por algum desconhecido e estranho motivo Sarah não gosta de... roqueiros.

–Como assim, ela não gosta? –ele perguntou incrédulo, franzindo o cenho.

–Desde que cheguei aqui e ficamos amigas ela vem me dando sérios alertas para que eu não me aproximasse de roqueiros, ela os via como a pior parte da humanidade, ela literalmente os odeia, chega arder de tanto ódio que sente de roqueiros. –contei-lhe. –Hoje, tentei esconder dela que estava namorando, mas ela é esperta demais, acabou descobrindo, descobrindo sobre eu ter um namorado e não sobre ele ser um roqueiro, líder do Guns N’ Roses.

–Mas, por que tanto ódio de roqueiros? –ele perguntou.

–Não sei, ela nunca me contou. Eu sei que ela não é simplesmente minha melhor amiga, é minha babá, ela tem vínculos diretos com meus pais. Ela tem autoridade sobre mim. Eu sei que se ela descobrir sobre você ela vai... –eu não consegui terminar a frase. –ela tem forças o bastante para nos separar.

–E o que você quer que eu faça?

–Apenas tome cuidado, ela não pode descobrir. Sei que uma hora terei de contar a verdade, mas prefiro esperar mais um pouco. –eu lhe alertei.

–E até quando ficaremos nos escondendo?

–Não estamos nos escondendo. Apenas nos precavendo. –eu disse indo até a cozinha.

–O que você vai fazer? –ele disse ao perceber que eu remexia o armário.

–Pedi para que a empregada comprasse leite condensado. Quero fazer brigadeiro. –eu disse procurando a lata. Percebi que ele não conhecia brigadeiro, o ponto de interrogação que pude enxergar em sua testa provou isso. –É um doce brasileiro, tipo chocolate.

–Hmm... Nossa! Vou experimentar algo preparado pela minha namorada, isso seria tentador, se você soubesse cozinhar. –ele zombou.

–Já disse que sei cozinhar. –falei.

–Tudo bem, eu acredito em você. –ele disse irônico e deu uma risadinha por fim.

Eu fitava a lata tentando recordar-me de como preparar o doce. Logo uma lâmpada se acendeu em minha mente. Lembrei-me de quando a antiga empregada da casa no Brasil, que era muito simpática, me ensinou como preparar, em uma das minhas escapadas para a cozinha.

Eu gostava de estar na cozinha, mas não era permitida. Meu pai dizia que era a área dos empregados e que não era o meu lugar, que não deveria me misturar com classes mais baixas. Ele era sempre tão hipócrita.

Peguei os outros ingredientes na geladeira e dei inicio a preparação da saborosa iguaria. Enquanto o fogo ardia em baixo da panela eu mexia sem parar o doce de tonalidade marrom escuro. Não demorou muito para que eu sentisse os braços de Axl envolvendo minha cintura. Ele afastou meu cabelo, que estava caído sobre meus ombros, e tocou meu a lateral do meu rosto com os lábios, lábios qual ele permaneceu passando pelo mesmo lado de meu rosto. Eu permaneci em silêncio enquanto meu corpo se arrepiava a cada minuto. Seus lábios, então, encontraram o canto de minha boca que ele beijou sutilmente. Eu tentava me concentrar no que fazia, mas era quase impossível.

–Sabia que fica linda cozinhando? –ele murmurou com tom de malicia e eu soltei uma pequena risada.

–Nunca parei para reparar como eu cozinho, mas mesmo que tivesse feito, talvez eu não tivesse uma visão tão otimista de mim mesma. –murmurei sem desvia a atenção do brigadeiro que estava quase no “ponto”.

–Tenho mesmo muita sorte de ter você como namorada. – ele disse.

–Eu não consideraria tanta sorte. Não sou algo tão magnifico e perfeito. –eu disse.

–Para mim, você é mais que perfeita. É a mulher que sempre desejei ter ao meu lado e que não esperava encontrar. –ele disse.

–Nossa! Agora me senti realmente privilegiada. Eu que deveria agradecer de ter alguém como você como meu namorado. –eu disse. –Tá pronto! –eu declarei, apagando o fogo. Axl rodopiou e se escorou, de costas para a pia, na superfície de mármore, de braços cruzados.

Eu percorria a cozinha a procura de um recipiente para pôr o brigadeiro. Finalizei despejando o conteúdo da panela na travessa de vidro que peguei. Virei-me para trás enquanto lambia a colher de madeira que usei para mexer o doce enquanto estava no fogão e percebi que Axl me olhava de braços cruzados e com um sorriso escondido nos lábios.

–O que foi? –perguntei incrédula.

–Nada. Só estava me perguntando onde você estava durante todos esses anos que não me permitiu encontra-la. –ele disse.

–No Brasil, oras. Sofrendo com as rédeas de meu pai.

–E por uma decisão dele você foi enviada a L.A. e me deu a sorte de te encontrar. –concluiu.

–Você caiu de paraquedas como um anjo, no momento que eu precisava de ajuda e hoje estamos aqui. Quem diria que o bêbado que recusou minha ajuda se tornaria meu namorado. –eu disse e ele se aproximou, puxando-me pela cintura para mais perto de seu corpo quente.

–Nossos destinos já estavam entrelaçados, era para ser. –ele disse sorrindo e me deu um beijo calmo.

–Veja só o que nossos corações fazem conosco. Começamos um namoro a dois dias e estamos aqui, como bobos apaixonados declarando nosso amor um pelo outro. Não achava que alguém poderia sentir o que sinto por você, Axl. Pelo menos não assim, tão rápido. Eu não sei qual o momento certo para dizer isso, mas eu estou segura do que vou falar. Eu te amo Axl Rose. –eu nunca havia falado aquilo para ninguém, pelo menos não daquela forma.

–Não tanto quanto eu te amo. O que você fez comigo? Quando achei que nunca me apaixonaria dessa forma por alguém, você aparece com seus olhos azuis e seu jeito doce destruindo minha tese absurda. Eu nunca encontrei alguém assim. Estou em suas mãos, Bels, completamente dominado por você. –murmurou. Alcancei sua boca para um beijo.

Assim que o brigadeiro amornou levei a panela para o sofá, onde eu e Axl nos espalhamos a demos a primeira colherada.

–E aí? O que achou? –eu disse depois que ele levou a colher a boca.

–Nossa! Isso é bom! –ele disse.

–Viu? Eu disse que sabia cozinhar. –eu disse.

–É, me lembre de nunca duvidar de você.

Depois de algumas colheradas tomei a liberdade de sujar Axl. Lancei a ponta de meu dedo indicador na panela e para a surpresa dele, passei em seu nariz. Ele me olhou franzindo o cenho e eu sorri. Ele tomou a iniciativa de fazer o mesmo comigo, mas diferente do que fiz com ele, lambuzou meus lábios com o doce amarronzado. Passei meus dentes em meu lábio inferior, na tentativa de remover parte do brigadeiro.

–Quer que eu ajude a tirar? –ele perguntou com seu sorriso malicioso escondido no canto dos lábios, como de costume.

–O que está esperando? –Ele se lançou em minha direção e me deu um beijo lento, cheio de desejo, de ambas as partes, confesso.

Depois que terminamos, levei a panela até a pia e quando olhei para o sofá percebi que Axl não estava mais ali.

–Ei, o que faz aí? –perguntei ao perceber que ele estava na varanda. Aproximei-me e percebi que ele acendia um cigarro.

–Vim fumar. –ele disse.

–Eu não sabia que você fumava. –eu disse.

–Hã...desculpa se não te disse antes.

–Tudo bem. Mais acho que isso não deve ser muito bom. Está destruindo seus pulmões, não é? –eu disse e ele deu de ombros. Logo vi a fumaça subir e comecei a tossir desesperadamente. Axl ficou assustado, virá que aquilo não me fizera bem. Nunca havia tido contato com fumaça de cigarro.

–Meu Deus, Lizzi! Você está vermelha como um tomate. –ele disse tentando me socorrer. Percebi que a essa altura o cigarro já sumira de seus dedos.

Os dias foram passando e quando dei por mim, eu e Axl já estávamos namorando há mais de uma semana. Eu estava em plena descoberta de um novo sentimento. Era enlouquecedor. De repente eu estava completamente viciada no perfume de Axl, no calor de sua pele, na sua voz grossa. O amor era mesmo um sentimento traiçoeiro. Antes era apenas a imagem atormentadora de Axl que rondava em minha cabeça o tempo inteiro e agora, quando percebi, ele já se tornará meu único e maior vicio.

Mas, pelo que me parecia, eu não era a única com um novo vicio. Axl frequentava a minha casa todos os dias. Ele parecia incrivelmente apaixonado e eu mal podia acreditar nisso.

Axl P.O.V On

–Hey Duff, pegue uma para mim também. –eu disse acendendo mais um cigarro.

–E aí Axl? A quantas anda o namoro com a gostosa da Lizzi? –Izzy perguntou.

–A próxima vez que se referir a ela dessa forma eu lhe quebro todos os dentes. –eu alertei, logo Duff se aproximou com outra garrafa de cerveja.

–Wow! Vejamos o que temos aqui, o senhor apaixonado, Axl Rose. –Duff zombou depois que se sentou próximo a Steven.

–É. Estou louco por aquela garota. –ele disse.

–Não é necessário perguntar o porquê. – Steven se pronunciou.

–Todos podem ver o quanto ela é linda. –Disse Slash.

–É, a belezinha ganhou mesmo o coração de Axl. Nunca te vi tão alucinado por alguém. –disse Duff.

–Porra! Já disse que o nome dela é Elizabeth. Vocês são surdos? –eu disse me irritando com os termos que eles usavam para se referir a minha namorada.

–O.K Desculpa. –falou Duff. –Mr. Ciúmento. –ele terminou zombando e eu corri para pega-lo.

–Volte aqui seu filho da puta. –eu disse enquanto ele corria. Eu podia ouvir as gargalhadas dos outros que continuavam acomodados em seus lugares.

Axl P.O.V Off

–Estou esperando. –disse-me, Sarah.

–O que? –perguntei incrédula.

–Que me apresente William. –ela me cobrava isso desde o dia em que lhe contei sobre meu namoro. Eu a enrolava o quanto podia.

–Ah, sim! Marcarei com ele assim que puder. –menti.

–É a décima quinta vez que você diz isso. Quero logo conhecer esse rapaz, saber se é um bom partido para você. Ter a certeza que não vai te fazer nenhum mal. Não quero ver você sofrendo por cafajeste nenhum.

–Pode ter certeza que escolhi muito bem. Ele é uma ótima pessoa. –eu disse.

–Isso é o que veremos. –falou a loira e eu revirei os olhos.

–Nossa! Que saudade da minha mãe. Ela me perturbava menos sabia?! –eu disse irônica.

–Ah, você quer dizer que eu sou chata? –ela disse.

–Não falei nada. –ergui as mãos como um ladrão se entrega a policia.


Notas finais
E aí, mereço reviews? Bom, queria agradecer aqui a todos que estão lendo, que estão deixando comentários, isso me deixa muito feliz. Agradecer também a quem lê, mas não deixa comentário, eu entendo, mas muito obrigada por estar lendo. E deixar um obrigada especial para a Cristiana (Axl_Rose) Que recomendou minha fic, fiquei toda feliz quando vi. Muito obrigada.
Por fim, queria deixar o nome da minha nova fic, dessa vez é uma short, chamada Man Down,sobre a Rihanna. Não, eu não sou fã da Rihanna, mas minha melhor amiga é alucinada por ela a 6 anos, e a história surgiu sem querer num trabalho em dupla, e resolvi torna-la uma fic. É bem diferente de My Angel, essa é mais sangrenta, violenta, menos romântica, mas se alguém quiser ler, lá está Man Down, Ok?
Nossa, falei muito hoje. kkkkkkk
Beijos, meus amores!
Até a próxima att!