My Dark Angel
11 I Do Not Drink
Notas iniciais
Bom, confesso que este e a continuação me agradaram bastante em alguns trechos, já outros eu acho que está péssimo. Bom, mas como está e o que precisa ser melhorado só vocês podem me dizer. Então, aí está o décimo primeiro capitulo.
Divirtam-se.
Beijos!
[...]
-Por que não me deixa ir com você a um ensaio da banda? –eu questionei.
-Não é lugar para você. –ele disse novamente.
-Mas, não há nada de errado nisso. –indaguei.
-Claro que há. –murmurou.
-O que? –perguntei.
-Nada que você deva saber. Encerra-se aqui o assunto, ok? –ele disse.
-Mas... –tentei choramingar mais uma vez.
-Lizzi... –ele disse reprimindo-me.
Eu não entendia o por quê dele não me permitir ir ao ensaio do Guns N’ Roses, ele dizia como se houvesse algo de muito errado ali, como se me escondesse alguma coisa. Bom, há de se estranhar quando uma banda ensaia e compõem suas músicas durante a madrugada, sabe-se lá Deus aonde. Talvez fosse um estúdio, ou uma casa alugada, em que todos se reúnem e dão inicio ao seu som caótico. Axl nunca entrou muito nesse assunto.
Horas depois...
Axl P.O.V On
-Hey Axl, contratamos algo especial para você. – Slash praticamente gritou, já que o som alto me impediria de ouvir sua voz, se ele falasse normalmente, na verdade era impossível falar normalmente na situação em que ele se encontra. Ele já estava incrivelmente bêbado. –Essa tem olhos azuis. –ele disse puxando uma das meninas que deu passos a frente lançando olhares provocadores e vestindo sua roupa vulgar. Uma vagabunda como qualquer outra com a qual já havia transado. O olho dela não fazia a mínima diferença.
-Não. Hoje eu não quero. –eu disse.
-Ei cara, o que está acontecendo? Há quanto tempo você não transa com uma dessas? –Slash questionou.
-Bom, se não me engano há dois dias. –menti. Não consegui ir muito longe com a morena peituda com quem tentei ir para cama a dois dias atrás. Inexplicavelmente, o mesmo tipo de mulher que antes faria eu desejar seu corpo imediatamente agora não me despertava interesse. Refleti por poucos segundos, antes que Slash dissesse algo. Isso acontecerá desde que conheci minha pequena menina. Lizzi revolucionou meu jeito de pensar e agir, algo que nunca acontecerá, era como algum tipo de magia, minha vida mudou por completo desde que a conheci.
-Então, desfrute do que tem. Duvido que Lizzi já tenha ido para a cama com você. –ele disse.
-Ela não foi porque não se trata de nenhuma dessas putas que você arruma. Que transam com você porque tem condições de encher a conta bancária delas. O que você está fazendo, tentando arrumar alguém que vá me satisfazer na cama e que eu vá sentir o mesmo que sinto por Bels, em um só olhar? Ah, Slash saiba que o que eu tenho e algo que você não teve a capacidade de encontrar, alguém que eu não vou pagar por uma transa de puro prazer sexual. –eu disse irritado. Percebi que os outros haviam parado de se esfregar com suas garotas para olharem o que eu falava com Slash.
-Pois, então volte para sua mocinha intocável, idiota. –ele disse e eu voei em sua direção. Consegui atingir sua boca com um soco antes que meus braços estivessem presos por Duff e Izzy.
–Nunca mais abra a porra da sua boca para se referir a minha namorada. –Slash mal sabia o que estava fazendo, era o mais bêbado no momento. Saí de perto dele e fui à procura de mais heroína. Precisava relaxar.
Axl P.O.V Off
A cada dia que passava eu tinha ainda mais certeza do que eu sentia por Axl. Quando estávamos juntos éramos como duas crianças que descobriam o amor. Toda maturidade trazida por nossas idades se escondiam por trás de nossos corações e deixava a solta nosso lado infantil de quando tínhamos nossos felizes 8 anos de idade.
-Diz que me ama. –ele disse.
-Nunca. Não vou me render.–praticamente berrei as gargalhadas.
-Então não vou parar. –ele disse e continuou a me encher de cócegas sobre a cama.
-Por favor, pare! –supliquei, mas ele não me deu ouvidos. –Tudo bem Axl Rose, eu te amo. –eu disse.
-Você o que? –ele disse, fitando meu rosto. Eu respirava com dificuldades, depois de tantas gargalhadas continuas.
-Eu te amo. –repeti. Ele se inclinou para me dar um beijo longo.
Corríamos feito loucos pela casa e quando caiamos um sobre o outro, éramos sempre iluminados pela luz leve do sol do fim de tarde que dava um brilho especial a nossos sorrisos e deixava ainda mais bonito o que já havia em nossos olhos.
Nos dias chuvosos, ele sempre me abraçava próximo à varanda e fazia a temperatura de meu corpo subir rapidamente em decorrência do calor de seu corpo quente, onde já havia dormido tranquilamente em algumas tardes gélidas.
Sorrisos? Estavam sempre expostos em meu rosto. Não havia um dia se quer que eu fosse capaz de acordar de mau-humor.
As manhãs dos finais de semana de outono eram sempre mais felizes em um piquenique nos verdes parques de Los Angeles.
Ele me fazia sorrir o tempo todo, e para falar a verdade, no auge de minha ignorância terrível sobre homens, ainda poderia dizer que não há nenhuma qualidade melhor em um homem do que a capacidade de fazer uma mulher sorrir independentemente da situação. Axl tinha essa incrível capacidade.
Depois de muita insistência, ele me levou para conhecer a tal casa que ele morava com os garotos. Confesso, fiquei terrivelmente assustada com a grotesca desordem, mas pelo que Axl disse, eles se esforçaram para organizar tudo ao saber que eu faria uma breve visita. Senti-me privilegiada perante ao fato.
Shows, compromissos diários, livros... tínhamos uma extensa lista de afazeres, e a dele era ainda mais extensa que a minha, mas sempre dávamos um jeito de estarmos juntos.
[...]
O relógio anunciou às 16:00 horas e nem mesmo sinal de Axl. Havíamos marcado de sair às 15:00 horas, mas ele pela primeira teve um atraso tão grande, grande o bastante para começar a me preocupar.
-Oi Lizzi! –Duff disse sorridente depois que abriu a porta.
-Oi Duff. O Axl está aí? –perguntei.
-Não. Ele ficou no estúdio resolvendo algumas coisas. –ele disse.
-Ah droga. –murmurei.
-Olha, não quer entrar e esperar por ele aqui dentro? –ele perguntou.
-Não sei se devo.
-Não seja boba, Lizzi. Ande, espere por ele aqui. –insistiu.
-Tudo bem. –cedi. Passei pela porta que logo depois o loiro fechou. A casa parecia ainda mais bagunçada do que da última vez. Mal andei e quase caí ao pisar em uma lata de cerveja que meus olhos não foram capaz de enxergar. Duff que vinha logo atrás de mim me segurou antes que eu chegasse ao chão. –Hã... Eu estou... bem. –eu disse soltando-me de seus braços.
-Hey Duff, quem é? –ouvi uma nova voz e se não me falhava a memória, se tratava de Slash.
-Hã... É a Lizzi. –respondeu. Logo pude ver a cabeleira espantosa de Slash que agora se aproximava de nós.
-Ah, oi Slash. –eu disse.
-Oi lindinha. –ele disse dando-me um beijo demorado no rosto.
Corei.
-Ei, Axl, não está aqui. –ele disse.
-Sim, eu sei, mas Duff disse que não teria problema se eu ficasse aqui... –eu disse virando-me rapidamente para Duff posicionado atrás de mim. Percebi o olhar que os dois trocaram. Pareciam se falar telepaticamente.
-É, não tem mesmo problema. –ele disse.
-Hã... Lizzi, não quer ir lá para dentro com a gente. –Duff disse.
-Claro. –respondi. Fomos até a parte de trás da casa, onde havia uma piscina e Steven e Izzy se encontravam sentados frente a uma mesa redonda repleta de garrafas e latas de bebida.
-Guarde isso. –Slash disse a Izzy que se levantou com um prato que continha algo que não pude ver.
-Olá Lizzi. –Steven disse apagando seu cigarro.
-Oi Steven. –eu respondi sorrindo. –Hã...Será que Axl vai demorar? Não quero atrapalhar vocês.
-Que isso, docinho?! Você não atrapalha em nada. –Duff disse se posicionando ao meu lado e olhando fixamente em meus olhos. Corei bruscamente. –Muito pelo contrário. –ele murmurou consigo mesmo, mas ainda sim fui capaz de ouvir.
-Sente-se. –disse Steven e eu o fiz.
-Hey, vejam só o que temos aqui. –ouvi a voz de Izzy que voltava da cozinha. –Como vai Lizzi? –ele perguntou, educado.
-Muito bem, Izzy, obrigada. E você?
Ele se sentou na cadeira a minha frente com seu cigarro preso entre os lábios.
-Como sempre-respondeu.
-Ei galera, trouce mais cerveja. –Duff anunciou, voltando pelo mesmo caminho de Izzy. Eu não me lembrava nem mesmo de tê-lo visto sair de perto de nós.
Ele postou sobre a mesa as 5 novas garrafas de cerveja gelada, era quase impossível reconhecer quais eram as cheias em meio a tantas vazias espalhadas pela mesa, mal havia espaço para as quais ele havia acabado de trazer. Foram rápidos e pegaram logo cada um sua garrafa, vi uma única rodopiar na mesa.
-Ande Lizzi, beba a sua antes que esquente. –Duff disse.
-Não, eu não bebo. –respondi.
Eles pareciam não acreditar no que eu dissera.
-Você o que? –Steven perguntou incrédulo.
-Quem em pleno século XX não bebe? –Izzy questionou.
-Bom, fui criada assim, longe de coisas ruins. –respondi.
-Mas isso não é ruim. –disse Izzy.
-Por que não experimenta? –disse Steven.
-Acho que apenas um gole não acabará com a sua vida. –Grunhiu Duff.
-Não sei se devo. –eu disse ainda em dúvida com meu ato.
-Não seja boba, Lizzi, mostre que pode se divertir como nós, como Axl. –falou Duff.
Logo lembrei-me da primeira vez que vi Axl. Ele estava incrivelmente bêbado, cambaleando devido ao excesso de álcool em seu organismo.
Talvez ele fosse gostar de saber que eu não era tão certinha e que eu poderia acompanha-lo em lugares onde servissem bebidas alcoólicas sem problemas.
Notas finais
Agora mudando de assunto, quem aí ficou feliz com a entrada do Guns para o Hall of Fame? o/
Na verdade fiquei feliz em dobro, já que os meus queridinhos do Red Hot Chili Peppers entraram também.
Mas a expectativa não está girando em torno só da entrada do Guns em abril para o Salão da Fama do Rock and Roll, ma também pela tão sonhada apresentação da formação clássica. Meus olhinhos até brilham só de pensar. Seria tão...lindo =D{Momento bobona}
Agora só esperar e torcer pela tão esperada, e sonhada, apresentação.
Esperando reviews aqui, hein?
Beijos!
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